Em Busca Da Sobrevivência
1 Trinta Dias
Notas iniciais
O dia amanhecia calmamente, barulhos de pássaros, folhas de árvores caindo; o outono havia começado. Julio — um garoto alto de pele clarinha, olhos verdes e cabelos loiros — acordou muito cedo nesse dia. Olhou calmamente pela janela de seu quarto, que ficava no segundo andar da casa de dois andares em que morava.
– Julio. — Gritou uma voz feminina rouca.
– Já vou mãe. — Julio pegou sua mochila da escola, que estava dentro de seu guarda-roupa.
Julio desceu as escadas de sua casa, degrau por degrau se segurando pelo corrimão, pegou um pão e saiu de sua casa. Ele ia de a pé para a escola, pois sua casa era perto dela. Depois de andar por uns dez minutos, chegou a sua escola, era um enorme prédio branco com o nome da escola em letras vermelhas.
– Tudo bem pessoal? — Perguntou Julio ao ver seus três amigos.
Thalia era uma jovem de cabelos castanhos, olhos castanhos escuros, pele meio moreninha, já Bia era uma jovem de cabelos escuros, com olhos azuis, e de pele bem branquinha e por fim Pedro, um jovem branquelo de olhos e cabelos pretos.
– Sim. — Gritaram em coro.
Os quatros foram juntos para a sala de aula. Para eles, o tempo parecia não passar; a única vez em que se separaram foi na hora de ir na aula de educação física, Thalia e Bia foram ao banheiro, Pedro direto para a quadra e Julio foi tomar água; ao terminar, Julio notou que o céu ficou repentinamente escuro, como se fosse mágica, o dia havia virado noite, com direito até de uma lua cheia.
Tudo começou como se tivessem jogado uma maldição, apareceram vários zumbis caminhando em direção à escola, vampiros no céu e lobisomens pulando de prédio em prédio. Julio não sabia o que fazer, se corria, se ia falar com Pedro, mas ele pensou em uma coisa mais importante que seu desespero, as meninas, ele correu para encontrá-las. Havia gente correndo para todos os lados, Julio gritava os nomes de seus amigos para achá-los, mas nada encontrava. Só após se passarem vinte minutos dessa loucura toda, ele localizou Pedro junto de suas amigas, os três saíram o mais rápido que puderam pela porta dos fundos da escola, correram o máximo que puderam, se esconderam perto de uma árvore.
– Tudo bem com vocês? — Julio perguntou enquanto respirava fundo.
– Sim, eu vou pra minha casa, vou ver se acho alguém. — Pedro respondeu rapidamente.
– Irei ligar para minha casa, para ver se consigo falar com alguém, eu moro muito longe. — Disse Bia.
– Eu também. — Thalia disse-a se aproximando de Bia fazendo um gesto como se dissesse "me empresta teu telefone".
– Tudo bem, também vou para minha casa, ver se tem alguém lá. — Julio ia em direção a sua casa.
Chegou a sua casa em pouco tempo, verificou em todos os cômodos, mas não havia ninguém, ele procurou algum bilhete de seus pais ou algo assim, mas não achou nada parecido. Julio entrou em seu quarto, olhou pela janela e viu que um pouco mais longe de sua casa, havia um grupo de zumbis. Subitamente fortes batidas na porta soaram, Julio pegou uma vassoura e abriu a porta preparado para atacar se fosse necessário, mas eram Bia, Thalia e Pedro.
– Ei! Toma cuidado com essa vassoura. — Gritou Thalia.
– Não quero morrer, não hoje. — Disse Pedro.
– Será que a gente pode sobreviver a isso? — Perguntou Bia abismada.
– Quer saber a resposta? Eu realmente não sei. — Resmungou Julio.
– Vamos fechar todas as portas e janelas. — Disse Pedro tomando coragem, entrando na casa do amigo fechando tudo o que pode, para os protegerem.
– Aonde eu posso dormir? — Perguntou Bia calmamente.
– Tem o quarto de meu irmão se quiser. — Respondeu Julio.
– Obrigada. — agradeceu e subiu para o “seu novo quarto".
[...]
Haviam se passado vários dias, Julio estava em seu quarto fazendo anotações, quando de repente Bia entrou em seu quarto.
– O que você tanto fica anotando? — Indagou Bia.
– Caso a gente não sobreviva, as pessoas poderão saber a nossa história, coisas do tipo: como aconteceu e tudo mais. — Respondeu Julio.
– Posso ver? — Bia esticou a mão para pegar as anotações dele.
– Pode. — Julio permitiu que ela as pegasse.
Tudo bem por onde posso começar...
"Faz trinta dias desde que tudo começou. Bia, Thalia, Pedro e eu estávamos na nossa escola, tendo aulas normalmente. Então aconteceu. Era como se tivessem jogado uma maldição; lobisomens, vampiros e zumbis, vários deles, surgiram por todos os lados. Com muita sorte, conseguimos fugir pela porta de trás antes que eles viessem pra cima de nós. Já na rua, fomos nos refugiar em nossas casas, entretanto não achamos ninguém. Há trinta dias estamos trancados na minha casa, apenas tentando sobreviver. Será que conseguiremos sobreviver a esse caos? Realmente, eu não sei."
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