Em Meio ao Caos

6 Capítulo 006 - Felicidade


Notas iniciais
REVIEW, VALEU.

Eram oito horas da manhã, Alice e Isabella estavam terminando os preparativos para sair em busca da família de Max. Os armamentos escolhidos foram o canivete de Alice, o taco de baseball que Max levava consigo e o machado que elas haviam encontrado. Os mantimentos que transportavam eram seis garrafas d'água, três latas de atum e uma lata de ervilhas. Carregavam duas mochilas, Max estava com uma nas costas e Alice com a outra. Isabella carregava apenas o canivete que Alice havia lhe confiado, pois ela carregaria o machado.

Alice foi a última a sair do apartamento, trancando a porta com três cadeados e descendo as escadas com um certo remorso de ter dito aquilo para Max... Após sair do prédio, o grupo entrou no carro, Alice e Max na frente e Isabella atrás. Ela pegou o mapa e foi marcando possíveis lugares em que sua família poderia estar refugiada. O primeiro seria um prédio comercial, a poucos quilômetros dali. Parecia um bom lugar para estabelecer uma base. Tinha comida, suprimentos e espaço. Era uma localização ideal.

– Aqui. – Disse Alice, apontando o lugar no mapa. – Não é longe, vamos começar por lá mesmo. Não vamos demorar.

Alice sai com o carro, deixando o prédio para trás, mas Isabella estava preocupada, pois nem ela acreditava que eles achariam a família de Max. Ela estava pensativa, ponderando se aquilo era a coisa certa a se fazer, dar falsas esperanças a um homem. Porém, a possibilidade de eles estarem vivos ainda existia, apesar de ser mínima. Durante a viagem, o carro tinha dificuldades em andar em alta velocidade, por causa da grande quantidade de corpos espalhados pelas ruas. Alice atropelou dois zumbis, um que estava sentado e outro que estava vagando no meio da estrada. Alguns alcançavam o carro, tentavam quebrar as janelas, mas Alice os afastava com o machado.

Prédio Comercial – 09:02

O grupo chega ao prédio em que supostamente, a família de Max estaria sobrevivendo. Alice estaciona o carro de uma forma que os favoreça em caso de fuga. Max e Isabella desceram do carro, carregando consigo as mochilas. Logo após, Alice também desceu do carro, pegando a mochila que estava com Isabella.

– Vamos, não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. – Disse Alice, enquanto arrumava a mochila nas costas.

– Sim, vamos...

Eles adentraram o prédio, que estava com uma aparência horrível e exalava um cheiro forte de carne podre.

– Droga, que cheiro horrível. –

– Aqui, eu trouxe algumas máscaras hospitalares para cobrirmos o rosto. Eu imaginei que nós iríamos ter problemas com esse cheiro. – Disse Isabella, abrindo o bolso da mochila que Alice carregava.

Isabella deu uma máscara para Alice e para Max, colocou uma em seu rosto, guardou as que sobraram na mochila de Alice e seguiu em frente, junto com os outros.

O Hall de entrada era enorme, as colunas de sustentação eram muito altas, faziam sombras que favoreciam um ataque surpresa dos infectados. Havia muita poeira que formava uma densa névoa, dificultando a visão. Eles andaram, cuidadosamente, em direção as escadarias, checando as sombras duas vezes, para não serem pegos desprevenidos. Seus corações estavam apreensivos, Alice suava frio, temendo que algo de ruim acontecesse. Quanto mais eles andavam, mais tensa ela ficava. Eles subiram as escadarias do térreo sem nenhum incômodo. Alice pediu para ir antes do grupo para confirmar se o primeiro andar estava sem risco de ataques. Ela subiu, abaixada, lenta e vagarosamente. Não havia ninguém no corredor, então ela fez um sinal para que subissem. Não havia aparentemente ninguém no corredor, mas havia várias salas. Eram dez por corredor, cinco de cada lado. As salas eram grandes e espaçosas, com portas de vidro e paredes brancas, manchadas de sangue. O ambiente era escuro e a única luz que iluminava o prédio entrava pelas janelas.

– Fiquem juntos. Estamos propensos a sermos atacados a qualquer momento... Este prédio é grande, temos grandes chances de nos perdermos uns dos outros, fiquem atentos e prontos para combate.

Alice mal terminou de falar e algo a chamou atenção. Era alguém, no fim do corredor. Estava muito escuro e tinha muita poeira, então não era possível distinguir se era uma pessoa ou um infectado. Ela pegou a lanterna e apontou a luz em direção ao vulto. Era um zumbi. Ele andava em direção a janela, com as costas curvadas e as pernas tortas. Alice focou a luz da lanterna em sua face, completamente desfigurada. Ele parou de andar, olhou fixamente para ela e gritou. O grito fazia um ruído ensurdecedor, deixando-os atordoados. Alice caiu no chão, soltando o machado para cobrir os ouvidos. Depois de três segundos, o grito cessou. Ela, ainda atordoada, conseguiu agarrar o machado e foi pra cima do zumbi, desferindo um golpe no crânio do zumbi, partindo sua cabeça. Ele caiu no chão, mas seu grito atraiu outros infectados que estavam no prédio. Alice ouviu alguns grunhidos e alertou o grupo.

– Se escondam, rápido! Os zumbis que estavam aqui perto ouviram o grito, entrem nas salas!

Alice e Isabella entraram em uma sala, do lado esquerdo do corredor e Max entrou em outra sala, do outro lado do corredor. Os infectados passaram andando, tentando seguir o cheiro de Alice. Isabella estava apavorada, com as mãos cobrindo a boca. Max se escondeu atrás de um balcão, que ficava perto da porta. Alguns tentavam descobrir de onde vinha o cheiro, mas sem sucesso.

– Eles são sete. Ah, merda... Isabella, eu vou criar uma distração, aí, você corre para o outro lado do corredor, avise para o Max vir para o corredor, eu vou tentar matar o máximo de infectados que eu conseguir. Quando puder, venha me ajudar o mais rápido possível.

– Ah, certo... – Disse Isabella, assustada.

Alice abriu a porta com cuidado e jogou uma lata de atum no corredor e todos os infectados foram atraídos pelo barulho. Ela saiu da sala, com o machado em mãos, abrindo caminho para Isabella, que logo correu e chegou à sala em que Max estava e o alertou sobre Alice, que estava tentando ganhar tempo, esperando por eles.

Porém, Alice foi atacada por um zumbi, que agarrou sua roupa e tentou mordê-la, mas foi afastado por Max, que o chutou na altura das costelas e caiu sentado no chão.

– Obrigado.

– Rápido, acaba com ele.

Alice acertou o machado no meio da cabeça do zumbi, o matando, mas ainda sobravam seis, que estavam prontos para atacá-los.

– Vamos, não demorem e matem com apenas um golpe, temos que ser rápidos e cuidadosos, prestem atenção nas suas costas.

Alice foi primeiro, afastando os zumbis com chutes, Max veio atrás, acertando os zumbis com o taco, os derrubando no chão e por ultimo, Isabella, perfurando suas cabeças com o canivete. Faltavam apenas dois, um estava no chão, o outro estava de pé. Max chutou com força o que estava caído, esmagando seu crânio e Alice decapitou o último. Isabella pegou a lata de ervilhas que Alice usou como distração as colocou dentro da mochila. O grupo subiu rapidamente as escadas do segundo andar e Max olhava em todas as salas, procurando por sua amada e filhos, mas sua busca não foi tinha sido bem sucedida até agora. Porém, ele não perdia as esperanças, ele acreditava que sua família estava segura.

Alice viu quatro zumbis no fundo do corredor, três em uma sala à direita do grupo e mais quatro na segunda sala à esquerda. Rapidamente, Alice dirigiu o grupo até uma saída de emergência, que ficava dentro de uma sala à esquerda. Ela abriu a porta e esperou o grupo passar e a fechou, colocando uma barra de ferro que encontrara perto da porta. Não havia nenhuma janela, o ambiente era totalmente escuro. Isabella rapidamente pegou as lanternas que tinha colocado na mochila de Max e as usou para iluminar o lugar. Eram muitas escadas... Pareciam levar a algum lugar no subterrâneo. Alice tentava deixar a luz estável, mas era difícil, pois era frio e ela tremia muito. Após descer três lances de escadas, Alice achou um infectado, sem as pernas, tentando subir as escadas. Ela chegou perto dele e deu um chute forte no em seu maxilar, fazendo o osso perfurar o cérebro. Eles continuaram a descer. Quatro, cinco lances de escada, até chegar a uma grande porta vermelha de chumbo. O frio era insuportável e havia muita poeira, dificultando ainda mais a visão. Isabella abraçou Alice, tentando aquecer o corpo. Elas duas andavam juntas, com Max indo na frente. O grupo andou mais alguns metros até chegar a algum lugar que parecia ser uma antiga linha de metrô. Eles acharam uma grande barricada improvisada que ia do chão até o teto, feita de caixas, lençóis e tábuas. Provavelmente montada para diminuir a poeira e o vento. Era um sinal de que alguém podia estar lá.

– Vamos chamá-los, gritar por socorro. Talvez eles nos ajudem... – Disse Isabella, soluçando muito por causa do frio.

– Não, se fizermos barulho, podemos chamar a atenção de algum infectado que esteja do outro lado.

Alice pegou o machado e fez um pequeno furo em uma das caixas. Um feixe de luz entrou pela brecha. Alice tentou olhar pelo furo e viu várias duas fogueiras, várias pessoas sentadas em volta, algumas barracas. Era um centro de resistência. Os olhos de Alice se encheram de lágrimas. Eram lágrimas de felicidade, pois eles possivelmente teriam achado a família de Max.

– O que você está vendo, garota? – Perguntou Max, preocupado.

– Pessoas! Estou vendo fogueiras, barracas... É um grupo de resistência!

Max se encheu de alegria e começou a gritar por Linda, começou a quebrar as caixas com o taco de baseball. Alice tentou ajudar, mas neste momento de alegria, se ouviu o estrondo.

Max estava caindo no chão, tinha sido baleado. Sua expressão era de felicidade, mesmo que estivesse morrendo. A expressão de Alice havia mudado. Ela não acreditava no que acabara de acontecer. Ela ficou em estado de choque, paralisada. Caiu ajoelhada ao lado de Max, sem nem mesmo se mexer. Ela tinha feito isso. Ela sugeriu a busca. Ela o trouxe para este fim.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.