Em Busca De Uma Cura

2 Primeiro dia de aula


Notas iniciais
Aqui está, primeiro capitulo. Aproveitem! dedico esse capitulo a todas as minhas amigas que me incentivaram a continuar.

Sonhei hoje com a mamãe. Via o seu rosto e ela falava comigo. Nem me lembro do que ela me dizia pra falar a verdade. Talvez tenha sonhado com ela porque ainda sinto a sua falta, faz anos em que ela morreu e mesmo assim ainda não consegui superar, do mesmo jeito em que papai não conseguiu superar e nem o Nick.

Tenho medo de esquece lá, de olhar para um foto dela e simplesmente não lembra mais, será possível que isso aconteça? Sinceramente eu espero que não. Algumas vezes cinto mais medo de esquece lá do que, que esse vírus finalmente me consuma. Talvez seja bom que isso aconteça, porque finalmente vou poder está com ela novamente.

Parei de escrever por alguns minutos, depois balancei a cabeça e continuei.

Mas, não posso fazer isso com o papai ou o Nick, eles são umas das únicas pessoas que realmente se importam comigo e querem que eu lute. Não posso fazer isso com eles e nem com Bobby, Que por sinal já esta me esperando para ir à escola e deve estar irritado com o meu atraso, é melhor eu correr. Fim do Diário de Bordo.

Assim que terminei de escrever sair correndo, joguei o meu “caderno de anotações” dentro da minha bolsa. (È assim que eu o chamo desde que papai me deu para eu poder desabafar como estou lidando com tudo isso. Jamais irei admitir que isso é um diário) Peguei umas das minhas seringas para emergências que fica em um isopor com gelo e joguei dento da bolsa também. E saiu correndo em disparada tropeço em algo e quase caiu, mas, Nick me segura.

– Posso saber aonde vai com tanta pressa assim, maninha? – Pergunta ele rindo.

– Pra escola – respondo calmamente. Ele pareceu pensar por alguns minutos.

– Ainda temos que frequenta esse lugar? – pergunta ele brincando.

– É, sabe depois das férias é quando as pessoas normais voltam para esse lugar – Respondi entrando na brincadeira dele – E aliais estamos atrasados. Pega a sua mochila. – ordenei, Nick olha pra mim desafiante, geralmente ele não segue ordens de ninguém. Mas, quando olhou a hora, saiu correndo comigo para dentro do carro.

Nick é praticamente um ano mais velho que eu, somos irmãos, mas as pessoas não acreditam que somos irmão, porque somos completamente diferentes. Nick é moreno tem os cabelos e olhos pretos enquanto eu sou loira dos olhos azuis. Eu sei que é estranho. Foi ele que saiu dirigindo, sempre foi ele que dirigiu porque ele e papai acham perigoso eu ter de dirigi, sinceramente acho tudo isso uma bobagem, mas eles têm medo de eu ter uns dos meus ataques enquanto dirijo e perder o controle do carro.

Passamos pela casa do Bobby que já nos esperava e nos olhou irritado.

– Eu sei, estou atrasada. Desculpe, perdi a hora hoje – Disse antes que ele tivesse a chance de dizer qualquer outra coisa.

– Vocês não só perderam a hora como também a primeira aula – falou Bobby.

– Desculpe — repeti ao mesmo tempo em que Nick dizia.

– Agradeça por eu ter vindo à escola hoje – Bobby revirou os olhos e entrou no carro, ele tem a minha idade e é pelo menos uns 10 centímetros mais alto que eu, os seus cabelos são castanho claro e os olhos verdes. Um sonho de consumo para qualquer garota, mas geralmente ele prefere ficar mais com os seus livros do que com a civilização.

Como Bobby tinha previsto, tínhamos perdido a primeira aula. Entramos no segundo tempo. Nick foi para a aula de Inglês murmurando algo sobre como a escola é chata. Bobby vai para a de história, e só me restou ir para a de cálculo, sozinha. Assim que entro na sala avisto a minha amiga Emily sentada no fundo da sala mexendo no seu celular.

Emily tem os cabelos lisos olhos castanhos. Ela geralmente é vista em protestos contra o aquecimento global, a poluição e entre outras coisas, uma vez ela subiu em uma árvore para impedi-la de derruba-la quando tinha quatorze anos, mas derrubaram do mesmo jeito quando ela desceu em um pequeno intervalo para ir ao banheiro. Emily e Nick não se dão muito bem, não sei muito bem o porquê, isso é entre eles.

– E ai? – pergunto chamando a sua atenção que até agora não havia me visto. Ela levantou os olhos que assim que me viram se iluminaram.

– Estranha! – grita ela e me abraça. Fazendo todo mundo olhar para nós.

– Emily, as pessoas estão olhando.

– Que se danem as pessoas – disse ela revirando os olhos — Faz semanas que eu não te vejo, onde se meteu? Recebeu as minhas mensagens?

– Recebi, só andei ocupada com alguns assuntos – murmuro. Isso era quase verdade, a parte que não podia falar era, que passei as ultimas semana das férias de verão com o papai no seu laboratório fazendo vários testes para ver se ele consegue algo mais eficaz contra o vírus e acompanhar como ele está se desenvolvendo no meu organismo.

– Você sempre diz isso – disse Emily.

– E você? Como passou as férias? – falei desesperada para mudar de assunto.

Quando ela ia responder o professor chegou à sala. Emily apenas me olha com aquele olhar de: Essa conversa ainda não acabou.

Tentava prestar atenção em tudo o que o professor Willians falava ou pelo menos tentava porque isso era uma boa maneira de ignorar os olharem que Emily me lançava e os seus bilhetinhos querendo explicações:

“Nas minhas férias eu visitei uns familiares na Califórnia, foi bem legal. Pronto! Já falei o que fiz nas férias agora me diz você!” Percebi o que ela estava tentando fazer logo de cara, nem me dei o trabalho de escrever no papel, apenas apontei para o professor e depois para o quadro sinalizando que estava prestando atenção na aula naquele momento. Ela entendeu ou pelo menos até alguns minutos atrás, onde outro bilhetinho pousou na minha mesa e só possuía quatro palavras:

“Não confia em mim?” Esse eu tinha que responder.

“É claro que confio em você, Emily. Porque está pergunta agora?” Devolvi o papel.

“Então, porque você não me diz o que está acontecendo?” Admito nesse momento me sentir tentada a contar a verdade, mas tratei de tirar essa ideia da minha cabeça. Emily nunca entenderia nem Emily nem ninguém, as pessoas nunca nos entenderam e nunca vão me entender. Só, de imaginar o olhar dela de reprovação e ódio e medo me fez estremecer. Nunca poderia contar isso para ninguém, só quem sabe é Nick, meu pai e Bobby.

Bobby descobriu por acidente, quando eu estava estudado com ele e acabei dormindo fazendo a caneta levitar, me acordei assustada passando mal, ele me ajudou e não tive nenhuma alternativa a não ser contar a verdade, imaginei que ele iria ficar mais longe de mim o possível mais muito pelo o contrario, ele se aproximou ainda mais.

“Porque não aconteceu nada!” Respondi, e nesse momento o sinal toca. Salva pelo gongo, pensei. Arrumei as minhas coisas rapidamente e sair da sala o mais rápido possível. Emily tentou me seguir, mas antes que ela saísse me concentrei na porta, imaginado uma força invisível segurando a porta e foi o que aconteceu, sai correndo e só quando estava em uma distancia segura soltei a porta. Fiquei fraca e tonta por alguns segundos, como sempre acontece quando uso meus poderes, por causa desse vírus infernal. Antes não era assim. Respirei fundo e tentei andar em direção à ajuda, mas desmaie antes que tivesse a chance de gritar.


Notas finais
Putz! E agora? mereço comentários
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.