Em Busca

2 Uma Possível Solução


Notas iniciais
E aí galerinha do Nyah! Desculpa a demora, mas demoro um pouquinho pra eu pensar em todas essas coisas loucas do capitulo! Espero que gostem : )

—Isso se chama Feitiço Do Vai e Não Volta. — disse Regina, analisando o pó azul que fazia um semicírculo na árvore – É um feitiço que impede a qualquer um, até o mais poderoso mago, a atravessar entre mundos. Ele é lançando somente por quem possui os dois tipos de magia: a negra e a da luz. Quando lancei a minha maldição sobre a Floresta Encantada, iria lançar esse feitiço junto, mas, obviamente, eu não consegui.

—E... é possível quebrar o feitiço? – perguntou Emma abraçada em Killian.

—Bem, sim e não. O feitiço somente pode ser quebrado por quem lançou, quem no caso se quer conhecemos.

—Na verdade, Regina... – de seu bolso, Killian tira o bilhete que havia achado na trágica noite anterior – Achamos que você conhece sim.

Killian o estende a uma carrancuda Regina que o pega bruscamente. Ao mesmo passo em que seu olhos vão passando pelas letras do bilhete, sua carranca diminui até se tornar um rosto sem expressão.

—Sim, – ela disse tirando os olhos bilhete – eu conheço, Whitney Collins.

—E quem ela é? – perguntou Emma, meio apreensiva.

—Minha prima. E... acho que eu sei o que ela vai fazer. E não é nada bom.

—E o que seria? – perguntou Mary Margaret, que também estava lá junto a David.

—Bem... acho que está na hora de outra historinha de Regina e sua problemática família... quando crianças, Whitney e eu éramos grandes amigas; inseparáveis, praticamente. Sua mãe, irmã da minha, tinha uma poderosa magia da luz, era uma ótima e boa mulher; já seu pai, tinha magia negra, pela qual usava para o mal. A mãe dela morreu logo após o parto, sendo assim, seu pai a criou, mas também acabou morrendo alguns anos depois. Assim como eu, ela também tem magia, até mais forte que da minha irmã, que vocês tiveram o grande prazer de conhecer. Mas uma das diferenças entre eu e ela (que já são várias), é que sua magia é praticada já desde a sua infância, o que a torna muito poderosa. Para resumo da história: quando fui lançar minha maldição, ela pediu para participar, e eu, sendo a amável pessoa que era, não permite e ainda a insultei feio e a falei certas coisas que hoje em dia me arrependo. Na verdade, ela já tinha seu papel em Storybrooke. Whitney ficou cheia de ódio por mim, e me prometeu vingança: tirar meus poderes e fazer um trabalho melhor que o meu, que no caso, seria amaldiçoar todos reinos existentes de nosso mundo, e fazer todos eles a obedecerem. Como ela não foi afetada pela maldição, tenho a teoria de que ela saiu da Floresta Encantada.

—Mas o que tudo isso tem haver com nossa filha? – perguntou Emma, quase chorando.

—Isto eu infelizmente não sei responder, Emma. Talvez, sua filha seja um dos ingredientes para Whitney, assim como o seu irmãozinho foi para Zelena. Mas acho que Rumplestiltskin podem ajudar vocês em alguma coisa.

—Muito obrigada, Regina. Nem sei como te agradecer! – disse Emma falando meio que por todos.

—Só, por favor, não percam mais bebês!

Com muita pressa, Emma, Killian, Mary Margaret e David foram até a loja de Rumplestiltskin. Dentro da loja, encontrava-se Rumple atrás do balcão com um relógio de bolso em mãos. Os quatro entram ofegantes e suando um pouco na loja.

—Bam! – Rumplestiltskin disse assim que entraram em sua loja, apertando um pequeno botão do relógio – Bem na hora! Cronometrei exatamente os minutos e segundos que vocês estariam aqui. Agora... só preciso descobrir o que vocês tanto solicitam de minha ajuda.

—Como já deve saber, crocodilo, – disse Killian, já com indiretas – nossa filha foi roubada e levada para a Floresta Encantada por uma mulher: Whitney Collins. – o sorrisinho sarcástico de Rumplestiltskin logo se transforma em uma linha reta e séria – Regina a conhece, e pelo que estou vendo você também. O que sabemos, é que pelo visto ela quer lançar um feitiço para dominar todos os reinos existentes, e que de certa forma envolve nossa filha.

—Whitney Collins... tem os dois tipos de magia... coisa rara... grandes poderes... grande maldade. Duas coisas tão grandes juntas às vezes não é nada bom. Quem diria que ela já foi minha aluna...

—Espera aí, você deu aulas à elas?! – Emma disse indignada.

—Claro que sim, querida. Afinal, já viu algum vilão com grandes poderes mágicos e um QI à mais de maldade passar por Storybrooke sem pelo menos ter cruzado comigo? Claro que não. Agora... se quiserem ter sua preciosa filhinha de volta, é só irem até a Floresta Encantada, ora.

—Não podemos, ela lançou o Feitiço Do Vai e Não Volta. – disse David.

—Bem, daí fica complicado. O Feitiço do...

—Nós já sabemos: só pode ser desfeito por quem lançou... — disse Killian.

—Na verdade... – disse Rumple – pode talvez, bem talvez, existir algum jeito de quebrar o feitiço.

—E o que está esperando? Fale! – disse Emma apreensiva.

—Existe uma lenda, que fala sobre uma rara e poderosa pedra mágica, toda colorida e tão brilhante quanto um diamante. Reza a lenda, que se a pedra for feita com uma poção de regeneração, pode quebrar qualquer tipo feitiço ou maldição.

—Ótimo! Onde a encontramos?

—Espere, mas tem porém. Assim que o feitiço é quebrado, quem o lançou acaba morrendo. Então, eu pergunto à vocês: estão dispostos a acreditar em uma antiga lenda que nunca foi comprovada, arriscar anos a fio na procura de uma possível solução e matar uma vida?

—Não é só pela minha filha que vou fazer isso Rumplestitskin, mas também por vários reinos cheio de pessoas que não merecem esse tipo destino! – disse Emma, bem decidida do que falava.

—Muito bem, então. Se quiserem mesmo perder o tempo de vocês com isso... – Rumple então tira de baixo da bancada uma pequena bússola toda dourada – Está bússola vai ajudar vocês, de acordo com a lenda. De acordo com a lenda, a bússola só funciona se acreditar que ela pode funcionar. Ela aponta e começa a brilhar quando existe uma dessas pedras por perto, e os guia para aonde ela está, brilhando cada vez mais quanto mais perto estiverem dela, porém, quando a bússola de fato está perto o suficiente da pedra, ela simplesmente para de brilhar.

—Obrigado Rumple... – Killian foi pegar a bússola, mas Rumplestiltskin a tirou de alcance.

—Acredito que não esteja lembrado que, eu não faço caridades, queridinho. Se você quiser a bússola e o mapa, para ter sua preciosa filhinha de volta, teremos que fazer um acordo. Ou se esqueceu?

—Não, eu... não me esqueci. O que quer em troca do mapa e da bússola, Rumplestiltskin?

—Bem, se não me engane, um pai de família não tem um gancho como mão, certo?

Killian gira o gancho e o tira do cotoco da mão, o estendendo a Rumple.

—Killian você não precisa fazer isso se não quiser, – disse Emma, o impedindo – eu posso dar alguma coisa em troca para ele!

—Não, Emma, ele está certo. Um pai de família não usa um gancho como mão.

—Então, acordo fechado? – Rumple perguntou estendendo a mão.

—Não. – era Belle que entrava na loja – Eles são nossos amigos e precisam de ajuda. Nós precisamos os ajudar, Rumple.

—Oh, minha querida Belle! Sempre pensando em ajudar as pessoas, sempre muito bondosa e generosa. Como alguém como eu, conseguiu ter ao lado uma pessoa como você? A questão é, minha cara Belle e meus caros companheiros, é que não posso simplesmente começar a fazer caridades, senão, todos vão começar a me pedir favores!

—Rumple, eles são nossos amigos...

—Desculpe, mas correção: seus.

—Desculpe eu, Rumple. – Belle então ergue a adaga – Mas, se não for fazer por vontade própria, então...

Belle ordenou que Rumplestiltskin desse a bússola e o mapa da mina à Killian e Emma e explicasse para eles como funcionava a bússola, sem ter em troca o gancho de Kiliian.

—Muito obrigada, Belle! – disse Emma a abraçando.

—Por nada! Agora vão! Rápido!

Assim que todos saíram da loja, Belle abraça Rumple.

—Me desculpe, Rumple! Eu realmente não queria usar a adaga, mas eu precisava ajudar eles!

—Está tudo bem, Belle. Eu já fiz diversas coisas horríveis ao longa de minha vida, e você, foi capaz de perdoar todas, até as mais ordinárias e terríveis. Você não precisa se desculpar comigo, pois acabou fazendo a coisa certa, pelo menos, dentro do seu conceito.

Belle sorri e beija Rumple.

Fora da loja, a bússola começa a girar enlouquecidamente, até que de repente para e aponta para o sul, com sua ponta brilhando um pouco.

Killian, Emma, Mary Margaret e David seguem a bússola, e quanto mais andavam mais a sua ponta brilhava. Acabaram chegando dentro da mina, parando em frente à uma parede entulhada de grandes rochas e alguns poucos minerais. Todos começaram a olhar para a bússola, que continuava apontando para a parede e continuava brilhando sem diminuir ou aumentar a sua potência.

—Bem, acho que é aqui. – disse Emma – Começamos hoje?

—Depois do almoço. – disse David.

Assim que os quatro almoçaram, explicaram a situação e pediram ajuda aos anões, que aceitaram ajudar. Colocaram a bússola em cima de uma alta rocha em frente à parede que ela apontava, e começaram a trabalhar com as picaretas por um bom tempo...

Notas finais
Não sei se foi tão bom quanto o capitulo anterior, mas prometo que o próximo vai ser bom! Comentem, por favor : )