Notas iniciais
Espero que gostem! Betado por: Melody

— Que bilhete mais estranho... — Disse Julio consigo mesmo, ainda analisando o bilhete que Gabriel havia encontrado.

— Leticia... — Gabriel resmungou.

— O que tem a Leticia? — Perguntou Julio.

— Ela deve saber de algo, você não disse que os dois foram encontrados juntos? — Gabriel saiu do quarto.

— Sim, vamos ver! — Exclamou Julio.

Julio e Gabriel se dirigiram a sala onde todos ainda estavam.

— "Eu buscarei vingança, eu que deveria ser o bruxo substituto e não Bruna. Começarei pela Ana assim que possível" — Gabriel leu o bilhete para todos ouvirem. — Leticia, você sabe de algo?

— Claro que não... Por que eu saberia? — Ela estava totalmente nervosa.

— Se você não sabe de nada, tudo bem. — Julio parecia nervoso. — Mas tem uma coisa, se eu descobrir que você esconde algo...

— Eu não posso contar. Eu amo ele, não posso fazer isso. — Leticia começava a suar.

— Eu não quero forçá–la a contar a verdade, se ele encostar um dedo na Ana porque você não contou algo, considere–se uma mulher morta. — Bruna falou levantando–se do sofá praticamente explodindo de raiva.

— Eu estava perdida em meio a esse caos, não tinha ninguém, mas encontrei–o, desde então nós estávamos escondidos naquela loja de armas, pois era um dos locais mais seguros para ficar. — As mãos de Leticia tremiam. — Ele toda noite saia enquanto eu estava dormindo, ou quando ele pensava que eu estava...

— Que estranho, para que ele sairia num horário desse? — Julio estava cada vez mais confuso com tudo que estava acontecendo.

— Depois de um tempo eu fiquei acordada esperando ele voltar, perguntei por que ele saia toda noite no mesmo horário; ele disse que ia até uma casa onde tinha sobreviventes, que havia uma história muito louca sobre bruxos, e ele queria muito este poder, e falou também que mataria se fosse necessário. — Quando Leticia acabou de falar, estava com os olhos cheios de lágrimas. Ela o amava de verdade.

— Droga, temos que proteger Ana agora. — Julio pegou sua arma e se virou para seus amigos. — Se ele aparecer, não hesitem em acabar com ele.

Todos concordaram e em seguida, instalou–se um silencio incomodo na sala, mas Julio se lembrou de algo.

— Vamos ter que reorganizar a disposição dos quartos. — Julio demonstrava total aflição.

— Verdade, ele sabe qual é o quarto da Bruna. — Gabriel começou a subir as escadas. — Eu fico naquele quarto.

— Tudo bem. Nayara, Bruna e Ana; o quarto em que Gabriel dormia agora é de vocês. — Elas fizeram um gesto com a cabeça, concordando com o que ele havia proposto. — Eu sei que Nayara sabe atirar e que Bruna é uma bruxa, mas é bom estarem protegidas. Ao irem dormir, quero que tranquem o quarto com este cadeado. — Julio mostrou o cadeado para elas.

— Tudo bem, mas porque eu tenho que trocar de quarto também se eu não sou o alvo dele? — Nayara perguntou.

— Pensa bem, a Ana é irmã da Bruna que é a bruxa substituta e você é praticamente a melhor amiga da Bruna, então se ele fosse querer um alvo seria uma de vocês três. — Julio falou tão rápido, que quase não respirou.

— Pensando por este lado... — Concordou Nayara com a cabeça. — E eu achando que você não pensava.

— E outra, fique sempre com sua arma debaixo do travesseiro. — Julio entregou o cadeado pra Nayara.

— Você acha que eu sou burra? Eu sempre fico com minha arma por perto. — Falou Nayara pegando o cadeado.

— Vai saber. — Julio se retirou indo em direção a cozinha; ele pulou de susto ao dar de cara com Thalia.

— Estou terminando a comida. — Thalia estava à frente dos fogões com uma panela esquentando algo.

— Tudo bem. — Falou Julio se aproximando dela e dando um beijo na mesma.

— Eu estava pensando. — Thalia parecia séria. — Eu não acho que só as três são alvo do Lucas.

— Quem mais? — Indagou Julio.

— Leticia... Ela estava com ele há um tempo, de qualquer maneira acho que ela seria útil pra ele. — Thalia sorria. — Ela pode ficar no meu quarto, assim fico de olho nela.

— Tudo bem, mas quero que fique com a arma que lhe entreguei por perto. — Julio começou a sorrir também.

— Claro. — Thalia voltou a ficar séria.

— O que foi? — Julio ficou preocupado com a reação dela. — Já sei; você deve estar pensando na sua irmã. Quer conversar?

— Claro. Minha irmã é uma vampira, nada pode piorar, a não ser é claro que meu namorado vire um. — Thalia brincou, entretanto não sorriu. — Só me deixe quieta um tempo.

[…]

— Bruna, posso falar com você? A sós de preferência. — Disse Gabriel entrando no seu antigo quarto.

— Claro. Nayara e Ana podem nos dar um minutinho? — Pediu Bruna a sua amiga e sua irmã.

— Claro. — Responderam as duas, que logo se retiraram.

— Eu quero falar com você, sobre você ser a bruxa e explicar algumas coisas. — Gabriel olhou para ela e sorriu.

— Tudo bem. — Bruna concordou.

— O que você fez ao saber que era bruxa? — Gabriel continuava olhando fixamente para ela.

— Além da foto, consegui controlar umas raízes de uma árvore. Eu queria saber o porquê disso sendo que eu poderia ter feito muitas outras coisas que são mais eficientes. — Bruna parecia estranha.

— Bruxos sempre conseguem controlar algo melhor do que outro, por exemplo, quando eu descobri que era bruxo, estava perto de um vulcão em erupção, foi onde consegui controlar o fogo, se não toda minha família e eu teríamos sido mortos. — Gabriel sorriu. — Mais alguma coisa pra me perguntar?

— Não, que eu me lembre não. — Bruna se sentou no colchão que haviam deixado para ela ali.

— Então, só uma coisa para te dizer, não use e abuse do seu poder, muitos bruxos morreram porque exageraram. — Gabriel se retirou do quarto.

[…]

Julio e Thalia ainda estavam na cozinha, quando Bia apareceu e olhou para os dois.

— Vou pra rua um pouquinho, não estou me sentindo muito bem. — Bia se retirou indo porta afora.

[...]

Toda a casa permaneceu em constante silêncio. Todos estavam quietos fazendo suas atividades rotineiras, quando se ouviu um grito vindo da rua. Os sobreviventes que habitavam aquela casa se assustaram, quando eles se juntaram na sala para ir ver o que estava acontecendo. Olhando em volta, Julio se deu conta de que a única pessoa que não estava lá era Bia.

Notas finais
Espero que tenham gostado!