Em busca de um final feliz

30 "Senhora Prefeita, Senhor Hood."


Notas iniciais
Olaaa leitoresss estou muitoo feliz!!! Consegui entrar para a universidade! ♥ ;) :) Gostaria de agrdecer a todos comentários positivos que recebi me desejando sorte :D. Estou feliz também, chegamos ao capítulo 30!!! Sendo assim escrevi um capítulo especial, tirando o começo ele é completamente OUTLAWQUEEN o maior capítulo que já escrevi ♥ ♥ ♥ Acessem esse link para escutar a música citada no capítulo : https://www.youtube.com/watch?v=mlnSwyvLEH0 Espero que curtam o capítulo! Beijão

—Mãe?!

Henry disse.

Naquele momento Regina congelou, sentiu sua pulsação acelerada. Ela queria tanto resolver toda aquela situação,entretanto não sentiu-se preparada para isso. Não ali. Não agora...

Regina continuou parada sem se mover.

—Você está bem?

Robin perguntou preocupado.

— Sim.

Foi só o que ela conseguiu responder.

Robin sabendo que eles precisavam ficar sozinhos. Colocou Roland dentro da caminhonete e logo fez o mesmo.

—O que você quer Henry?

Regina pergunta se virando para ele.

De longe Snow, David, Sr. Henry e Ema analisavam a cena de longe.

HENRY! Sua mãe havia o chamado de HENRY! E não de filho, como ela o chamava.

Ele estava perdido em seus devaneios. Até Regina falar.

—Então... Você vai dizer algo? Ou eu posso ir embora?

Henry não respondeu, ainda surpreso pela frieza de sua mãe com ele.

Regina se vira para seguir o caminho até a caminhonete, quando senti Henry pegar sua mão.

—Mãe espere!

Henry sabia que aquela era a oportunidade que ele teria, e outra como aquela demoraria a surgir...

—Mãe me perdoe, por favor. Estou tão arrependido.

—Não há o que perdoar!

Henry a encara confuso.

—Como?

—Sim Henry, não tenho o que perdoar. Naquela noite você disse o que sentia... E eu entendo, fiz coisas que te machucaram,não somente a você mas a toda sua família biológica, e também pessoas inocentes.

—Mas mãe...

—Henry não me interrompa por favor! Você sabe, eu não sou a mãe que você precisa, eu não posso lhe proporcionar um mundo de pureza. Ema é de quem você realmente precisa, e também ela é a sua verdadeira mãe... Se não fosse por ela você nem estaria aqui hoje.

—Eu preciso de senhora também. Foi quem me criou.

Ele tenta abraça-la, mas a mesma recua.

—Não Henry. Você não precisa.

Regina entra na caminhonete com os olhos marejados. Não havia olhado para trás. Não percebeu que seu filho estava chorando.

Durante o caminho de volta para casa Regina refletia sobre o ocorrido com seu filho, seu Henry... “ Será que peguei pesado demais com ele?”

Logo percebeu Roland dormindo no seu colo.

No dia seguinte Regina se encontrava na prefeitura, era o horário do almoço. Havia comunicado Ema de que sua presença era solicitada.

Assim que soube, Ema foi ao gabinete da prefeita.

—Boa tarde Regina.

—Boa tarde senhorita Swan.

Regina nem sequer a olhou e continuou a assinar a papelada.

—O que é assim tão urgente?

—Antes de vir para cá você encontrava pessoas não é mesmo?

—Sim e daí?

—Como você sabe eu trouxe Malévola para cá, e prometi a ela que a ajudaria a encontrar sua filha.

—Entendi, você quer que eu a encontre.

—Exatamente. Pagarei seus honorários senhorita Swan.

Ema sorriu.

—O que?

Regina perguntou.

—Você... Mesmo com os seus problemas está preocupada com a Malévola.

—Eu costumo cumprir com minhas promessas. E Malévola foi uma grande amiga.

—Não importa o que você diga Regina, eu sei que você apenas mantém essa imagem de mulher fatal, forte,intocável. Mas você é tão sensível quanto uma rosa.

Regina a encarava surpreendida com aquelas palavras.

—Você está blefando Swan!

—Você pode enganar quem quiser menos a mim!

Regina revirou os olhos.

—Então vai fazer o que eu pedi ou não?

Ema consenti com a cabeça em afirmação.

Regina pega um talão de cheque.

—De quanto estamos falando?

— Não vou cobrar por esse serviço.

—Por que?

—Por que eu sou sua amiga Regina e amigos se ajudam.

Regina a olhava novamente surpresa.

—Mas...

—Sem mas Regina, se você quiser ajudar a Malévola aceite.

—Ok.

Ema sorriu vitoriosa.

—Temos que resolver mais umas coisas...

—O que?

Ema pergunta curiosa.

—As tuas aulas começam amanhã.

Ema salta da cadeira.

—Sério? Nossa Regina estou tão empolgada.

Ema vai até Regina e a abraça.

—Obrigada.

Regina ficou imóvel enquanto Ema a abraçava.

Ema estava prestes a sair pela porta, quando Regina surpreendentemente lhe pergunta.

—Como ele está?

—Ele quem?

Ema questiona fingindo não saber de quem se tratava.

—Henry! Como ele está? O senhor Hood disse que ele estava chorando quando fomos embora.

Regina disse preocupada.

—Não vou mentir para você,ele realmente ficou muito triste,mas seu pai acabou o acalmando.

—Meu pai?

—Sim. Ele e Henry estão muito amigos. Henry vai visita-lo todos os dias na pensão da vovó.

“Pensão da vovó!” Era lá onde seu pai estava...

—Hum.

Regina fala fingindo não se importar.

—Então... Como está o meu amigo?

—De que amigo você está falando Swan? Ainda não possuo bola de cristal.

—Do Robin né. É com ele que você está morando.

—Eu não estou morando somente com o senhor Hood, tem o pai dele, a madrasta, e o filho dele.

Regina esboça um sorriso.

—Vocês são tipo o que?

—Como assim?

—Ué você está grávida dele, mora com ele... Como é essa situação?

—Estamos tentando melhorar nossa convivência um com o outro, ainda mais agora depois do que aconteceu com Giselda e João.

Regina suspira.

Uma batida na porta interrompe a conversa.

— Com licença senhora prefeita.

Era Robin.

“Senhora prefeita.” Ema pensou.

—Entre senhor Hood.

“Senhor Hood.” Ema franziu a testa.

—Algum problema Swan?

—Não é que nossa vocês são muito cultos, que negócio é esse de senhora prefeita? Senhor Hood? Vocês vão dividir um bebê! Vocês moram juntos! Quanta formalidade!

Regina a encarava furiosa,entretanto foi surpreendida pela resposta de Robin.

—Infelizmente estou apenas seguindo regras.

“Infelizmente.” Regina pensou.

Estava confusa pensando. Robin e Ema a encaravam. Regina percebendo os olhares curiosos logo diz para Robin ríspida:

—E você? O que está fazendo aqui?

—Você esqueceu?

—Esqueci de que?

—Durante o café da manhã combinamos que eu te buscaria aqui para visitarmos minha tia e o João. Além do mais...

—Além do mais o que?

Ela pergunta nervosa.

—Meu pai ligou, e disse que devemos comparecer ao hospital o mais rápido possível.

—Devemos ir logo então... Havia me esquecido completamente.

Regina olha para a sua mesa, toda aquela papelada.

—Se você quiser podemos levar esses papéis para casa.

Ele apontou para a mesa.

Ema os observa: “Robin está tentando agrada-la. E isso é bom.”

Regina com a ajuda de Robin separa os documentos mais importantes.

—Se você quiser posso ajuda-la mais tarde.

—Não será necessário.

Regina respondeu saindo de seu gabinete.

Robin suspira

Ema saiu logo atrás deles.

Enquanto entrava no carro de sherif ela cuidou Robin abrindo a porta da caminhonete para Regina.

“Bem que eles poderiam... Não devo estar viajando.”

No hospital...

Antony havia os chamado para lhes comunicar que Giselda estava reagindo bem ao tratamento, já João infelizmente não havia apresentado nenhuma melhora.

Portanto fariam diversos exames com ele aquela tarde. Robin e Regina decidiram ficar no hospital até o fim dos exames.

Já se passavam das 21:00 da noite e nada de Antony ou Whale darem notícias.

Regina já havia bocejado algumas vezes, Robin vendo o cansaço dela já tinha a convidado para ir embora,mas ela queria ficar.

Os dois estavam sentados um do lado do outro. O sono tomava conta de Regina e logo ela adormeceu.

Robin então sentiu o peso da cabeça dela caindo sobre o seu ombro. Ele a olhou. E com a mão esquerda tocou em sua barriga.

—Você está cansando a mamãe não é?

Ele esboçou um sorriso, e logo olhou para as feições do rosto de Regina.

Seus lábios vermelhos lhe chamaram a atenção. O seu rosto tinha um formato tão belo, ela parecia tão calma e serena, diferente do que ela era, pelo menos com ele. Afinal o mesmo já havia percebido o quanto ela tranquilizava seu filho.

Robin sorriu olhando para ela, aquela mulher de personalidade forte,determinada e independente, estava ali dormindo em seu ombro.

Ele não parava de admira-la. “ Nossa como ela é linda dormindo!

Antony caminhava no corredor queria os informar dos resultados dos exames. No entanto é surpreendido com o que vê, seu filho sorrindo para Regina que dormia aconchegada em seu corpo.

Não acreditava no que via, já havia se intrometido entre eles em algumas discussões, e agora os dois estavam ali tão próximos. E seu filho estava encantado analisando a mulher ao seu lado.

Robin estava tão distraído observando Regina que nem percebeu a aproximaão de seu pai.

—Filho?

Robin se assusta com a chegada de Antony, ele se vira rapidamente e acaba acordando Regina.

Regina se acorda assustada, ao perceber onde ela estava aconchegada ela se levanta rapidamente.

—Me desculpe isso não deveria ter acontecido. E eu... eu...

—Não eu que lhe devo desculpas. Não queria acorda-la, você parecia tão bem.

Robin também levanta-se.

Os dois ficaram se olhando por um tempo.

Antony franziu a testa confuso com o comportamento dos dois.

Assim que Antony os informou sobre o estado de saúde de João, eles voltaram para casa.

Logo que saíram perceberam a forte chuva que caia na cidade.

Já estavam no meio do caminho,a chuva só aumentava raios e trovões a acompanhavam.

Robin e Regina estavam em silêncio,ela sentia-se envergonhada de ter adormecido sobre ele...

Derepente a caminhonete apaga, Robin vira a chave de novo e ela não liga, mais duas tentativas e nada...

—O que houve?

Regina pergunta.

—Não sei fique aqui, vou ver se é algum problema no motor.

Robin tira seu casaco e desce da caminhonete.

Percebeu o quanto a chuva estava fria.

Abriu o capo e ficou analisando o motor durante um tempo.

Regina impaciente resolveu descer.

Como a chuva estava forte Robin alterou seu tom de voz.

—O que você está fazendo aqui? Eu falei para ficar dentro da caminhonete.

—Eu não costumo receber ordens senhor Hood... Qual o problema?

Ela pergunta apontando para o motor.

—Não sei... Mas pelo que vi não vai funcionar agora.

—O que vamos fazer?

—Vamos chamar um guincho e esperar. Agora vamos entrar no carro,não é bom para você pegar essa chuva gelada.

Os dois entram na caminhonete e Robin liga para Sean. Assim que ele desliga o celular Regina pergunta:

—Então, ele vem?

—Sim, só que vamos ter que esperar cerca de uma hora, ou uma hora e meia.

—Ótimo! Uma hora presa dentro de um carro sem nada para fazer.

Ela passa as mãos nos seus braços na tentativa de se aquecer.

—Deixe-me colocar o meu casaco, você está com frio.

Robin coloca o casaco nela.

Regina havia pensado em recusar, porém estava com muito frio.

Ela pega os papéis que havia trazido da prefeitura.

—Você vai trabalhar agora?

Regina coloca seus óculos.

—E você quer que eu faça o que? Por acaso você quer ficar conversando?

Robin fica calado, pela expressão que ele fez Regina deduziu que era o que ele pretendia.

—Mas já são 22:00, não é muito tarde... Digo você precisa descansar.

—Se você soubesse... Antes eu ficava até 01:00 da madrugada trabalhando.

Regina começou a assinar alguns papéis e Robin a observava, o quanto ela havia ficado bonita de óculos.

Por fim, ele decidiu ligar o rádio.

Regina o encara.

—O que foi?

—Você ligou o rádio. Eu estou trabalhando.

—Me desculpe senhora prefeita.

Ele diz ironicamente.

Robin coloca sua mão no rádio para desliga-lo, Regina logo identifica a música que havia começado e rapidamente sem perceber acaba colocando sua mão sobre a dele e diz:

—Espere! Eu gosto dessa música.

Robin pode perceber o quanto a mão dela era macia e suave.

Os dois trocam olhares. E voltam para suas posições.

A música que tocava ao rádio era:

Heaven — Bryan Adams

Paraíso

Pensando nos nossos tempos de juventude

Só existia eu e você

Éramos jovens, selvagens e livres

Agora nada pode lhe manter longe de mim

Já passamos por isso antes

Mas agora já acabou

E você continua me chamando pra mais

Querida você é tudo que eu quero

E quando você está deitada em meus braços

Quase não consigo acreditar

Que estamos no paraíso

E amor é tudo o que eu preciso

E encontrei em seu coração

Não é tão difícil de ver

Que estamos no paraíso

Oh -uma vez na vida você encontra alguém

que vira a sua vida de ponta cabeça

que te anima quando você está mal

Agora nada poderia mudar o que você significa pra mim

Há muita coisa a dizer

Mas apenas me abrace agora

Pois nosso amor irá iluminar o caminho

Eu esperei a tanto tempo

Para que algo acontecesse

para o amor chegar

Agora nossos sonhos se tornam reais

na felicidade e na tristeza

Eu estarei lá com você

Querida você é tudo que eu quero

E quando você está deitada em meus braços

Quase não consigo acreditar

Que estamos no paraíso

E amor é tudo o que eu preciso

E encontrei em seu coração

Não é tão difícil de ver

Que estamos no paraiso .

Robin prestava atenção em cada parte da música,afinal ele não a conhecia, e apesar de já estar nesse mundo a alguns meses não era acostumado a escutar música.

Olhou para Regina que estava com o rosto virado para a janela cuidando a chuva que caia lá fora... Ela parecia estar perdida em seus próprios pensamentos... “Provavelmente aquela música fazia com que ela se lembra-se de seu amor da juventude... Assim como eu me lembrei de Marian.”

A música acabou, Robin ia desligar o rádio mas a voz um pouco embargada de Regina o diz para mantê-lo ligado.

Um silêncio havia se formado, só era possível ouvir os pingos de chuva que caiam sobre a caminhonete,ou os trovões que estavam fortes e causavam grande barulho.

Robin mesmo esperando não obter uma resposta comenta:

—Essa música me lembrou da minha falecida esposa Marian.

—A mãe do Roland?

Regina o encara, e ele pode perceber que os olhos dela estavam marejados.

—Exato. Por um momento ela era tudo que eu queria e precisava, e no outro eu estava a perdendo...

—Eu te entendo. Com Daniel também era assim. Até minha mãe mata-lo.

—Eu também posso compreende-la. Mas minha mulher acabou morrendo por minha culpa...

—O que aconteceu?

— Ela Magnus,Gregório e outros homens alegres estavam roubando uns cavalos, em uma fazenda quando os proprietários perceberam, acabaram queimando o estábulo com eles dentro. Magnus e Gregório conseguiram sair, já Marian e o restante acabaram ficando presos e... e... morreram asfixiados. Eu não queria que ela fosse, Roland estava doente naquela tarde e havia pedido para mim ficar com ele e lhe contar uma história. Minha tia tinha ido a cidade e só voltaria a noite, então decidi ficar com ele... Marian teimosa foi no meu lugar,mesmo eu pedindo para que ela ficasse,mas ela não me obdeceu, e infelizmente acabou morrendo.

Robin não olhava para Regina, encarava a chuva a sua frente.

—Então aconteceu aquilo que você me disse naquela noite durante o debate, obcecado por ódio e vingança,voltei ao local do roubo e queimei a casa dos proprietários com eles dentro, eles morreram assim como ela. Depois descobri que eles tinham uma criança do tamanho do meu filho... Eu sinto tanta vergonha,imagina quando meu filho descobrir. Que tipo de pai sou eu? Que exemplo é esse que eu estou lhe dando de honra? Se quando eu tinha que provar ser um homem de bem, fui dominado por sentimentos inapropriados? Que tipo de pessoa irá me entender?

Vendo a tristeza nos olhos de Robin. Regina tenta consola-lo.

—Eu entendo você! (Robin a olha.) Ambos tivemos nossos amores aquém estávamos dispostos a morrer para que pudessem sobreviver...Foram arrancados de nós de forma repentina, causando um grande conflito com os nossos princípios. Você pode ter errado naquela noite,mas e eu que cega por vingança contra Snow White perdi quase metade da minha vida. Ao invés de fugir daquele castelo, decidi permanecer e ficar alimentando esse ódio. E o pior de tudo, acabei prejudicando muitas pessoas que não tinham nenhum tipo de envolvimento com a história. Mandei matar um pai de família por causa que haviam dado um pedaço de pão para Snow. Que tipo de pessoa eu sou?

Eu matei meu próprio... (Ela faz uma pausa lembrando-se de que Sr. Henry não era seu pai.) O homem que me criou por conta de vingança... A minha situação é bem pior que a sua. E se não fosse pelo meu fi... Henry eu estaria até hoje cometendo erros, e mais erros.

Robin surpreendeu-se com as palavras de Regina, o modo como ela de certa forma mesmo que desabafando tentava consola-lo.

—Você pode ter feito coisas terríveis,mas você tem feito muitas coisas boas em troca. Pode não trazer quem você feriu de volta, mas já uma maneira de se redimir diante de seus atos do passado. A cidade está aprendendo a gostar de você,mesmo que não acredite.

Regina o encara admirada.

—E Roland? Como ele ficou depois da morte da mãe?

—No começo ele ficava triste pelos cantos. Naquela noite quando descobri que havia a perdido, pensei que não encontraria razões para seguir em frente ,mas então encontrei uma meu filho. Fiz de tudo para que ele pudesse ter a vida mais normal possível,felizmente minha tia e meus amigos fizeram com que ele não tivesse uma vida tão solitária, e aos poucos o vazio da falta de sua mãe foi preenchido graças a cooperação de todos.

—E por que você não se casou de novo?

—Depois que eu perdi Marian achei e ainda acho que será difícil encontrar uma mulher que eu realmente amo, assim como eu a amei. A não ser claro que eu tenha uma alma gêmea por aí... (Ele esboça um pequeno sorriso.)

Regina retribui.

—Mas e Roland?

—O que tem ele?

—Você não acha que ele precisa de uma mãe?

—Eu acho que ele já se acostumou com a ausência de uma... Digo depois que Marian morreu, ele não se apegou a mulher nenhuma só continuou mantendo um relacionamento com a minha tia,entre uma vó e um neto. Quer dizer... Até agora. Acho que ele está se afeiçoando com você!

—EU?

—Sim, nunca vi meu filho tão animado. Ele muda completamente quando você está por perto... Ele nunca dormiu com alguém que não fosse eu, e essa semana ele quis dormir com você. Ele gosta muito de você.

Regina esboçou um grande sorriso.

Robin mais uma vez teve que admirar a beleza daquela mulher,ainda mais agora com um belo sorriso estampado em seu rosto.

—Eu também gosto muito dele!

Robin consenti com a cabeça e abre um pequeno sorriso,mas o suficiente para Regina se encantar com suas covinhas, e sem saber por que acabou olhando para os músculos de Robin que agora estavam bem marcados devido a chuva, ainda mais sem usar o seu casaco.

-Mas se você não quis se envolver com ninguém, como acabou engravidando a minha irmã?

Robin contou toda sua história com Zelena, e como havia sido enganado...

—Nossa sinto muito, realmente não entendo o motivo dela ter feito isso.

—Tudo bem, pelo menos assim vou poder ser pai novamente. Sempre tive a vontade ter mais filhos...

—Eu também tinha...

—E por que você não teve mais?

— Henry já valeu por três! (Ela sorriu.) Além do mais era difícil conciliar a maternidade, com o trabalho. Tudo fica mais difícil para uma mãe solteira.

—Foi muito difícil cria-lo sem a autoridade de um pai? Você não acha que ele sente falta de um pai?

—Você acha que eu não possuo autoridade senhor Hood? Confesso que as vezes peguei pesado demais com ele. Acho que da mesma forma que você criou Roland sem uma mãe, eu consegui criar Henry sem um pai. Depois Henry acabou trazendo a Ema, e depois encontrou seu pai biológico, infelizmente Neal acabou morrendo. Henry sofreu demais com a perda do pai. Foi muito difícil fazê-lo voltar as atividades normais.

—E agora com a perda da mãe também...

Regina o encara um pouco desapontada.

—Eu não abdiquei do meu filho se é isso que você está insinuando. Ele fez um escolha, e eu estou a respeitando. Com tudo é melhor que ele se acostume com a minha ausência, afinal daqui a alguns meses eu não vou mais esta por aqui.

Ela suspira.

Robin não sabia o que falar, havia esquecido completamente do ocorrido entre as vidas interligadas.

—Mas você já parou pra pensar que ele precisa tanto de você quanto da Ema, as duas fazem parte da vida dele. De maneiras diferentes, você criou ele!

—Mas você não se lembra o que ele falou de que...

—Esqueça o que ele disse, foi na hora da raiva. Ele nem sabia o que estava falando.

—Você está realmente pedindo para uma pessoa que passou metade de sua vida se vingando de outra, esquecer... Você tem certeza do que está falando?

—Você não é mais aquela pessoa.

A conversa entre eles durou mais alguns minutos até que Sean chegou, rebocou a caminhonete e os levou para a fazenda.

Quando chegaram Isabel, correu até eles apavorada com o estado de ambos que estavam com suas roupas molhadas, a chuva estava tão forte que somente o tempo de descer do caminhão e entrar em casa, os dois haviam se encharcado.

-Meu deus!!!

Isabel exclamou.

—Vocês precisam de um banho quente! Eu vou aquecer uma sopa para você e deixo nos quartos.

—Obrigada dona Isabel.

Regina agradece.

Robin apenas consenti com a cabeça.

Roland vem correndo da cozinha,carregava um ursinho nos braços.

—PAPA!

Ele correu para o seu pai e lhe deu um abraço.

O menino veio tão rápido que Robin não pode negar o colo.

—Pai você está molhado.

—Eu sei querido,aconteceram imprevistos. Você se comportou direitinho?

—Sim. Mas eu não consegui dormir, estou com medo da chuva pai.

—Não precisa ter medo, papai está aqui para proteger você.

—E a Regina também!

Roland abraça as pernas dela.

—Você também está molhada!

Regina se agacha e toca no nariz dele.

—Que tal um leite bem quentinho, uma cama bem aconchegante e uma história?

—Sim!!!

Ele pulava de alegria.

Robin sem perceber acaba dizendo:

—Então vá para o meu quarto, eu já vou.

Roland um pouco confuso obdece o seu pai.

Regina decide ficar quieta, a última coisa que queria era uma discussão.

Robin a encara novamente e diz:

—Obrigada.

—Obrigada pelo que?

—Pelos teus conselhos. Foram de grande ajuda.

—Eu também agradeço pelos teus.

Regina sobe alguns degraus.

—Boa noite senhora prefeita.

—Boa noite senhor Hood.

Assim que Robin entrou no banho, Roland foi correndo para o quarto de Regina e se deitou na cama dela.

Regina tirava sua roupa,porém quando tirou o casaco de Robin ficou e olhando e o cheirou.

“Ele tem cheiro de floresta.” Ela nem sequer percebeu que havia esboçado um sorriso.

Logo que saiu do seu banho vestiu sua camisola bege de seda cujas as bordas era de renda.

Quando abre a porta do banheiro, vê uma bandeja com a sopa, um copo de suco e uma maçã. Porém é outra coisa que lhe chama a atenção, Roland.

O menino estava deitado na sua cama.

—Roland o que está fazendo aqui?

—Eu vim dormir com você. Estou com medo.

—Eu sei. Mas eu pensei que você fosse dormir com o seu pai.

—Você não quer dormir comigo?

Roland se senta escorado na cabeceira,Regina se senta do outro lado.

—Não é isso querido, é claro que eu quero dormir com você! Só não sei se o seu pai vai gostar, acho que ele gostaria de dormir com você.

—Mas eu quero dormir com você. Você pode pelo menos me contar uma história enquanto ele toma banho?

—Claro. Qual história você quer ouvir?

—O gato de botas!

Regina então começa a contar a história para Roland.

Robin assim que saiu do banheiro percebeu a ausência do filho, estranhou afinal Roland estava com medo...

Colocou seu pijama rapidamente, mas assim que saiu do seu quarto ouviu as risadas e a voz de seu filho, soube exatamente onde ele estava. No quarto ao lado. Com Regina.

Ao escutar as gargalhadas de Roland e perceber as reações do menino enquanto ela contava a história, Regina acabou cedendo aos encantos do menino, e logo já estava acariciando os seus cabelos e rindo junto com ele da história que ela mesma contava.

Uma fresta da porta havia ficado aberta, Roland não conseguia fecha-la, e Robin pode os observar. Sorriu. Seu filho parecia tão feliz, e Regina também.

Resolveu bater na porta. Roland e Regina se calaram e ela disse:

—Entre.

Robin não sabia por que mas estava adorando ouvir aquela voz.

— Com licença.

Ele entra no quarto.

Regina se levanta da cama.

Robin a olhou. “ Nossa que corpo...Que isso, o que estou pensando???”

—Senhor Hood. Senhor Hood.

—Sim me desculpe, estava distraído.

—Pai a Gina tava me contando a história do gato de botas!

Roland começa a pular na cama.

Robin pega Roland no colo.

—Obrigada, e desculpe pelo descuido eu estava no banho e ele se aproveitou e veio para cá...

—Tudo bem. É sempre um prazer lhe contar uma história ela se aproxima deles e beija a testa de Roland.

—Boa noite Gina.

Ele disse um pouco triste.

—O que foi filho?

—Eu queria dormir aqui pai.. Com a Gina ela faz um carinho tão gostoso.

Regina sorri para o menino e logo diz a Robin:

—Eu não me importaria se ele ficasse aqui.

Ela sorri.

—Você tem certeza mesmo?

—Claro!

—Tudo bem,qualquer coisa se ele abusar me chame.

—Tenho certeza de que não será necessário.

—EBA!Obrigado pai. Boa noite.

Ele beija Robin que o coloca no chão e o mesmo vai correndo até a cama.

Regina acompanha Robin até a porta.

—Obrigado mais uma vez, agora pelo Roland, sei que você deve estar cansada...

—Não se preocupe eu posso dar conta dele.

Os dois sorriram. Robin estava indo para seu quarto quando para no meio do corredor e a chama:

—Senhora prefeita!

—Sim.

Ela sai para o corredor.

—Fico feliz que Zelena tenha escolhido você para gerar nosso bebê. Ela não poderia escolher uma mãe melhor.

Regina pela centésima vez naquele dia ficou surpresa. Jamais havia pensado em escutar tais palavras da boca dele.

—Boa noite.

—Boa noite.

Ela responde ainda incrédula.

Regina não havia percebido que Roland estava atrás dela e havia escutado.

Enquanto voltava para a cama em passos lentos Roland disse:

—Vovó, sei que a senhora está dormindo ,mas acho que o nosso plano está começando a dar certo!

10 dias depois...

Regina, Robin e Roland estavam no quarto de Giselda a visitando, aquela era a primeira vez que os três iam juntos...Durante esse tempo, tinha dias que Regina levava Roland, ou Robin o levava...Porém a visita nunca havia sido em grupo.

Regina colocava as flores no bidê ao lado da cama,Roland segurava a mão de Giselda e lhe contava uma história. Já Robin estava passando a mão nos cabelos de sua tia.

Regina para ao lado de Robin e segura a outra mão dela.

— E viveram felizes para sempre... Vovó estamos com muita saudade da senhora, volta logo.Volta pra mim. Para o nosso plano, ele está começando a dar certo...

Regina e Robin olham para o menino,não sabiam de que plano estava falando...

Mas são surpreendidos por Giselda que abre os olhos.

Notas finais
E ai o que acharam? Regina e Robin trocando confidências... Giselda acordou e agora? Será que ela se lembra do que? Não perca o próximo capítulo, contará também um resumo do que aconteceu nesses 10 dias que passaram... Beijosss