Notas iniciais
Mais um capituloo *ooo* Espero que amem -q zuera soaksaos Betado por: Melody :3

Bruna estava desesperada, o medo de que algo acontecesse a impedia de se levantar e correr. O medo e a adrenalina correndo por suas veias. Lágrimas banhavam seu rosto enquanto ela continuava a gritar por socorro.

– PEDRO! AJUDE-ME. SOCORRO!

Ela não parava, sua necessidade de se salvar fazia com que ela continuasse gritando, mesmo que sua voz já estivesse rouca e sua garganta dolorida.

Não enxergava mais nada, sua visão estava embaçada por conta das lágrimas, os gritos se cessaram, estava cansada, confusa e muito assustada. O zumbi não vinha mais em sua direção, tudo o que a garota enxergava era um clarão laranja. Quando sua visão melhorou, ela focou seu olhar para frente e avistou o zumbi. A única diferença é que ele estava queimando.

Bruna olhou em volta. Não havia ninguém além dela.

– O que foi? Tu estás bem? — Pedro surgiu da direção contraria do zumbi, sua aparência denunciava que ele havia corrido. Suado, ofegante e cansado, apoiou as mãos nos próprios joelhos tentando recuperar o fôlego. Encarou Bruna analisando-a, percorrendo os olhos por seu corpo em busca de algum ferimento.

– Foi você que queimou aquele zumbi? — Bruna foi direta e grossa.

– Não, claro que não. — Pedro começou a ficar confuso.

– Não viu ninguém aqui? — Bruna perguntou a ele.

– Pior que não, se teve mais alguém aqui saiu muito rápido. – Pedro respondeu rapidamente.

[...]

Julio estava atento, ele procurava olhar para todas as direções para se certificar que não seriam atacados por nenhum ser sobrenatural. Com sua arma em punhos, apontava a mesma para todos os lados que podia, se precavendo caso fosse pego desprevenido. Depois de tanto andar, ele e seu pai finalmente chegaram a um beco cujas casas estavam totalmente destruídas. A única residência que ainda se encontrava de pé, era uma casa com uma fachada comum, mas que por dentro era um armazém de armas.

Julio sabia que era ali, pois seu pai e ele iam treinar tiro todas as terças naquele local.

O lugar por dentro era totalmente feito de ferro, havia prateleiras e mais prateleiras com armas. Julio e seu pai acharam melhor deixar Thalia ali fora para vigiar.

Ao entrarem no armazém, Julio ouviu um pequeno estrondo vindo do fundo da loja, ele disse para seu pai esperar ali, e só então ele foi verificar. O barulho vinha de um pequeno deposito que era onde ficavam os coletes.

Entrou devagar, tentando fazer com que seus passos fossem silenciosos. Quando já estava dentro, ficou surpreso ao encontrar dois sobreviventes.

– Lucas? — Indagou Julio.

– Ah sim... — respondeu com desdém. — Veja se não é o grande Julio, o qual me humilhava e me agredia na escola... — O garoto era de estatura mediana, cabelo com corte militar, cara de nojento, ele usava um conjunto de moletom branco e um tênis preto bem sujo.

– Eu já te pedi desculpa um milhão de vezes, você não vai vim com esse papo de vingança numa situação dessas? — Julio abaixou sua arma para mostrar que não iria atirar neles.

– Eu? Claro que não tenho mais o que fazer agora, a propósito está é Leticia. — Lucas apontou para uma garota baixinha, olhos pretos, brilhantes e ao mesmo tempo sedutores, cabelos castanhos e pele morena.

– Prazer Leticia, eu sou o Julio. — Julio esticou o braço para cumprimentá-la e ela fez o mesmo.

Os três saíram do depósito; Julio apresentou apenas Leticia a seu pai, pois Juliano já conhecia Lucas por causa das brigas com seu filho.

O homem chamou seu filho para um canto da sala, para que assim os dois pudessem conversar sem que os outros ouvissem.

– Filho, você não acha melhor nós nos livrarmos deles? Ou pelo menos dele? — Juliano cochichou a seu filho.

– Acho melhor não, deixa que eu dou o recado. — Julio foi em direção a Lucas.

– Quando você vai parar com esses joguinhos? — Julio o encarava.

– Joguinhos? — Lucas se fez de desentendido.

– Isso! Você está mentindo. As coisas eram bem diferentes do que você falou, era você que me insultava na escola. Mas mesmo assim você pode vim com a gente. Só que eu quero que você saiba de uma única coisa... Se você mexer com alguém do meu grupo, considere-se um homem morto. — Julio estava com o semblante sério, naquele momento ele parecia não temer a nada e nem a ninguém.

– Pode deixar, eu não mexo com eles, se eles não mexerem comigo ou com ela. — Lucas ao contrário de Julio, falava como se tudo fosse apenas um jogo.

[...]

– Que estranho, mas eu ainda tenho uma dúvida. — Bruna não parava de falar.

– O que? Pergunta logo. — Pedro não estava nem um pouco interessado na conversa.

– Por que você quis vir atrás de seus pais? — Bruna se sentou em uma pedra que havia no local.

– Porque são meus pais. — Pedro não entendia o motivo de Bruna fazer tantas perguntas.

– Sei... Vou fingir que acredito que esse seja o motivo. — Bruna questionava todos os atos de Pedro, pois sabia que ele estava escondendo algo.

– Na realidade não é por causa dos meus pais, é que junto a eles têm uma garota chamada Ana, quando eu era pequeno não suportava ficar sozinho e acredito que ela também não goste. Eu sei que parece um motivo idiota, mas é por isso. — Pedro parecia angustiado.

– Então vamos, temos uma garota pra salvar. — Bruna estava agindo de forma estranha, era como se algo que ele falasse afetasse ela, mas o que seria?

[...]

Julio ainda estava na loja com os três, quando ouviram dois tiros vindos de fora. Até então não se deram conta do que era, eles se esqueceram que haviam deixado Thalia lá fora, mas quando Julio se lembrou, ele correu o mais rápido que pode.

Viu dois zumbis caídos no chão, Thalia estava no lado da porta da loja agachada chorando ainda com a arma dada por Julio em mãos.

– Ei... Você está bem? — Julio se agachou para falar com ela.

– Sim, estou. — Ela disse ainda chorando.

– Então por que você esta chorando? — Julio levantou segurando-a junto dele e a abraçando. — Vai ficar tudo bem. — Ele tentou consolá-la.

– Eu nunca matei nada antes, nem uma barata, essa foi a pior experiência que eu tive. — Thalia havia parado de chorar um pouco.

– Tudo bem, eu estou aqui, eu te entendo. — Julio deu um beijo rápido nela. — Se você quer sobreviver vai ter que fazer isso mais vezes, mesmo não gostando. Enquanto eu puder te defender, tu não vais precisar fazer isso, mas vai ter dias e momentos que eu não vou estar com você.

– Tá, obrigado já estou bem. — Thalia entregou a ele, uma mochila que ela havia trazido para colocar as armas.

[...]

Gabriel observava Bruna e Pedro se afastarem, ele havia ouvido a conversa dos dois e achou melhor eles procurarem essa tal garota. Mas um pensamento o rondava, se não foi ele que usou magia pra queimar o zumbi, quem foi?

Notas finais
Espero que tenham gostado :3