Em Busca da Fama
3 Capítulo 3: Uma Admiração que Fica
No outro dia, Cristal ligou para Polly.
Não conseguia tirar a garota da cabeça.
Algo na garota a impressionava, sedutoramente.- \"Olá. Polly está?\"
- \"É ela. Quem está falando?\"
- \"Polly, é Cristal, tudo bem?\", Polly congelou do outro lado da linha, arrepiando-se dos pés à cabeça, por ter ouvido aquele nome novamente.
\"O-o-oi...\", Tentou disfarçar, sem sucesso, seu nervoso.
\"Como vai?\"
\"Bem...\"
\"Estou sem tempo agora, estou indo agora para um ensaio fotográfico. Lembrei de você e quis ligar para conferir o número.\", brincou a garota, conquistando uma tímida risada de Polly.
\"Que tal marcarmos alguma coisa nos próximos dias?\"
\"Por mim tudo bem\", tentara resistir aquele convite, mas lhe pareceu tentação demais. E Polly justificou sua reação com a típica expressão: a carne é fraca...
\"Te ligarei novamente por esses dias, e marcaremos.\"
\"Ótimo...\" Fez-se uma pausa, enquanto pensavam no que poderiam dizer.
Polly continuou com a palavra.
\"Sucesso no ensaio então\"
\"Obrigada\", a voz de Cristal soou levemente decepcionada do outro lado da linha.
***********
Cristal, impressionada com a garota, conseguiu a fita de gravação da audição de Polly, para poder assistir.
Se admirou pelo talento genuíno da menina, que não seguia manuais nem conhecimentos técnicos, apenas era espontânea.
Assim, convidou a menina para assistir a apresentação de um palestrante muito famoso sobre moda.
Queria ajudar a outra o quanto pudesse para profissionalizá-la. Gostava muito dela. De graça...
Imediatamente foi aceita a proposta, e pouco depois elas já estavam se reencontrando em frente à Universidade Federal do Estado.
As duas se cumprimentaram com um abraço, e Polly percebeu, tímida, uma aproximação maior de Cristal, que incluiu um beijo em seu rosto.
Polly se sentia um pouco sem graça com esse comportamento, ao mesmo tempo que não conseguia se desviar dele, nem das aproximações de Cristal. Na verdade o seu corpo parecia desejar tão profudamente uma aproximação, que quando elas estavam juntas, todas as partes de seu corpo procuravam motivos para tocá-la.
No final do encontro elas passearam pelo parque, quando Cristal rompera o silêncio, que as perseguia, por quase todo o dia.\"Eu vi sua audição\"
\"Hm?\", em um tranqüilo som, Polly mostrou o quanto estava confusa com o que ela tinha dito.
\"Eu vi sua audição... a daquele dia... quando nos conhecemos\"
\"Como?\"
\"Cabeça burra a minha! Claro que ela podia ver a audição. Ela é a modelo oficial da empresa. Pode fazer o que quiser.\"
Cristal apenas sorriu.
O jeito lerdo da amiga lhe parecia engraçado.
\"Claro, claro. Já sei. Que burra eu sou! Você trabalha lá... Pode fazer o que quiser.\"
\"Ei, calma aí. Nem tudo...\", Cristal brincou, tentando aliviar a tensão que estava exposta no rosto de Polly. Deu certo, e ela sorriu, satisfeita.
\"Você é muito talentosa, Polly. Tem realmente jeito para a coisa...\"
Polly se emocionou tanto que não pôde evitar seus olhos se encherem de lágrimas.
Cristal percebeu, e colocou sua mão levemente no ombro da outra, enquanto disse:
\"Eu vou te ajudar no que puder\"
Polly sentiu-se acolhida pela amiga. Feliz por ter seu talento reconhecido por alguém que gostava tanto.
E as duas permaneceram assim, por alguns minutos, em um profundo silêncio.
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