Em Busca da Origem
1 Prólogo
Notas iniciais
– Meu nome é Connor Kyles- Falei para a moça que me atendia no aeroporto enquanto tirava o passaporte e mais alguns documentos de minha pasta.
– Para onde vai?
– Nova York.
– Espere um segundo.- Ela se levantou para falar com um senhor de terno.
Fiquei observando-a andava. Tinha cabelos ruivos, longos e um corpo que ficaria uma maravilha com qualquer outra roupa sem ser aquele uniforme de atendente. Seu nome era Linda, como dizia o crachá.
Segundos depois Linda voltou me pedindo desculpas por não haver nenhum avião disponível para aquela noite.
Fiz uma cara não muito boa, mas respirei fundo e perguntei:
– Qual o próximo vôo disponível?
– Um para as sete horas da manhã.
– Este serve. Me coloque em qualquer assento, ok?- Ela suspirou aliviada e concordou com a cabeça. Em seguida olhou minha documentação e cinco minutos depois me liberou.
– Tudo certo, então. Embarque a partir das cinco horas, vôo 2312.- Falou me entregando um papel.
– O despache da minha mala pode ser feito quanto tempo antes?
– Três horas antes. No seu caso, às quatro horas.- Ela sorriu
– Obrigado.- Falei.
– De nada. Boa noite.
– Boa noite.- Respondi me dirigindo para um dos poucos lugares para sentar ali perto, até porque o aeroporto estava lotado.
Abri a minha mochila e olhei no visor do meu celular que eram dez horas da noite.
Eu não tinha lugar para ficar. A mansão do meu falecido avô acabara de ser vendida.Fiz um acordo com os meus assistentes sociais de que poderia morar pelo menos até os vinte e um anos com uma nova família em NY e que o dinheiro poderia ficar na minha conta do banco para a minha faculdade.
Bom isso é o que eles achavam que eu iria fazer... Tinha o plano de fazer dezoito anos e comprar um apartamento para morar sozinho, ou seja, tinha mais dois aniversários para fazer, já que tinha dezesseis. Meu avô era rico e o dinheiro daquela mansão com certeza iria sobrar, dependendo da faculdade que eu fizesse.
Coloquei um alarme para tocar às quatro da manhã no celular e olhei mais uma vez para Linda. Acho que só acabei a admirando porque seu cabelo muito parecido com o da minha ex-namorada.
Bufei lembrando da nossa última briga há um ano atrás.
“- Não quero te ver nunca mais, Connor. E olha que dessa vez eu não estou blefando.”
A Beth jogou o colar que tinha dado a ela de presente no rio perto da minha casa e foi embora. Tempos depois soube que ela tinha engravidado de um idiota da escola e estava se casando com ele.
É...Chato, não? Nunca mais consegui namorar outra garota, a gente acaba ficando com algumas, mas não se envolve o suficiente.
Encostei a cabeça na mochila tentando dormir.
FlashBack ON:
– Era uma vez um menino que gostava de brincar no quintal de sua casa construindo carros de lama e treinando esgrima com o avô. Quem é ele?- Disse meu avô Harry.
– Sou eu.- Gritei pulando em cima de minha cama, devia ter uns sete anos de idade.- Vovô quando meus pais vão terminar aquela longa viagem que você me falou?
Nesse momento, meu avô sorriu sofrido.
– Um dia você os verá, com certeza. Vamos continuar a história? Quero ir dormir logo.
– SIM!!!!!!- Falei saltando da cama e caindo no chão.
– Connor, você se machucou?!- Meu avô se levantou assustado.
– Não, vô. Eu adoro voar.- Respondi rindo.- Ei, você está velhinho. Mas nunca vai morrer, né?
– Claro que um dia isso vai acontecer.
– Mas... Se meus pais não voltarem antes?- Perguntei.
– Você vai ficar bem, Connor. Eu sei que vai.
FlashBack OFF.
Um ano depois Harry precisou contar a verdade sobre meus pais e acredite, foi o pior momento da minha vida. O segundo pior fica para sua morte, há três meses.
Sempre temi isso, pois sabia que ficaria sozinho. E agora que aconteceu, tudo o que posso fazer é seguir em frente e descobrir quais serão os próximos capítulos de minha história...
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