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17 Reunião Familiar


Notas iniciais
Eai galerinha do Nyahhhh! Não vou falar muito gente porque eu quero postar logo o capítulo pra vocês

Após três dias, Natalie tem uma recuperação tão rápida que espantou até os médicos. No primeiro dia ela já trocou das máquinas que respiravam por ela para somente um fino tubinho de oxigênio no nariz. No segundo, ela já podia comer, com as enfermeiras que a faziam comer uma espécie de papinha super nutritiva. E agora, no terceiro, ela está acordando.

—Natalie? – chama Emma ao lado de Killian, que está em uma cadeira de rodas e todo enfaixado no abdômen. Robin e Regina também estão no quarto, ao lado da cama de hospital. – Natalie?

Aos poucos, Natalie vai abrindo lentamente os olhos, que provoca um largo sorriso e um brilho de choro nos olhos de todo mundo no quarto.

—O que aconteceu? – pergunta Natalie assustada, olhando tudo ao seu redor muito confusa.

—Bem... você acabou desmaiando e te levamos para o hospital, aonde descobrimos que você estava tendo uma falência no fígado, Natalie, que quase te matou. – diz Emma, segurando na mão da filha – Mas você está bem agora, seu pa... quer dizer... Killian emprestou um pedaço do fígado dele para você.

—Puxa vida. É sério? Muito obrigado Sr. Killian! Nem sei como agradecer!

—Foi um enorme prazer meu, Natalie. – Killian também pega na mão da filha.

—Mas por quê? Quer dizer... eu mal te conheço! Por que faria por mim?

—Explicamos depois. – Killian dá um piscadinha para a filha.

—Regina! Robin! – Natalie acaba avistando os dois e consegue pegar o braço de cada um deles e os abraça. Regina a dá um forte beijo na teste e logo em seguida Robin. – Eu dormi muito?

—Uns cinco dias. – responde Killian.

—Cinco dias?! Puxa vida! Vou ter que fazer muitos temas!

—Tudo bem, posso te ajudar com isso! – diz Robin, bagunçando os cabelos de Natalie. Ele logo olha para Emma e Killian e não vê eles com caras meio impacientes – Quero dizer... Regina, acho que é melhor irmos ver como Willow está.

—Sim, claro. – responde Regina, entendo o que Robin quis dizer.

—Ah! E como está, Willow? – pergunta Natalie bem empolgada.

—Ela está ótima e ganhando muito peso, e.... – diz Robin, mas Regina o interrompe e o empurrando diretamente para a porta.

—Vamos, Robin! Está na hora de eu amamentar, Willow! Tchau, queridinha! – Regina se despede de Natalie e logo em seguida de Emma e Killian. Pouco antes de fechar a porta, Killian faz um discreto sinal de obrigado e Regina responde com um dedão positivo.

—Vocês.... querem falar algo comigo? – pergunta Natalie.

—Queremos sim, Natalie. – diz Emma, se sentado na beirada da cama de Natalie.

—E muito. – fala Killian.

—Nos diga: como eram os seus pais, antes... deles... te abandonar? – pergunta Emma.

—Bem... eles eram... velhos. Minha mãe era uma costureira e parteira da região em que eu morava, e meu pai um agricultor da nossa pequena fazenda. E... apesar de não parecer, eu acredito que eles me amavam muito. Pelo menos, eu amava muito eles.

—Mas Natalie, você não tinha dito que você e seus pais trabalhavam viajando por aí fazendo peças de teatro? – pergunta Killian.

—Oh, droga... – diz Natalie baixinho – quero dizer...

—Natalie, você pode nos contar a verdade. Pode confiar na gente! – diz Killian.

—Não sei se posso. Quer dizer, se eu falar a minha verdadeira história, vocês vão achar que sou louca e vão me internar em um hospício!

—Natalie, meu anjo. – diz Emma, arrumando um pouco os cabelos da filha – Você pode confiar na gente. Além do mais, você não faz a menor ideia de quantas loucuras eu e Killian já vimos e passamos!

—Loucuras bem loucas mesmo?

—Loucuras bem loucas mesmo.

Natalie suspira em um bufo, e começa a contar sua história, começando a conta-la desde quando seu pai ficou gravemente doente e acabou morrendo, até a parte em que ela chegou misteriosamente nesse estranho mundo. Contou que seus pais não a tinham a abandonado na verdade. Os ouvidos de Killian e Emma se levantaram como as de um cão quando ouviram a parte em que Natalie contava que seus pais daquele mundo, na realidade, não eram seus pais biológicos, e sim, adotivos, que a acharam dentro de uma cesta em frente à porta deles com somente um bilhete escrito o seu nome. E seus olhos se arregalaram, quase que explodindo, quando perguntaram à Natalia qual era o nome desse lugar em que ela morava, e ela respondeu Floresta Encantada.

—Vocês não vão me internar num hospício, não é? – diz Natalie, se escondendo entre os lençóis da cama.

—Natalie, querida, mas é claro que não! – diz Emma – E... bem, como você imagina que são os seus pais biológicos?

Natalie sai de baixo dos lençóis e começa a pensar, olhando para a janela do quarto.

—Sempre (quer dizer, desde que eu soube que eu era adotada) imaginei eles como um principie e um princesa. – diz Natalie, ainda olhando para a janela – Meu pai., acho que seria um homem muito bonito e galã, de olhos azuis, parecidos com os meus, e cabelos castanhos. Ele também seria muito engraçado e sempre me encheria o saco. Ele que me ensinaria tudo que eu sei até hoje. Minha mãe, acredito ter uma beleza de princesa, de lindos cabelos loiros cor do sol e de olhos verdes cor de grama na primavera. Acho que é de uma doçura incomparável. Ela seria meu exemplo de mulher e me daria conselhos sobre garotos. Eu sei que tudo parece meio bobagem, mas... sabe... eu acredito que sejam mais ou menos assim. – Natalie se vira novamente para Killian e Emma e se choca um pouco. Os dois estão chorando muito, principalmente Emma. – Oh droga... – Natalie fala baixinho em extremo choque – Desculpa perguntar, mas o motivo por todas essas perguntas, o choro, e pelo Sr. Killian ter doado um pedaço do fígado dele pra mim é... por que vocês são meus pais? – Natalie fala meio chorosa.

Emma, que já está chorando descontroladamente, olha para Killian, ambos sorriem e ela balança a cabeça em concordância para Natalie.

—Sim. – responde Killian, aproximando a cadeira de rodas para a cama.

Emma ameaça abraçar Natalie, mas ela recua com pavor nos olhos.

—E-então foram v-vocês que me abandonaram em frente à porta de pessoas que vocês nunca viram na vida? – diz Natalie, chorando muito, com um certo medo e recuando mais ainda – Por que fizeram isso? Eu era só um bebê! Eu amava muito meus pais adotivos, mas e se não fossem eles? E se fossem assassinos? Ou uma bruxa, quem sabe?

—Natalie, nós... – Killian tenta explicar.

—Por favor! – Natalie começa a soluçar muito e abraça os joelhos contra o corpo, enterrando a cabeça entre os joelhos – Só me deixem descansar um pouco! – Natalie continua a chorar e a soluçar muito.

Emma ameaça toca-la, mas Killian segura seu braço e faz um sinal para irem embora. Emma se levanta da cama e os dois saem do quarto, deixando a pobre e confusa Natalie chorando desesperadamente.

—Eu sabia que não era a hora certa para nós contarmos pra ela, Hook! – Emma enterra a cara nas mãos – Eu sou uma péssima mãe!

—Nunca mais repita isso, Swan! – diz Killian indignado, limpando as lagrimas da esposa – Olhe só para Anne! Ela é uma rica de uma menininha, de uma doçura sem igual que você e eu criamos! Henry hoje é um belo e bem sucedido rapaz, que será um dia um excelente médico! Natalie só está muito confusa e com medo, Emma, ela precisa de um tempo para pensar. E talvez tenha sido a melhor hora para se contar, pois talvez, depois que ela se recuperar-se, ela talvez tivesse uma reação pior e resolvesse, quem sabe, fugir. Pelo menos no hospital sabemos que ela está segura.

—Tem razão. – Emma dá um beijo em Killian – Só... estou tendo uma leve crise de mãe.

—Venha. Vamos encontrar Regina e Robin.

E eles se direcionam até a praça de alimentação do hospital.

Notas finais
Eai galerinha medonha? Curtiram? POR FAVOR não se esqueçam de comentar e favoritar a fic =D Até a próximaaaa!