Notas iniciais
Cá estou eu de volta, e já peço para que não me matem hahaha
Divirtam-se!

Pov. Caspian.

O Rei mandou chamar Susana e quando Rabadash saiu da sala do trono, lançando-me um olhar fulminante que eu fiz questão de retribuir com um sorriso. O Rei Franco pediu que nós entrássemos. Ficamos a sós e ele começou a perguntar.

-Quer dizer então que você e Susana se encontravam às escondidas.

-Assenti. — Senti Susana me olhar, mas olhei para o rei.

-E por que esconderam de mim? Por que não me disseram o que sentiam um pelo outro?

-Achei melhor manter em segredo. Tinha medo do que podia acontecer. — respondeu ela.

O Rei pensou.

-Admiro sua coragem, Caspian, de ter vindo aqui e me contado tudo, mesmo com os riscos... Conhece a lei.

Assenti novamente. Ele prosseguiu.

-Você acabou de provar que a ama de verdade. — ele não olhava para nós, por isso não viu o sorriso que Susana e eu trocamos. — E eu fico feliz com isso, muito, muito feliz, mas ao mesmo tempo me dói... Não pelo fato do sentimento, não, não... Mas primeiro por ter que aceitar que Susana cresceu, e segundo... É saber que infelizmente talvez eu não possa fazer na por vocês.

Senti meu coração gelar.

-Por que não?! — perguntou Susana aflita.

-Querida, se o problema principal para o casamento fosse esse estaria tudo resolvido, mas a principal razão dessa união é a aliança, a promessa de paz.

-Então isso quer dizer que...? — não consegui terminar a frase e o Rei completou por mim.

-Que, talvez... A aliança ainda precise ser realizada.

Pov. Rabadash.

-Não acredito que ele fez isso! O que ele tem na cabeça?! — explodiu a loura, batendo no pobre travesseiro.

-Desespero, competitividade? — sugeri. Ela parou bruscamente seu massacre, só agora percebendo que eu estava deitado em sua cama.

-O que você está fazendo aí?! — bradou.

-Aguardando o término do seu chilique para que possamos dialogar como duas pessoas normais.

-Saia já daqui! — ela me bateu com o travesseiro mal tratado.

-Pare com isso! — pedi, mas ela continuou batendo e eu me aborreci, segurando seu pulsos firmemente.

-Me largue e saia da minha cama!

Empurrei-a fazendo-a cair de costas na cama.

-Você é insuportável! — reclamei, voltando a deitar-me.

-Já mandei levantar!

-Você não é ninguém para mandar em mim, apenas o Rei pode fazer isso.

-Mas esse é o meu quarto. — reclamou ela. Dei de ombros.

-Não muda muita coisa.

-Argh! Saia daqui! — ela voltou a me bater com o travesseiro, mas agora acompanhada pelos chutes. Já chega, quem ela pensa que é?

Segurei-a pelos pulsos bruscamente, provavelmente machucando-a, furioso, mas parei de repente, olhando-a.

-O que foi?! — perguntou ela.

-Até que você não é de se jogar fora...

Acho que ela percebeu a malícia em minha voz. Seus olhos arregalaram-se.

-Não ouse – advertiu, nervosa. — Só Caspian pode me tocar!

Eu gargalhei, empurrando-a bruscamente para o lado. Ela caiu na cama e eu levantei.

-Acha que eu vou perder tempo com você? Eu penso alto, ok? Eu quero Susana ao meu lado, não vou me distrair com você.

-Só por que ela é a princesa. — debochou.

-Não. — fui para a porta e virei Lilliandil uma última vez antes de sair, sorrindo. — Por que ela é muito melhor que você.

Fechei a porta e fui ao encontro de minha noiva a tempo de ouvir Lilliandil gritar e algo se quebrar no quarto. Andei pelo castelo inteiro, mas não a encontrei, o último lugar que fui procurar fora seu quarto. Bati na porta e chamei-a, mas não houve resposta. Ela já devia ter adormecido, então voltei aos meus aposentos pondo-me a pensar nela e em não tão distante lua-de-mel... Mas antes de chegar a meu quarto, ouvi vozes que me fizeram parar. Duas servas arrumavam um dos quartos desocupados e haviam deixado a porta entreaberta. Elas conversavam em segredo e quando ouvi o nome do Rei, parei para escutar mais. Quem estava lá era a tal de Huin e outra serva cujo nome não tem importância. Fiquei em silêncio e as coisas que eu ouvi, os segredos de Huin, me deram uma nova e repentina arma para ter a Susana.

Notas finais
Eu sei, eu sei, isso parece não ter fim, mas o bom das histórias são isso, não? hahahaha
Reviews!
Beijokas!!