Notas iniciais

Bem, está é uma oneshot simples.

A idéia veio... Ah, sei lá! Surgiu! Hehe!

Agradeço a minha miguxa, Quellen, por ter me ajudado! Obrigada, querida! ;*

Me desculpem por algum erro. E...

Boa Leitura!

ATENÇÃO: Menções IchiRuki, eu acho. ;/

CAPÍTULO ÚNICO – EM SONHOS.

Sangue.

Ele observava as próprias mãos, manchadas pelo vermelho.

Gotas... Uma a uma, escorregando pelos seus dedos e manchando o branco. Aquela cor tão pura, que antes predominava as vestes dela; agora se submetiam ao escarlate.

Com o resquício de coragem que lhe sobrara, vagarosamente ele abaixou o olhar.

Encontrou o sangue escapando do corte profundo. A pele, tão clara, sendo sucumbida pela cor cruel.

E os olhos... Jamais os veria novamente. Ou melhor, nunca os conheceria, pois sempre os evitara. Sempre agira como se nunca existissem para serem contemplados.

E agora... Era tarde.

Ela estava morta.

Ele... falhou. Não conseguiu salva-la.

O desejo que o corrompera, que implantou forçadamente dentro de si, preservando o seu orgulho; neste momento, se tornara real.

Lentamente, abraçou o corpo imóvel contra o peito. Já tão frio...

Ele agia impulsivamente, com ações impensáveis, transparecendo a dor que despedaçava o peito. Os gritos do humano próximo não o incomodavam; não chamavam sua atenção. Ele apenas queria ficar próximo a ela. Porém...

... Era tarde... Muito tarde...

Rukia estava morta.

E ele era o culpado.

***

Byakuya abriu os olhos rapidamente. Avaliou o local onde estava, notando os objetos familiares de sua rotina.

Sentou-se, sabendo que a expressão de incredulidade ainda era visível em sua face. Sentiu gotas de suor escorrerem por sua testa, enquanto as mãos continuavam trêmulas iguais no... sonho?

Levou uma das mãos a cabeça.

Sim, foi um sonho.

Um sonho que o levara a acontecimentos já no passado. Ao exato momento em que Rukia estava a frente da espada de Ichimaru Gin, e por pouco, poderia conhecer a morte.

E neste sonho... Ele não conseguiu chegar a tempo. Ele não foi o escudo vivo para ela, e a espada a ultrapassou sem compaixão.

Viu ela tombar. Ouviu o riso de Ichimaru, contrario aos gritos de Kurosaki Ichigo. Ele sentiu o arrependimento; a dor da perda.

Byakuya balançou negativamente a cabeça, tentando afastar os flashes que sua imaginação criara durante a inconsciência da noite.

Foi apenas um sonho; disse para si novamente.

Sendo assim, porque não conseguia ficar calmo? Por que o coração estava tão acelerado, ao ponto de querer escapar por sua boca?

A realidade no sonho o atingiu.

Mas não deveria temer. Não. Isso jamais aconteceria. Rukia estava salva.

... Salva...

No entanto, mesmo sabendo disso, a reação ainda permanecia. Ele ainda tremia, ... temia.

Precisava ter certeza. Poderia ser algo desnecessário, mas ele precisava.

Em pouco tempo, Byakuya já se encontrava fora de seu quarto, caminhando pelos corredores escuros da mansão Kuchiki.

Sabia onde iria e não pretendia desviar o percurso. Não questionaria a si mesmo pela estranha ação, se preocupando somente em faze-la.

Ele queria vê-la.

Rukia provavelmente estaria dormindo, o que era essencial. Desse modo, ela não o veria, entretanto, ele sim e era o que importava.

Finalmente chegou ao quarto de Rukia. Cautelosamente, pôs-se a abrir a porta. E com a pequena brecha surgindo, procurou enxergar o espaço de dentro.

Ninguém.

Byakuya abriu totalmente a porta, percorrendo o olhar pelo cômodo. Realmente não havia ninguém. O quarto... vazio.

E nesse momento, parecia que todos os sentimentos do sonho se reavivaram em seu peito

Rukia... Onde ela estava? Deveria estar aqui. O que aconteceu?

- Nii-sama? — ouviu alguém lhe dizer.

Em reflexo, tornou rapidamente o rosto para a pessoa.

Era ela, Rukia; aparentemente não compreendendo o porque dele estar ali. Principalmente por encontra-lo em frente ao seu quarto.

- Nii-sama? O que... O que faz aqui?

Ele a observou, e foi inevitável o incomum alivio que sentira por vê-la diante de seus olhos. Porém, de forma alguma ele transpareceria a sua reação interna.

- Nada. — foi o que Byakuya respondeu.

- Nii-sama teve um pesadelo? — ela estranhou a própria insistência. — Q-quero dizer...

- Eu presumo.

Ela ficou surpresa pela resposta curta. Rukia piscou algumas vezes, pensando em algo para dizer. Mas o quê...?

- Ah... — tentou. — Gostaria que eu lhe fizesse companhia, Nii-sama? — não, não era pra ter dito isso. — Digo, deseja que eu-

- Isso não será necessário.

Abaixou a cabeça, reprovando-se. Claro, ele não aceitaria sua companhia. Para quê? Não fazia sentido algum. Ele sempre ficava sozinho, era o que gostava – o seu íntimo.

- Mas se desejar, faça como quiser.

Rukia ergueu o olhar novamente. Isso foi um sim?

Ele começou a andar, e mesmo permanecendo com a dúvida, ela decidiu segui-lo. Andavam normalmente, sentindo os passos tocar o chão frio, enquanto o caminho era iluminado pela luz do céu estrelado.

Após minutos, Byakuya parou. Ela fez o mesmo, o olhando com curiosidade. Por que ele...?

- Rukia.

Ele começou. E ela permaneceu calada, aguardando.

- Por que você estava fora de seu quarto? — ele foi direto.

Alguns instantes em silêncio.

- Er... — mas teria que dizer, não é? — Eu... Eu estava... comendo. — procurou sussurrar a ultima palavra, para que ele não ouvisse.

- Comendo? — bem, não deu muito certo.

- Sim. — corou, desviando o olhar.

- O jantar não a satisfez?

Era curioso o tom de voz de Byakuya. Como se ela fazer isso durante a noite fosse algo inacreditável, inaceitável; e porque não confuso para ele?

- Não, Nii-sama. Não é isso. — respondeu com rapidez. — É que eu... às vezes, quando eu morava no Mundo Real, Ichigo trazia o jantar para mim quando todos já estavam dormindo, para que as irmãs dele não vissem. E então, eu acabei me acostumando com isso. — sorriu sem-graça.

- Kurosaki Ichigo... — ele murmurou.

- Arrã. E ele sempre me levava pepinos, que eu gosto muito. — não percebeu que já falava sem parar. — O senhor já comeu pipino, não é Nii-sama? É uma das minhas comidas favoritas. Acho que-

- Você sente falta dele?

Ela parou de falar, não compreendendo o que ele lhe disse.

- Kurosaki Ichigo... — Byakuya continuou, em meio ao silêncio dela. — Você sente falta dele?

Rukia levou alguns segundos para responder, mas conseguiu.

- Na verdade, eu sinto falta de todos os meus amigos. Eu convivi com todos eles e-

- Ele nunca a decepcionou, não é verdade, Rukia?

Agora, ela não entendia mais nada. Não sabia onde ele queria chegar, e o porque de falar dessa forma. Os olhos, grandes e expressivos, transpareciam o que sentia.

- Nii-sama... Por que você-

- Rukia. — ele a interrompeu de novo.

Ela conheceu os olhos dele. Ele a olhava, e Rukia não sabia explicar o que aqueles olhos tão indiferentes, únicos; queriam lhe transmitir.

- Você... Você me perdoou?

Rukia engoliu seco.

- C-como assim, Nii-sama?

- Por tudo o que eu lhe fiz. — ele prosseguiu. — Você me perdoou?

E ela, de certo modo, entendeu o foco daquele diálogo.

Lembrou-se dos momentos em que, para ele, ela não existia. Do olhar, que necessitava receber, e que jamais ocorreu. Quando ele lhe deu as costas, minutos antes de sua suposta execução, e Byakuya, com aquele simples gesto, fez com que ela sentisse que sua vida não importa. Que não precisava continuar viva, pois não importava.

Não mentiria para si mesma. As atitudes dele a machucam. Causavam uma morte lenta, que provavelmente seria consumada em sua execução.

Mas graças a Ichigo, ela continuava ali. Seria eternamente grata a ele.

E assim, ela pode ouvi-lo lhe pedir perdão. Me perdoe, foi o que Byakuya lhe disse. E com sinceridade, ela o perdoou. Aceitou aquelas duas palavrinhas com grande peso.

Ela o perdoou.

Mas... será que ele duvidava disso?

- Claro que eu perdoei, Nii-sama. Eu... O senhor não precisa se preocupar. Eu só tenho que agradecer por tudo que fez-

- Você não precisa falar desta forma, Rukia. — ele a cortou. — Eu sei que a magoei.

- Nii-sama...

- Isso não voltara a acontecer.

E ao lançar um olhar mais profundo para ela, Rukia se viu incapacitada para falar. Se viu limitada somente a fita-lo, sem saber o que poderia acontecer.

- Você me perguntou se eu tive um pesadelo. — ele continuou; e, curiosamente, se aproximou. — Na verdade, eu tive. — mais perto. — Nele... Eu não conseguia chegar a tempo. Eu... perdia você.

Rukia arregalou os olhos. Lentamente, digerindo as palavras que fora ditas, e estática, observava cada vez mais ele ficar próximo de seu corpo... de seu rosto.

Byakuya tocou sua face.

- Eu prometo a você, Rukia, que sempre ficarei ao seu lado.

A respiração travou em sua garganta. E o que aconteceu em seguida foi muito rápido para tentar entender. Estava hipnotizada pelas atitudes dele.

Ela sentiu os lábios dele tocando os seus. Byakuya a beijava.

Continuando em estado de hipnose, apenas o seu íntimo permanecia consciente. O corpo sentindo a proximidade, as mãos o sustentarem; foi como o antídoto. Antídoto que a fez reagir, retribuir, cada ação, cada toque.

Ela correspondeu da mesma forma, o puxando para mais perto. Desejando estar com ele, e, se pudesse, ficar assim pelo resto de sua vida.

***

Rukia abriu os olhos, incomodada com os raios que esquentavam o seu rosto. Segundos depois que sua vista desembaçou, ela percebeu onde estava.

Estava em seu quarto.

Com rapidez, sentou-se a beira de sua cama. Olhava ao redor confusa, como se fosse algo inacreditável. E era.

Além de que sentia o coração acelerado. Colocou as mãos no peito, tentando alcana-lo. E, mesmo assim, sua respiração continuava da mesma forma.

Foi apenas um sonho, dizia para si mesma, ciente de suas atitudes.

Suspirou.

Sim, foi um sonho.

Às vezes, sonhos podem se tornar realidade; já havia ouvido esta frase. E agora, pergunta se, um dia, essas palavras pudessem se tonar reais para ela.

Por que, tudo o que sentia, permanecia em segredo dentro de seus sonhos.

FIM!

Notas finais

Sim, era um sonho. Surpresos?

Sei que ficou um pouco estranha, acho que também por ser one, mas eu espero que tenham gostado, pelo menos um pouco! Hehe!

Agora, conseguiram separar o real do sonho? Sim? Não?

O do Byakuya ficou bem vísivel, mas e o da Rukia?

Vamos ver que irá conseguir perceber, porque eu coloquei uma caracteristica simples, mas que separou os dois sonhos. Alguém notou? ôo

Enfim, eu agradeço por ter lido! Obrigada!

Diga-me o que achou, please? Adoraria saber!

Beijinhos e Fiquem com Deus! ;*

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!