Em busca de um final feliz
43 Quando um homem ama uma mulher
Notas iniciais
Já faziam 3 horas desde que Regina chegou ao hospital, amesma havia ficado 2 horas em cirúrgia. Fazia uma hora que estava em um quarto... Robin se encontrava sentado em uma cadeira ,ao lado da cama. Os olhos inchados de tanto chorar, temia pelo pior.
Regina estava pálida e tossia constantemente.
Zé Neto e Christiano- Te amo
“Onde você pensa que vai
Senta aqui ainda não acabou
Sei que nunca fui o mais perfeito
Nunca dei o que você sonhou
É mas agora eu posso ver
Que eu não saberia
Acordar todo dia
Olhar do meu lado
E não te sentir
Não me aceitaria
Olhar mais no espelho
Sabendo que um dia
Te deixei partir
Eu não imagino como seja o mundo
Sem você por perto eu não posso seguir
Me desculpa por tudo que fiz
Se te fiz infeliz
E nunca admiti
Te amo
Te amo
Te amo.”
Na sala de espera...
Whale informava Senhor Henry, Ema,Snow e David ( que haviam acabado de voltar para Storybrooke assim que souberam do ocorrdo). Giselda,João Pequeno, e Dona Isabel também estavam presentes.
—Bom...o caso da Regina é grave. Ela inalou muita fumaça, e o pior de tudo perdeu muito sangue, por conta do tiro que levou.
—Mas o tiro não foi de raspão?
Ema se pronúncia.
—Sim,mas ela ficou muito tempo sem receber socorro.
Snow cabisbaixa pergunta : -Mas e se fazer uma doação de sangue?
—Sim! É exatamente aí que eu quero chegar, procurei no banco de sangue do hospital. Infelizmente o tipo sanguíneo da Regina é o mais raro que tem O negativo. (Ele suspira.) -Não possuímos esse tipo de sangue...
—Algum de vocês possui?
Todos negam com a cabeça.
Até que surge uma voz entre eles.Era Rumple.
—Eu acho que posso doar.
—E por que você acha isso?
—Porque eu sou o pai dela.
Todos ficam surpresos com aquela revelação,jamais imaginariam que Rumplestiltiskin fosse o pai da Regina.
Senhor Henry se aproxima dele e diz: -Você? Eu não posso acreditar!
Whale interfere: -Deixem isso para depois a vida da Regina é a maior prioridade no momento.
Whale e Rumple se retiram para que a transflusão fosse feita logo.
Tudo certo Regina receberia a doação de seu pai.
Sendo assim, ela foi novamente transferida de sala.
Os primeiros raios de sol começavam a surgir na pequena cidade do Maine. Robin caminhava pelo corredor do hospital, estava atorodado, inquieto.
Passava as mãos pelo cabelo, a palidez era evidente. Sua camisa estava manchada de sangue. Assim que chegou na sala de espera foi consolado por Snow,David e João.
—Eu não posso perde-la. Eu não posso.
Snow responde: -Ei, nós não vamos perde-la. Esperança lembra? Regina é a mulher mais forte que eu conheço!
—E o bebê? Como está o bebê?
Robin pergunta nervoso.
—Eu acho que está bem, nós não perguntamos por...
—Como vocês não perguntaram? Achar? Eu preciso de uma resposta concreta! Meu deus! Esse bebê é como se fosse meu! Eu preciso falar com o meu pai.
Robin sai desorientado.
Dois dias depois...
Robin estava na fazenda.Aquela era a primeira vez que ele voltava para casa, desde o que havia acontecido.
Enquanto se despia percebeu que grande parte do veneno da flecha já havia percorrido o seu corpo. Sentiu-se um pouco tonto,mas ignorou. Precisava ser forte, pela Regina.
Não desansaria até ter certeza de que ela ficaria bem. Assim que o mal estar passou, tomou seu banho rapidamente,afinal Roland o apressava constantemente com batidas na porta... Havia ficado muito triste com a notícia, estava louco para vê-la.
Henry também estaria lá, e Ema levaria Elizabeth,o doutor havia recomendado que aquilo faria bem a ela, Regina os amava e concerteza, aquele momento a ajudaria.
Ela e o bebê ainda estavam em observação, desde a doação de sangue o doutor perebeu rapidamente sua melhora.
Talvez fosse uma questõ de horas até que a mesma acordasse.
Entretanto, havia algo que a incomodava. Robin percbeu nas duas noites em que havia ficado com ela. Era como se ela estivesse tendo sonhos. E repetia: "O anel,o anel! Ele é a chave."
Por fim Robin estava pronto. Antes de sair do quarto sentiu outra tontura, essa mais forte... Rapidamente sentou em sua cama, Já não sabia mais quanto tempo aguentaria...
Passava das 16:00 horas da tarde quando chegou ao hospital, conhecidentemente Ema chegava com Elizabeth, e Henry.
Robin assim que viu a pequena pediu para Ema se podia segura-la, a mesma consentiu.
Assim que a pegou, Elizabeth sorriu genuinamente. E pela primeira vez em dias, ele esboçou um sorriso.
—Olá minha pequena! Papai estava com saudades de você!
Henry olha rapidamente para Ema. "Papai."
Robin estava emocionado. Olhos marejados.
Logo entraram no quarto,os meninos correram até a cama de Regina, Roland sentou ao lado esquerdo, e Henry ao lado direito.
Roland logo deitou-se ao lado dela e encostou a cabeça em seu peito cuidadosamente. Henry acariciava o rosto de sua mãe.
Sendo assim Robin sentou-se um pouco mais afastado de Henry, mas perto o suficiente para poder segurar na mão da morena. Enquanto segurava Elizabeth.
Estavam tão distraídos observando Regina, que nem perceberam Ema os analisando escorada na porta. A loira estava emocionada, resolveu tirar uma foto.
Hook a abraçou e disse: -Não se preocupe amor, ela vai sair dessa!
—Gina você já me contou tantas histórias, agora é a minha vez de retribuir.
Alguns minutos se passaram... Robin novamente sentiu-se fraco, sendo assim resolveu sair do quarto antes que os meninos percebessem.
Ema,Hook,David, Snow e Giselda, aguardavam do lado de fora.
Robin logo entregou a bebê a Ema.
—AHH!AHH!
Ele gritava colocando as mãos na cabeça.
Giselda preocupada se aproximou: -Robin o que está acontecendo? O que você está sentindo?
—Ahh! Minha costa!
David e Hook o guiam até o sofá.
—Deixe me ver.
Giselda se aproxima.
Robin não queria que ninguém soubesse, pelo menos por enquanto,mas a dor havia sido tão grande que não se conteve em dizer. Assim que levanta a camisa do sobrinho ela grita: -AI MEU DEUS! (Giselda coloca as mãos na boca.)
Preocupados e assustados todos vão olhar de imediato.
Incrédulo David diz: -Não me diga que isso é...
—Isso mesmo, fui atingido por uma flecha negra!
—E por que você não disse antes?
—Regina, ela é a prioridade! Ahh!
A dor volta. Robin suava.
Giselda toca na testa dele, o mesmo ardia em febre.
—O veneno está se espalhando rápido demais!
Afirmou Hook.
—Vamos chamar a fada azul, ela salvou David!
Diz Snow.
Ema balança a cabeça negativamente, e completa: -Ela não pode mais... (Ema suspira.)- Infelizmente o ingrediente usado para fazer a poção não é encontrado em lugar algum! O último que ela tinha, usou para salvar meu pai.
E pela primeira vez,Robin percebe que seu tempo estava se esgotando...
—O QUE? Não o Robin, ele não pode. Ele não pode...
—Calma tia.
—Robin você tem certeza que ouviu o que ela está falando? Você ESTÁ MORRENDO!
Ele consenti com a cabeça, seus olhos já marejados. Robin conclui: -Eu sei, eu entendi. Eu fui atingido por essa flecha salvando a mulher que eu amo, quando um home ama mulher, ele está disposto a fazer tudo por ela! Eu a salvei e não me arrependo, quer saber? Me arrependo de não ter feito mais, porque mesmo assim ela ainda está lá, naquela cama! Por ela eu faria tudo de novo!
Uma lágrima escorre pelo seu rosto.
—Robin eu... eu não sei o que dizer.
Snow o abraça.
—Você sempre será um homem de honra!
David completa.
Giselda chorava.
—Tia...
—O Roland! Robin! Ele vai ficar sem o pai?
Robin senta-se no sofá, havia esquecido... Seu filho, já não tinha mãe. E agora perderia seu pai.
—Meu filho! Meu deus!
Ele passa a mão no rosto. As dores aumentavam.
—Robin eu tenho certeza de que a Regina, cuidará dele como se fosse filho dela!
Afirma Snow.
—Eu sei, ela já cuida. (Ele esboça um pequeno sorriso, ao se lembrar dos dias em que os via juntos pela fazenda... Agora infelizmente seriam apenas lembranças, lembranças de dias que já não poderiam se repetir.)
Na tentativa de se manter firme, ele segura as mãos de Giselda e diz: -Tia eu sei que é difícil entender tudo isso, está sendo complicado para mim também, MUITO! Mas espero que a senhora entenda, era eu ou ela! Me sinto muito mal, por não ter pensado no meu filho, na hora nem percebi a gravidade da situação, fui notar ontem quando as dores começaram...Eu preciso que a senhora se mantenha forte, e cuide do meu menino para mim!Eu sei que ele vai pre...
Robin para de falar, não consegue terminar, sua garganta estava embargada...
—Eu sei querido, eu sei!
Giselda aperta ainda mais a mão de seu sobrinho.
Depois de um tempo em silêncio, Robin pergunta: -Quanto tempo eu ainda tenho?
Hook olha para David que consenti com a cabeça...
—Bom... Uns cinco ou sete dias.
Ele diz com pesar.
—Você vai ter tempo de vê-la Robin de se despedir!
-Não. Eu não quero me despedir dela. Eu peço que nenhum de vocês diga a ela o que aconteceu, deixe que ela pense que você voltou e a salvou. (Robin olha para Ema.)
—Mas por que?
—Eu não quero que ela se culpe, e também eu acho que ela gosta de mim, e não quero que ela sofra não será bom para a saúde dela. Provavelmente ela vai estar se recuperando...
Snow interfere: -Robin, Regina é forte! Tenho certeza que assim que ela acordar vai querer sair desse hospital! Você merece se despedir dela! Não faça isso consigo mesmo!
—Não Snow, eu não mereço nada. É por minha culpa que tudo isso aconteceu. Ela estava indo embora, se eu não tivesse sido tão burro,talvez pudéssemos estar juntos. Mas não foi isso que aconteceu, e eu devo pagar o preço! (Ele suspira.) –Por favor façam o que eu estou pedindo, ela não deve saber de nada, deixem ela pensar que eu nem vim aqui por favor! Em nome da amizade que eu tenho com todos vocês! Essa é a minha decisão!
—Mas...
—Por favor Snow não insista.
Robin se levanta,porém estava muito fraco, acabou sendo amparado por David e Hook.
—Vamos para a fazenda! Você precisa descansar!
—Temos que pegar o Roland tia.
—Deixe ele aqui! Nós cuidamos dele!
Afirma Ema.
—Obrigada!
Os dois se retiram.
—Por que sempre existem problemas? Quando eles vão parar de surgir?
Questionava Ema.
—Tudo culpa do Greg! Ele mereceu morrer queimado naquelas chamas!
Afirmou Snow.
Duas horas depois...
“O anel, o anel! Ele é a chave. Lembra-se Regina de quando eu te entreguei ? E lhe disse que na hora certa você saberia o que fazer com ele? Então...A hora certa está chegando! Aliás já havia chegado, você estava tão ocupada que nem percebeu... Ele brilhará mais forte, assim que você estiver próxima de sua alma gêmea!Ele te levará até o homem da tatuagem de leão!”
Logo depois de receber aquela informação, Regina acordou.
Abriu os olhos assustadas, ao perceber onde estava, sua última lembrança era de estar em meio as chamas...
Sorriu ao perceber que Henry e Roland dormiam com ela, cada um em um lado da cama.
-Regina?
Ema pergunta sonolenta.
—Eu disse que você não devia ter voltado para me salvar.
Pensativa se questionando em dizer a verdade ou não, Ema responde: -Eu sou tão teimosa quanto você! E também sou a salvadora esqueceu? Vou chamar o médico!
Os meninos estavam tão belos dormindo com ela que não tiveram coragem de acorda-los. Whale a examinou, e logo a mesma adormeceu.
Passava-se das 08:00 da manhã quando ela despertou novamente. Assim que abriu seus olhos, percebeu diversos olhares curiosos sobre a ela.
Roland,Henry,Ema,e Snow com Elizabeth.
Regina sorriu “família” pensou:
—Bom dia.
Ela disse esboçando um sorriso.
—Mãe!
—Gina!
Os dois a abraçam.
—Hey cuidado meninos!
Exclamou Ema.
—Como você está?
Snow pergunta.
—Estou com um pouco de dor no ombro. NOSSA! Não sabia que eu era tão amada assim!
Ela afirma analisando a quantidade de flores que havia em seu quarto.
Snow logo responde: -Você é mais amada do que pensa!
Ema a olha rapidamente, a repreendendo.
Regina franze o cenho, confusa.
—E vocês crianças? O que estão fazendo aqui? Já deviam estar em casa! Hospital não é lugar para crianças.
“Regina está de volta.”
Ema pensou.
—Deixe-me ver a minha pequena! (Regina aponta para Elizabeth.) A segura e agradece Ema por te-la salvado.
Ficou conversando com os meninos, e com suas amigas. Logo senhor Henry surgiu, se emocionou ao ve-la, porém resolveu levar os meninos para casa, deviam descansar...
O doutor foi novamente checar como a mesma estava.
—Então... Quando vou poder voltar para casa?
—Regina você acordou há pouco tempo!
Whale afirma.
—Eu odeio hospitais! E me sinto bem doutor!
—Você precisa ficar mais um tempo em observação!
—Ok.
O doutor se retira.
—Me diga Ema, como você me tirou de lá?
A loira não sabia o que dizer ,vendo a aflição nos olhos da filha Snow se intromete.
—Você não pretende mais sair da cidade não é?
—Não. ( Regina suspira.)
—Você não ia se despedir de mim. Uma carta sério?
Snow questiona.
—Chega de lamentações Snow. Eu havia tomado uma decisão, quer dizer na verdade eu não sei se era a correta. Mas... Como me salvei? Jurei que estava prestes a morrer.
—Você perdeu muito sangue,mas recebeu uma doação.
Ema responde e olha para a sua mãe.
—E quem foi esse anjo? Que salvou a minha vida?
—Foi... Foi...foi o seu pai.
A loira respondeu por fim.
Regina suspira.
—Rumplestiltiskin.
As duas a olham surpresas.
—Você já sabe?
—O Greg me contou.
Ela diz com os olhos marejados.
—E o que você pretende fazer?
—Nada. Não é uma simples doação de sangue que vai mudar o nosso relacionamento.
Regina responde.
Três dias se passaram, depois de muita insistência Regina havia convencido Whale a lhe dar alta, com a condição de que ela ficasse em repouso. Afinal a mesma apresentou grandes percentuais de melhora...
Já para Robin, oram três dias angustiantes de retrocesso... Optou pela solidão, se escondeu em sua fazenda, ou melhor em seu quarto.
Ficava trancado lá com sua dor, não só fisíca mas emocional.
O veneno já havia tomado conta de grande parte de seu corpo. Por vezes tinha pesadelos, algo relacionado a um leão... mas o mesmo ignorava.
A febre era constante, algumas vezes chegava a desmaiar. Sentia-se impotente e se questionava quanto tempo aguentaria... Não era tão forte quanto imaginava.
A única força que tinha vinha do seu filho. Roland foi tudo que ele teve durante anos, e agora era seu suporte. Mesmo que o menino não tivesse conhecimento do ocorrido.
Robin conversou com ele, pode ver a confusão no rosto do filho, sabia que um dia uando fosse mais velho ele compreenderia.
Robin ficou feliz quando soube que Regina havia acordado uns dias atrás... Sentiu-se satisfeito.
Estava deitado, pensativo. Até sua tia entrar no quarto com um prato de sopa.
—Tia já disse a senhora que não estou com fome.
—Mas você precisa se alimentar. Coma um pouco!
Giselda percebia o quanto Robin havia se conformado com aquela situação... O clima na fazenda não podia estar pior. Até mesmo Roland que não entendia, estava triste pelos cantos.
Para satisfazer sua tia, ele tratou de dar umas colheradas na sopa.
—Seu pai disse que hoje cedo Regina ganhou alta do hospital.
O mesmo se engasgou, e questionou:
—Como? Mas já? E se ela não estiver bem ainda? Ela deve precisar de mais cuidados!
—Calma querido não se altere! Ela deve estar bem sim! Seu pai e o doutor Whale são competentes, não há liberariam do hospital sem ter certeza de que ela está bem. Mas se você quiser se certiicar com os próprios olhos.Seu pai vai ir lá na mansão hoje á noite. Quem sabe você não vai junto para vê-la?
Robin sorri, mas logo diz: — Não. Não tia, não posso fazer isso.
—Bom você que decide! Seu pai vai sair daqui a duas horas.
Dito isso se retirou,deixando Robin pensativo. “ Devo ir vê-la? Mesmo que seja pela última vez?”
Regina estava animada, enfim havia voltado para casa. Odiava hospitais.
Sabia que algo estava errado, embora demonstrassem felicidade, pela sua recuperação todos pareciam estar aflitos com algo... ainda iria descobrir o que era... Mas não agora.
Teria um tempo só para ela. Decidiu se deitar,estava cansada.
Não conseguiu dormir, seus pensamentos a guiaram a Robin... Bufou.
“Nossa como fui BURRA!Quase destrui minha vida por causa dele. Mas isso não vai voltar a se repetir! Vou odiá-lo ,odiá-lo por ter sido tão estúpido comigo! Vou odiá-lo para deixar de ama-lo, esquece-lo!”
Pouco mais de duas horas se passaram...
Antony preparava-se para sair, pegava seu casaco.
—Espere! Eu vou com você!
Disse Robin, o mesmo descia com dificuldade da escada.
Seu pai ficou feliz, sabia que era exatamente o que ele precisava, ou melhor quem ele precisava.
Robin logo completou: — Preciso ir no jardim,vou colher algumas rosas vermelhas, são as preferidas da Regina.
Ele esboça um sorriso.
Quando a caminhonete dobrou a esquina, seu coração estava acelerado. Sentia sua pulsação mais forte, respirava ofegante. Iria vê-la, sentir o cheiro dela, desfrutar nem que fosse um pouco de sua companhia.
Tocaram a campainha, Henry atendeu, ficou feliz em ver Robin e logo o abraçou. Robin sorriu estava com saudades do menino.
Henry os guiou até a sala. Lá se encontravam Snow, David, Ema e Killian, além do senhor Henry.
Assim que viram Robin, todos foram até ele o questionando como estava, o encheram de perguntas. Robin respondeu algumas,porém seus olhos sempre iam em direção as escadas.
Snow comenta: -Ela estava dormindo a última vez que eu estive lá.
Robin sorriu, sem graça era tão óbvio assim?
Regina acordou-se com os múrmurios de vozes que vinham do andar de baixo. Resolveu levantar-se, colocou um hobbie e saiu.
Como a porta da sala estava aberta, assim que desceu uns degraus pode ver Robin a olhando com um buque de rosas vermelhas nas mãos. Manteve contato visual com ele durante um tempo, quase esboçou um sorriso, porém tratou de conter-se. Ele havia a machucado, e ela não seria ferida de novo, não por ele.
Assim que a viu descer Robin não pode deixar de sorrir, ela estava bem , parecia saudável, tudo valeu a pena. Estava tão linda! Seus cabelos estavam presos,usava um hobbie que a cobria até os pés, porém deixava seu colo a mostra, aparecia também a renda do que a mesma utilizava por baixo...
—Regina?
Por fim ele disse.
Regina nada falou, ele se aproximou dela dizendo: -Como você está? (Ela recua para trás.) Um pouco confuso com a atitude dela ele continua:-Eu trouxe flores.
Robin entrega a Regina o buque. Todos presenciavam a cena.
—Ah sim! Bom, vou colocar com as outras flores que recebi!
Regina diz grosseiramente.
Muitos ali não compreenderam a atitude dela.
Antony se aproxima.
—Bom Regina eu vim aqui para examina-la, ver se estava bem.
Ele diz e analisa seu filho que estava empalidecendo.
—Ah tudo bem, mas para isso eu não sabia que era necessário a presença dele.
Regina aponta para Robin que se manifesta: -Regina? O que está acontecendo? Você está bem?
—Para você é senhora prefeita! E sim estou bem! E não fique no meu caminho. Será que o senhor pode me examinar logo? Quero descansar.
Regina larga o buque em cima da mesa de centro. Deixando Robin desconcertado.
Ela sobe novamente sendo seguida por Antony.
Enquanto a medicava, o doutor pergunta: -Você não gostou das flores?
—Gostei por que? (Ela fala com desdém.Mas na verdade havia amado, eram suas preferidas.)
—Foi o Robin quem as colheu.
Regina o encara: -Sério?
—Aham. Pronto!
Antony começa a guardar seus aparelhos. Regina percebeu o quanto ele parecia cansado, e também preocupado.
—O senhor está bem? Parece preocupado com algo.
Por um momento ele pensou em contar tudo, mas se conteve. Sendo assim respondeu: -Deve ser o trabalho,a vida de um médico não é tão fácil quanto a de um rei.
Os dois esboçam um sorriso.
—Eu vou acompanha-lo até a porta.
Assim que desceram Antony pergunta por Robin, lhe disseram que ele o aguardava na varanda da entrada.
Ele e Regina foram até a porta, e assim que ela abriu viu Robin escorado na viga, pensativo. Regina então percebeu o quanto ele estava pálido, e seus olhos fundos...
—Vamos filho!
Ele é desperto pelas palavras do pai. Ao virar-se percebe Regina o observando.
—Vamos!
Seu pai abraça Regina, e vai em direção a caminhonete.
Robin a olha nos olhos e diz: -Regina eu gostaria de agradece-la por ter sido com uma filha para minha tia, como uma amiga para Isabel,uma confidente para o meu pai, e... e uma mãe para Roland. (Ele toca no rosto dela.) –Enfim obrigado por ter sido quem nós precisamos que você fosse.
Regina havia fechado os olhos com o toque dele em seu rosto, quando os abriu os sentiu marejados.
Robin continua: -Me desculpe por qualquer incoveniente, (ele tira a mão do rosto dela.) –Já vou, não quero incomoda-la.Boa noite.
Robin caminha pelo jardim,uma lágrima escorria pela sua face. Aquela era sua despedida,um adeus. Havia deixado Regina inerte na varanda.
Ema e Henry, haviam acompanhado tudo pela janela.
—Mãe sabe o que isso significa?
— O QUE?
—Que a operação “em busca de um final feliz” está de volta!
—Mas Henry nós não podemos, você sabe o que está acontecendo com Robin e...
Regina entra limpando seu rosto: — O que vocês estão cochichando?
—Nada.
Ema responde.
—Mãe o Robin ele ainda ama você!
Regina fica olhando para o filho confusa.
—É mãe ele ama você!Olha as flores!
—Ah Henry por favor! Essas flores, ele as trouxe por gentileza.
Subiu para seu quarto, era teimosa demais para acreditar...
Robin passou a viagem se questionando “O que está acontecendo? Regina havia desistido de mim? Não desista de mim.”
Estava com tanto medo que nem sequer ficou para ouvir a resposta dela, preferiu ir...
Embora transparecesse conformado,Robin não queria que ela desistisse dele,deles...
Não desista de mim! Ainda há tempo!
“Talvez juntos encontrássemos uma solução,talvez.”
Not about angels- Birdy
Não Se Trata de Anjos
Sabemos muito bem que ainda há tempo
Então, é errado dançar esse verso?
Se o seu coração estivesse cheio de amor
Você desistiria?
Pois quanto aos, quanto aos anjos
Eles vêm e vão
Nos fazem especiais
Não desista de mim
Não desista de mim
Quão injusto é o nosso acaso
Encontramos algo tão verdadeiro
Que está fora de alcance
Mas se você encontrasse nesse vasto mundo
Você teria coragem de deixá-lo ir?
Pois quanto aos, quanto aos anjos
Eles vêm e vão
E nos fazem especiais
Não desista de mim
Não desista de mim
Pois quanto aos, quanto aos anjos
Eles vêm e vão
E nos fazem especiais
Não se trata, não se trata de anjos
Anjos
“Regina você está desistindo de mim? Está desistindo de nós?”
Naquela mesma noite, enquanto analisava a lua. Regina tentava compreender o que Robin estava querendo dizer com aquelas palavras... Parecia de certa forma uma despedida. Mas se despedir por que?
Na manhã seguinte...
O tempo estava fechado na cidade do Maine, por vezes garoas caíam, o vento estava gelado, era um típico dia de inverno.
Regina colocava as rosas em um vaso,eram cheirosas. Sem perceber sorriu.
—Você devia ao menos ter agradecido por elas!
Afirmou Ema enquanto descia as escadas.
Regina ignora o comentário, e leva o vaso com as flores para o seu escritório.
Horas depois...
Aquela tarde de sábado era chuvosa, estava sendo desconcertante para Regina. A mesma estava sozinha em casa. Ema e Killian estavam de mudança,haviam comprado um apartamento,sendo assim Henry estava os ajudando. Seu pai havia saído com Granny, e Elizabeth estava com Snow e David.
Aproveitou para colocar suas atividades de prefeita em dia,estava no seu escritório desde ás 11:00 horas da manhã.Havia feito pouca coisa. Afinal aquelas rosas lhe chamavam a atenção a todo instante. Assinava uns papéis, olhava as rosas,efetuava os gastos,olhava as rosas...
“Droga Lockesley!O que você fez comigo?”
Novamente lembrou-se do que ele lhe disse na noite anterior... Eram 15:00 da tarde, sabia que não conseguiria mais trabalhar, sendo assim começou a juntar os papéis que estavam em cima de sua mesa,ouviu o barulho de algo cair no chão, se abaixou e pegou. Era a capa de um CD, tinha um bilhete na frente: “Regina,sem intenções acabei destruindo sua felicidade, e agora que sei que posso consertar as coisas o farei,assista a esse vídeo e reflita. Depois vá atrás do homem que você ama, ele precisa de você!
Com amor
Snow White.”
Regina curiosa coloca o CD no seu cmputador. Ele começa a rodar, eram as filmagens do casamento de Snow. Regina sorri, ela assiste ao seu discurso, e logo começa o de Robin:
-Eu vou ler uma parte do meu discurso inacabado. (Ele sorri.)-Uma pessoa muito especial, me ajudou,mais infelizmente ela partiu. E ele acabou ficando pela metade. Assim como eu... (Ele suspira.Os encantados Ema,Killian e Henry se olham.) Robin continua: — Enfim esse simples pedaço de papel retrata um momento muito especial da minha vida. (Ele sorri.)
—Antes de tudo gostaria de parabenizar Snow e David por esse dia tão especial! Bom... Vamos lá então... Todos nós gostaríamos de ter um amor assim na vida, como o de vocês dois. É encontrar a famosa “metade da laranja” (Todos abrem um sorriso.) –Sabemos que o amor não é apenas isso. Amor uma pequena palavra, que contém um grande significado.E é isso que encontramos nessa noite SIGNIFICADO!Significado de lealdade,coragem,determinação! Amor é encontrar em um olhar o seu refúgio, encontrar no sorriso a felicidade, mesmo que não seja a sua, mas a de quem você ama! Amor é o convívio eterno de um homem e uma mulher... (Robin fica pensativo, analisando o restante da folha em branco, um minuto de silêncio e os convidados começam a se olhar.) –Estão vendo essa folha em branco? Pois é, nem todos os convivios são eternos, alguns são interrompidos. É difícil chegar ao fim do dia e perceber a ausência dela,preciso de alguma distração... Mas tudo que encontro é um vazio, infelizmente só percebemos que precisamos da luz quando está escurecendo, e que precisamos do sol quando a neve começa a cair... Só sabe que se apaixonou quando a deixou ir... (Suspira ao perceber que falou demais.) — Entretanto, felizmente esse não é o caso dos encantados! Fico muito feliz com o amor deles, e que puderam sobreviver a qualquer obstáculo! Ambos merecem ser felizes! E que todos vocês da cidade, desfrutem de um amor assim, não deixem a oportunidade passar,não percam nada. AMEM! É tudo que posso dizer!
Ao término percebeu o quão molhado seu rosto havia ficado de tanto chorar...
“Ficou pela metade...assim como eu. “
“Momento especial.”
“Metade da laranja.” Ela sorri.Lembrava-se muito bem daquela noite...
“Convíveo eterno.Alguns são interrompidos.”
“Perceber a ausência dela...”
“O que ele quis dizer com tudo isso? Será que era pra mim? Mas por que? Ele namorava a Mulan.”
Enquanto se questionava leu e releu aquele bilhete: “Ele precisa de você.”
“O que Snow queria dizer com aquilo?”
Regina fungava. Novamente olhou para as rosas. “DANE-SE.”
Same Mistakes Piano- James Blunt
Resolveu ligar.Chamou três vezes,Giselda atendeu.
—Alô?!
—Boa tarde dona Giselda, é a Regina! Eu...
—Ah Regina minha querida!Queria tanto falar com você! Sinto muito pelo modo como te tratei aquela vez no hospital, não conseguimos conversar no casamento, e depois você mandou aquela carta! Nossa que carta emocionante, me desculpe. Gostaria de ter falado com você quando estive no hospital,mas agora com toda essa confusão do Robin eu...
—Confusão? Que confusão? O Robin está bem não é?
Giselda fica em silêncio,havia falado demais.
—Dona Giselda? Robin está ai? Preciso falar com ele, agradecer as flores.
Antes que Giselda respondesse, Regina pode ouvir uma alteração de vozes.
“PAPA.”
“AJUDA!AJUDA AQUI EM CIMA!”
Antony gritava.
—Preciso desligar!
Afirmou Giselda. Apressada ela acaba deixando o telefone fora do gancho.
Regina acaba escutando: “Vem rápido!”
“Roland com licença!”
“O que ta acontecendo com meu papa?”
Pelo seu tom de voz,Regina deduziu que o menino estava quase chorando...
Ouviu mais um grito: “O veneno está se espalhando!”
A fazenda aprecia estar um caos, Roland estava sofrendo, Robin estava, todos estavam aflitos e agitados.
Sendo assim Regina pegou a chave do carro e saiu.
O tempo não colaborava muito... Estava preocupada, precisavam dela.
Desde oamanhecer Robin sentia-se mal. Mas havia piorado naquela tarde... Fortes dores o atingiram, o veneno estava espalhado por quase todo o seu corpo. Sabia que sua hora estava chegando... A morte estava próxima.
Giselda, Antony e Isabel estavam na sala, tentando acalmar Roland.
A campainha toca, Giselda abre.
—Regina? O que está fazendo aqui?
—Eu vim saber o que está acontecendo.
Ela entra e Roland chorando corre até seus braços: -GINAAA!
O menino soluçava.
Regina o abraça bem forte e diz: — Calma meu amor, shii calma vai ficar tudo bem shii.
—O meu papa.
Regina o pega no colo e pergunta:
—Alguém pode me dizer o que está acontecendo? Eu ouvi vocês falando sobre veneno, me digam!
Ela diz acariciando Roland.
Isabel e Antony se entreolharam, e logo trocaram olhares com Giselda que toma uma atitude, resolve contar meia verdade : -O Robin, ele foi... ele foi... atingido por uma flecha negra.
Regina sentiu suas pernas estremecerem e seus olhos marejarem. “Flecha negra.”
Aquelas palavras ecoavam pela sua cabeça. Isso significava que ele estava...estava... morrendo.
—Como...como ele está?
Ela solta Roland e continua: -Preciso vê-lo.
Robin estava na sacada de seu quarto observando toda a propriedade, era fim de tarde e apesar do tempo estar frio e chuvoso,ele apreciava aquela momento... aquele dia... ele via beleza nele. O inverno sempre foi sua estação favorita. E aquele dia nublado, e com chuva era perfeito. Sentia frio entrou e fechou a porta janela.Ficou observando tudo detrás do vidro... Pegou sua caneca de café e bebeu um pouco. Queria ficar ali,mas sabia que tinha de falar com seu filho, o mesmo estava muito assustado.
Olhou para o relógio 17:00 horas,largou a caneca no bidê, e decidiu observar o tempo só mais um pouco. Sua tia abre a porta: -Querido você tem visita!
—Tia quantas vezes eu vou ter que falar que eu não quero receber visitas.
—Uma rainha não aceita ser dispensada assim ladrão!
Ao escutar aquela voz que ele tanto amava,sentiu um frio no estomago. Sentir o perfume dela adentrando seus aposentos. Ele se virou de imediato, e a observou estava tão linda! Porém seus olhos refletiam tristeza.
—Regina?
Ele perguntou surpreso.
—Vou deixa-los a sós!
Disse Giselda fechando a porta, Sorriu com a troca de olhares deles, qualquer um percebia o quanto eles se amavam...
—Eu vim agradecer as flores.
—Disponha.
Ele sorriu para ela, a mesma retribuiu.
Trocaram olhares durante um tempo.
Regina sentiu seus olhos marejarem.Resolveu se virar de costas para que Robin não percebesse.
—Regina? Você está bem?
Ele perguntou se aproximando dela, parou ao escutar o que ela disse.
—Eu já sei de tudo Robin! Por que você não deixou que me contassem? Talvez eu possa te ajudar, retribuir o que você fez por mim. (Regina se referiu a quando ele a ajudou a encontrar Henry.)
—Eu pedi para que não te contassem!Garanto que foi a Ema não é? Eu implorei para que ela lhe confirmasse que hava voltado lá e buscado você!Não era para ela lhe contar que Greg havia me atingido quando eu fui te salvar. Mas não se culpe por favor, eu não me arrependo, quando te vi lá caída naquela escada sangrando não pensei duas vezes, tinha feito feito a escolha certa!Você precisava de ajuda e eu estava lá! Não podíamos te perder! Eu... não podia.
Ao ouvir aquelas palavras Regina sentiu seus olhos transbordarem, agradeceu por estar de costas... Sentiu fincadas em seu peito,jamais imaginaria que Robin havia lhe salvado. Suas mãos estavam trêmulas, sua cabeça latejava diante de tantas informações... Por fim deixou lágrimas escorrerem e com a voz embargada disse:
—Então... foi você?
Sinopse
Corações Feridos
Regina Mills é uma das mais requisitadas e conceituadas advogadas de Nova York. A famosa "Dama de Gelo" como é conhecida na empresa. Vê seu mundo desabar ao descobrir a traição do seu marido...
Robin Lockesley perdeu todas as esperanças no amor com o acidente que deixou sua mulher em coma. Supostamente ela viajava a "trabalho" quando seu carro foi atingido por um caminhão...Já faziam três anos... Deixando com ele a responsabilidade de criar um filho sozinho.
O caminho de ambos se cruzam com a mudança de Robin para Nova York. Seu novo emprego, tornando-se colegas de trabalho, sem ter uma impressão nada agradável um do outro... E consequentemente á noite um jantar com seus irmãos. Descobrindo que serão da mesma família! Terão que aprender a conviver juntos, e um final de semana em família fará com que ambos mudem a primeira impressão sobre o outro...
Embarquem comigo nessa nova jornada!
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