Em Busca Da Morte
2 Batalha de fúria
Notas iniciais
Batalha de fúria
Olaf seguia seu caminho, incansável, imparável. Agora a nevasca tinha diminuído já sendo possível ver para onde andava, estava perto de um precipício de uns 150 metros de altura.
Enquanto avançava levado por sua fúria, o berserker sente alguém com uma fúria tão poderosa, tão selvagem e incontrolável quanto a sua. Olha para o lado vendo um guerreiro carregando uma grande espada.
Trindamere olha para Olaf, em seus olhos só se via a fome por uma batalha. Com o desejo pela batalha sendo correspondido pelos olhos do ex-guerreiro de Lokfar o rei bárbaro avança atacando verticalmente Olaf que defende com seus machados, empurrando a espada de seu atacante logo em seguida.
Não havia o que dizer, apenas os olhas carregados com uma fúria desenfreada falavam, gritavam pela batalha.
O berserker avança arremessando seu machado esquerdo, que é ricocheteado pela espada do inimigo. Pulando na direção do rei, ele coloca os braços atrás das costas, segurando o machado com as duas mãos e envergando as costas para traz o máximo possível e descendo verticalmente mirando na cabeça do inimigo que defende com sua espada. O mesmo não tem tempo de contra-atacar pós junto ao ataque de Olaf vem um raio.
Trindamere pula para traz, desviando do raio que acerta o chão. Ele avança dando uma estocada que é desviada pelo berserker, que o ataca horizontalmente com o machado da mão direita.
Trindamere defende-se do golpe que lhe teria arrancado a cabeça o segurando com sua mão esquerda. Olha rapidamente para sua mão e vê o sangue escorrendo.
Olaf agarra a espada de Trindamere e a puxa lhe tirando das mãos inimigas. Ele joga a espada para cima e a segura pelo cabo, encravando-a na barriga de seu oponente.
O sangue escorre pela barriga do rei que tomado pela fúria da um soco no rosto do berserker e ao mesmo tempo tirando o machado de suas mãos. Ele avança, agora segurando o machado pelo cabo. Desfere um poderoso golpe diagonal no peito de Olaf que é cortado do ombro esquerdo até o ílio direito.
Do ferimento começa a jorrar sangue e mesmo ferido mortalmente Olaf continua, arranca o machado que estava no chão e avança em direção a Trindamere que já havia arrancado a espada da barriga.
Não consegue desviar do golpe que lhe é mandado, tendo o machado encravado em seu ombro esquerdo.
Os dois já não enxergavam mais nada além dos mesmos, investindo um contra o outro, dominados pela fúria, entram em um tornado de cortes e impactos de aço.
Trindamere avança girando, fazendo Olaf recuar. Ele fica na ponta do precipício, mas não enxerga nada mais que a batalha que travava. Olaf pula fazendo o mesmo movimento que antes envergando suas costas e segurando com as duas mãos seu machado, descendo verticalmente mirando a cabeça de Trindamere.
Este por si recua com um salto para traz, já sabendo o que viria por segui.
O raio acerta o chão, mas que por ser da beirada do precipício era mais fino, fazendo-o rachar.
Olaf cai, não vê como foi sua queda, sabe apenas que esta caindo e enquanto olha para Trindamere que se virava para ir embora sente a pancada da queda, depois tudo escuro, depois tudo escuridão com um pequeno feixe de luz.
Agora ele vê o que o guerreiro ancião lhe disse.
Flashback on
-Foi hilário como aquele covarde implorou pela vida. Dizia um guerreiro dando altas gargalhadas.
-Sim, um bando de covardes. Diz Olaf dando um grande gole de sua bebida.
-Tolo, ria enquanto pode, nem imagina o que está por vir. Diz um ancião que olhava para Olaf com seus olhos cadavéricos.
-E o que está por vir velho? Pergunta Olaf.
-Jogue os ossos e você vera. Diz o velho guerreiro ancião.
Ele joga e vê, vê o que nunca imaginou para si: ele teria uma morte calma, uma vida longa e uma morte calma.
-E então gostou? Pergunta o ancião rindo, agora alto.
-ISSO É UMA MENTIRA. Grita Olaf pegando seus machados.
-O que vai fazer? Vai e provar que é uma mentira? Lutando contra um velho como eu? Diz rindo alto o ancião
-NÃO, vou lutar contra a maior serpente de Lokfar e então vocês verão que isto é uma tolice, que sou um guerreiro e como tal ei de morrer assim.
Então ele começou sua jornada, sua busca por uma morte, uma morte que lhe tornaria uma lenda por muitos anos.
Flashback off
-Ga...rra...do...inv...er...no. Diz Olaf sendo consumido totalmente pela escuridão.
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