Em Busca do Seu Amor
3 Capítulo 3
Notas iniciais
– VOCÊ NÃO MERECE RESPEITO. – gritou sacudindo June pelos braços.
– Pare já com isso Leda! — pediu Shun com voz séria.
–Shun? – falou June – Te falei para não vir aqui.
–Ham? Shun? Como tem coragem de aparecer na minha frete? — Leda fala largando June o olhando para Shun.
–Desculpe-me Leda! Escute o que June tem para falar e a deixe em paz. Desculpe-me por interferir June, mas eu não poderia deixar o Leda te agredir sem fazer nada.
–Desculpas? Você rouba minha garota e ainda vem com essa cara de mulherzinha pedir desculpas?
–Ei! Leda! Controle-se! — June tentou acalmar Leda.
–Para trás June!- mandou Leda empurrando June — Depois a gente conversa! Agora vou dá uma lição nesse afeminado.
Leda fala furioso enquanto parte para cima de Shun dando um soco, porém Shun salta desvencilhando-se do golpe indo para trás de Leda.
–Por favor Leda! Se acalme! – pediu Shun nervoso apesar de tentar acalmar Leda.
–Cala a boca!
Com extrema fúria Leda partiu novamente para cima de Shun com um soco que foi bloqueado, mas Leda continuou empurrando seu punho.
–Não pense que vai me derrotar de novo Shun! Depois que você derrotou Spica e eu pouco antes de partir para o Santuário eu treinei e fiquei muito mais forte! — Leda empurrando o punho conseguindo quebrar a defesa de Shun lhe aplicando um golpe direto no rosto.
–SHUN! — grita June preocupada com Shun que caiu no chão.
–Está torcendo é para essa mulherzinha June? Achei que você gostava era de homem como eu!
–Pare de falar essas coisas do Shun Leda! O SHUN É MUITO MAIS HOMEM DO QUE VOCÊ! O Shun tem um coração puro! — June colocou a mão no peito — Alguém grosso como você nunca entenderia. O que faz um homem de verdade não é ser musculoso, rude ou pegar mulheres. O que faz um homem de verdade é o coração dele. E nesse caso ele é muito mais homem do que você! — June encarou Leda!
–Ham? O que? – Leda ficou perplexo e voltou o olhar furioso para Shun que estava se levantando do chão — Grrrr! EU VOU TE MATAR SEU DESGRAÇADO! VOCÊ ROUBOU TUDO DE MIM! A MULHER QUE AMO! A ARMADURA DE ANDROMEDA! A PREFERNCIA DO MESTRE ALBION! FAREI COM QUE VÁ PARA O SUBMUNDO!
Leda perdeu a cabeça e correu até Shun que se preparou se defender do golpe.
–Leda! — chamou June entristecida -“Não adianta! Eles não vão parar! Preciso chamar o mestre Albion!”
June partiu para chamar Albion enquanto Leda e Shun continuavam a brigar. Leda deu um soco em Shun que defendeu com o braço direito, mas não conseguiu se defender do próximo golpe que o acertou no peito fazendo-o deslizar para trás.
–Qual é Shun? Essa é toda a força daquele que lutou contra Cavaleiros de Ouro, Marinas, Espectros e até mesmo deuses? Você é um fracote! Deve ter ficado chorando de medo enquanto os outros venciam as batalhas e você levava a glória por estar com eles.
–Leda! Por que você me trata tão mal assim? Eu sei que não é apenas por causa da June! Você nem mesmo gostava dela! Por acaso quis ficar com ela apenas para me machucar é?
– Cala a boca Shun! Não se julgue tão importante. Eu me apaixonei por ela e vou fazer com que você se cale para sempre!
Leda partiu novamente para atacar Shun que se esquivou do soco. Leda passando por Shun tentou dá uma cotovelada que também é desviada pelo Cavaleiro de Andrômeda. Leda com 3 sequencias de soco tentou acertar Shun sem sucesso.
–Por que você não me ataca?
–Eu queria não ter que fazer isso Leda!
–Ora seu!
Leda novamente passou por Shun que desviou do soco.
–Arf! Arf!- Leda ficou cansado.
–Está tendo problemas aí Leda? — falou uma voz masculina.
–Spica? — disse Leda
–Eu irei te dá uma ajudadinha! — Spica estalou os punhos — Também quero dá um soco no nariz deste desgraçado.
–Não se meta nisso Spica! Essa luta é só minha! – mandou Leda com a voz brava.
–Está bem! Está bem! Vou ficar te olhando acabar com ele.
Hunf! — bufou Leda.
Shun entrou em posição de luta esperando o movimento de Leda!
–Depois que acaba com você Shun! Vou dá um jeito na June! Ela vai aprender a não trair os outros. Vou acabar com a raça dela!- Leda fecha os punhos furioso.
–Você não vai tocar um dedo na June, Leda!- Shun se enfurece!
–Se não você vai fazer o que? Cuidado que se você me bater vai quebrar a unhazinha!- Diz Leda!
Shun fecha os olhos e respira fundo.
–Você não queria que eu o atacasse, Leda?
Sem que Leda possa ver Shun dá um soco em seu rosto fazendo-o cair violentamente no chão. Spica, e Leda quando retoma do golpe olham boquiabertos Shun queimar uma poderosa Cosmo-Energia.
–Agora você me enfureceu Leda! Vou te mostrar minha verdadeira força.- Fala Shun sério com uma aura arroxeada em volta de seu corpo.
Limpando o sangue de sua boca Leda se levanta e corre grunhindo até Shun para socá-lo. Mas Shun dá um gancho em Leda que cai desmaiado no chão.
–Leda!- Grita Spica!- Ora seu!
Spica parte para cima de Shun tentando aplicar um chute que é desviado. Logo depois dois socos que são defendidos por Shun que aplica um golpe com as palmas das mãos no tórax de Spica que desliza para trás. Spica voltando para a ofensiva dá um chute no ar, mas Shun esquiva e acerta um chute nas costelas de Spica que cai no chão.
Arg!- Spica ajoelhado coloca a mão nas costelas e cai com o rosto no chão.
Shun olhando para Leda e Spica no chão respira fundo.
–“Fico triste de ter que bater em antigos colegas de treinamento. Mas vocês não deram outro jeito. Espero que vocês possam melhorar a atitude de vocês. Às vezes as palavras machucam como o punho.”
Shun começa a andar para encontrar June, quando, é surpreendido por correntes que o prendem.
–Haha! Você não vai á lugar nenhum Shun!- Fala Spica que segura as correntes na outra ponta.
–Argh!- Shun tenta escapar das correntes
–Eu não vou deixar você escapar! Venha! Armadura de Cassiópeia!- Fala Spica.
Uma armadura azul aparece e se desmonta vestindo o corpo de Spica.
–Arrr!- Shun grunhe ainda tentando se soltar das correntes.
–O Mu consertou minha armadura Shun! E agora as correntes estão muito mais fortes! Mas sei que vice pode ser capaz de se soltar. MAS NÃO VOU TE DAR ESSA CHANCE!
Spica terminando de falar levanta Shun com a corrente e fica o batendo no chão. Repetindo o mesmo movimento três vezes.
–Hahaha!- Spica ri.
Shun é levantado mais uma vez pela corrente e jogado com força de cabeça contra o chão da praia.
–Agora é o golpe final Shun! Vou cortar sua cabeça agora!
A corrente começa a se apertar no pescoço de Shun.
–Espere Spica!
Leda que retomou a consciência discute com seu amigo.
–Leda? Você acordou?- Diz Spica.
–Spica! Eu que vou acabar com Shun! Solte logo es- Leda é interrompido por um baruhlo.
–AHHHH!- Grita Shun quebrando as correntes em mil pedaços.
Leda e Spica olham perplexos para o Cavaleiro de Andrômeda.
–De novo? Mas a corrente estava fortalecida!- Fala Spica espantado.
–É meu ultimo aviso! Saiam daqui! Ou serão feridos!- Alerta Shun!
–Cale essa boca!- Leda corre até Shun.- Venha! Armadura de Peixe Austral!-Uma armadura vermelha aparece e a cada passo de Leda veste o seu corpo.- Vá! Corrente do Peixe Austral!
–Corrente Nebulosa!- Fala Shun esticando a mão direita em direção á Leda!
O golpe consiste em uma forte ventania que para o movimento do inimigo.
–O que?- Fala Leda espantado.
–Haha! Agora deixe ele comigo Leda! Corrente de Cassiopéia!
A corrente de Spica vai indo em alta velocidade em direção á Shun. Porém...
–TEMPESTADE NEBULOSA!
A ventania fica ainda mais forte se transformando em uma tempestade atingindo também Spica. Com o vento Shun lança os dois ao ares. No ar Leda e Spica se chocam e acabam caindo na água do mar.
Shun fica parado por um tempo olhando o mar para ver se eles se levantarão. Depois de alguns segundos Leda levanta em fúria e correndo até Shun apesar de bastante ferido. Logo depois se levanta Spica no mesmo estado.
–Você poderia ter nos matado com esse golpe Shun! Você vai se arrepender por ter abaixado a força e ter nos deixado vivos! CORRENTE DO PEIXE AUSTRAL!
–CORRENTE DE CASSIOPÉIA!
Falam Leda e Spica respectivamente aplicando seus golpes. As correntes vão até Shun o acertando no peito. Shun cai no chão e Leda e Spica saltam no ar e soltam suas correntes para baixo. Shun rola para não ser atingido. Ao se levantar o Cavaleiro continua se desviando das correntes de seus inimigos. Até que a corrente de Spica vai indo em direção do pescoço de Shun por trás e a de Leda pela frente. Parece que dessa vez o Cavaleiro de Andrômeda não vai conseguir desviar.
Um barulho de corrente é escutado.
–O que? Essa corrente...- Shun fica surpreso com o que vê.- Mestre! Mestre Albion!
É Albion de Cefeu! O Mestre da Ilha de Andrômeda!
– Mestre Albion?- Leda fica espantado — O que veio fazer aqui?
Spica também olha surpreso para seu mestre. Leda ver June ao lado de Albion.
– June? Então foi você foi correndo trazer o mestre?- Pergunta Leda. June apenas olha entristecida para ele. -Sempre protegendo o bebê chorão não é mestre?- Fecha os punhos.
–Eu não estou protegendo o Shun! Que aliás, já provou a muito tempo que não é um bebê chorão. E sim um verdadeiro cavaleiro. Diferente de vocês! — O tom da voz de Albion muda, o que faz com que Spica e Leda tremam. – Se eu estou protegendo alguém esse alguém são você e Spica! Estou tentando protegê-los da má conduta de vocês. Vocês acham que usar suas armaduras por causas egoístas como essas fazem de vocês cavaleiros? Claro que não! E se outra pessoa descobrisse? Vocês poderiam até serem sentenciados a morte pelo Santuário, pois vocês sabem que essa é a punição para quem usa a armadura para fins pessoas.
Leda e Spica permaneceram calados, apenas se olharam. Então June se aproxima de Shun.
– Você esta bem, Shun? – perguntou à loira.
– Sim. Não se preocupe, já enfrente situações bem mais criticas.
Enquanto isso Albion continuou chamando a atenção dos rapazes.
– Vocês sempre foram os meus pupilos mais complicados. Sempre se acham melhores e mais fortes que todos, não que não fossem fortes, mas isso não dava o direito de serem arrogantes e tratarem a todos com desprezo. – os cavaleiros abaixaram a cabeça. – Eu sempre me preocupei com vocês e que tipo de guerreiros se tornariam. Sei que erraram quando se aliaram a Ares, mas eu pensei que tivessem tomado o rumo correto depois disso. Estavam tranquilos aqui na ilha, infelizmente errei.
– Estavam tranquilos sim. – interrompeu Leda com a voz alterada – Eu estava feliz junta da June, mas seu queridinho chegou e estragou tudo. Os dois me passaram para trás, mestre. Eu vi os dois juntos ontem. Esse cara veio aqui só para estragar minha vida de novo. – apontou para Shun — E eu sou errado aqui? – gritou.
– Você realmente ama June?
– Lógico que amo, mestre. – falou ainda com o tom alto — Foi um amor que foi botando aos poucos dentro de mim. – com a voz bem mais baixa e abaixando a cabeça.
Albion viu o sofrimento de Leda e sentiu culpa de ter incentivando Shun a se declarou a June. Mas ele sabia que por parte da amazona, esse casal não seria feliz, ou será que sim?
– Eu estou entendendo sua revolta, Leda. Você esta, mesmo erradamente, defender seu namoro. Mas o que o Spica tem haver com essa história? O que ele esta fazendo aqui?
– Eu falei para ele não se meter...
– Quer saber a real, mestre? Eu não ira perder a oportunidade de quebrar a cara desse cara ai. – interrompeu Spica. – Eu não gosto dele.
Nessa hora Shun, que até agora estava em silencio, não pode deixar de se manifestar:
– Na boa, o que eu fiz para vocês? Eu nunca entendi o motivo de tanto ódio a minha pessoa.
– Você fica se fazendo de bonzinho e pobre menino para as pessoas terem peninha de você e fiquem te paparicando. Isso me irrita profundamente. – gritou Spica.
– Você é louco! – retrucou Shun. – Eu não sou esse tipo de pessoa.
– Bem, acho que chegou a hora de acabarmos com essas diferenças. – afirmou Albion. – Vamos todos para minha casa e tentamos esclarecer todos esses mal-estares.
– Eu concordo, mestre. É preciso acabar com essas rixas. – concordou June.
Mesmo a contra gosto Leda e Spica acompanharam Albion a sua casa, junto de Shun e June. Na casa do Cavaleiro de Cerfeu, ele começou:
– Agora vamos tentar conversar como pessoas civilizadas e adultas. Sentem-se.
– Prefiro ficar em pé. – respondeu Spica. – Vou logo falar o que penso para acabar essa conversinha ridícula. – ironizou. – Eu reafirmo o que já tinha dito na praia e digo mais: esse cara ai gosta de parecer bonzinho, assim consegue a atenção de todos, porque ele adora ser o centro das atenções.
– E eu reafirmo que você é louco! – exclamou Shun. – Eu não sou um dissimulado, não sou esse tipo de pessoa. Não preciso me esconder atrás de uma farsa para conseguir alguma coisa na minha vida. Quem realmente me conhece sabe disso. – o cavaleiro se virou para Leda. – E você também pensa isso de mim?
– Sim. E tem mais: nunca suportei a preferência do mestre a seu favor.
– Pare de afirmar esse absurdo.
– Não é absurdo, mestre. O senhor sabe que é verdade. O Shun sempre foi o seu modelo de bom aluno. Como e senhor vivia repetindo: “Se todos fossem tão aplicados como o Shun...”. Mesmo que eu me esforçasse nunca recebia elogios.
– Você esta sendo injusto. Eu elogiava o Shun, pois ele sempre respeitou as regras de treino, mas também incentivei você, Spica, June e todos os meus alunos. Porém você e Spica deram trabalho, não gostavam de receber correções e viviam criando problemas. Mas mesmo assim, eu acreditava em vocês, tanto que se tornaram cavaleiros.
– Eu queria ser o Cavaleiro de Andrômeda. – revelou Leda. – E ele me tirou essa realização.
– Eu conseguir a armadura de Andrômeda com meu esforço. Eu venci vocês honestamente e consegui passar pela prova do sacrifício. – lembrou Shun.
– Detesto admitir, mas você está certo. – falou Leda baixinho. – Eu tinha superado essa frustração, porém você veio de novo, se pôs na minha vida e me tirou mais uma vez algo que eu julgo importante: a June. – gritou. – Isso eu não posso permitir.
– Perdão, Leda. – disse Shun. – Eu não tive a intenção...
– Sabe de uma coisa? – interrompeu June irritada. – Estava tentando medir as palavras, mais cedo, para não te magoar, mas você me tratou tão mal que também não tenho que ser gentil agora. Você não tem que permitir ou deixar de permitir nada. Essa também é uma escolha minha e eu já me decidiu. Eu amo o Shun, sempre amei e minha vida é do lado dele. Eu não quero continuar sendo namorada de um cara invejoso como você. Você e Spica são fracos e incapazes e precisam culpar alguém das debilidades de vocês. O escolhido pra ser o culpado foi o Shun.
Leda e Spica não gostaram da conclusão da amazona.
– Olha só: não diga que sou incapaz. – mandou Spica apontando o dedo para o rosto de June.
– Não vou discutir com você. Sua atitude afirma o que penso.
– Chega! – falou Albion. – Eu não chamei vocês aqui para discussões frívolas. Uma coisa e certa: eu assumo que viu no Shun algo que me chamou atenção sim, dei um treinamento diferente a ele sim, porque eu sabia que ele poderia ser um cavaleiro especial. Mas não por preferência, pois, eu sei que vocês quatro, nesta sala, poderiam torna-se Cavaleiros de Andrômeda, afinal você são fortes, determinados e corajosos. Dei treinos especiais para cada um e incentivei o desenvolvimento do cosmo de casa um. Porém, o destino quis que o dono da Armadura de Andrômeda fosse o Shun e ninguém poderia impedir. Isso também aconteceu com o amor dele e June. Eu percebi, desde muito cedo, o sentimento que cada um nitria pelo outro, mas só agora foi revelado. Foi melhor assim, Leda. – olhou para o rosado. – Você pode sentir dor agora, mas vai supera. Tenho certeza que seria pior se esse namoro continuasse. – deu uma pausa. – Ninguém é obrigada a gostar de todos. Diferenças e afinidades existem em todos os grupos. Com tudo, gostaria de pedir apenas uma coisa: Tentem manter a diplomacia quanto se encontrarem, está certo?
– Sim. – responderam juntos.
– Agora podem ir, vão cuidar de seus ferimentos.
Leda e Spica se retiraram e Albion falou com leve sorriso:
– Apesar da confusão, eu fico feliz que estejam juntos. Shun, minha caixinha de primeiros socorros ainda esta no mesmo local, pode buscar. Eu preciso voltar ao que estava fazendo.
– Deixa que eu cuido dele, mestre.
– Não esperava outra atitude sua, June.
A amazona foi ao banheiro e trouxe uma caixinha de madeira, pôs encima da mesa de centro, abriu e tirou de lá um chumaço de algodão e um vidrinho de éter e foi cuidar dos machucados de Shun que esperava por ela sentado no sofá. June começou a limpar o ferimento na testa do cavaleiros.
– Esta doendo?
– Um pouco, mas não se preocupe.
– Eu sei, você é forte, né? – respondeu passando o pedaço de algodão no canto da boca de Shun.
– Apesar das enxurradas de acusações e infâmias, eu estou feliz, sabia?
June sorriu e declarou:
– Eu te amo muito!
Shun acariciou o rosto da moça e a beijou nos lábios.
– Quero fazer um jantar para você. Posso?
– Para mim? Claro.
– Vou te mostra minhas habilidades culinárias, você vai provar um prato orienta. Vou buscar os ingredientes e mais tarde vou para sua casa, certo?
– Então até mais tarde.
Eles se beijaram por alguns minutos e se despediram.
Quando June se dirigia até sua casa, foi abordada por Leda.
– O que você quer?
– Preciso falar com você, me escuta, por favor.
– Fala logo.
– Eu fui tão bruto com você mais cedo. Perdoe-me. Eu perdi a cabeça quando vi você e o Shun se beijando ontem. Quis descontar toda a minha fúria em vocês.
– Realmente você foi um grosso e bruto. E eu toda preocupada em não te magoar. Mas não me surpreendi com sua atitude, você sempre foi assim, um rude, sem delicadeza alguma.
– Você esta esquecendo de todo a carinho que lhe dei? Eu mudei tanto para te conquistar. O problema é que quando eu percebi que iria te perder fiquei fora de mim. Eu te amo tanto! – pausou – Posso não ter seu amor, mas gostaria de ter sua amizade. Perdoe-me! E me aceite com amigo.
June respirou fundo.
– Eu não gosto de nitri sentimentos de raiva e rancor dentro de mim. Posso até lhe perdoar, mas você tem que fazer o que o mestre pediu, passar a respeitar o Shun. Essa é minha exigência.
– Vou tentar, por você... Poço te pedir um abraço?
June olhou desconfiada para Leda que percebeu e disse:
– Não precisa desconfiar de mim. Eu nunca iria tentar algo contar você.
A loira ficou quieta olhando para Leda, que aproveitou e envolveu seus braços na cintura dela e encontrando sua cabeça no ombro da moça. June permaneceu inerte.
– Eu queria você junto a mim e lhe fazer feliz. Mas já que não posso, espero que você seja feliz com ele.
– Você me surpreendeu. – revelou June envolvendo uma mão nas costas do cavaleiro. – Você vai encontrar uma pessoa para te fazer feliz também. Sei que existem várias moças no vilarejo que suspiram por você.
– Nenhuma é como você. – afirmou olhando dentro dos olhos azuis de June.
– E melhor você abrir seu coração para essas possibilidades, pois nossa história não tem volta, ok? – assegurou June se separando de Leda.
– Eu sei... Vou tentar.
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