Em Busca Do Sol
7 Capítulo 7 - O Primeiro Sonho
Eu congelei. Meu pai. Apolo. Deus do Sol. Isso não é possível, certo? Quer dizer, deuses gregos não existem! Eles fazem parte da MITOlogia! Eles não existiam de verdade. Muito menos sátiros. Ou fúrias. Nada disso existe. Eu devo estar sonhando. Ou em um programa de pegadinhas. Não haviam outras explicações lógicas
- Filha, tudo bem? — Perguntou minha mãe ao perceber meu estado. Não, eu não estava nada bem.
- Você tá brincando, né? Meu pai não pode ser O Apolo. O deus-sol! ISSO NÃO É POSSÍVEL!
- Filha, é verdade... O Alex te falou, né?
- Falou. E eu fugi.
- Escute ele! Eu não te quero longe de mim mas você não está segura aqui! Eu não tenho opção!
- Para com isso! Eu não vou! — Gritei e corri para o meu quarto
Nada daquilo podia ser real. Eu sei que isso é o meu sonho desde que comecei a ler PJO mas na vida real é outra história. Minha vida nunca mais seria normal. Talvez eu nunca chegasse a vida adulta. O Percy, a Annabeth, a Thalia, o Nico... eles existiam mesmo? O 600º andar do Empire State, o Mundo Inferior nos estúdios M.A.C em Los Angeles, Atlas realmente segura o ceu em São Francisco? As Caçadoras de Ártemis, as Amazonas, a caça a bandeira... Tudo isso é real? Não. Eu estava ficando louca. Era melhor eu dormir. Eu acordaria e perceberia que foi tudo um sonho. Mas aí foi que começou um sonho mesmo. Ou melhor, um pesadelo.
No meu sonho eu estava com Emily e Alex. O céu estava escuro. Não havia nenhum sinal do sol ou da lua, apenas as estrelas em um manto de um azul muito escuro, quase negro. Olhei no relógio, eram 9:00 da manhã. Eu sentia que aos poucos toda minha felicidade e energia ia se esvaindo. Parei para notar o lugar que estávamos. The Poetry Club. Eu adoro aquele lugar! Sempre está cheio, com pessoas recitando suas poesias, sempre com alguma música tocando, de todos os tipos. É sempre tão cheio de vida! Mas não dessa vez, o lugar estava triste, morto. Olhava ao redor e só via rostos sem vida, movendo-se quase que automaticamente. A jukebox estava ligada mas não havia música tocando. O quadro de poemas estava lá, mas no lugar de versos, só haviam borrões. Nunca me senti tão triste. Tudo que eu mais amava, tudo que me fazia viver, parecia ter morrido, sumido da terra. Me sentia tão... vazia. Enquanto tentava processar o que estava acontecendo uma voz que eu não consegui descrever ecoou no lugar
"O que foi filha do sol? Sentindo-se vazia? Se queres o que amas de volta, terás que me escutar com atenção"
No momento em que eu ia perguntar para a voz o ela queria, acordei com o toque do meu despertador.
Tinha combinado de encontrar com a Em e o Alex no shopping, eu chegaria lá e estaria tudo normal.
Uma hora depois de eu ter chegado no shopping meu celular tocou. Era a Emily
- Ems? Cade você, menina??? Eu tô esperando vocês aqui no shopping faz uma hora e...
- Sophie! Esquece o shopping! Vem aqui pra casa, o Alex tá aqui!
-Ahn... ok, to indo então...
Quando eu cheguei lá, a Emily estava sentada com o Alex na varanda e levantaram ao me ver chegando.
- Sophs! Que bom que você chegou! Olha, desculpa por ontem, eu deveria ter contado aos poucos mas o caso com a Benevolen...
- Peraí! Aquilo foi real?? Não foi só um sonho???
- Não, não foi. — Começou Emily — Eu conversei direito com o Alex e depois com minha mãe... Parece que eu sou filha de Poseidon!
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