Em Busca de Teu Perdão
11 Capítulo 11 - Ganhar tua confiança (+18)
Notas iniciais
***
Forçando seu corpo contra a porta de seu quarto Maria chorava apoiando a cabeça na porta. Sentia que sua resistência se esvaía e toda sua força escorrer pelos dedos. A dor a estava consumindo, não podia mais suportar, sentia que ia sucumbir à ela. Em sua mente, a voz imponente de Esteban ecoava aqueles versos tão profundos:
Quando me tratas mal e, desprezado,
Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, fico a teu lado
E, inda perjuro, provo que és um bem.
Será que haviam sido fortes demais seus golpes contra os brios de Esteban? Será que o havia alvejado no mais íntimo? E, sobretudo, o que realmente a consumia era saber que suas atitudes feriam ao homem que ela tanto amava. Entretanto, ele também a havia machucado e as feridas estavam vivas, abertas, como recuperar-se delas? Seu rosto estava banhado de lágrimas quando sentiu os impactos do pulso de Esteban sobre a porta.
_ Abra, Maria. Quero falar com você.
Não teve forças para mover-se e permaneceu paralisada. Ainda ouvia a voz de Esteban:
Conhecendo melhor meus próprios erros,
A te apoiar te ponho a par da história
De ocultas faltas, onde estou enfermo;
Então, ao me perder, tens toda a glória.
_ Meu amor, abra. Por favor! – Esteban insistia.
“Meu amor?” Por que ele a chamava assim depois da atitude tão hostil que ela havia tido com ele ao falar sobre a noite que passaram juntos? Seria verdade que a amava?
Mas lucro também tiro desse ofício:
Curvando sobre ti amor tamanho,
Mal que me faço me traz benefício,
Pois o que ganhas duas vezes ganho...
_ Maria, eu não vou embora até você abrir. – Esteban era persistente.
_ Assim é o meu amor e a ti o reporto: Por ti todas as culpas eu suporto. – Repetia Maria baixinho tentando controlar as lágrimas.
Abriu a porta e caminhou até o meio do quarto. Esteban entrou, olhou-a emocionado. Ela virou-se para ele e, entre soluços, pediu:
_ Fale. O que você quer?
_ Eu não sei o que dizer. – Esteban disse quase sendo acometido pelas lágrimas.
_ Ah, Esteban... Eu... Eu não aguento mais! Não aguento mais!
Disse Maria lançando-se nos braços de Esteban que a amparou como que sustendo a seu bem mais precioso. Acariciava seus cabelos enquanto ela segurava-se firme em seu abraço, sentindo-se segura em seu afago, nos braços de Esteban. Ele afastou o rosto dela com as duas mãos e, sem evitar chorar, disse:
_ Perdoa-me. Perdoa-me por te fazer sofrer. Eu posso com tudo nessa vida, Maria, exceto com as suas lágrimas. Eu faria qualquer coisa, qualquer coisa para que você nunca mais tivesse que chorar.
Maria o olhava tomada pela emoção. Não conseguiu responder nada. Durante alguns segundos os dois se olharam descortinando as emoções um do outro através de seus olhos até que se lançaram em um beijo dramático. Se encerraram naquele beijo com exasperação e o gosto da boca deles se misturava ao sabor das lágrimas de Maria que banhavam seu rosto incessantemente. Logo Esteban a comprimiu contra si pela cintura com a mão direita e com a mão esquerda seguia segurando sua cabeça que girava no ritmo da voracidade do desejo dos dois. Os lábios de Maria se condensavam com os de Esteban que invadia sua boca com sua língua e encontrava uma receptividade na boca da Maria ditada pela paixão que não deixava nenhum dos dois livres. Lentamente os dois foram deixando de beijar-se, mas não se soltaram por sentir a necessidade do calor do corpo um do outro.
Segurando-a ainda pela cintura Esteban olhou para Maria totalmente embevecido pela paixão. Naquele instante, pouco importavam as mágoas e as palavras que haviam sido desferidas entre eles, só o amor e o desejo que ele sentia ao olhá-la nos olhos: tão linda, tão sua, tão ao alcance. Maria permaneceu olhando-o sem conseguir dizer uma palavra e soltou-se dele. Virou-se de costas para ele e, sem fita-lo disse como que ditando uma ordem à um criado:
_ Tire meu vestido!
Esteban se aproximou incrédulo. Não queria que ela sentisse que ele a via como uma meretriz, como havia dado a entender pela manhã, mas não havia nada no mundo que quisesse mais do que fazer amor com ela.
_ Maria eu não quero que você...
_ Não diga nada, Esteban. Faça o que eu disse!
Esteban obedeceu e começou a desfazer os amarrilhos do vestido apressado. Tinha medo de que ela recuasse, desistisse ou voltasse a dizer que não sentia nada ao estar com ele. Mas, naquele momento, diante da oportunidade de fazer sua à mulher que amava com adoração não levou em conta nada disso. Em poucos segundos o vestido estava no chão e Maria portava apenas alguma roupa interior.
_ Eu posso te pedir uma coisa? – indagou Esteban olhando-a hipnotizado.
_ O quê? – Maria se mostrou solícita.
_ Solte os cabelos. Eu amo seus cabelos soltos. – disse Esteban enquanto acariciava seu queixo levemente.
Maria atendeu ao pedido de Esteban e, para ele foi como uma representação teatral exclusiva aquela cena. Quando Maria retirou o grampo que sustentava os cabelos e eles caíram pelos ombros Esteban vibrou através do brilho nos olhos e de um sorriso nos lábios. Depois de tirar suas roupas, levou Maria para a cama e deitou-a delicadamente. Com um olhar romântico olhava seu corpo sem acreditar que ela era dele.
_ Você é uma obra de arte! – disse galante. – A personificação da perfeição esculpida pela divindade. Quero que você seja minha.
_ Eu sou tua, Esteban. Inteiramente tua.
Esteban entrelaçou suas duas mãos com as dela segurando seus braços acima da cabeça e envolveu sua boca em mais um beijo apaixonado. Maria se entregou ao beijo e já sentia seu corpo inflamar de desejo por ter sobre ele o calor do corpo de Esteban. Era maravilhosa a sensação de ser beijada com desejo pelo homem que amava, seu marido. As dores que corroíam seu peito minutos antes e se materializaram em tantas lágrimas, pareciam haver se aniquilado ao sentir-se amada por Esteban. Sem deixar de beijar seu rosto e sua boca Esteban soltou suas mãos e começou a estimular os seios de Maria, acariciando e envolvendo os completamente em suas mãos. Quando ele se detinha nos mamilos, Maria sentia um estremecimento provocado por descargas de prazer que aquele contato produzia. Para extravasar toda aquela satisfação que essas carícias lhe produziam, Maria apertava o braço de Esteban que desfrutava de sentir suas unhas cravando-se sobre sua pele.
Maria sentia as carícias provocadas pelas mãos de Esteban de olhos fechados e se desesperava querendo que elas não acabassem, que fossem mais intensas. Esteban desceu a mão até sua feminilidade e percebeu que ela estava muito excitada. Maria gemia baixinho entregue às sensações do amor. Esteban, deitado a seu lado disse quase num sussurro com os lábios colados em sua orelha:
_ Eu te amo! Te amo!
Maria envolvida por seus estímulos e submersa no prazer que sua mão pegada à sua feminilidade não se deu conta quando lhe respondeu:
_ Eu também te amo, Esteban. Te amo muito!
Esteban sentiu seu coração sair do peito ao ouvi-la dizer que o amava. Talvez não fosse verdade, talvez ela tenha dito no calor do prazer, mas ainda assim era maravilhoso. Deitou-se sobre ela embebendo seu mamilo com a boca fazendo com que o desejo e o anseio de Maria por ser dele aumentassem e chegassem ao nível em que ela se sentia descomedida. Ela arqueava seu corpo e gemia deixando Esteban satisfeito pelo prazer que proporcionava a ela. Ele ajeitou-se sobre o corpo dela afastando suas coxas e começando a penetrá-la levemente fazendo com que Maria perdesse o controle de seu corpo:
_ Você quer, meu amor? Quer ser minha?
_ Me faça sua, Esteban! Eu sou tua! – exigia Maria.
Enquanto Esteban precipitava seus movimentos cada vez mais contra seus quadris, desceu sua cabeça sobre o rosto dela para beijá-la dando leves toques sobre sua pele inflamando ainda mais seu desejo. Maria envolveu seu pescoço com os braços enquanto ele seguia penetrando-a aumentando o ritmo provocando fortes gemidos em Maria e alterando a respiração de Esteban. Com suas mãos ela agarrava-se nas costas dele apertando e afligindo a pele de Esteban com suas unhas. Com a intensificação do ritmo, os dois estavam muito próximos do orgasmo quando Maria se soltou do pescoço dele como que procurando um lugar para refugiar-se. De repente Maria sentiu-se cair no vazio sem equilíbrio e gritou ao atingir o orgasmo junto dele.
Antes que Maria recuperasse todo o controle de seu corpo Esteban, que também estava exausto, puxou-a para junto de si e a estreitou junto a si e a agarrou tão forte que deixou Maria surpresa.
_ Por que você está me abraçando tão forte? – indagou surpresa
_ Desculpe, eu estou te machucando? – Esteban se deu conta que a comprimia muito.
_ Não, só não consigo me mexer. – Ela disse sorrindo.
_ É que eu não quero que você saia nunca de junto de mim. Quero que esse momento seja eterno. – Esteban, por mais que tentasse, não conseguia evitar mostrar-se sensível junto dela.
_ Eu não vou a lugar algum. Estou aqui, junto de você, não? – ela disse tocada pela insegurança dele.
_ E, dessa vez, sem uma única gota de álcool. – Esteban não conseguia superar o desprezo de Maria horas antes.
_ Foi bobagem ter dito àquilo. Esqueça! – pediu Maria aninhando-se no peito dele e abraçando-o sem olhar para seu rosto.
_ Me fustigou muito. – Confessou Esteban.
_ Eu sei. – admitiu Maria – Não foi minha intenção. É que estou muito confusa. – Poucas vezes Maria conseguia ser tão sincera, sobretudo, com ele.
_ Não consegue confiar em mim? – ele levantou seu queixo com o indicador.
_ Não completamente.
Maria admitiu baixando novamente a cabeça e abraçando-o sentindo-se segura nos braços dele. Temia não conseguir ser sincera se estivesse olhando seu rosto. E temia muitas outras coisas ao olhar em seus olhos. Eles exerciam um magnetismo sobre ela que faziam-na perder o prumo e Maria não gostava de sentir-se dependente e subordinada nem sequer de seus próprios sentimentos. E era exatamente assim que ela se sentia quando olhava nos olhos de Esteban.
_ Tudo que eu te peço é uma oportunidade, meu amor. – Disse Esteban fechando os olhos e perdendo-se no aroma dos cabelos negros de Maria que tanto o seduziam. – Uma oportunidade de te demonstrar que eu posso ser digno da sua confiança.
Maria não respondeu. Fechou os olhos e suspirou agarrada ao torso de Esteban com a perna esquerda sobre as pernas dele. Como responder algo para o qual ela não tinha uma conclusão. Ao dizer que estava confusa, havia sido totalmente sincera, desconhecia seus próprios sentimentos. Ao mesmo tempo que seu corpo vibrava com as carícias de Esteban e seu coração disparava com suas palavras de amor, o medo não a deixava estar completamente entregue, confiar outra vez nele. Recordava como foi doído que ele lhe houvesse partido o coração, que ela houvesse chegado à conclusão dois anos antes que ele era um homem de pouco caráter, movido pela ganância e totalmente seduzido pela vaidade daquela sociedade movida à coisas supérfluas que ela tanto repugnava.
_ Dê-me a honra de uma única oportunidade e eu prometo que não vou te defraudar, Maria. Eu prometo! – insistiu Esteban.
_ Por favor, Esteban, não me faça promessas. – pediu Maria ressentida
_ Você não vai me dar uma resposta? – indagou aflito
_ Não agora. Não ainda. Eu não posso. – novamente o respondeu com absoluta sinceridade e ainda sem conseguir olhá-lo. – Eu me entreguei. Fiz amor com você, creio que isso...
_ É que você disse... – as palavras de Maria na discussão da manhã ainda ecoavam na mente de Esteban.
_ Eu sei o que eu disse, não repita porque eu me envergonho. – Pela primeira vez levantou o rosto para olhá-lo por sua própria vontade. – Eu disse aquilo movida pelo orgulho, pelo ressentimento... O que você tem que saber é que... Não era verdade, não é o que eu sinto.
Esteban não pôde conter o sorriso e voltou a comprimí-la forte em seus braços.
_ E o que você tem que saber é que eu tampouco quero que você “satisfaça minhas necessidades” como uma qualquer. Tampouco quero que você esteja comigo por obrigação. Quero que você esteja comigo porque eu te amo, só a você e você é a única mulher que eu quero. A única mulher que existe para mim é você. – declarou-se Esteban apaixonado.
_ E eu sou tua, Esteban. Tua! – disse Maria com os olhos emocionados.
Essas palavras, ditas por Maria eram também uma declaração, a que ela conseguia fazer naquele momento que seu coração ainda estava dolorido e cheio de feridas que não haviam cicatrizado. Não havia dúvidas que ela amava a Esteban, entretanto, a dor e o sofrimento, em muitos momentos, eram maiores que aquele amor, ela não podia evitar.
Esteban acariciou o rosto de Maria e a beijou terno. Primeiro lentamente desfrutando do contato dos lábios, de sentir a respiração dela em sua pele, seu gosto viciante que lhe provocava a libido e lhe enchia de vontade de mais. Logo o beijo se tornou mais cálido, ele invadiu sua boca com sua língua e encontrou-se com a língua dela apreciando ao máximo cada instante daquele contato. Maria novamente sentiu-se flutuar embebida da sensação de ser amada e desejada por Esteban, o único homem que ela amava.
Não podiam deixar de beijar-se, suas bocas se ansiavam na mesma proporção em que seus corpos se derretiam naquele contato. Maria arrepiava-se e, procurava, com suas mãos dar carícias a Esteban tateando carinhosamente todo o seu corpo, deixando-o fascinado. Em cada beijo, em cada contato ele incitava o corpo dela a permanecer junto dele. Aninhava-a em seus braços e acariciava sua pele nua unida à dele numa troca de calor que fazia com que os dois se confundissem em um só. Claramente Esteban e Maria desejavam voltar a estar juntos, mas Maria lentamente deixou de beijá-lo e, olhando-o enternecida saiu da cama. Esteban se assustou:
_ Onde é que você pensa que vai? – ele indagou amedrontado.
_ Vou ao toucador, preparar um banho, só isso. – Respondeu Maria sorrindo do temor que ele sentia.
_ Eu vou com você! – determinou Esteban.
_ Esteban, é só um banho! – Maria sorriu enquanto vestia o robe.
_ Não quero ficar longe de você um minuto sequer. – Ele disse vestindo o robe e segurando-a pela mão. – Não vou me afastar de você nunca mais.
Maria sorriu por gostar das palavras que escutou e agarrou sua mão, carinhosa caminhando até o toucador. Esteban observava encantado, sentado no sofá que decorava o luxuoso toucador da câmara nupcial como Maria preparava o banho. Tudo o que ela fazia era com uma leveza, algo tão único, tão divino que o faziam não querer deixar de admirá-la nunca. Maria encheu a banheira com água fria e logo a temperou com água quente que estava sobre a cômoda em uma vasilha de prata. Com o pé sentiu a temperatura da água. Sem nenhum pudor tirou o robe ficando completamente nua. Virou o rosto para Esteban que a admirava embasbacado do sofá, quase não piscava assistindo ao espetáculo que a visão de Maria lhe proporcionava.
_ Você não vem? – disse entrando na banheira sedutoramente. – Não sabe como eu estou louca por um banho. – disse sorrindo com os olhos brilhando.
Esteban levantou-se em um impulso e tirou seu robe entrando na banheira e ficando de frente para Maria. Arregalava seus olhos descrente de que tanta beleza fosse real, ao ver Maria enchendo uma vasilha com a água e fechando os olhos enquanto ela escorria por sua pele sedosa.
_ Você é linda! Linda não, divina!
Maria se divertia com o modo como Esteban olhava para ela e seguia seu banho lançando olhares sedutores para Esteban. Ele levantou-se entrou na banheira por trás dela e começou a acariciar sua pele com as duas mãos envolvendo seus seios deixando-a cheia de desejo, embevecida.
_ Deixe-me te ajudar com o banho. – ele dizia sussurrando em seu ouvido.
Maria sentiu a pulsação de sua ereção sobre suas nádegas e deitou sua cabeça sobre o ombro de Esteban que a beijou vorazmente apreciando o gosto de seu rosto molhado pela água do banho sem deixar de acariciar seus seios estimulando seus mamilos com o dedo indicador. Já inebriada pelas carícias do marido, sentir sua ereção tocando-a e por beijos tão cálidos, Maria se levantou e sentou-se sobre Esteban que ajeitou seu membro e iniciou a penetração de sua esposa cheio de ânsias de estar dentro dela por todo o tempo.
Maria subia e descia levada pelo desejo enquanto seus cabelos que tanto fascinavam Esteban dançavam no ar molhados e levados pelo movimento do corpo dela que gemia sem pensar se alguém podia ou não ouvir. Aos poucos ela se acostumou com a maravilhosa sensação de ter o membro do marido invadindo as paredes de sua feminilidade aflita por mais e mais daquela sensação desesperantemente esplêndida. Esteban a segurava pela cintura ajudando-a com os movimentos de prazer e maravilhado pelo balanço de seus cabelos e as expressões de prazer no seu rosto além dos intensos gemidos de prazer que provocava na esposa. Às vezes algumas mexas de cabelo ficavam pegadas ao rosto de Maria por estar molhadas e ele sentia que estava vivendo dentro de uma realidade fora de série tamanha a beleza que contemplava.
A série de gemidos intensos dos dois foi interrompida por batidas fortes e aflitas na porta do quarto do casal surpreendendo-os muito próximos do orgasmo. Maria parou de movimentar-se sobre o membro de Esteban assustada com as batidas.
_ O que será? – indagou Maria, surpresa, ofegante saindo da banheira enxugando-se rapidamente com a toalha e vestindo novamente o robe.
_ Não faço ideia, mas, definitivamente não estou em condições de ir até lá.
Disse apontando para o meio de suas pernas que demonstravam o indício do que os dois estavam fazendo naquele momento, sorrindo enquanto vestia o robe.
_ Espere! – Disse Maria sorrindo dando-lhe um curto beijo na boca e, maliciosamente, passando a mão pela sua masculinidade ouriçada. – Eu vou abrir.
Maria aproximou-se da porta e Esteban a esperou na porta do toucador, tentando recuperar o ritmo de sua respiração.
_ Quem é? – indagou Maria.
_ Sou eu, Maria, Úrsula. – respondeu a viúva. – A irmã de D. Esteban está na sala, disse que precisa urgentemente falar com ele.
Esteban foi tomado pela surpresa ao ouvir aquelas palavras. O que poderia querer sua irmã tão tarde em sua casa?

Fale com o autor