Em Busca Da Felicidade
1 one - shot
Em busca da felicidade
Meu nome é Mary. Minha vida era perfeita até eu conhecer o Brian e o Matthew. Esses dois acabaram com a minha vida.
Era segunda-feira, eu fui pro colégio, como sempre me diverti muito, eu tenho amigos maravilhosos. Cheguei em casa com fome, deixei a mochila no chão, lavei as mãos e fui almoçar. Meus pais chegaram e trouxeram a pior noticia do mundo. Meu pai disse que foi transferido na empresa e teríamos que mudar de cidade. Eu fiquei em estado de choque, não podia largar meus amigos, deixar o colégio no meio do ano. Era meu fim.
Na terça-feira, avisei todos os meus amigos que ficaram muito tristes com a noticia. Quarta-feira. Dia de arrumar as malas, na quinta partimos.
Até me animei um pouco ao chegar na cidade nova, bem maior que a que eu morava e a minha casa também era bem melhor. Meus pais começaram a arrumar a casa e disseram pra eu dar uma volta no quarteirão. Estava andando desanimada, triste, olhando pro chão. Escutei então uma voz dizendo:
- Hey garota!! Tudo bem com você?
E eu olhei mais que depressa. Era um menino. Ele parecia simpático, então respondi:
- Tudo bem sim.
Ele logo perguntou:
- Chegando de mudança agora?
- Sim, moro logo ali na esquina.
E animada com a conversa perguntei:
- Como é o seu nome?
- Brian, mas pode me chamar de Synyster. E você, como se chama?
- Eu sou Mary.
Conversamos bastante, ele me disse que era guitarrista da banda que tinha com seus amigos. Achei muito legal, porque afinal, amo rock e meninos que tocam guitarra me atraem. Fiquei empolgada com a conversa, mas tive que ir pra casa porque já estava anoitecendo.
Chegando em casa, meus pais me falaram que eu já ia pra escola no outro dia, porque eles já tinham me matriculado. Fiquei feliz, porque afinal, adoro ir à escola e quero muito fazer amigos.
Fui pra escola. Fiquei meio perdida no começo, era uma turma grande. Mas eis que vejo o menino que tinha encontrado no dia anterior, Synyster, que se aproximou de mim com um lindo sorriso estampado em seu rosto. Ele me cumprimentou e me chamou pra perto dele e de seus amigos. Ele então me apresentou cada um deles: Matthew ou Shadows, Jonathan ou Johnny, Zachary ou Zacky e Jimmy ou The Rev. Eles eram os amigos de qual ele já tinha me dito, os integrantes da banda pela qual eu tanto me interessei.
Todos eram muito atenciosos, simpáticos, simplesmente maravilhosos. Mas Synyster parecia hipnotizado quando falava comigo. Até estranhei um pouco, mas nem liguei. O intervalo foi muito legal, jogamos truco e eles me apresentaram uma menina, a Annie, que também era amiga deles, mas não uma amiga qualquer, ela era do tipo inseparável e o Zacky gostava dela.
Cheguei em casa muito feliz, porque tinha feito tantos amigos já no primeiro dia de aula na escola. Eu e Annie combinamos de tomar um sorvete juntas, mas ela chamou o Shadows também, acho que ela viu que eu fiquei interessadinha nele, coisa que não estava nos meus planos. Foi muito divertido, conversamos muito e o Shadows me contou bastante sobre o Avenged Sevenfold, a banda que eles tinham. Essa foi uma das melhores tardes de toda a minha vida.
No outro dia a aula foi bem legal também, mas aconteceu uma coisa inesperada. Eu descobri uma coisa muito chata, eu estava apaixonada pelo Shadows. Não sei como, mas ele me conquistou de tal forma que eu não sabia nem explicar, mas meu coração sim, ele fazia questão de bater mais forte quando eu o via.
E foi passando o tempo, tudo normal, só contei isso pra Annie, porque ela era minha melhor amiga. Mas o pior de tudo, o Shadows não sentia nada por mim, só amizade e nada mais. A Annie era a melhor amiga do The Rev e ele disse pra ela que o Synyster era caidinho por mim, e ela lógico que me falou.
Mas pra mim isso não importava, porque o que eu mais queria era o Shadows, mas tudo bem, nem tudo é como a gente quer.
E assim foi indo, continuamos a vida normalmente e eu comecei a ficar muito amiga do The Rev e do Zacky também, pra poder ajudar a Annie, já que os dois se amavam. Pelo menos uma coisa tem que dar certo não é?
No final de semana tinha festa e o Avenged Sevenfold ia tocar, ficamos todos muito animados. Os meninos ensaiaram muito e eu tinha até meio que esquecido essa “paixãozinha” pelo Shadows. E aí vem o Synyster, me embananar toda. Ele disse que me amava, que foi desde a primeira vez que me viu e tal. Eu fiquei paralisada e comecei a tremer igual uma idiota, porque no final de tudo eu sempre achei o Synyster e o Shadows os mais lindos de todos ali daquela banda. Vocês devem estar peguntando o que eu falei depois de tudo isso né? Pois é. Eu não falei. Fiquei de pernas bambas e virei as costas sem pensar em nada. Saí antes do show terminar e sem me despedir de ninguém. Fui pra casa pensar.
Pensei. Mas pensei muito e achei que deveria ficar com quem realmente se importa comigo, mas eu não queria magoá-lo, porque ele parecia muito verdadeiro e eu também deveria ser verdadeira com ele, nada de amar pela metade, eu devia dar meu coração pra ele, meu coração inteiro, não o resto do Shadows.
E foi o que eu fiz. Esqueci o Shadows, foi difícil, mas esqueci. Comecei a namorar o Synyster, o Shadows também começou a namorar uma tal de Valary, ele é apaixonado por ela desde criança. Nem liguei, porque afinal, o meu namoro com o Synyster estava maravilhoso.
Zacky e Annie continuavam a mesma coisa, só naquela paquerinha. Um era orgulhoso, o outro era mais. Nenhum tinha coragem de se declarar.
Passaram-se dois anos. Estou com 18 anos, agora sou maior de idade, dona do meu próprio nariz. Estamos todos juntos, mas agora na faculdade, todos cursando música. Mas como nem tudo são flores, eu e Synyster começamos brigar. Apareceu uma tal de Michelle, foi ela que acabou com o nosso namoro. Acho que ele se apaixonou por ela e me deixou. Como sempre. Sempre alguém acha uma pessoa melhor do que eu.
E foi assim que tudo acabou. Foram três maravilhosos anos, repletos de muito amor, cumplicidade e felicidade. Mas espero que ele seja feliz com quem ele escolheu pra ele.
Fiquei arrasada por uns dias, as pessoas que mais me ajudaram foram a Annie e o The Rev, que se tornou meu melhor amigo, ficamos do tipo inseparável. Saíamos juntos, estudávamos, eu participava de todos os ensaios da banda, como sempre né.
O Avenged Sevenfold fez muito sucesso, como já era de se esperar. Nesse ano eles gravaram seu primeiro CD. Logo depois tiveram reconhecimento internacional e tudo foi só melhorando. E também, foi mais do que merecido, porque os meninos batalharam muito, desde pequenos.
E no dia do lançamento do segundo CD da carreira da banda, em 2005, The Rev me pediu em namoro, e eu sem ao menos pensar, aceitei. Estava completamente apaixonada por ele, queria passar o resto dos meus dias junto dele.
E foi assim que aconteceu, namoramos durante 4 anos e Annie e Zacky também começaram a namorar ao mesmo tempo que nós.
Marcamos a data do nosso casamento, escolhemos o dia 28 de dezembro de 2009 para ser o dia mais feliz de nossas vidas. Estávamos preparados. Eu me arrumei, escolhi o vestido dos meus sonhos, a festa estava preparada, tudo estava pronto. Todos da banda eram nossos padrinhos junto com suas namoradas e Shadows junto com sua, agora esposa Valary DiBenedetto. Eu entrei no carro, uma limosine linda, estava muito feliz. The Rev foi em outro carro, também feliz, nós nos amávamos muito, ele era definitivamente o amor da minha vida.
Mas o pior aconteceu. O carro que Jimmy estava, bateu em um ônibus e infelizmente ele estava sem cinto. Jimmy foi arremessado para fora do carro. Ele não suportou e morreu na hora.
Eu já estava na igreja e estava bem preocupada com a demora do noivo, achei que ele ia me abandonar no altar, mas eu sabia que ele não era capaz de fazer isso comigo, ele me amava muito.
Mas notícia ruim chega logo. O celular do Zacky tocou, e ele recebeu a notícia. Com um aperto no coração ele contou a notícia para todos. Eu desmaiei, não aguentei a notícia, era muito pra mim. Fomos todos no lugar do acidente, ele já estava morto, mas eu me deitei ao lado dele e jurei amor eterno.
Acho que nem preciso falar mais nada. Dói muito, não consigo. Mas eu jurei e vou cumprir, vou amá-lo eternamente, até o dia em que eu me for. Eu tenho certeza que ainda viva eu vou encontrá-lo, numa noite ou outra ele vai estar nos meus sonhos e vai permanecer vivo para sempre em meu coração e no coração de todos que o amavam. Eu vou encontrá-lo na eternidade e lá viveremos felizes para sempre, sem nada para nos incomodar, sem tristezas, sem brigas, estaremos enfim no paraíso.
E eu fico pensando: será que as coisas nunca vão dar certo pra mim? No momento em que eu encontro a felicidade, alguma coisa me arrasta pra bem longe dela. Mas essa deve ser a minha sina: viver em constante mudança. Sei que um dia, nem que seja depois da morte, serei feliz.
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