Em Busca do Seu Amor
4 Capítulo 4
Notas iniciais
À noite, na casa de June, Shun estava na cozinha contando alguns legumes na pia. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo. June se aproximou, abraçou a cavaleiro por trás e apoiou o queijo no ombro dele para observar o que ele fazia.
– O que você vai fazer de gostoso?
– Um prato do meu país, chama-se tempurá (1).
– Pelos ingredientes parece bom.
– Você vai gostar.
– Tenho certeza que sim. – Deu um beijo demorado no rosto de Shun. – Na verdade estou tentando acreditar que finalmente estamos juntos.
Shun parou de picar os legumes, limpou a mão no pano de prato, virou de frente e sorriu.
– Mas é verdade, minha querida.
Os dois deram um longo beijo, depois, Shun voltou a preparar o jantar, enquanto isso June arrumava a mesinha de centro da sala, e fazia uma jará de suco de laranja.
Após o jantar, no qual June não parou de elogiar a comida de Shun, eles continuaram sentados no chão, encostados ao sofá.
– Eu gostaria de dar um presente a você. – Revelou Shun mostrando um saquinho de papel para ela.
– O que é isso?
– Abra.
June pegou o saquinho, abriu e se surpreendeu, pois encontrou dentro de um estojinho de camurça preto, um colar de ouro branco e um pequeno pingente de brilhantes em formata de coração.
– Que lindo, Shun! – exclamou abraçando forte o rapaz.
– Isso é para você nunca esquecer de mim.
– E eu preciso de alguma coisa para não te esquecer?
– Que bom! Mas mesmo assim, fique com ele. Esse colar é a sua cara: lindo, delicado e singelo como você. Quando o vi não tive duvidas em compará-lo para você.
– Obrigada! Coloca em mim? – Pediu entregando o colar para Shun.
– Ficou ainda mais bonito em seu pescoço.
June depositou beijos estalados nos lábios de Shun.
– Eu não quero mais ficar longe de você. Vem comigo para o Japão?
– Ir com você? – Pausou. – Seria maravilhoso, mas eu tenho meus afazeres aqui, sou assistente do mestre.
– Eu sei, mas eu tenho certeza que o mestre não vai se importar, senão ele não teria me aconselhado a vir aqui e me declarar a você.
– O quê? Foi assim que você ficou sabendo do meu namoro com Leda? E foi ele que te encorajou a vir aqui?
– Sim.
– Ele sempre soube dos meus sentimentos por você, não que eu tivesse contado, mas de alguma forma ele sabia.
– Igualmente comigo. Surpreendi-me com a ligação dele, com a notícia e o conselho de lutar por você. Fique com muita duvida, afinal: “Seria certo “atrapalhar” sua vida?” Mas então pensei: “Ela pode me dar apenas duas respostas, ou sim, ou não. Preciso arriscar“.
– Que bom que você escolheu tentar. – Disse beijando levemente os lábios de Shun. – Mas se eu for, aonde vou ficar?
– Você tem estadia garantida na mansão Kido.
– Serio?
– Sim. A Saori me falou para levar você para lá.
– Você pensou em tudo, não? – Perguntou sorrindo. – Te amo muito!
– Eu também.
Os dois se beijaram e foram aprofundando o beijo na medida em que os corpos se aproximavam num abraça mais apertado. Então Shun começou a desliza uma das mãos nas costas de June que apertou a nuca dele entrelaçando os dedos entre em seus cabelos. Eles pararam de se beijar e ficaram se olhando enquanto buscavam ar. Deram um leve sorriso e voltaram a se beijar com a mesmo urgência de antes, como se precisassem daquele beijo para viver. Shun apertou com força a coxa de June enquanto ela acariciava as costas dele, por debaixo de sua blusa, ele fez um caminho de beijos pelo pesco e ombro dela.
– Eu sempre vou te amarei, até o meu último suspiro. – Shun sussurro, ainda ofegante, no ouvido de June.
A loira estava de olhos fechados totalmente entregue aquele momento especial. Duvidas e medos não se faziam presentes naquela hora, ao contraio, eles só tinham uma certeza, se amavam e queriam ir até as últimas conseqüências, sem se importar com mais nada, apenas com o amor que sentiam.
No dia seguinte, Shun acordou primeiro e ficou observando sua amada ainda adormecida. Ela estava de bruço, com o rosto virado na direção do cavaleiro, tinha uma expressão serena e uma respiração tranqüila, parecia um anjo. “Como eu amo tudo em você!”, pensou, enquanto tocava com a ponta de seu indicado os lábios de June. Então a moça começou a se mexer indicando que também iria acordar, se espreguiçou e viu que estava sendo observada por Shun, deu um leve sorriso e perguntou:
– O que foi?
– Nada. Apenas estava vendo como você parece um anjo quando dorme.
Ela se achegou nos braços de Shun e ele perguntou:
– Então, você vai ou não comigo para o Japão?
– Vou. – responder firme. – Eu não posso mais ficar longe de você.
June precisou de alguns dias para acomodar seu trabalho na ilha, para que outra pessoa pudesse assumi-lo. E Shun preferiu ficar e esperando por ela. Ele se comunicou com Saori que deixou seu amigo à vontade para voltar quando quisesse.
Numa manhã, Shun e June já haviam se despedido dos amigos da ilha, inclusive Benetite. O helicóptero estava pronto para partir e eles acabavam de se despedir de Albion.
– Obrigado, mais uma vez, mestre. – Agradeceu Shun. – Se não fosse pelo senhor, não estaríamos juntos agora.
– É verdade, mestre. Espero, de verdade, não prejudicar seu trabalho indo embora.
– Tudo se ajeita nessa vida, querida. Vocês são com meus filhos e o único desejo que eu tenho é vê-los feliz.
Os três se entrelaçaram num único abraço, no qual lágrimas não puderam deixar de brotar nos olhos de cada um.
– Vão. Tenham juízo e sejam felizes. – Pediu Albion. – E claro, essa ilha sempre estará pronta para receber-los.
Assim, June e Shun subiram no helicóptero e fora em direção ao Japão. Um “mundo” novo esperava por eles. Tudo seria realmente novo na vida de ambos, mas uma coisa eles tinham certeza: nunca iriam se separar e deixar de se amar.
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