Em alta velocidade

13 Capitulo 13- Final


Notas iniciais
Final tão esperado.

Cap13

Shikamaru não sabia exatamente como tinham chegado ali, mas estava em uma sorveteria com Temari.

–Sabe... Eu sei que você acabou de sair do castigo, mas com tudo isso muita gente se interessou em você...- Temari mexia em seu sorvete com uma colher, mas não o comia.

–Temari...- Shikamaru havia adorado a noticia, mas ele não queria se meter naquilo outra vez, pois sabia que acabaria arrumando encrenca no final e decepcionaria sua mãe novamente e ele ja tinha feito muito isso nas semanas que haviam se passado.

–Eu sei, só que esse é o seu sonho Shikamaru! Não pode desistir dele por uma confusão planejada!- Temari estava um pouco exaltada.

–Não posso Temari, eu deveria ter ouvido minha mãe desde o inicio. — Shikamaru tentava não pensar no que suas palavras significavam.- Isso não é pra mim, é muita bagunça, muita confusão e eu não faço o tipo desses caras.

–Você não esta falando serio...- Temari não acreditava nele, ela sabia o quanto ele gostava de correr e não sentia emoção alguma na voz do namorado.

–Estou Temari. Eu vou parar, vou ajudar minha mãe e tocar pra frente.

Temari ficou em silencio esperando o namorado retirar o que tinha dito. Ele não podia estar falando serio, mas Shikamaru não retirou.

–Eu... tudo bem. — Temari não tinha palavras mais para isso. Ela o amava e tinha resolvido que o apoiaria em qualquer que fosse sua escolha.- Mas acho que agora eu tenho um encontro com o Gai.

–Tudo bem. — Shikamaru não queria que ela fosse, tinham acabado de se reencontrar e tinha a sensação de que se ela fosse agora ele a perderia.

Temari olhou bem nos olhos de Shikamaru. Deu um beijo rapido no namorado.

–Eu te amo, aconteça o que acontecer.- Não sabia o porque tinha feito aquilo, mas os olhos dele pareceram tão desolados que ela achou que fosse a coisa certa a fazer.

***

Uma semana depois

Era manhã e por um milagre que Shikamaru nunca entenderia sua mãe havia deixado Temari dormir no quarto no dia anterior e quando ele abriu os olhos preguiçosamente se deparou com cabelos loiros jogados em seu travesseiro e seu braço repousando na cintura da garota. Ele retirou o braço, esfregou os olhos e colocou o braço em cima dos olhos.

–Bom dia.- Temari beijou rapidamente Shikamaru.

–Bom dia.- Shikamaru retirou o braço dos olhos com um sorriso bobo no rosto, um sorriso bobo que Temari adorou ver no rosto dele.

–Feliz aniversário meu amor.- Temari deitou a cabeça no peito de Shikamaru abraçando-o.

–Acho melhor a gente levantar ou minha mãe vai chegar aqui jogando todo mundo da cama.- Shikamaru riu imaginando a cena.

–Ok. -Temari apenas rolou para o lado soltando Shikamaru e abraçando o travesseiro.

Shikamaru olhou a garota de costas deitada em sua cama enquanto se sentava. Era incrivel como o garoto a olhava com um carinho enorme e, por incrivel que pareça, não havia malicia alguma em sua mente quando a olhava daquele jeito. Shikamaru passou a mão nos cabelos da loira e beijou sua nuca para depois se levantar.

Depois de se arrumarem e tomarem um banho os dois desceram para tomar café e encontraram Yoshino na cozinha.

–Te darei um desconto apenas porque é seu aniversario, pois esta atrasado! — Yoshino colocou um ultimo copo na mesa.

Com o movimento da mãe Shikamaru notou mais uma pessoa na cozinha.

–Kiba! — Shikamaru cumprimentou o amigo.- Tudo bem?

–To o-ti-mo! E ai? Quer dizer então que esta ficando velho é?

–Cala boca.

–Ei, olhem o palavreado, esta é minha casa!- Yoshino repreendeu o filho apenas de brincadeira.

–Tudo bem capitã!- Responderam Kiba e Shikamaru ao mesmo tempo, fazendo Temari rir.

Eles ouviram um barulho de motor bem alto perto da janela.

–Acho que alguém chegou.- Temari olhou para Shikamaru brincando com ele de uma maneira que apenas ele conseguia perceber.

Shikamaru olhou desconfiado para Temari e foi até a janela.

–Feliz aniversário campeão! -Gai estava montado em uma moto acelerando ao maximo sem sair do lugar.

Shikamaru não disse nada. Apenas esperou uma explicação enquanto olhava perplexamente para Gai.

Temari o abraçou por trás chegando com a boca proxima a sua orelha.

–O presente é da sua mãe.- Ela sussurrou para ele explicando de onde vinha a moto.

Shikamaru virou para sua mãe assim que Temari o soltou. Ele apenas a encarou e ela sorriu timidamente.

–É sua.- Ela falava baixo.- Você sabe, você merece.

–Mas...- Shikamaru novamente não tinha argumentos para aquilo. Não era ela que sempre tinha falado para ele que não queria ele envolvido com nenhum veículo?

–Eu... me desculpe.- Shikamaru não sabia do que a mãe estava falando.- Eu, posso falar com ele?- Yoshino pediu para os outros que se retiraram.

Shikamaru ainda estava quieto.

–Nessas semanas eu notei o que havia feito, você adora isso não é?- Yoshino o encarava.

–Mas...

–Mas eu nunca permiti, -Yoshino o interroupeu,- eu sempre agi como se você só tivesse uma opção, como se todas as outras coisas fossem perigosas demais para você e esqueci que você havia crescido, esqueci que você tem seus sonhos e suas vontades. Percebi que te tirando tudo isso eu não teria mais o meu filho, você seria outro garoto. Seu sorriso não seria mais o mesmo. Mas você é meu filho e eu me preocupo com você e acho que sempre vou me preocupar, mas eu nunca te tiraria um sonho.

–Mãe...- Shikamaru estava com um nó na garganta e lutava contra as lágrimas que ameaçavam cair.

–Eu te amo filho.- Yoshino abraçou o filho, que assim que confortado caiu no choro. Mas eu não quero ver você se metendo em confusão de novo entendeu?

Shikamaru balançou a cabeça em resposta, pois as palavras ja não saiam.

–Você sera sempre meu bebê.

–Eu sei.- Shikamaru riu em meio as lágrimas.

***

Shikamaru encontrou com todos la fora.

–Então, acho que já que é minha, eu tenho o direito de estrea-la não é?- Shikamaru subiu na moto.

–Ih, bateu o egoismo no cara!- Kiba zombou.

–Nem tanto.- Shikamaru estendeu a mão para Temari, que a segurou e subiu na moto assim que o garoto arrancou.

Shikamaru ainda conseguiu ver a cara de preocupação da mãe quando saiu, mas finalmente ela havia aceitado, talvez não fosse hoje, mas pelo menos tudo estava começãndo a acontecer.

Notas finais
Foi um prazer escrever esta historia, mesmo que ela não esteja muito completa ou que ela não tenha sido escrita realmente como estava na minha mente. Muito obrigada por acompanharem e estarem comigo me apoiando até agora... até a próxima historia!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!