Em busca de um final feliz
31 Enquanto você dormia
Notas iniciais
10 dias depois...
Regina, Robin e Roland estavam no quarto de Giselda a visitando, aquela era a primeira vez que os três iam juntos...Durante esse tempo, tinha dias que Regina levava Roland, ou Robin o levava...Porém a visita nunca havia sido em grupo.
Regina colocava as flores no bidê ao lado da cama,Roland segurava a mão de Giselda e lhe contava uma história. Já Robin estava passando a mão nos cabelos de sua tia.
Regina para ao lado de Robin e segura a outra mão dela.
— E viveram felizes para sempre... Vovó estamos com muita saudade da senhora, volta logo.Volta pra mim. Para o nosso plano, ele está começando a dar certo...
Regina e Robin olham para o menino,não sabiam de que plano estava falando...
Mas são surpreendidos por Giselda que abre os olhos.
—Papa! Ela está acordando!
Assim que Giselda abre seus olhos, ela observa as expressões de Regina, Robin e Roland. Eles pareciam assustados,porém felizes. Ambos sorriam.
—Onde estou? O que aconteceu?
Giselda pergunta confusa,olhando para os lados.
Robin sai correndo para chamar seu pai.
Regina aperta sua mão e responde:
—Calma dona Giselda, a senhora está no hospital. A algumas semanas sofreu um acidente de carro.
—Ah meu deus! Agora eu me lembro! Como estão os rapazes?
Antes que Regina pudesse responder, Robin,Antony,Whale e mais uma enfermeira entram no quarto.
Robin segura Roland em seu colo e vai para o lado de Regina, deixando um pouco mais de espaço para que os médicos pudessem examina-la.
Regina e Robin se olhavam e sorriram um para o outro. Giselda mesmo cercada de tantas pessoas a sua volta,não pode deixar de perceber aquele momento. Pode ver nos olhos deles que algo estava diferente...
Antony interrompe os pensamentos dela com a seguinte pergunta:
—Giselda você se lembra de mais alguma coisa?
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Durante os 10 dias que se passaram, Ema começou a ter aulas com Regina todos os dias. Um dia enquanto Regina ensinava magia para a salvadora, Elsa apareceu um pouco assustada. Regina acabou ajudando Elsa a controlar sua magia do gelo.
Regina e Elsa se aproximaram tanto que Regina acabou convidando-a para ser sua secretária na prefeitura. A mesma aceitou. Ema se disponibilizou para ajudar Elsa a encontrar sua irmã Anna.
Afinal recentemente ela havia encontrado Lily a filha perdida de Malévola.
Snow e David continuavam planejando seu casamento. Porém Snow já não estava tão animada quanto antes. Não havia escolhido uma nova madrinha para colocar no lugar de Regina... A questão era que ela não gostaria de ter outra madrinha que não fosse a sua mãedrasta.
Depois de tantas discussões Ema e Hook finalmente haviam se acertado. O mesmo ficou mais tranquilo quando soube que Graham não estava interessado em Ema e sim por Regina...
Já Henry estava indo de mal a pior... Não se concentrava mais em seus deveres escolares, e certo dia até brigou na escola, algo que nunca havia acontecido antes... E até mesmo em casa,qualquer coisa já lhe tirava a paciência e ele começava uma discussão.
Tinha dias em que ele sumia por toda a tarde, e voltava somente quando a noite começava a chegar.
Porém as vezes ele voltava a ser Henry,aquele menino tão gentil e educado,mas somente as vezes...
Mesmo sem o consentimento de Regina a busca pelo homem da tatuagem de leão continuava...
O restante dos habitantes seguiam com sua rotina habitual.
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02 dias atrás
Robin caminhava pela praça da cidade, encontrou Henry sentado em um banco,ele parecia distante.
Estava concentrado olhando o lago.
—Olá Henry! Como você está?
Robin disse abrindo um sorriso.
—Ah, oi Robin.
—Nossa que falta de animação é essa?
Robin sentou-se ao lado do menino.
—Você vai reclamar também?
—Nossa foi apenas um comentário.
—Tudo bem. Me desculpe, eu nem me reconheço mais.
Henry abaia a sua cabeça e olha para o chão.
—Não tem problema.Temos nos encontrado muito pouco desde toda aquela confusão...
—Você não foi o único que se afastou.
Henry suspira.
—Você está falando de sua mãe não é?
—Sim.
Robin toca no ombro dele e diz:
—Não fique assim,tudo vai se resolver.
—Esse é o problema de todos! Todos vocês tentam me consolar dizendo que tudo vai ficar bem,mas eu sei que não!
—Henry se acalme! Sua mãe ainda te ama e muito, tenho certeza disso!
—E como você sabe?
—Por que ela me disse. Só não deixe ela descobrir que eu te contei. Você sabe como ela fica brava quando contam os seus segredos.
Os dois esboçam um pequeno sorriso.
Robin ficou mais tranquilo, ao perceber que o menino havia se acalmado.
—E como ela está?
—Está bem. Eu venho da prefeitura agora,mas ela não estava por lá. Ainda mais agora que ela já está com o carro de volta, não sabia o quanto ela era independente... Fica saindo toda hora, não para mais em casa, chega somente as 19:07 da noite.
Henry o olha um pouco confuso e logo diz:
—Ai meu deus! Eu não acredito! Você está...Você está... Você está apaixonado pela minha mãe?!
—O que?! Não Henry, claro que não! Eu e a senhora prefeita somos apenas amigos.
Robin responde, o mesmo nega afinal nem sequer havia percebido que estava apaixonado pela senhora prefeita.
“ Claro havia decorado que ela saia as 08:00 AM em ponto, todas as noites exceto as terças-feiras ela chegava as 19:07 PM, as terças ela voltava as 20:37 PM.
Logo que chegava ela conferia Elizabeth e Roland. Depois tomava banho, e sempre deixava um aroma delicioso no corredor, ás vezes Robin até ficava ali parado apreciando aquele cheiro, o aroma de Regina Mills.
Assim que terminava seu banho, ela descia cerca das 20:00 PM. Sentava-se na sala vezes terminava o trabalho que havia ficado pendente na prefeitura, e vezes ela lia um livro chamado “Uma carta de amor”.
No entanto, Roland sempre acabava a interrompendo e ela caía nos encantos do meu filho...
Elizabeth também, os dois sempre ficavam agitados quando ela chagava. Elizabeth apesar de ser um bebê já havia se afeiçoado a ela, as duas já haviam criado laços maternos. E eu não podia negar que também ficava mais feliz quando ela estava por perto... De preferência depois do jantar,quando Roland e Elizabeth já estavam dormindo.
Regina voltava para a sala as 22:46 se tudo ocorresse como o previsto, e nenhuma das crianças a desse muito trabalho para dormir.
A maioria das vezes Elizabeth chorava na hora de dormir e por mais incrível que fosse, eu conseguia acalma-la e faze-la descansar.
Sendo assim, aquele era meu momento de conversar com Regina.
Tomávamos um café e ficávamos contando o que havia acontecido durante o dia. Nossas conversas sempre chegavam ás crianças... O bebê também era um dos assuntos ao qual sempre nos refiriamos, afinal era somente por causa dele que estávamos convivendo juntos,pelo bebê. Somente pelo bebê.”
—Sério mesmo? Que vocês moram juntos e você chama a minha mãe de senhora prefeita?
Robin sente-se mais aliviado pela mudança do comentário dele. Não sabia por que havia ficado tão nervoso com as palavras do menino...
—São as regras da sua mãe! E você sabe quando as regras são criadas...
—Elas tem que serem seguidas!
Os dois falam juntos,os mesmos soltam uma gargalhada.
—A minha mãe é única!
—Ela é mesmo.
Robin concorda sem perceber.
Henry sorri, tinha certeza de que Robin estava apaixonado pela sua mãe. Talvez nem ele tivesse percebido ainda. Sendo assim, ele teria que criar uma nova operação. “Como ela se chamaria? Operação amor? Não! Operação cupido?Não! (Muito batido) Já sei!Operação: Em busca de um final feliz!” O final que sua mãe merecia ter. O final que não constava no livro Once upon a time.
—Hey, o que você tanto pensa?
Robin pergunta.
—Estou tendo umas ideias! Preciso ir agora!
Henry se levanta apressado pegando sua mochila.
—O que você acha de continuarmos nossas aulas de arco e flecha?
—Acho uma ótima ideia! Podemos voltar a treinar amanhã?
Henry pergunta ansioso.
—Claro! Até amanhã,tchau Robin.
Henry o abraça e sai animado.
Pensava em como começaria a planejar sua nova operação! “Mas peraí! Como saberei se o sentimento é recíproco? Será que minha mãe também está interessada nele?”
Regina estava na prefeitura,tinha que analisar todos os gastos com a obra das casas populares, e ainda tinha que assinar uns papéis,cuidar dos gastos da obra de sua própria casa. Enfim estava atarefada. Mas outra coisa a preocupava...
Já eram 15:05 da tarde e nada dela receber a mensagem de Robin,mantendo a rotina. Todos os dias a esse horário, ele lhe mandava uma mensagem perguntando se ela estava bem, e se precisava de alguma coisa.
A mesma respondia que estava bem, e que não precisava de nada. Robin então lhe respondia: “Ok. Cuide-se.Qualquer coisa me ligue.”
—Que tanto você olha esse celular?
Ema pergunta.
Regina havia se esquecido completamente que a salvadora estava ali.
Afinal Regina era acostumada a ficar sozinha... Mas na tarde anterior Ema havia pedido a Regina se podia encontrar-se com o Hook na prefeitura,precisava de um lugar discreto. No começo Regina hesitou, entretanto acabou cedendo.
Os dois continuavam a se encontrar as escondidas para que Snow e David não soubessem sobre o seu relacionamento.
Regina ainda não sabia o por que os ajudava, talvez visse um pouco dela e de Daniel, na sua juventude. Um relacionamento as escondidas, por conta da desaprovação dos pais...
—Nada Swan.
Regina disse exaltada.
—Nossa calma, já vi que você ficou toda estressadinha! Acho que é por causa dessa sua ansiedade com esse celular.
Ema aponta para o aparelho que estava na mão de Regina.
—Eu ainda me pergunto o porquê de ter deixado você ficar aqui.
Regina balança sua cabeça e logo larga o celular na mesa.
—Obrigado sabe... Por me deixar encontrar com o Hook aqui no seu local de trabalho. Obrigado por me ajudar Regina.
Regina a encara e responde:
—Eu espero que não me arrependa!
Diz Regina assinando uns papéis.
Ema sorri para ela.
Logo batidas na porta são ouvidas, e Ema salta do sofá jurando que fosse Hook. Corre até a porta e ao abri-la diz um pouco confusa e decepcionada.
—Robin?
Regina ao vê-lo parado na porta levanta-se rapidamente da sua cadeira.
—Senhor Hood! O que faz aqui?
Regina parecia um pouco nervosa, ela arrumou um pouco o seu blazer.
—Nossa estou atrapalhando alguma coisa?
Robin pergunta.
Ema logo responde:
—Por enquanto ainda não...
Robin franze a testa confuso e vai em direção a Regina.
—Desculpe não ter mandado a mensagem, eu estava dirigindo vindo para cá e não achei conveniente manda-la enquanto dirigia.
Ema abre um sorriso: “Então era por isso que ela tanto olhava o celular...”
Robin continua: -Eu estive aqui mais cedo, mas você não estava.
—Eu fui buscar a senhorita Swan, tinhamos umas coisas para resolver antes que o Ho... (Regina para de falar sabia que ninguém além dela e de Henry tinha conhecimento do relacionamento de Ema e Hook.) –E quanto a mensagem nem percebi.
Ema solta um pequeno riso, chamando a atenção de ambos. Regina fica furiosa, porém antes que pudesse reprende-la com seu olhar fuzilador,outra batida na porta, agora era Hook... O mesmo nem percebe a presença de Regina e Robin.
—Hello love!
Ele diz puxando Ema pela cintura e a beijando. Ema ao invés de faze-lo parar retribui o beijo.
Robin olha para Regina surpreso e confuso.
Regina tosse propositalmente, Robin sorri.
Os dois param de se beijar e somente depois Hook percebeu que não estavam sozinhos. Não surpreendeu-se ao ver Regina, ali era o seu local de trabalho... Mas se assusta ao ver Robin.
—Robin?!
Ele diz surpreso fechando a porta rapidamente.
—Acho que agora entendi o porquê de tantos sustos...
—Você consegue guardar segredos não é mesmo senhor Hood?
—Claro! Não se preocupem.
—Ótimo! Meus pais não devem saber!
Afirmou Ema.
—Se depender de mim eles não vão ficar sabendo!
Diz Robin.
Regina separa uns papéis e organizava o que levaria em sua bolsa.
Ema e Hook sentaram-se no sofá, e vez ou outra trocavam selinhos.
Por fim Regina pegou a última pasta.
—Deixe-me ajuda-la, você não pode carregar tudo isso sozinha.
—Mas não precisa...
—Precisa sim! Que tipo de homem eu seria se deixasse você carregar todas essas coisas.
Diz Robin pegando as 3 pastas que Regina havia escolhido, a mesma ficou só com sua bolsa.
—Se você insiste.
Eles caminham em direção a porta,mas Regina para e volta para recomendar Ema:
—Não se esqueça Swan de apagar as luzes,fechar as janelas,deixar a chave embaixo da planta do hall de entrada...
Ema a interrompe.
—Tudo bem Regina, eu já sei nós já repassamos tudo isso uma cinco vezes.
Regina gira a maçaneta da porta, e lembra-se de mais algumas recomendações.
—Ah, por favor né. Evitem a minha mesa,meu tapete persa e meu sofá egípcio.
Robin abre um sorriso, e Regina o olha.
-Pode deixar Regina! Juramos nos comportar!
Ema levanta sua mão em forma de juramento.
Regina não levou muita fé, afinal Ema estava rindo.
Em seguida Regina e Robin saem da prefeitura, enquanto iam para o estacionamento Robin com um sorriso bobo no rosto lhe diz:
—Legal isso que você está fazendo.
—Isso o que?
—Ajudando Ema e Hook,nesse relacionamento deles... Acho realmente muito gentil da sua parte.
— Espero não me arrepender...Mas e você? Por que estava me procurando?
—Eu quero te levar num lugar. Você vai ser a primeira a ir lá... Aceita?
—Tudo bem,mas como vamos fazer? Digo com o meu carro?
—Deixe ele aí... Amanhã eu trago você relembrando os velhos tempos.
Robin sorriu para ela, e Regina não teve coragem de negar.
Cerca de 20 minutos depois Robin parou sua caminhonete em frente a um grande edifício abandonado, porém ainda estava bem conservado.
Vendo o olhar curioso de Regina Robin começa a falar:
—Lembra semana passada quando nós conversávamos, e eu lhe disse que queria arrumar um emprego, algo que ocupasse o meu tempo... E você sugeriu que eu falasse com o meu pai?
—Sim. Lembro.
—Então, nós conversamos e tivemos a ideia de montar uma indústria de alimentos. Aqui será a fábrica, eu irei cuidar de tudo por aqui... E como lá na fazenda produzimos muitos alimentos, será uma ótima maneira de utiliza-los.
—Nossa é uma excelente ideia! Gerara muitos empregos na cidade, principalmente para as famílias de baixa renda! Alguns poderão trabalhar na fazenda como agricultores, e outros como operários!
Regina disse animada.
—Sim!
Robin lhe respondeu entusiasmado.
Os dois entraram na fábrica. Robin começou a lhe mostrar onde seria cada função.
—Aqui no andar de baixo será a parte que tratara dos legumes e verduras. (Subiram para o segundo andar.) –Aqui será a parte responsável pela produção de leite. (Subindo para o terceiro andar.) –Aqui ficaram todos que cuidaram da parte administrativa.
E ali eles permaneceram o resto da tarde fazendo planos.
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05 dias atrás
Eram 19:15 quando Regina havia voltado para casa. Como de costume foi verificar Elizabeth.
Chegando ao seu quarto surpreendeu-se ao ver Robin ali. Mas a imagem que ela via lhe causou um sentimento de ternura e admiração...
Robin estava com Elizabeth em seus braços. Parecia que tentava acalma-la, e a menina obviamente apreciava o momento. Robin beijou a bochecha dela com tanto carinho. E a mesma adormeceu em seus braços.
Robin a olhava com um instinto paterno. Queria cuida-la,protege-la.
Sentiu o aroma daquele perfume que lhe encantava. Percebeu Regina entrando no quarto, ele logo se explica:
—Desculpe a intromissão,mas Elizabeth não parava de chorar,então resolvi acalma-la. Acho que ela já sabia que você está 8 minutos atrasada.
—Está cuidado os meus horários senhor Hood?
—Não,claro que não. Estava apenas brincando.
—É incrível como você consegue acalma-la.
Diz Regina mudando de assunto para o alívio de Robin.
—Ah, me acostumei. Fazia isso com Roland sempre. E eu adoro cuidar dela!
Robin sorri para a menina que dormia em seus braços.
Regina não podia negar, ele era um ótimo pai. Na tarde anterior ela da janela de seu quarto o observava brincando com Roland. A atenção que ele dava a seu filho, e agora a Elizabeth era admirável.
Regina setia-se encantada enquanto o analisava com as crianças, certamente Robin tinha instinto paterno... Jamais havia pensado que ele um homem tão rústico, fosse tão carinhoso e sensível...
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07 dias atrás
Regina descia as escadas. Robin a aguardava na sala,porém como sempre fingia estar lendo um livro. Discretamente ele olha para o seu relógio que marcava 22:46 PM.
—Hoje Elizabeth dormiu sem dar trabalho.
Regina disse entrando na sala. Logo que percebeu Robin lendo um livro ela disse:
—Me desculpe. Não queria atrapalhar a sua leitura.
—Você não está me atrapalhando. Já estava pensando em subir ver se você não precisava de ajuda. E o Roland?
—Ah, o Roland não da trabalho algum. Assim que chegamos ao meu quarto ele já se deitou e quando percebi ele já estava dormindo no emio da história.
Os dois abrem um pequeno sorriso.
—Ele tem que voltar a dormir no quarto dele. Não sei o que fazer quanto a isso. Ele tem dormido todos os dias com você, e não está certo.
—Você não quer que ele durma comigo?
—Não. Não é isso. O que digo é que Roland já está com quase 5 anos, ele precisa se acostumar a dormir sozinho.
—Se você quiser posso tentar ajuda-lo.
—Nossa seria ótimo, meu filho escuta muito você... Que tal um café? Antes de retornarmos as nossas leituras.
—Adoraria.
Robin achava tedioso pegar um livro e ficar lendo, não é que não gostasse. Mas não havia sido criado com esse costume... Ele apenas fingia se interessar pela leitura, para poder ficar mais tempo com Regina.
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Dias atuais
Todos olhavam para Giselda curiosos, logo ela responde:
—Lembro de tudo! Quando Regina me salvou, trouxe para cá... Nós estávamos todos morando juntos. Vocês vão ter um bebê. (Giselda fala olhando para Regina e Robin, os dois se olham e abrem um sorriso. Giselda se lembrava de tudo!). Pelo menos era o que eles pensavam...
Logo que Giselda acordou e conversou com todos, a mesma ficou a par de todo o ocorrido com seus acompanhantes no dia do acidente...Ficou muito abalada, portanto acabaram a anestesiando.
Dois dias se passaram,Giselda queria voltar para casa. Já estava aborrecida de não poder sair do hospital. Mesmo que Robin e Regina fizessem de tudo para que ela se sentisse bem.
Ela já havia notado a mudança de comportamento de ambos.
Na tarde anterior Regina estava com ela em seu quarto, a cuidando. Assim que seu sobrinho chegou, Giselda notou a agtação em que Regina tinha ficado.
Mas não era só Regina que ficava agitada. Um dia antes aconteceu a mesma coisa com Robin, ele a cuidava. Regina conseguiu se liberar mais cedo da prefeitura. Foi ao hospital,logo que ela chegou Robin ficou nervoso.
“Pelo visto o acidente os uniu... Eu que tanto queria aproxima-los, acabei fazendo enquanto dormia...”
O dia seguinte foi o mais feliz para Giselda. Ela voltou para casa.
Três dias se passaram, Giselda sentia-se ótima. Seguia o tratamento por causa da insistência de Regina e Robin. Mas aos poucos ela já voltava as suas atividades habituais.
Era aniversário da Snow,entretanto Regina não acreditava no que acabara de escutar.
Robin conversava com seu pai.
—David me ligou a pouco, dizendo que infelizmente a babá que criou Snow faleceu nessa madrugada. Assim que eu terminar o meu café, vou para a casa deles ajuda-los. Provavelmente toda essa situação ocupara todo o meu dia...
—O que? A nana faleceu?
Regina pergunta sentando-se a mesa.
—Você está bem?
Robin pergunta preocupado com a expressão que Regina havia feito. Ela continua com certa tristeza em sua voz: -Nossa é realmente uma pena,logo hoje que é aniversário da Snow.
—Nossa eu não sabia... Você ainda se lembra?
—Claro! Como eu poderia esquecer, afinal ela é minha...
Regina para de falar, logo Roland chega animado.
—Bom dia! Papa vamos andar a cavalo hoje?
—Eu adoraria filho,mas hoje você vai ter que ficar com a senhora prefeita. O papai tem que ajudar uns amigos.
Regina fica surpresa.
—Tudo bem para você? Ou tem algum compromisso?
—Não. Não é isso é que eu... (Regina pensa um pouco.) –Esquece!
Ela conclui.
A manhã já havia passado, e embora Regina estivesse distraída com Roland seus pensamentos sempre se voltavam a Snow, e como ela deveria estar se sentindo.
—Você está preocupada com ela não está?
Giselda lhe pergunta.
Regina pensa em negar,mas sabia que Giselda saberia.
—Sim. Digo hoje que é o aniversário dela, ela deveria estar comemorando com um bolo,reunindo os seus amigos, sei lá coisas que as pessoas felizes fazem... Não estar enterrando o corpo da baba que foi como uma mãe para ela. Ela devia estar comemorando com Snow esse momento, e não estar morta.
—Você devia ir vê-la.
—O que ?Não. Ela não precisa de mim. Terá muitas pessoas por lá para consola-la.
—Você acabou de dizer que ela devia estar com quem foi uma mãe para ela, e eu acho que não foi só a baba.
—Acho que ela não me vê dessa forma.
—Eu não teria tanta certeza.
Regina fica pensativa.
Já se passavam das 15:00 da tarde, o velório havia sido concluído... Os amigos mais íntimos estavam na casa da Snow. Sendo assim ali se encontravam; Vovó Granny,Ruby, os sete anões,Robin, Bela e até mesmo Rumple.
Snow estava muito abalada, pediu desculpas a todos,mas preferiu deitar-se. Ema e David fizeram as honras da casa.
Uma batida é ouvida na porta, David a abre. Fica surpreso ao ver quem era. Era Regina.
Os dois ficam parados na porta se olhando. Até que Regina quebra o silêncio um pouco constrangida.
—Então... Você vai me convidar para entrar ou não?
—Ah claro! Entre.
David liberou o espaço para ela passar.
Robin ficou surpreso ao ver Regina parada na porta.
Assim que ela entrou percebeu que Snow estava muito bem acompanhada.Se arrependeu imediatamente de ter ido até ali.
Conhecidentemente as mesmas pessoas que a humilharam naquela noite estavam ali presentes. Entretanto antes que pudesse dar meia volta e ir embora, escuta a voz de Snow no ambiente.
—David quem é que esta...
Diz ela surgindo na cozinha, para de falar assim que vê Regina ali parada.
As duas ficam um tempo se olhando. Snow já estava com os olhos marejados.
—Olha Snow, eu só vim aqui...
Antes que ela concluísse sua frase Snow a interrompe.
—REGINA!
Snow corre até ela e a abraça fortemente. Snow começa a chorar descontroladamente. Até então não havia derramado uma lágrima sequer.
David sentia-se aliviado sua mulher precisava desabafar,colocar a tristeza para fora. Ele só não imaginava que seria com Regina.
Mesmo sendo pega de surpresa, Regina aos poucos foi retribuindo aquele abraço. Logo se viu totalmente envolvida nele.
Snow soluçava, Regina na tentativa de acalma-la diz:
—Shiii! Calme!Tudo vai ficar bem.
Todos apreciavam a cena. Achavam que era algo praticamente impossível de ser visto...
Robin só tinha olhos para Regina. Quanto mais o tempo passava,mais ele a admirava...
O abraço chega ao fim e somente agora Regina percebe os olhares de todos sobre elas. Prefere evita-los e se volta para Snow.
—Precisamos conversar a sós.
Snow e Regina vão para o quarto.
—Obrigado por estar comigo nesse momento tão difícil.
—Eu fiz o que achava ser certo.
As duas ficam se olhando por um tempo.
Regina tira um presente de sua bolsa.
—Feliz aniversário.
Ela diz entregando o presente.
Ao abri-lo Snow surpreende-se: -Ai meu deus! Que lindo!
Era um colar com formato de neve, a corrente era de ouro e a neve de diamante.
—Seu pai iria te dar quando completasse seus 21 anos. Mas isso não foi possível...
—Tudo bem, é importante que você está me presenteando agora.
Snow toca na mão de sua mãedrasta.
Alguns minutos se passaram...
—Sabe eu ainda não substitui alguém para ser a madrinha do meu casamento. Você aceita?
—Eu sei que se eu não aceitar você vai insistir até que eu mude de ideia.
—Suponho que isso signifique um sim.
Regina consenti com a cabeça e Snow que a abraça novamente.
—Agora você precisa comer e descansar. Você tem um marido, dois filhos e um neto para cuidar. Precisa se manter firme!Ser forte.
Diz Regina se levantando.
—Onde você está indo?
—Vou preparar algo para você comer.
Quando Regina volta para a cozinha percebe que a maioria das pessoas já havia ido embora, só restavam Robin, Bela e Rumple.
Regina é auxiliado por David e Ema que a alcançavam o que a mesma pedia...
Robin cuidava cada movimento dela, era encantador vê-la cozinhando...
—Você não me falou que vinha.
Ele comenta se escorando no balcão.
—Você não me perguntou.
Ele esboça um pequeno sorriso, com a resposta dela. Aquele era o jeito dela, e também o encanto...
Minutos se passaram e quando estavam prestes a sair Regina é surpreendida pelo toque de Rumple em seu braço.
—Regina? Preciso falar com você.
—O que foi Rumple? Por acaso estou lhe devendo algum acordo?
—Não. Não é isso, só gostaria de saber se você está bem.
—Estou. Comlicença.
Na tarde seguinte Regina e Ema se encontravam na prefeitura. Ema como de costume pelo oitavo dia consecutivo estava lá para se encontrar com Hook... Regina havia pedido para que ela fosse mais cedo pois queria conversar com ela.
Ema já estava cansada de tanta enrolação que Regina estava fazendo para dizer o que pretendia.
—Vamos Regina fale logo!
—Eu quero que você encontre meu pai biológico.
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