Notas iniciais
Hey pessoas, bem, essa é a minha primeira história original sem parcerias, então se ficar uma merda podem dizer.
Se vocês comentassem também seria tipo muito (muito mesmo) legal, para eu ter uma ideia se alguém vai acompanhar ou não u-u Pode ser? (le escritora pedindo comentários desde o primeiro capitulo)
Enfim, ai vai o prólogo u-u
Boa Leitura :D

Prólogo.

“No início dos tempos, o amor já existia. Mas era bem diferente do século 21. Os homens raramente se apaixonavam pelas mulheres com quem casavam, dado que era a família de cada um quem escolhia os parceiros. O casamento era uma união de fortunas, tradição e filhos. Nada muito romântico.

Mas como a natureza humana não existe sem se apaixonar, muitas vezes o amor existia fora do casamento, dando origem a inúmeras tragédias, de Romeu e Julieta á Otelo. Que podem ser apenas estórias e quase contos de fadas, mas transmitiam a verdade de sua época: Se casar com quem estava apaixonado não era fácil. Mas ainda era melhor que agora.

Não sei ao certo quando o amor começou a se perder, mas talvez tenha sido quando deixou de ser proibido; com a nova liberdade, perdeu-se a delícia da proibição, e então tudo passou a ser apenas sexo, festas e corações partidos. E ai de quem tentar se aventurar a amar de verdade, pois são como sóbrios num tempo de loucos – não se dão nada bem.

No fundo, continuou tudo a mesma coisa. As pessoas se perdem, não se importam umas com as outras, erram muito e se esquecem do verdadeiro amor. Não me entenda mal, não é como se o amor não existisse mais, mas está cada vez mais raro de isso acontecer, como água no deserto. Não é como se fosse impossível; mas as possibilidades de encontra-lo são escassas. E as de tudo ser uma miragem, muito maiores.

E o fato de que eu esteja desiludido, ilustra tudo. Ninguém pode estar mais decepcionado em escrever esse texto do que aquele que, em seus tempos de glória, era chamado Cupido. “

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Heitor olhou carrancudo para o uniforme rosa enquanto ia em direção á sala de seu superior. Já avisara aos outros cupidos que vermelho seria mais alegre e bem menos efeminado, mas os cupidos mulheres, com uma ajudinha de Afrodite, haviam se encarregado de vencer a batalha quanto á cor do uniforme. Típico. As mulheres sempre dominaram as relações amorosas. Não que nenhum homem, nem mesmo um cupido, admitisse isso.

Olhou para a porta de carvalho rodeada por duas colunas de mármore do cupido chefe e bateu levemente antes de entrar. Ele estava sentado atrás da mesa, tentando parecer o mais assustador que um bebê gigante de fraldas podia ser. O que era bastante; ele já avisara ao Cupido que era bizarra sua forma de escolha, ao que este respondera mandando-o para o departamento de ideias românticas por duas semanas, sua versão do inferno na Terra. Se tivesse que ficar uma semana mais soprando no ouvido de algum homem idiota que batatas e baratas não vão bem num poema a menos que esse fale sobre a Grande Fome irlandesa, ele teria um ataque de nervos. O que acabaria com a “postura de machão” que tinha, como os outros cupidos chamava sua pose.

Tanto faz. Um homem precisava da sua dignidade. Seu chefe lhe fez um aceno que interpretou como sendo “Sente-se”, e assim o fez. Sentou-se numa cadeira de frente para ele, com uma sobrancelha erguida pela curiosidade. O “bebê” a sua frente analisou sua expressão cuidadosamente e colocou um papel na mesa. Ele reconheceu e suspirou. Achou que havia jogado no lixo, mas era óbvio que devia ter esquecido e deixado no seu escritório. Mais uma vez, a própria bagunça conspirava contra ele.

-Sinto muito, chefe. – disse, entredentes. Se desculpar não era seu ponto forte, mas sabia que estava prestes a ser enviado para um lugar pior que o departamento de ideias. Cupidos não podiam ser demitidos, mas enviados até a um buraco negro se desagradassem.

-Por quê? – o Cupido chefe perguntou. – faz tempo que tenho pensado a mesma coisa. Aliás, isso até me deu a ideia de uma nova missão para você. – Heitor não se deixou enganar. Sabia pelo brilho maligno em seus olhos que Cupido possuía um castigo bem preparado em sua manga. Só restava saber qual seria sua missão.

Minutos depois, encarando o formulário, escrito em letras cor de rosa (ainda pensava que o vermelho seria melhor), pensava que estava lamentavelmente certo. Era uma formulário de passagem, mas não era para outro departamento, era para um lugar que havia deixado a muito tempo e do qual quase não se lembrava mais desde os tempos de Sócrates, a escola. E pior, para investigar o que estava ocorrendo com aquela geração envenenada por música pop melosa e séries dramáticas para que seu senso romântico fosse quase igual ao seu senso comum, próximo de zero. Aquele com certeza era o pior lugar para se estar, superando até mesmo o departamento de ideias românticas, pois além de ter que aguentar humanos – ou seja, provavelmente pessoas tolas – teria que aguentar humanos jovens gotejando hormônios.

Suspirou pesadamente antes de voltar seu olhar novamente para o Cupido.

-Pesado demais, não acha?- perguntou Heitor com certa esperança na sua voz. Talvez agora seu superior risse e dissesse “É brincadeira Heitor, você apenas vai receber seu castigo de sempre”, mas o que ocorreu foi apenas um olhar sério do mesmo.

-Não se trata de uma punição, Heitor. Apesar de seus problemas disciplinares, você é um dos melhores por aqui, e tem um coração de coelhinho debaixo dessa postura de machão. Se alguém pode entender o que se passa com esses jovens de hoje, esse é você. Já tínhamos essa missão em espera há algum tempo e apenas esperávamos alguém para cumpri-la – ou seja, ele estava recebendo a missão que ninguém mais queria porque era rebelde e não cumpria ordens. O Cupido ria cinicamente, sabendo que Heitor não poderia recusar a missão. Belo castigo. Tudo bem. Agora só restava mais uma pergunta:

-Vou ter que usar rosa nesse lugar? – perguntou. O Cupido suspirou.

-Os humanos não entendem muito de moda; pode usar o que quiser, desde que veja essas coisas aqui. – ele entregou uma série de revistas de moda e comportamento, livros, CDs e filmes para Heitor. Este folheou rapidamente a revista de moda; muito preto, verde e até vermelho na ala masculina – talvez o mundo humano não fosse tão ruim assim.

Notas finais
Espero que tenham gostado :*
E não esqueçam de comentar ok? u-u
Beijos, AmandaUzumaki
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.