Em algum lugar...

14 Não posso mais.


Notas iniciais
Bom dia, boa tarde ou boa noite. Esse será o fim da short. Espero que gostem. Boa leitura.

Havia se passado algumas semanas, duas ou três, encontros casuais com Jack vinha e ia, passava rápido e nada, absolutamente nada, me deixava satisfeita com isso.

"O que existe de errado?" Meu coração vivia a perguntar e eu vivia a lhe responder "Absolutamente tudo e nada. Eu não sei."

Resolvia por romper com Jack, de todos os modos possíveis, até amizade e conhecidos, porque sabia que em alguma hora haveria de me vender à ele e ser novamente a 'outra'.

Não chorei ao telefone, mas chorei ao desligar e me espatifei no sofá.

Doía muito, mas havia, bem no fundo, uma sensação de alivio profundo.

Estava livre.

Não poderia mais sofrer por causa disso e aquilo. Não importa o que havia dito ao telefone, nem a frieza de cada um.

Estava tudo certo.

"Não doerá mais que dois minutos."

Pegava uma almofada e dançava com ela, por toda a casa, até mesmo no banheiro.

Estava ficando velha demais para esses amores de criança.

Velha demais para sofrer.

Dançava com a almofada.

Estava mais feliz do que tudo.

Mais animada.

Estava em paz.

Notas finais
Obrigada por terem acompanhado até aqui. Até breve. Ciao, ciao.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!