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15 Uma Longa Conversa


Notas iniciais
Eai galerinha do Nyahhhhhh! Desculpa a demora :( (problemas de relacionamento com o wi-fi), mas enfim, tá aí o capitulo novo, se divirtam e POR FAVOR não se esqueçam de comentar e favoritar a fic =D Até a próximaaaaaaa!

–Emma. Killian. – recebe Robin – Por favor, entrem.

Emma e Killian entram casa adentro. Robin os conduz até a sala, aonde Regina se encontrava os recebendo em pé. Emma e Killian se sentam em um dos sofás e Regina e Robin em outro.

–E então, o vocês gostariam de nos contar de tão importante? – pergunta Regina.

–Bem... – diz Killian olhando para Emma – não sei bem como falar isso delicadamente, então vou ser preciso e bem direto: Natalie, a menininha que vocês adotaram, é nossa filha perdida.

–O quê? – dizem Regina e Robin ao mesmo tempo.

–É exatamente isso: a menininha Natalie que vocês encontraram perdida na floresta é a nossa filha. – afirma Emma.

–Emma... Killian.... – começa Robin – vocês estão passando bem? Não comeram nada estragado ou...

–Mas estamos falando a verdade! – interrompe Emma – Ela é sim nossa filha! E podemos provar isso!

–Emma, amor, se acalme. – diz Killian, a acariciando pelo ombro.

–Emma, querida, você está tendo uma leve crise, pois sente muita falta e preocupação por sua filha perdida, e então acaba achando que uma criança perdida que tem coincidentemente o mesmo nome da sua filha é ela. – diz Regina de um jeito muito delicado (apesar de não parecer).

–Mas é verdade, Regina. – diz Killian erguendo os exames que trazia consigo – E temos provas.

–O que é isso? – pergunta Robin.

–Isso são nossos exames de sangue, meu e de Emma, e podemos provar que ela é sim a nossa filha. Peguem os exames de sangue dela e compare com os nossos para ver se o tipo sanguíneo não é igual.

–Como sabe que ela fez um exame de sangue? – pergunta Regina, um pouco indignada.

–Porque ela me contou no dia em que cuidei dela.

–Volto num instante. – Robin se levanta e vai buscar os exames de Natalie.

Ao voltar com um pequeno maço de papéis em mãos, Robin apanha também os exames de Emma e Killian e junto de Regina olha os exames.

Após terminarem de ler, os dois se espantam um pouco.

–Tudo bem, o tipo sanguíneo dela é o mesmo que o de Killian, mas... só o mesmo tipo sanguíneo não quer dizer que ela seje filha de vocês. – diz Robin.

–Então façamos um exame de DNA. Simples. – diz Emma.

–Eu não sei se concordo muito com essa ideia... – diz Regina.

–Regina, ligue os fatos: uma garotinha perdida, usando roupas estranha consegue entrar na floresta de Storybrooke, o que é realmente uma surpresa porque teoricamente ninguém conseguiria chegar em Storybrooke! Além de ela ter a mesma idade que a nossa filha teria hoje! Sem falar do fato que ela tem até o mesmo nome que ela! E realmente, não dá para negar que ela tem alguns traços parecidos com os nossos! – diz Killian.

–Se bem que Natalie Alden é um nome bem estranho mesmo.... – diz Regina.

–A questão é, Regina e Robin: nos dê uma chance de provar que ela é a nossa filha! – diz Killian.

Robin suspira, Regina cochicha algo em seu ouvido e ele se levanta do sofá logo em seguida de Regina.

–Olha... – ele começa a dizer – se nos derem licença, eu e Regina vamos conversar rapidamente sobre isso e então lhes damos uma resposta logo em seguida.

–Tudo bem. – responde Emma.

Robin e Regina vão até a cozinha e começam a discutir sobre a ideia, enquanto Emma e Killian ficam esperando eles se decidirem na sala.

–Eu não entendo... – começa a dizer Killian – eu realmente não entendo.

–O que, Hook?

–Pra que afinal tudo isso? Quer dizer... eles estão fazendo praticamente uma tempestade em um copo d’água! Nós só queremos mostrar que ela é nossa filha fazendo um teste de DNA e eles pelo visto estão se negando!

–Killian... é muito mais complicado do que isso. Eles provavelmente devem ter se apegado, e muito, à Natalie. Pelo visto, Regina já a considera como uma filha! E... eu não tenho tanto certeza assim se eles duvidem que Natalie de fato seje nossa filha, mas acredito que eles tenham um medo de “perder” ela. Foi bem parecido com o Henry, Regina não queria de maneira alguma que ele andasse comigo com medo que ele deixasse dela, e com Natalie, bem... acredito ser o mesmo.

De repente, um choro de bebê é escutado. Automaticamente, Emma e Killian se levantam do sofá preocupados, mas notam que o bebê não é deles.

–Regina – diz Emma, enquanto Regina passava pelo corredor –, quer alguma ajuda?

–Não, está tudo bem, Emma. Obrigada. Mas se quiser ir vê-la...

–Sim, claro. Eu ainda não a tinha visto.

Emma sobe as escadas juntamente com Regina. Robin também passa pelo corredor, mas acaba ficando na sala junto com Killian.

Ao chegar no quarto, Regina e Emma encontram a pequena bebê se contorcendo de tanto chorar. Regina a pega no colo e tenta descobrir do porque a filha chorar tanto. Ela não está com fome, nem cansada. Talvez só estivesse com um pouco de manha, mesmo. Regina começa a embalar a pequena em seus braços, e logo em seguida, a bebê adormece.

–Ela é linda, Regina. – diz Emma, acariciando os poucos cabelinhos da bebê.

–Quando descobri que estava grávida de Robin eu já torcia por uma menina, sabe? Eu já tinha criado Henry e Ronald. Já fazia um tempinho que eu queria ter uma menina. Sente falta das... quer dizer... da sua filha assim? Desculpe.

–Não, está tudo bem. Eu sinto sim muita falta delas assim, desse tamanho. Bem, Natalie, eu... mal tive tempo de pegar ela no colo direito, ou se quer tenho fotos dela, somente uma única que Killian havia tirado quando ela estava num daqueles berços de hospital. Agora Annie, quem me dera se existisse um feitiço para que eles voltem a ser desse tamanho.

–Sinto muito, por isso ter acontecido com vocês.

–Tudo bem, porque nós já a encontramos de qualquer jeito. – antes que Regina pudesse falar algo, Emma continua: – Por favor, Regina. Você e Robin não precisam acreditar que ela seje a nossa filha, mas eu te ajudei a achar seu final feliz, então considere isso como uma troca de favores. Por favor.

Enquanto isso na sala, Robin e Killian ficam um tempo em silêncio, até que Killian, diz:

–E então... como está o novo bebê de vocês?

–Está ótima. Meninas devem ser muito boas de criar, não?

–São sim. Quer dizer.... digo com a experiência que eu já tive com Annie até agora, mas sim, são muito boas de criar. São mais carinhosas e muito bonitinhas, mas a cada dia que você vai vendo que ela está crescendo e ficando cada dia mais linda, e você começa a ficar com um pouco de medo e apreensão.

–Com o quê?

–Garotos. Futuramente homens, alguns talvez como eu. Agora eu estou começando a entender a leve rixa entre eu e David. Eu admito, Robin: não quero que minhas filhas namorem um cara como eu.

–Nem eu.

–Robin, eu admito que eu não faço a menor ideia da decisão de você e Regina, mas por favor, vejam o nosso lado!

–Killian...

–Robin, por favor. Além domais, um pouco de sangue não vai matar ninguém. É só coletar, examinar e pronto! Sabemos o resultado!

Das escadas, Surgem Emma e Regina, que segura um lindo bebezinho adormecido nos braços.

–Robin? – diz Regina se juntando ao seu lado – Vamos falar?

–Só estava te esperando. – e ela dá um beijo na cabeça da pequena filha.

–E então? Qual a decisão de vocês? – pergunta Emma.

–Bem... – diz Regina – estamos dando à vocês uma chance de provar que essa Natalie é filha de vocês.

Killian e Emma se abraçam fortemente, com algumas lágrimas brotando do rosto de Emma.

–Muito obrigada à vocês dois! – agradece Emma.

–Ah, Robin... – diz Killian – se não se importar, eu também gostaria de me oferecer como doador para o fígado de Natalie.

–Como assim? –diz Regina espantada.

–Você não contou pra ela? – pergunta Killian.

–Robin... o que você está me escondendo?

–Regina... querida... eu estava esperando um momento apropriado para te contar que...

–Contar o quê? FALE LOGO!

–Regina... Natalie está tendo uma falência do fígado e, bem... ele só tem por volta de três dias de vida, se não fizerem um transplante de fígado nela.

Regina quase cai no chão. Emma pega a bebê no colo, que acabou acordando, para deixar Regina respirar um pouco.

–O quê? Mas...

–Sinto muito por não ter te contado antes, Regina. Mas eu não queria te contar isso agora.

Regina não responde nada, somente se abraça em Robin e começa a chorar muito.

Killian fala um desculpe bem baixinho para Robin, que logo também fala bem baixinho um tudo bem.

Enquanto Robin conversa e acalma um pouco Regina, Killian e Emma esperam na sala, cuidando da pequena Willow. Emma a segura no colo, enquanto Killian brinca com ela mexendo os dedos.

–Como eu sinto falta quando Annie era desse jeito. – fala Killian.

–É, eu também.

–O que houve, amor? Eu conheço esse tom de voz.

–Não é nada, é só que eu queria, e muito, ter aproveitado essa fase com Natalie.

–Eu também.

–Fico imaginando às vezes se aquele rapto nunca tivesse ocorrido. Pensando nos dias que poderias ter vivido com Natalie. Seus primeiros passos. Suas primeiras palavras. Você iria ensinar ela tudo sobre barcos e contar sobre suas aventuras como pirata e eu a ensinaria a lutar com espadas, ou que sabe meu pai... sei lá... acho ele é melhor do que eu. Mas esses pensamentos só ficaram no meu sonho mesmo, Hook, porque de fato, eu nunca vou saber como a minha filha foi quando pequena. E eu sinto muito isso. – Emma começa a chorar e Killian a abraça forte e dá um beijo em sua teste. – Sabe, Hook, agora eu sei exatamente como a minha mãe se sentia, e como é horrível.

–Gente... – chama Regina ao lado de Robin, com alguns papéis em mãos – temos péssimas notícias.

–Natalie está bem? – Emma e Killian se levantam imediatamente do sofá apreensivos.

–Sim, está. Mas o problema, é que o meu tipo sanguíneo não é compatível com o de Natalie, então... acho que a honra de salvar a filha amada vai ficar com você Killian. – diz Robin.

–Tudo bem. Amanhã de manhã cedo irei ao hospital me voluntariar como doador e fazer os exames.

Emma devolve Willow nos braços de Regina e ela e Killian vão se dirigindo para a porta.

–Obrigada por vocês terem tomado conta dela. – diz Regina.

–Nos vemos em breve. – diz Robin.

–Até e obrigada por nos receberem. – diz Emma.

–Até logo e muitíssimo obrigado. – diz Killian.

Robin fecha a porta e Killian e Emma vão indo para casa abraçados e totalmente exaustos.

O sol já está começando a surgir em Storybrooke, e o tempo para salvar Natalie já está andando, e rápido.

Notas finais
Eai galerinha? Curtiram? POR FAVOR não se esqueçam de comentar e favoritar a fic -D