Notas iniciais
Espero que gostem qualquer erro avisem, tentei andar devagar nesse ^^ Betado Por: Melody

Desde que toda essa confusão começou, várias coisas aconteceram. Parece que Thalia ficou muda, pois não falou uma palavra desde o dia que pediu o celular da Bia. A comida já estava acabando, nós estamos tentando ao máximo economizar, mas logo iria acabar...

– Só tem três pacotes de bolacha. — cochichou Bia para Julio.

– Droga, vamos acabar tendo que sair daqui para procurar mais comida. — Julio pegou os pacotes e os colocou em cima da mesa que havia na cozinha. — Vamos comer. — Gritou ele para todos da casa.

– Eu não quero, eu não quero... — Thalia estava sentada em um canto ao lado do sofá da sala de estar, ela não parava de repetir essas palavras.

– Eu falo com ela. — Se ofereceu Julio.

– Deixa comigo, eu tento falar com ela. — Bia se aproximou dela calmamente. — Thalia, você está bem?

– Não, eu não sei se quero ficar viva. — Thalia estava soando frio. — Minha irmã. — Thalia começou a pensar em como tudo aconteceu.

[...]

– Vamos, corre Sophia. — Thalia estava usando um uniforme escolar azul.

Sophia tinha olhos escuros, pele clara e expressão abatida. Quando Thalia ia começar a correr, ela escuta o grito de sua irmã, Thalia faz uma coisa que não deveria ter feito, ela olha para traz. O corpo já inerte de Sophia estava nos braços de um vampiro, que avidamente sugava seu sangue.

[...]

– Não. — Thalia gritou, suando mais ainda, ela começou a chorar.

– O que aconteceu com você? — Perguntou Bia enquanto abraçava-a.

– Um vampiro matou minha irmã. Tudo o que as histórias dizem é mentira, quem é mordido não se transforma, eles são monstros que matam para saciar sua cede, eles matam por prazer, por diversão.

– Bia. — Gritou Julio da cozinha. — Vou tentar invadir o mercado junto com Pedro, você quer vir junto?- Perguntou indo até a sala

– Não, eu vou ficar cuidando dela. — Bia apontou para a amiga.

– Tudo bem. — Julio falou e tirou uma pistola da gaveta.

– Ei, o que você esta fazendo com isso? — Pedro perguntou espantado, ao entrar na sala e vê-lo com a arma.

– Meu pai era policial, nós vamos precisar se quisermos sobreviver. — Julio parecia confuso com a pergunta do amigo. — Agora vamos, Bia quando a gente sair, você tranca a porta.

– Tudo bem. — Ela pegou o molho de chaves.

Julio e Pedro saíram aproveitando que era dia, e por isso não teria nenhum vampiro nas ruas, e nem lobisomens, porque não é lua cheia. No caminho eles se depararam com um número pequeno de zumbis, mas passaram tranquilos e nem foram notados.

– Finalmente chegamos. — Julio se dirigiu a uma porta do enorme estabelecimento. — Que estranho, a porta já está aberta. — Ele ficou confuso. — Melhor deixar isso pra lá, pega um carrinho de compras aí, vou te dar cobertura. — Julio ficou com a pistola em mãos.

Ao entrarem no mercado, ouviram barulhos de carrinhos de compras, o barulho estava vindo lá do fundo. Eles não se preocuparam, passaram por vários corredores, analisando o que era útil ou não, encheram o carrinho com o máximo que conseguiram, ouviram mais um barulho, e dessa vez era muito alto.

– Vou ver o que é, eu já volto. — Cochichou Julio para ninguém ouvir.

Ainda com sua arma em punho, Julio seguiu para o fundo do mercado, chegando lá, viu duas adolescentes. Uma era loira, de pele clarinha, e a outra era uma moça esbelta de pele parda com cabelos pretos e longos. A loira estava segurando um carrinho de compras cheio e a morena estava apontando uma pistola prata para Julio, eles ficaram dois minutos um apontando a arma para o outro.

– Larga a arma. — Falou Julio.

– Larga você, eu nem te conheço, você não pode me dar ordens. — Gritou a mulher ainda apontando a arma para Julio.

– Vamos conversar como pessoas civilizadas então, meu nome é Julio. — Agora o mesmo esticava a mão para cumprimentar a garota.

– Eu sou Nayara e ela é a Bruna. — Falou a garota apontando para a amiga, enquanto com a outra mão cumprimentou o garoto.

No mesmo instante em que os dois se cumprimentaram, o céu começou a ficar muito escuro, muitos barulhos começaram a soar. Julio, Pedro, Nayara e Bruna se esconderam num depósito do mercado.

– Temos que esperar isso passar, para voltarmos. — Julio falou baixo para ninguém escutar.

– Droga, eu devo ter deixada a minha arma cair e nem notei. — Gritou Nayara.

– Não grita. — Gritou Julio.

– Não grita comigo. — Berrou Nayara.

– Calem a boca os dois. — Berraram Pedro e Bruna em coro.

Nesse mesmo instante escutaram fortes batidas na porta, Julio tentou até segura-la, mas ela rapidamente cedeu. Um zumbi entrou e foi em direção a eles, que estavam ali encolhidos.

– Deixa comigo. — Disse Julio apontando a arma para o zumbi, mas ele travou, não conseguia fazer nada. — Eu nunca usei uma arma antes, nem sei como se usa. — Julio agora suava frio, enquanto o zumbi vinha em sua direção. Eles estavam encurralados.

Notas finais
Qualquer critica, elogio e duvidas nos comentários *-*