Em Cada Ponta Do Infinito

31 Capitulo com o Lucas.


Notas iniciais
Geeeeeeente eu to muito, muito, muitooooo feliz com as leitoras novas

P.O.V

Carregar Tayse pela segunda vez é incrível. Confesso que fiquei admirando cada centímetro do rosto dela enquanto a carregava. Parecia tão fraca e frágil.

Ela não foi pra escola hoje, o que me fez pensar nela o dia todo. Fiquei com raiva de mim mesmo, por não parar de pensar nela em nenhum segundo. Com ódio, pra falar a verdade.

Tudo estava entrando nos eixos: Estava com Rayane e a estava esquecendo. Mas ela apareceu. E tudo se acendeu de novo.

– Droga – Murmurei pra mim mesmo, sem nem ao menos notar que Rayane acabara de chegar.

– O que disse? – Perguntou.

– Nada – Respondi e peguei na mão dela, tentando esquecer esses pensamentos loucos.

– O que acha de ir ao parque central? – Perguntou.

Droga, o parque central me lembra a Tayse. Tudo lembra a Tayse.

– Hum – Murmurei de novo – Eu precisava ir no bar que vou tocar hoje. Preciso resolver umas paradas.

– Tocar? – Perguntou.

– Tô me referindo ao equipamento de som – Expliquei – DJ.

– Aaah – Falou – Nunca te vi antes. Não posso ir lá te ver hoje então?

Dei um sorriso fraco. Preferia que a Tayse fosse.

– Claro – Disse – O bar não é grande coisa, é pequeno e de dois andares. Toco lá só de vez em quando.

– Em todo lugar que você estiver – Ela disse – Vai se tornar grande coisa.

Arregalei os olhos e engoli em seco. Despedi-me dela e fui ao tal bar. Era pequeno, e tinha um palquinho no fundo, apesar de ninguém usa-lo.

– Ei Marcão – Falei me direcionando pro “Patrão”.

– Eeeei Cara – Falou e me deu um aperto de mão – Começa a deixar as coisas preparadas, ai depois você só precisa voltar dez horas, Ok?

Assenti e comecei a montar as coisas. O equipamento era do bar mesmo, e não os meus. Alias, eu nem tinha um.

Olhei a lista que ele queria pra hoje. Eram simples, mas poderiam até agitar. Sem contar os pedidos especiais que alguém fazia.

Terminei de montar e resolvi passar na casa das crianças. Mas não tinha ninguém lá.

Resolvi voltar pra casa e me jogar na cama. Talvez dormir um pouco me ajudasse a ficar mais animado na hora de tocar.

– — -

Acordei atrasado. Cadê minha mãe numa hora dessas?

Tomei um banho rápido e vesti uma roupa estilo “DJ”. Caso não saiba, uma blusa preta com uns desenhos populares e calça jeans larga. Sem contar o fone.

– Me deixa ir Lucas – Lú falou, assim que sai do banheiro.

– Anãs não entram – Respondi, mas ela nem retrucou, por que sabia que era brincadeira – Quantas amigas dessa vez?

Ela contou nos dedos.

– Sete – Respondeu por fim, e desceu as escadas.

Não liguei e terminei de me arrumar. Do jeito que é vaidosa, só vai chegar uma hora depois.

– — -

Coloquei Titaniun. Essa sempre é boa. Conhecida e animada.

Acho que David Guetta é o melhor. E não é um dos melhores, como dizem por ai.

Lú não chegou ainda, e faz mais de uma hora e meia que cheguei. Será que desistiu?

Tirei-a da minha cabeça e voltei minha atenção à música. Está acabando, e preciso escolher outra.

Que tal uma romântica? É, pode ser. Vejo Marcão do outro lado, provavelmente esperando minha outra música. Coloco a tal romântica e ele assente, confirmando.

Resolvo aproveitar meus únicos minutos de paz e observo algumas pessoas dançando na pista. E então vejo.

Lú e Pri estão tentando arrastar Tayse pra pista. Percebi que ela não quer, mas acabou cedendo. O resto do pessoal, ou seja, Elisa, Duca, Gui, e as duas amiguinhas da Lú estão em uma mesa. Duca e Elisa estão se beijando, enquanto os outros ignoram e conversam animadamente.

Meus olhos se voltam pra Tayse na pista. Ela tá bebendo alguma coisa e parece alterada. Há quanto tempo será que ela está aqui?

Meus olhos fervem de raiva quando vejo dois garotos se aproximarem.

Droga, o que eles pensam que estão fazendo?

Um parece ter dezoito, e o outro mais de vinte. O de vinte passa a mão no cabelo dela. Contudo, ela não faz nada. Os observa um instante e volta a dançar.

Percebo que a música acabou e coloco outra, mesmo sem tirar os olhos dela. Por que a Lú e a Pri fazem nada? Elas vão deixar? Não veem que ela tá bêbada?

Os caras começam a se esfregar na Tayse e a Lú parece finalmente se tocar. Ela e a Pri tentam tira-la de lá, porém ela não quer. Penso em ir até lá, mas o Gui e o Duca chegam e a tiram.

Ela praticamente se joga no Gui e começa a rir. Agora que o susto passou começo a rir junto. Droga, agora percebi o quanto sou ciumento.

Tenho só ciúmes dela, e de Rayane não. Incrível isso.

Fico admirando-a rir como na primeira vez que nos vimos. E agora percebo, que não deixei de pensar nela mesmo nesses meses em que não nos falamos. Eu realmente a amo.

– — -

– Ei amorzinho – Rayane disse, quando sai da cabina. De tanto pensar em Tayse, tinha até esquecido que ela estaria aqui – Me viu dançando?

– Sim – Respondi secamente. Claro que era mentira.

– Você toca muito bem – Disse e em seguida me deu um abraço apertado.

Observei as pessoas e vi Tayse dormindo no ombro do Gui. Do Gui?

Tinha que ser no meu, não no dele.

Rayane me puxou pra se sentar em uma mesa qual quer. A música ainda estava tocando, e eu havia sido substituído pelo DJ fixo. Perto dele sou realmente um aprendiz.

– Você tá tão calado – Ray disse.

– Desculpa – Balancei a cabeça, tentando afastar os pensamentos e me concentrar nela. Tayse é furada.

– Como eu estava dizendo... – Continuou – Eu queria muito que você conhecesse meu pai.

Epa, ai a situação já muda. Como assim pai?

– Não quero que você se assuste com ele, só por que ele é policial – Continuou.

– Policial? Ele é policial?

– É. Eu já te falei isso antes não falei?

– Mas ele é militar ou civil? – Perguntei. Raios, já estava difícil sem saber a profissão, sabendo então!

– Militar.

Pronto, melhorou muito. Vou visitar o pai de uma namorada. E se ele for desses pais maníacos e ciumentos? Ray é filha caçula.

Engoli em seco e fixei meus olhos no dela.

– Tá, marca um dia. Talvez ano que vem ou sei lá – Respondi, mas acho que ela pensou que era brincadeira.

Não é brincadeira droga!

– que tal sábado? – Disse

– Ih – Menti – Não vai dar. Meu pai chega de viajem. Acho que nem essa semana.

Ela me olhou desolada e senti-me culpado.

– Acho melhor nós irmos – Falei, já me levantando.

Antes de pegar na mão dela e sair do bar, dei uma ultima olhada no lugar onde Tayse estava. Porém, ela não estava mais lá.

Se fosse o pai dela, eu iria com orgulho.

Notas finais
Desculpa se ficou meio curto gente -*-*'-