Em Busca de Um Olhar
11 Capítulo nove
Notas iniciais
–Bella? -chamou, em um sussurro, é minhas pergunta silenciosa fora respondida.
–Sim?-sussurrei, sabendo que ele era capaz de escutar mesmo assim.
–---------------------------------
–O que está fazendo acordada a essa hora? -indagou sério, aposto que zangado por eu atrapalhar seu momento de reflexão.
–Estou sem sono. -respondi baixo.
–Hum, ta bom. -disse simplesmente, virando-se para seu quarto, querendo voltar.
–Edward. -Chamei-o, fazendo com que ele parasse e virasse para mim. -Podemos conversa? -indaguei temerosa, mordiscando o lábio inferior, esperando sua resposta. Suspirou pesadamente e apenas assentiu com a cabeça, sabendo que eu estava vendo-o. Então, sumiu da janela, acho que descendo para encontrar-me.
Apenas respirei fundo e corri para fora do meu quarto, tomando o máximo de cuidado possível para não tropeçar em algo e fazer qualquer espécie de barulho que fizesse meu pai acordado.
Já na porta da frente caminhei firme e forte para frente da casa dele, esperando que ele já estivesse lá e eu não precisasse bater na porta, imagine se Esme fosse atender, teria um treco.
Ao chegar lá o vi com Jake sentado em seu colo, enquanto ele acariciava sua cabeça. Jake já não era tão filhote como antes, ele estava enorme, na metade do processo para se tornar um labrador adulto.
Aproximei-me um pouco temerosa dele, ele ainda encontrava-se sem camisa e isso deixava-me atordoada e só conseguia pensar: Como ele pode ser tão perfeito?
Fiquei parada por um tempo, apenas contemplando-o, era visível pela minha expressão como aquele garoto encantava-me, como eu estava completamente apaixonada por ele.
Sim, eu estava. E agora mais que nunca eu tinha certeza de meus sentimentos e tinha medo de não ser correspondido. E principalmente da reação de Edward quando notasse isso.
–Isabella, eu sei muito bem que esta aí. -disse ele emburrado, mas nem fazendo essa cara feia ele conseguia deixar de ser lindo, o biquinho o deixava mais irresistível. Não pude resistir e sorri.
–Sabe, esse seu super olfato já esta me enchendo. -reclamei, aproximando-me. -Agora, segure a minha mão. -estendi a mão, esperando que ele a pegasse, mas como ele não o fez, eu tive que continuar. -Não quero conversar em frente a sua porta, aonde sua mãe pode acabar escutando ou pior, meu pai aparecer, vamos dar uma volta na praia. -disse, ainda com a mão estendida.
Ele ponderou um pouco antes de aceitar ir comigo para o lugar que fosse.
Quando ele deu-me o braço, apenas agarrei-o e como Jake estava na coleira, sai guiando os dois em direção a praia.
Assim que paramos em um local que eu achava apropriado para nossa conversa, não tão distante da casa, mas também não tão perto.
Respirei fundo antes de começar a falar, mas quando estava preste a dizer algo, quando abri a boca, ele foi mais rápido.
–Foi um erro. -soltou de uma vez, sentando-se. Fazendo-me entristecer na hora.
Como ele podia achar que tudo foi um erro, quando pra mim fora a melhor coisa que já aconteceu-me? Ele estava estraçalhando meu coração e nem sabia.
–Por que acha isso? -não pude deixar de perguntar, se ele não queria um relacionamento entre nós, eu queria saber a razão.
–P-por quê? -indagou gaguejando.
–Sim, Edward, por quê? -perguntei já um tanto alterada.
–Porque não iria dar certo. -respondeu mais firme, mexendo no cabelo.
–Você acha isso por quê? -hoje eu estava perguntando demais, mas eu queria saber o que ele realmente pensava e não iria deixar a oportunidade escapar.
–Como você não pode ver que isso não dará certo, Bella? -falou levemente irritado. -Olha pra mim! -exclamou.
Sim, eu estava olhando e via um rapaz lindo e deprimido que não queria mais viver. E que agora eu tinha a certeza de amar e não seria ele a sabotar isso que estava acontecendo. Que por mais que ele negasse, eu sabia que ele também estava sentindo algo diferente.
–Estou olhando, Edward. -respondi finalmente.
–O que você ver? -perguntou. Ele realmente queria que eu respondesse?
Sentei-me ao seu lado e o fitei intensamente, gravando cada traço de seu rosto perfeito em minha memória.
–O que eu vejo, é um rapaz bonito, que tinha tudo para ter uma vida invejável, vejo um garoto revoltado que não quer mais viver, vejo alguém que deveria aceitar o que é agora e agradecer por ainda esta vivo, não lamentar-se e vejo também o garoto que amo. -soltei tudo de uma vez.
A minha vontade era correr para minha casa, trancar-me em meu quarto e chorar até as lagrimas que precisavam ser derramadas secassem. Era essa a minha vontade, mas eu não podia o deixar sozinho.
Ele estava calado, olhando pro nada, com seus olhos que podiam nada ver, tristes.
–Isso não é certo, Isabella. -disse finalmente. -Você não merece alguém como eu. -disse simplesmente.
–Como assim? -indaguei confusa.
–Alguém que apenas ira lhe fazer sofrer. -explicou. -Eu sou muito estável Isabella, uma hora estou bem e na outra estou revoltado com tudo e todos. Não quero que você sofra por palavras que disse no calor do momento.
–E você acha que não esta fazendo-me sofrer agora? -indaguei nervosa. -A cada rejeição, é uma nova dor, Edward, eu sofro por você, não gosto de vê-lo triste. Por mais que você tenha voltado a pouco tempo, isso não impediu-me de gostar de você tão rápido. Edward, apenas nos dê uma chance. -pedi.
–Bella... -disse meu nome mais como um gêmido frustrado, virando-se em minha direção, ao seu lado e fitando-me. -Eu não sei. -balançou a cabeça. -Deixe-me pensar ao menos. -murmurou por fim, já levantando-se.
–Tudo bem. -disse apenas. -Vou lhe dar o seu tempo.
Ele assentiu e puxou Jake, que levantou e começou a guiá-lo na direção certa e eu apenas seguia-os.
Já na porta de sua casa, o observei abrir a porta da frente e virasse para mim.
Antes que ele falasse algo, debrucei-me um pouco sobre ele e selei nossos lábios. Queria dar-lhe um ultimo beijo antes dele decidir o que queria. Sentir seus lábios quentes sobre os meus, eram a melhor sensação que eu poderia sentir e ele era o único que proporcionava-me isso. E eu podia sentir que sempre iria querer isso e dava-me mais certeza sobre Edward.
PDV Edward
Depois do que Bella disse-me na praia, fiquei meio aturdido, mais ainda pelo beijo de despedida que ela deu-me. O que ela queria? Deixar-me mais louco por ela do que já estava?
Acho que sim!
Desde o beijo que trocamos eu não conseguia por nenhum instante deixar de pensar em Bella. Em como foi bom tocar em sua pele macia, em como eu gostaria de repetir os beijos trocados.
Não dava mais para negar, nem para mim mesmo, eu a queria.
Mas tinha medo do que aconteceria quando começássemos a engatar em um relacionamento. O que mais temia era magoá-la com alguma coisa. Eu não queria isso. Isabella é tão especial, tão perfeita, não merecia alguém como eu.
Subi as escadas e já em meu quarto, agarrei meus cabelos e os puxei, causando um pouco de dor, mas não liguei. Eu não sabia o que fazer.
Deitei-me, eu precisava dormir. Fechei os olhos e adormeci rapidamente, pensando em Bella.
Na manhã seguinte, despertei por conta do despertador que tocava insistentemente. Era horrível acordar, às vezes queria apenas dormir até passar as piores fases de minha vida. Às vezes queria acordar e ver que tudo só passou de um sonho, que eu ainda não tinha ido para o Havaí e por conseqüência, não tinha sofrido o acidente que tirou-me a visão.
Queria poder ter um namoro normal com Bella, não um cheio de limitações em que ela acabaria como minha guia ao invés de namorada. Queria fazer as coisas por contra própria, não depender dos outros. Queria voltar a ser o que era antes.
Chamei Jake e peguei sua guia, minha mãe começou a treiná-lo e levá-lo para aulas, para quando ficasse maior fosse meu cão guia e ai sim, eu não dependeria de mais ninguém, apenas de Jake.
Antes de descer, fui até o banheiro, tateando tudo para encontrar o caminho certo, mamãe havia feito umas mudanças em meu quarto para que fosse mais fácil eu fazer as coisas sem ajuda. Fiz minha higiene matinal e antes de sair do quarto, apenas peguei os meus óculos escuros e o coloquei.
Desci as escadas mas arrastando-me do que andando e quando já estava no ultimo degrau, ouvi vozes vindo da cozinha.
–Ah, senhora Cullen, pensei que vocês nunca mais fossem voltar. Estava sentindo falta da senhora e do... Edward? -falava animado e assim que entrei na cozinha ele dizia meu nome em surpresa. -Cara, quanto tempo. -disse vindo em minha direção e dando-me um abraço de urso que só ele sabia dar, esse era meu melhor amigo, Emmett McCartney.
Apenas dei um sorrisinho sem graça a ele, quando o próprio colocou-me no chão.
É, acho que eu senti falta do meu grande amigo.
–----História a parte-----
Bom, eu estava em casa tranquilinha, assistindo ao final do Globo esporte -sim, eu assisto e hoje estava meio chateada porque flamengo ganhou!
Quando meu cel tocou, era minha amiga, Jessica(Jess_Cullen, aqui no nyah) e Joana (joana_aninha) chamando-me para ir ao cinema ver: O Turista.
Depois de implorar a mamis pra deixar-me ir, ela deixou, só que eu tinha que ser the flash, já que o filme iria começar as 15h e já eram 14h. Corri contra o tempo e cheguei as 15:05. Já na porta do cinema, vi que meu amigo Ramon também ia, como acabou o Colegio a gente não mantinha muito contato com ele. O próprio estava feliz por ter passado para Farmácia na UFF (nem me pergunte porque uma pessoa fica feliz com isso, minha outra amiga que não esta na história, mais paga mico igual, passou pra estatística e ta toda feliz, só porque não queria ficar a toa esse ano, vai entender!)
Então vimos o filme todo, muito bom por sinal, recomendo e resolvemos ir direto pra casa.
Como adolescentes comuns, sem carteira de motorista, tínhamos que pegar o ônibus, só que Joana iria para um lugar diferente e só podia pegar ônibus no terminal que é no outro shopping menor, não muito longe do Plazza.
Estávamos a caminho do outro quando notamos que Ramon ficou meio para trás e um rapaz suspeito de camisa verde o abordava e debruça sobre ele, dando lhe uma espécie de abraço pelo pescoço. Nisso Jess que estava do lado de Joana, que estava no meio, diz pra gente começar a andar mais rápido.
No começo pensei que o rapaz de verde era um amigo de Ramon o cumprimentando, mas lembrei de uma coisa: Ramon não é muito sociável e o de verde tava com uma cara de drogado.
Pensei até que fosse aqueles viciados, tipo mendingo que pede dinheiro na rua. Enganou meu.
Como estava andando mais a frente e olhava às vezes para trás, notei o suspeito de verde ir para o lado da minha amiga e fazer a mesma coisa. Nisso eu falei pra Joana: Anda mais rápido, porque o negocio ta feio.
Então, tudo aconteceu muito rápido.
Vir-me-ei para trás e só vi Ramon dando um chute no cidadão de verde e agarrá-lo pelo o pescoço (o que resultará em varias semanas de castigo se a mãe dele descobrir que ele reagiu.)
Então só escuto ele gritar: CORRE!!!
E o que eu fiz? Corri é claro.
Não confio nem um pouco nos meus três anos de artes–marciais, já que to parada a 1 ano.
Enquanto corria, eu só sabia rir, ria enquanto Joana estava desesperada.
Ela parou na metade do caminho e começou a gritar.
–CADÊ RAMON, CADE RAMON???? CADE RAMON!!!(Foi hilário)
E eu: Ramon já perdeu, agora vamos salvar as nossas coisas.
Sim, eu sou covarde, acho que foi o desespero, mas se ele tivesse tentado me roubar, eu só entregava se ele realmente me mostrasse a arma.
O duende de verde, muito rápido por sinal, saiu correndo pra luz, quero dizer, para a outra rua.
Então Ramon gritou para uma Jessica tremula: Corre para a cabine da policia.
Eu, apenas segui meus amigos desesperados, tentando parar de rir.
Na cabine policial...
Entra um Ramon desesperado, nem com medo de tomar um tiro, porque eu vi o Policial quase ter um treco com o susto.
Ramon apenas gesticulava com as mãos, desesperado.
E Jess vendo ele tentou falar algo, ela estava com a boca branca: Celular, roubou, verde.
O Policial: Onde, quando? -levantando-se aturdido com o desespero da meio loira.
–Aqui, agora, um pouco ali na frente.
–Que ladrão cara de pau. O que ele vestia? -indagou o policial revoltado.
–Ele tava de verde. -(isso eu já sei, todo mundo sabe! Eu só vi isso) disse ela.
–Com um boné vermelho com azul. -disse Ramon nervoso.
–Era Vermelho. -disse Jess com as pernas bambas. (Eu vi marron, pensei)
Eis que surge um cidadão em uma moto.
–Eu vi, ele estava de camisa verde bem forte, boné vermelho, bermuda e descalço. -disse o cidadão. (Ele viu tudo isso, nossa, não vi nem a cara e nem pra atropelar o sujeito ¬¬)
Ficamos uns minutos em frente a cabine policial, esperando o policial que em sua bravura, pois o colete a prova de balas e foi atrás do trombadinha.
Enquanto esperávamos, Jess tomou uma água, eu reclamei que Ramon se jogou em cima do ladrão e nem pra : empurra, chutar mais um pouco, da uma gravata e segurar e da socos na cabeça dele.
Ramon ficou reclamando que não pensou em nada disso e ia editar essa parte pra mãe dele.
Joana quase chorava de medo, ela estava desesperada ainda.
A todo cara de verde que passava nós olhávamos desconfiados.
Minutos depois o policial, voltou com ajuda, mais dois guardas e falamos mais um pouco do cara e eles falaram que iriam tentar achá-lo e o problema foi que ele saiu correndo muito rápido.
Na volta, deixamos Joana no ônibus dela e fomos pro nosso.
O caminho todo foi contando os detalhes que lembrava e rindo de chorar.
Ps: Não fui roubada porque eu nem era pra ta lá, era pra ta aqui, postando pra vocês. =D
Ps²: Jess foi, porque matou o inglês pra ir ao cinema. Ramon, ninguém sabe, mas o cel dele tava horrível mesmo.
Ps³: Agora sempre ficaremos traumatizados com a cor verde.
Ps³+¹: não existe o 4 pequeno e assalto em plena tarde é barra.
A mãe de Jess ligou para ela e quem atendeu?? Quem???
Roberto!
E disse que Jess estava impossibilitada de falar.
Só posso dizer que a mãe dela ficou desesperada com isso.
Como sei o nome do ladrão? Ele disse a mãe de Jess.
AFF
Obs: Agora o cel dela pode esta sendo usado para ser trocado por alguma droga ilícita, para sustentar o vicio de alguém.
Então, cuidado com o que vem de trás. kkk
Fale com o autor