Notas iniciais
Bom pessoal como o prometido aqui está a parte dois,sei que já é um pouco tarde... Mas como não durmi ainda considero como cumprida a minha promessa... Enfim espero que gostem! Gostaria de agradecer aos comentários que venho recebendo estou muitooo felizz ♥ e obrigada ao comentários que recebeo na página do face, é muito gratificante!

Antes que eu pudesse agradecer fomos surpreendidos por uma chama de dragão que atingiu a cabana.

–Malévola.

Eu disse.

Ouvimos o barulho de vidros sendo quebrados,quando olhamos ao lado vimos meu pai,dona Giselda e o restante dos amigos de Robin pulando a janela.

–Vocês estão bem?

Nós perguntamos.

João nos respondeu:

–Quase viramos espetinhos de carne... Mas tudo bem!

Ele exclamou.

Todos pegaram seus cavalos e subiram, Malévola voava no alto por cima de nós.

–Vamos rápido!!!

Graham gritou.

Os cavalos corriam o mais rápido que podiam... Ao olhar para trás via somente chamas, e a fumaça que se espalhava pelo céu.

A constante chuva do dia anterior pairava sobre nós, formando lamas pela estrada da floresta, fazendo com que os cavalos tivessem mais dificuldade para correr, atolando com suas patas no barro.

Malévola soltava chamas sobre nós,conseguíamos desviar com nossos cavalos,mas não sabíamos quanto tempo a mais aguentaríamos... Até que o pior aconteceu a carroça de João foi atingida,pelo fogo...

–SUBA AQUI!!!

Gregório gritou, erguendo sua mão para que João pulasse e foi o que ele fez...

O pobre cavalo estava desesperado,com medo daquele fogo que se espalhava rapidamente pela madeira da carroça...

–Precisamos ajuda-lo! O pobre animal não pode morrer assim!

“Até os ladrões tem honra...” Pensei.

Por sorte Gregório conseguiu se aproximar da carroça, e João rapidamente soltou os arrelhos que prendiam o cavalo com a carroça, o animal ainda estava muito assustado e saiu correndo floresta adentro...

Malévola continuava a cuspir bolas de fogo em nós, e cada vez ficava mais difícil desviar da mira dela.

–Não vamos conseguir!

Magnus disse.

Eu estava aborrecida pelo fato de sempre ter um obstáculo pela frente a ser enfrentado... Eu tinha uma missão para cumprir, e por mais difícil que ela fosse... Eu não estava disposta a desistir...

Eu virei meu cavalo, e fui atrás de Malévola dizendo:

–Não cheguei até aqui para perder!

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No castelo a Evil queen observava tudo pelo seu espelho mágico...

–Fim de jogo para aquela sonsa! Como ousou me desafiar!

Ela solta uma gargalhada.

–Sim vossa majestade,ninguém interfere nos seus planos...

O espelho a respondeu.

–Agora só preciso me preocupar que meu pai volte em segurança para mim,provavelmente aquela miserável o usou para sair daqui...

A Evil queen começou a caminhar pelo seu quarto,até que achou o celular de Regina caído em um canto no chão.

–Vejamos aqui a caixinha mágica que veio com aquela dissimulada do futuro...

Ficou um tempo mexendo até achar as fotos do celular... Começou a olhar uma por uma, tinha algo naquele menino que a intrigava e a fazia sentir um sentimento estranho,não sabia exatamente o que era... Estava com seus olhos fixos na tela do celular, até ouvir a voz do seu espelho mágico dizendo:

–Vossa Majestade precisas assistires isso...

Olhou rapidamente para o espelho.

–NÃO É POSSÍVEL!!! Como ela EU possuo esse tipo de magia?

–Talvez a resposta esteja bem nas suas mãos majestade...

O espelho respondeu,olhando para a mão da rainha, que voltou a olhar uma foto de Regina com Henry...

–Preciso descobrir mais sobre mim,quer dizer ela... Mas antes... GUARDAS!

Dois de seus cavaleiros entram em seu quarto.

–Sim majestade.

–Ponham fogo no vilarejo que tem entre os dois reinos, eles ousaram me desafiar ajudando Snow White agora pagarão o preço com as suas vidas!

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–Regina!O que você está fazendo? Está louca?

Meu pai me perguntou.

Eu estava tão focada que não ouvi, o que os outros falavam a minha volta, só via seus lábios se mexendo,mas não escutava,minha mente tinha somente um foco a frente,Malévola.

Eu sabia que ela estava em sua pior forma...Mas eu enfrentei “eu” mesma no formato de rainha má, e sempre soube que por mais cruel que Malévola fosse havia uma parte humana dentro daquele ser... Por mais magoada que eu estivesse com meu filho, e com os encantados, havia uma coisa que eu tinha aprendido com eles,” que todos merecíamos uma segunda chance...” Inclusive Malévola. E se eles não haviam a exercido comigo, eu estava disposta a exerce-la com aquele dragão!

Sabia que não seria fácil dete-la para que tivéssemos uma conversa civilizada. Pensei na única coisa que podia parar a ela e a todos vilões... “magia da luz” como fiz com Zelena em Storybrooke... “Seria ótimo se os meus poderes não estivessem instáveis...”

Não tinha muito tempo para pensar, era tudo ou nada... E eu iria com tudo!

Fechei meus olhos, e senti um forte impacto... Provavelmente era Malévola me atingindo com as suas chamas.

Ao abrir os olhos percebi que havia sido o contrário Malévola estava caída no chão derrapando sobre as árvores em sua forma de dragão.

Novamente havia sido contemplada pela magia da luz, e dessa vez não sido somente pro Henry,ou por ele... Havia sido por mim... Não pude deixar de perceber que era como se uma grande força de magia tivesse saído de dentro de mim... Como se não fosse apenas eu!

Me lembrei do dia em que eu estava na cripta, e pela primeira vez desde que havia chegago na floresta encantada me lembrei de que estava condenada à morte... Senti meus olhos borrados em meio as lágrimas que insistiam cair...

Eu olhava para as minhas mãos, tentando recordar que eu havia acabado de fazer.

–Regina? Você está bem? Como fez aquilo?

Limpei as minhas lágrimas, quando eu ouvi as patas de cavalo se aproximarem e a voz de Graham me dispertar dos meus pensamentos.

–Acho que sim... Eu não lembro direito o que fiz...

–Você nos protegeu com um escudo de magia... Uma magia diferente,radiante,brilhante e cor de gelo... Atingiu o dragão em cheio...

Me lembrei de Malévola, olhei mais a frente e vi Magnus apontando uma espada no peito dela, que já estava em seu formato humano.

–ESPEREE!

Eu gritei descendo do meu cavalo rapidamente e correndo até eles que estavam um pouco a minha frente.

–O que vocês estão fazendo? Soltem ela!

Eu completei.

–O QUE? Você só pode estar de brincadeira...Ela tentou nos matar!

Disse João Pequeno.

Não pude deixar de perceber que Malévola me encarava com fúria em seus olhos...

–João está com razão... Não podemos deixa-la viva, ela virá atrás de nós!

Disse dona Giselda.

–Ela não virá!

Eu respondi. E João perguntou:

–E como você pode ter tanta certeza?

–Porque ela virá conosco!

Eu disse ríspida e firme.

–O QUE?

Ouvi um coro ser formado, e a expressão de desgosto de todos, até mesmo de meu pai.

Eu os ignorei, e me ajoelhei encarando Malévola que me olhava surpresa.

Suspirei. Sabia que as palavras seguintes não seriam fáceis,nem pra ela e muito menos pra mim... Por fim disse:

–Eu sou a mesma rainha má que provavelmente mandou você atrás de nós... Digamos que eu sou ela do futuro,uma versão completamente diferente da que você conhece aqui,pelo menos em algumas partes... Portanto, eu sei do seu segredo, eu sei da sua filha, a filha que foi roubada de você.

Malévola me encara com curiosidade no olhar... E eu continuo, aquela para mim seria a parte mais difícil da conversa.

–Ela foi mandada para o mesmo mundo do qual eu venho, ela não está na cidade que eu moro,mas eu não pretendo ficar por lá... Então assim que deixarmos eles por lá (Olhei para todos que me olhavam ainda insatisfeitos) Eu ajudo você a encontra-la, eu prometo! Sinto que devo isso a você. E assim como todos sonham,você merece seu final feliz. Estou aqui por que sei que você merece uma segunda chance,assim como me “deram” uma oportunidade, e eu a agarrei com unha e dentes, e sabe por que?

Um pouco tensa continuei... Revelaria agora parte de minha vida que com excessão do meu pai, todos ali presentes desconheciam. Meu filho,meu Henry.

–Por que tudo fica muito mais fácil quando se tem alguém que valha a pena lutar... Eu tinha Henry meu filho. (Senti todos os olhares curiosos sobre mim,os ignorei.) Ele foi o motivo da minha mudança,ele trouxe o melhor de mim (Esbocei um sorriso.) Meu filho perdoou os erros que eu havia cometido com ele, e enxergou em mim uma pessoa que eu mesma desconhecia,uma parte de mim que estava perdida aqui dentro... Henry,o meu pequeno príncipe como as vezes me refiro a ele despertou o amor em mim novamente,fez de mim uma nova mulher. Embora tenha sido difícil mudar,engolir piadinhas e sentir todos questionando cada movimento seu, eu estava feliz por que eu tinha ele me esperando em casa para assistir um filme, ou contar uma história... Depois que eu perdi Daniel, meu pai,e dona Giselda, havia me esquecido o quanto era bom amar alguém, até que Henry chegou em minha vida e foi amolecendo o meu coração de pedra com cada choro,com a sua respiração suave,com seus desenhos... Enfim, assim como ele me deu uma segunda chance, eu quero dar ela a você também... E acho que assim como Henry foi o grande motivo da minha mudança, sua filha será o da sua. (Esbocei um sorriso, tentando conter minhas lágrimas, se havia algo que eu detestava era chorar na frente dos outros...)

Um silêncio é formado, até que Malévola o quebra dizendo:

–Mas como posso acreditar que você vai me ajudar a encontrar minha filha, se você tem o seu filho para cuidar?

–Com isso não se preocupe... Ele é o motivo deu estar aqui, quer dizer não é só ele... Mas o que importa é que eu estou te dando a oportunidade de mudar,só preciso que você fique ciente de que não será fácil,assim como o amor traz felicidade, ele também traz tristezas... (Eu suspiro.) Cabe a você escolher que caminho quer seguir.

Eu me levanto e nem sequer enfrento os olhares dos meus “protegidos” como eu comecei a me referir a eles, desde a noite anterior...

Vou até Rocinante que pastava no chão, e me permito chorar,qualquer lembrança referente a Henry me causava forte impacto.

Percebi passos vindo,pelo cheiro sabia exatamente quem era,meu pai.

–Filha? O que está acontecendo?

Ele perguntou. Sabia que ele se referia Henry, afinal eu só havia lhe contado que possuía um neto e nada mais.

–Por que eu?

Eu perguntei ignorando o que ele havia me perguntado...

–Não entendi sua pergunta.

–Por que você escolheu vir comigo? E não ficar lá no castelo.

Meu pai me abraçou, e respondeu:

–Por que vi em você,mais traços da minha jovem filha, a jovem Regina Mills...Vejo em você o amor!

Eu soltei ele e disse:

–Eu não sou mais aquela jovem de coração puro pai não se engane... Agora não passo de uma mulher amargurada e ríspida,temida por todos até pelo próprio filho.

Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, e por impulso me virei. Meu pai se dirigiu até mim e me abraçou novamente, e naquele momento me permiti chorar,nos braços quentes do meu pai em meio aquela tempestade. Durante anos não sentia mais aquilo,a sensação se ter alguém para me proteger, e me consolar. Eu era tão sozinha...

Soluçava nos braços dele, uma mistura de sentimentos tomava conta de mim... Era tão bom te-lo ali tão perto de mim,meu confidente, o herói da minha infância!

Meu pai me afastou de seus braços e encarou meus olhos marejados.

–Filha eu não sei o que aconteceu nessa cidade que você tanto fala... Mas apesar de tudo,quero que você saiba que tive a melhor noite de todas em anos,desde o seu casamento... Estava tranquilo sabendo que minha filha,minha menina estava de volta comigo, eu amo você!

Ele beija a minha testa. Eu esbocei um sorriso.

Somos interrompidos por Malévola ,que veio até mim um pouco sem jeito, dizendo que estava a mudar, queria uma segunda chance e que faria de tudo para encontrar sua filha.

Passamos horas cavalgando em silêncio,ninguém dizia somente uma palavra. O que para mim seria ótimo, se não estivesse sendo encarada por todos a cada minuto que passava... E não tirava a razão deles,afinal havia escondido deles que tinha um filho, e provavelmente minha aparência não ajudava muito,além do fato é claro dos meus olhos estarem inchados de tanto chorar.

Já havia escurecido,todos estávamos cansados, decidimos parar em baixo de uma grande árvore. Não tínhamos nada para comer, como a carroça havia sido queimada havíamos perdido todos nossos suprimentos. Nos deitamos no chão frio, e ali adormecemos todos, em meio ao nosso silêncio. Se ouviam apenas os cantos dos grilos que provavelmente estavam comemorando o término da chuva.

Na manhã seguinte ao me acordar percebi Graham em frente a um rio, o qual eu nem havia percebido na noite anterior. Ele estava encolhido de frio, e fazia o mesmo que na manhã anterior antes de sermos atacados por Malévola.

–Sinto muito por isso...

Eu falei caminhando na direção dele, e lhe entregando o casaco.

–Não precisa... Você precisa mais do que eu. Não é isso que eu quero de você.

Eu franze as sobrancelhas e perguntei:

–O que você quer de mim?

–Sinceridade.

Ele respondeu ríspido, devolvendo o casaco. Eu sabia exatamente do que ele estava falando.

–Você está falando do meu filho?

–Mas é claro! A não ser que tenha mais alguma coisa que você está esquecendo de contar...

–Eu não me esqueci de falar sobre meu filho... Apenas evitei,porque falar dele traz lembranças tristes na minha memória.

–Era por causa dele que você estava saindo dessa cidade que você tanto fala?

–Sim.

Respondi caminhando atrás dele.

Graham se sentou em baio de uma árvore que não era muito afastada dos outros.Eu me sentei ao lado dele, e quando me dei por conta já havia começado a contar para ele, a minha história.

– [...] E então a mãe biológica de Henry chegou a Storybrooke levando ele até mim porque ele havia fugido de mim novamente. Os dois quebraram a maldição com o beijo do amor verdadeiro. Acabei perdendo ele, até que Ema me ajudou e junto com a sua mãe acabaram voltando para cá, depois da maldição... Foi ai que eu comecei a me reaproximar do meu filho,até que eu as trouxe novamente. Óbvio que ele preferiu Ema,e tinha razão não nego... No entanto, as coisas foram mudando,eu sentia ele mais próximo de mim. Eu acabei me aproximando de toda a família dos encantados, Ema que era minha rival,acabou se tornando minha melhor amiga e confidente... Tudo estava perfeito na minha vida, eu estava feliz! Então eu soube que tinha uma irmã,a bruxa má do oeste. Passamos meses lutando contra ela, até que eu a derrotei com magia da luz. Descobri que ela estava grávida,levei ela para morar comigo e acabamos nos tornando amigas. Até que minha mãe resolveu aparecer e como sempre estragou tudo,matou minha irmã grávida na minha frente.

(Lágrimas escorrem pelo meu rosto.) Sinto o olhar de piedade de Graham sobre mim. Ele coloca a mão dele sobre a minha, e eu sigo contando a história. Até que chego na noite do debate...

–Até que Robin Hood se encarregou que toda a cidade ficasse contra mim,inclusive meu filho. Fui acusada de um assassinato,um que por sinal eu não cometi, eu juro. Ninguém ficou do meu lado, não me importaria se todos duvidassem de mim...Mas se o meu filho estivesse do meu lado estaria tudo certo,mas ele não estava. Graham ele me disse coisas horríveis, me chamou de vilã,monstro! E disse...Disse que nenhuma criança gostaria de me ter como mãe.

Eu comecei a chorar e Graham me abraçou, e beijou a minha testa.

–Por que você não contou isso antes?

–Por dois motivos,um deles é que eu não gosto que fiquem com pena de mim, e o outro é que eu fiquei com medo de contar, e os amigos de Robin achassem que eu queria me vingar deles,preferi omitir a verdade pelo menos até agora...

–Tenho certeza que eles vão acreditar em você.

–Mas eles não precisam saber...

–Como você quiser.

Esbocei um sorriso e me levantei,quando eu estava me levantando, Graham segurou a minha mão e disse:

–Eu acredito em você!E esse casaco fica bem melhor em você!

Eu sorri um pouco tímida e segui caminhando.

Minutos depois todos se levantaram, e seguimos nossa jornada,estávamos no nosso terceiro dia de vigem. Não pude deixar de perceber alguns olhares curiosos sobre mim,naquele momento tive certeza de que todos haviam escutado minha conversa com Graham.

“Merda! Provavelmente fingiram que estavam durmindo!”

Todos estávamos com fome,então quando percebemos que o meio dia se aproximava,paramos em bom lugar, e Graham,João Pequeno,Magnus e Gregório saíram para caçar. Malévola e meu pai, ficaram cuidando dos cavalos. Enquanto eu e dona Giselda fomos catar alguns gravetos.

–Sinto muito pelo seu filho.

Ela disse.

Eu a olhei e cossenti com a cabeça. Ela então continuou.

–Eu sei que deve ter um motivo a mais além do que você fez a mim, para o meu sobrinho não gostar de você...E eu pretendo descobrir isso assim que chegarmos!

–Não perca o seu tempo.Como a senhora já sabe não pretendo ficar por lá!

Almoçamos, e logo seguimos nosso destino.Só mais um dia, e enfim chegaríamos ao castelo de Rumple. A tarde foi tranquila,aos poucos todos voltavam a conversar,eu fiquei a maior parte do tempo calada, até Graham se aproximar e começar a conversar comigo... Meu pai e dona Giselda conversavam animadamente também. Quando percebemos todos havíamos começado a conversar o mesmo assunto,o sol começou a se pôr e o anoitecer frio chegar...

Estavamos todos rindo da piada de Graham, até que percebemos um incêndio e vimos chamas vindas de algum lugar que eu não conhecia,pelo menos não me lembrava...

–Vamos mais rápido! Eles podem precisar da nossa ajuda!

Nossos cavalos galopavam,até que chegamos ao vilarejo,as chamas tomavam conta do local...

Não se via ninguém,estava deserto. Até que um barulho chamou a nossa atenção,seguimos o som e vi um jovem.

João Pequeno e o restante pareci conhece-lo:

–José?

Falaram boquiabertos.

–Quem é esse?

Eu perguntei.

–Ele se era uma ladrão do nosso grupo... Até que roubou de nós.

Magnus me respondeu.

–A que ótimo ladrões,roubando de ladrões!

Eu exclamei, e o jovem me respondeu:

–Cale a boca sua prostituta!

Somente depois dele falar que eu percebi que ainda vestia aquela roupa vulgar...

–Como ousa rapaz, eu sou uma rainha!

–Então foram os seus cavaleiros que fizeram isso?

Ele falou apontando para baixo, desci do meu cavalo e fui ver o que estava ali...

–ahhh!

Me assustei ao ver aquela cena,diversas pessoas mortas jogadas ali embaixo.

Fiquei paralisada,como pude deixar meu ódio por Snow prejudicar tantas pessoas...

Coloquei a mão no peito e saí dali perplexa.

Caminhava em meio aquele vilarejo em chamas,toda aquela fumaça não estava me fazendo muito bem,mas eu não me importava,eu merecia aquilo. Merecia ser odiada pelo meu filho,merecia estar morrendo... Eu estava pagando pelo mal que havia feito aquelas pessoas, e não somente aquelas mas a todos os outros vilarejos como aquele que eu havia causado derramamento de sangue... Eu não merecia ser feliz,não depois de ter causado tanta infelicidade e tristeza a tantas pessoas,tantas famílias!

Eu continuava a caminhar,queria me distanciar o máximo que eu pudesse do grupo... Até escutar aquele forte som agudo que me encantava de maneira que eu não conseguia explicar. Era o choro de um bêbe. Comecei a olhar as janelas para ver da onde ele vinha,tinha um bêbe em apuros e era meu dever salva-lo...

Já espiado em duas casas e nada, até que na terceira vi um bêbe dentro de um cesto chorando enquanto chamas tomavam conta da casa,assim que a vi fui correndo a porta, e sem pensar duas vezes a chutei. Ouvi alguém gritar meu nome de longe,mas ignorei.

Entrei na casa que por sinal era bem simples,não haviam muitos cômodos e nem muitas divisões o tornou a minha caminhada até a mesa mais fácil.Peguei a bêbe no colo e uma pulseira dourada caiu no chão,deduzi que fosse uma jóia especial e a peguei. Vi que nela continha o nome Elizabeth,me dirigi até porta para sair dali de dentro o mais rápido possível. Faltavam apenas alguns passos,mas antes que eu pudesse sair,senti uma forte pancada na minha cabeça...

Na manhã seguinte quando me acordei,levei um susto,todos estavam me olhando assustados. Por impulso me mexi rapidamente,me sentando e encostando em uma árvore,um pano úmido que estava na minha testa caiu no chão.

–O que aconteceu?

Perguntei.

–Você estava salvando aquele bebê e quando saia de dentro da casa um pilar caiu sobre a sua cabeça,se eu não estivesse por perto talvez não tinha conseguido salva-las.

Respondeu João Pequeno.

–Obrigada. Onde está a menina?

Perguntei me levantando um pouco fraca, e tonta quase desmaiu se não fosse pelo meu pai me pegar pela cintura.

–Estou bem.

Digo me apoiando na árvore.

Olho para o Graham que vinha em minha direção com a bebê em seus braços.

–Ela não para de chorar,não sei mais o que fazer...

–Me dê ela aqui.

Eu falo sorrindo,adorava bebês...Em Storybrooke só pegava Neal no colo,e era muito raro.

Eu começo a falar com ela,com uma voz doce.Abrindo um sorriso,começo a ninar ela e quando percebo ela já adormecido em meus braços.

Todos me olhavam, pareciam felizes.

–O que foi?

–Nós pensávamos que você ia morrer... Passou a noite inteira com febre, e falando coisas estranhas como se estivesse sonhando.

Falou Magnus

–Magnus!

Dona Giselda o repreendeu.

–Não precisam mais se preocupar,podemos voltar a nossa jornada,falta pouco.

Eu disse apontando para o castelo de Rumple,ele era alto e de onde estávamos já conseguíamos enxerga-lo.

Fiquei feliz em perceber que minha magia havia funcionado, e eu voltei a meu visual anterior de rainha, comum simples estalar de dedos.

–Ah sim está bem melhor!

Exclamei. Segui com Elizabeth em meus braços até Rocinante, todos já estavam preparados para subir em seus cavalos. Tive sorte de Graham estar grudado em mim, ele realmente estava preocupado... Quando fui subir em Rocinante,me senti tonta e quase cai se não fosse Graham a me segurar.

–Acho que você não está bem o suficiente para andar sozinha...Você vai comigo!

–Mas...

–Não tem mais,você quer arriscar sua vida e a de Elizabeth? Acho que não, agora que falta tão pouco...

Já algumas horas que cavalgavamos ,percebi que havia adormecido nos braços de Graham.

Elizabeth estava acordada, porém bem quieta. Eu sorri para ela, e a abracei com força. Ela era um bebê adorável, e apesar de ter passado somente algumas horas com ela já havia me afeiçoado de tal maneira...

–Vejo que acordou bem na hora.

Graham me disse.

Estava tão encantada com Elizabeth, que nem havia percebido que já estávamos chegando ao castelo de Rumple.

Ele logo veio nos receber, e com aquela sua risada disse:

–OLÁ queridinhos!!!

–Olá,nós viemos aqui para...

Antes que eu pudesse terminar de falar sou interrompida.

–Eu sei exatamente para que vocês vieram... A vidente já havia me falado, e quanto ao acordo não se preocupe já está tudo resolvido,sei que você precisa voltar para sua terra para resolver coisas por lá... Você realmente tem uma energia muito forte,é muito poderosa!

Ele disse me olhando de cima abaixo,achei estranho .Mas não dei muita atenção,estava nervosa...

Não demorou muito tempo para que ele abrisse o portal...

“Estou eu aqui a poucos passos do portal que me levará de volta para Storybrooke. Elizabeth está dormindo em meus braços,ela é um bebê especial,não chora quase nunca e sempre dorme em meus braços. Meu pai está do meu lado me olhando,acho que ele está um pouco assustado,afinal ele vai para um lugar desconhecido. Malévola também está inquieta.

Dona Giselda e os amigos de Robin Hood parecem os mais felizes. No começo estavam um pouco desconfiados de mim,mas agora nem parecem mais as mesmas pessoas...

Rumplestlinskin me encara como um aviso que é para eu atravessar logo, sinto Graham segurar minhas mãos, o portal estava ali e eu tinha que atravessar,tinha que voltar,segundo aquela vidente eu teria que resolver algum problema por lá...

Mas era somente isso, eu estou decidida a ir embora com o meu pai e esse bebê... Um recomeço é o que preciso... Em um mundo sem magia,onde eu possa ser apenas Regina Mills e não a temível Rainha má...Nada nem ninguém irá fazer eu mudar de ideia,nem mesmo Henry,não depois daquelas palavras.

Eu sabia exatamente o motivo de estar parada em frente aquele portal... Estava com medo... Medo de encarar todos novamente me acusando e me temendo... Não queria passar por toda aquela humilhação novamente,não queria ver ninguém,queria passar desapercebida,mas sei que isso será impossível. Afinal terei que levar todos para seus respectivos lares,os amigos de Robin e sua tia, Malévola voltará para sua filha e Graham voltara para Ema.”

Notas finais
E ai o que acharam? Gostaram da história da Elizabeth? Sei que muitos pensavam que ela fosse o baby Regina/Robin/Zelena... Espero não ter decepcionado ninguém... O próximo capítulo tem o reencontro, todos que partiram de Storybrooke voltaram... Não percam ta demais! Beijosss