Em Busca
9 O Inesperado Acontece
Notas iniciais
O sol acorda mais uma vez entre as lindas nuvens do horizonte, assim como uma pequena garotinha, que acaba saindo da sua cama sem fazer nenhum barulho, e indo de fininho para a cama de seus pais, que ainda estão dormindo. A garotinha então pula em cima de seu pai, fazendo ele e sua mãe acordarem.
—Acorda papai! Acorda! – diz a menininha, pulando na cama –Lembra, você prometeu!
—Annie... – diz Killian (tá na cara que é ele né?), ainda muito cansado – eu sei que eu prometi, querida, mas ainda é muito cedo! Deixa o papai e a mamãe descansarem um pouco, tá?
—Tá. – ela se desanima um pouco, e para de pular na cama – Mas eu posso dormir um pouco com vocês? Não quero dormir sozinha!
—Tá, tudo bem. Mas sem fazer barulho! – Killian então abre um pequeno espaço entre ele e Emma, aonde a pequena Annie entra, e se abraça forte ao pai, acabando voltando a dormir logo em seguida.
—O que você prometeu à ela? – pergunta Emma à Killian, falando bem baixinho.
—Bem, como hoje você e Mary Margaret vão ir em uma despedida de solteira, pela qual Annie claramente não pode ir, então eu prometi à ela que a levaria para passear no cais.
—Sério?
—Ela disse que queria ir ver aonde o papai trabalha. Não é minha culpa que nossa filha nasceu com um gosto pelo mar! Ou queria que ela gostasse de atirar arco e flecha? – e ele dá aquele seu sorriso, o deixando diabolicamente lindo.
—Pare com isso, capitão Hook! – ela dá um intenso beijo em Killian – Você sabe que eu não resisto! –e se vira para o outro lado, mas antes, dando um beijo no topo da cabeça de Annie.
Killian dá o sorriso, que só ele sabe fazer, e se ajeita para voltar a dormir novamente, tomando cuidado para não acordar Annie, que está firmemente agarrada em seu braço.
—Durma bem, Annie. – e ele dá um beijo na cabeça de Annie.
Ao mesmo tempo, em uma casa longe, mas tanto dali, uma Regina já vestida e arrumada espera pela menina que ainda não está pronta.
—Vamos, Natalie! – Regina grita da escada – Você não vai querer se atrasar para médico, vai?
—Já estou indo! Já estou indo! – e do topo da escada, surge uma garotinha, nem tão pequena assim, enfiada em um grande casaco de inverno, usando também um gorro marrom listrado e um cachecol xadrez. Mesmo Natalie já não sendo mais tão pequena, ela ainda sim continua sendo muito adorável. – Como estou?
—Está muito bonitinha, mas talvez fique com um pouco de calor no consultório da médica. Mas vamos! Não podemos nos atrasar!
Regina sorri e a abraça pelo ombro, indo junto com ela para o seu carro. Natalie nunca havia entrado antes em um carro, ela fica inicialmente meio apavorada, mas logo se acalma e se adapta à ele.
Chegando na sala da médica, ela pede para que Natalie tire suas roupas e só ficar de roupa intima. Natalie fica um pouco apreensiva, mas obedece a médica, que logo depois coloca um estetoscópio no peito dela e pede para que ela respire fundo três vezes. Por fim, depois de alguns exames, a médica tira um pequeno frasco de sangue de Natalie. Ela fica apavorada, até meio tonta em ver seu sangue saindo em tanta quantidade e tão rápido, mas logo se acalma. Natalie se veste, e a médica então pede para ela esperar do lado de fora, enquanto fala com Regina.
—Algum problema, doutora? – pergunta Regina, após Natalie sair da sala.
—Bem, os pulmões dela estão ótimos, o coração bate forte e o intestino parece estar bem. – a médica dá um grande suspiro antes de continuar – Mas...
—Mas o que, doutora? – Regina pergunta apreensiva.
—Mas estou um pouco preocupada com o fígado dela. Quando fiz o exame nela, ela reclamava sobre fortes dores debaixo do peito, na região do fígado. Talvez não sege nada, mas por garantia, vou examinar o sangue dela com a amostra que coletei.
—Vai demorar quanto tempo?
—Uns dois dias no máximo. Mandamos os resultados dos exames de sangue por e-mail, mas se quiser vir até o hospital para busca-los, também pode.
—Tudo bem. – Regina se levanta e aperta a mão da médica – Obrigada, doutora, até a próxima vez.
—De nada, Regina. E lembre-se: não faça muito esforço, às vezes, os bebês resolvem nascer antes da hora!
—Pode deixar, doutora. – ela então sai da sala, aonde uma Natalie, com um rosto meio assustado, se encontra sentada em uma cadeira – Está tudo bem?
—Está sim. É só que... eu nunca tinha vindo num médico antes.
—Nunca mesmo?
—Não que eu me lembre.
—Escuta, Natalie... – Regina se abaixou à sua altura – a médica me disse que você estava com muita dor abaixo do peito. Por que você não me contou?
—Eu não sei. Só... acho que não queria atrapalhar você e o Robin.
—Querida, mas isso não é coisa que se atrapalhe! É sobre sua saúde! –Regina bagunça os cabelos da menina, que ri um pouco – Bem, mas agora já foi. Mas me promete que se houver alguma outra coisa você vai me contar?
—Prometo. – ela sorri de leve.
—Ótimo! O que acha de irmos tomar um sorvete?
—Mas não está meio frio pra sorvete?
—É, tem razão. O que acha de um chocolate quente?
—Claro!
As duas então saem do hospital, indo ao Granny’s e tomar um delicioso chocolate quente lá. Elas voltam para casa. Natalie está muito cansada e volta a dormir na sua cama com Capitão deitado ao seu lado, enquanto Regina conversa com Robin sobre a consulta no médico. Regina está com muito medo e preocupada e se abraça em Robin, que também está bem preocupado.
Depois de uma hora após o almoço, Robin finalmente leva Natalie para pescar no cais.
—Vamos, Natalie! – grita Robin para a escada – Temos que aproveitar o máximo do dia!
—Estou indo! –Natalie desce as escadas acompanhada de seu fiel escudeiro, Capitão – Ele pode ir junto, não é?
—Pode sim. Não é proibido animais no cais. –Robin entrega uma vara de pescar à Natalie, uma pequena, pelo menos com relação à dele – Agora vamos! Os peixes nos aguardam!
Eles saem pela porta, depois de Regina se despede deles, e vão na caminhonete de Robin até o cais.
Chegando, Robin coloca duas cadeira de praia em frente à beirada do cais. Eles se sentam nelas, com Capitão deitado ao lado de Natalie, e Robin começa a fazer algumas iscas.
—E então, Natalie... – começa a falar Robin – já pescou alguma vez?
—Já. Uma vez, num lago congelado junto com o meu pai. Eu era mais nova, e eu e ele pegamos um peixe gigante! Foi muito bom aquele dia, pelo menos, comemos bem durante algumas semanas.
—Já passaram por dificuldades, então?
—Bem... Digamos que teatro ambulante não é um emprego muito estável. – diz Natalie, se dando conta do que falou.
—E caçar? Quando te encontrei lá na floresta, vi que carregava um arco.
—É, eu caço sim. Meu pai me ensinou. Estávamos em uma época difícil, e ele já estava ficando velho e enferrujado, então, resolveu me ensinar. No final, acabei me revelando muito boa com o arco.
—E você gosta?
—Bem, daí depende. Eu gosto de usar o arco para diversão, sabe? Pintar e fazer alvos de madeira, para poder acertar neles. Acho divertido! Sempre foi um dos meus lazeres favoritos. Agora, usar o arco para matar, eu já não gosto, mas às vezes é necessário. Quando eu ainda estava na floresta, eu tive que caçar animais para manter eu e Capitão vivos. Mas toda vez, que eu puxo a corda do arco na direção da cabeça de algum animal, eu me sinto a pior pessoa do mundo. Às vezes, alguns animais olham diretamente para mim antes de eu largar a flecha, como um pedido de misericórdia. Eu tinha vontade, eu tinha muita, muita vontade de não largar a flecha e deixar o animal vivo, mas às vezes simplesmente não da, pelo menos, não na situação que eu estava. E, às vezes eu fico pensando, se eu não já matei um animal que tinha algum filhote, e estava cuidando dele. Eu posso ter deixado um filhote órfão, Robin! – Natalie começa a chorar – Eu posso ter deixado um pequeno filhotinho indefeso sem mãe! Tudo por minha culpa!
Robin larga a isca e abraça fortemente Natalie.
—Ei, está tudo bem, Natalie. – Robin diz a embalando – Eu estou aqui. Estou aqui. Eu sei como se sente, às vezes, eu também me sinto assim.
—Mesmo? – Natalie espiona Robin, só levantando os olhos para ele –Mas quando eu vi você e Ronald lá na floresta, você parecia muito feliz quando ele matou aquele cervo.
— Eu sei, mas é que ele insistiu muito em ir caçar comigo e... bem, eu não podia chorar em frente ao meu filho. Olha, desculpa por ter feito a pergunta, tá?
—Tá.
—Mas quer saber de uma coisa? – ele para de abraça-la, pondo as mãos em seus ombros e olhando ela nos olhos – Eu e você temos uma grande coisa em comum!
—E o que é?
—Nós dois gostamos muito de atirar flecha em alvos de madeira! – Robin limpa uma das lágrimas de Natalie com o dedão – Agora enxugue essas lágrimas, nós temos peixes para pescar!
Capitão se levanta do seu lugar e vai até Natalie, lambendo as lágrimas que caem do seu rosto.
—Mas não vamos come-los, não é? – diz Natalie, enquanto dá carinho em Capitão.
—Se você quiser, não. Podemos os devolver ao mar depois. Mas o que me diz? – ele estende a vara para Natalie – Vamos pescar?
Natalie não fala nada, somente sorri e apanha a vara. Os dois arremessam as iscas para longe, e esperam por algum sinal de peixe, enquanto conversam.
Depois de uma hora, chega mais alguém no cais. Um homem de jaqueta preta, com um gancho no lugar de umas das mãos e com a outra segurando a mão de uma pequena garotinha, que corria feliz atrás das gaivotas que ficam no cais. Killian (tá na cara que é ele) avista Robin, que também logo o avista. Os dois trocam acenos e Killian pega a pequena Annie no colo e vai em direção à Robin.
—Robin! – Killian aperta a mão de Robin – Como vai, amigo?
—Vou bem. Vejo que trouxe a pequena Annie. Olá, Annie!
—Oi. – ela fala meio tímida, se escondendo um pouco no pai.
—E... o que faz aqui? –pergunta Killian, só agora reparando a presença de Natalie, fazendo uma cara de minha-filha-perdida-que-talvez-esteja-bem-na-minha-frente.
—Ah, bem, resolvi levar Natalie para pescar, sabe, para passarmos um tempo juntos, nos conhecendo um pouco melhor.
—Se importam se eu e Annie ficarmos com vocês?
—Claro que não. Espere aí um pouco que acho que eu tenho mais uma cadeira. – Robin se levanta, e vai até o carro pegar a tal cadeira.
—E então, Natalie... –diz Killian, deixando a pequena Annie no chão, que vai direto para o cão Capitão, o enchendo de carinho – o que está achando de Storybrooke?
—É uma cidade bem diferente que tudo que já vi, mas um diferente bom. Estou demorando um pouco para aceitar toda essa realidade, sabe? De meus pais terem me abandonado e todos terem me acolhido tão bem.
—Mas não se preocupe com isso, Natalie, eu acho que você vai se dar muito, mas muito bem mesmo por aqui. – Killian bate de leve com dedo indicador no nariz de Natalie. Ele sorri e ela o retribui logo com um outro sorriso.
—Prontinho! – diz Robin, que chega com uma cadeira em mãos, a colocando do lado da dele – Não tinha uma para Annie, mas acredito que não seja um problema.
—Não, não é. – Killian pega Annie no colo, que estava brincando com Capitão – O que está achando, Annie?
—Até que legal.
—Ei! – Robin cutuca Killian com uma garrafa de cerveja. Killian, obviamente, pega a cerveja – À pesca!
—À pesca! – e os dois batem as garrafas uma na outra, cada um tomando um grande gole da sua cerveja.
De repente, o celular de Robin começa a tocar. Robin leva um leve susto, mas por fim o atende.
—Alô? – ele fala.
—Robin! – é Regina, com a voz muito ofegante e assustada – Graças à Deus você atendeu!
—Regina, o que houve? Você está bem? – pergunta Robin bem assustado.
—Aconteceu um acidente, Robin! Eu estava na sala, vendo televisão, e do nada senti uma pontada forte nas costas e uma água saiu entre as minhas pernas!
—Como assim, Regina?
—VOCÊ NÃO LEU OS LIVROS QUE TE DEI, ROBIN?! – Regina berra ao celular, e Robin dá um pulo pra trás – A MINHA BOLSA ESTOUROU, ROBIN! EU ESTOU TENDO O NOSSO FILHO! VENHA... AQUI... AGORA!
—Está bem! Está bem! Aonde você está?
—No hospital! Você tem que vir rápido! – ela dá um grito de dor – Eu estou com nove centímetros! E antes que me pergunte, ISSO SIGNIFICA QUE O BEBÊ VAI SAIR PELA MINHA VAGINA À QUALQUER MOMENTO!
—Já estou à caminho!
—Vem logo! – ela dá outro grito e desliga o celular.
—Killian, houve um pequeno imprevisto. – diz Robin, guardando as coisas de pesca bem apressado – Regina está tendo o bebê, e ele pode nascer a qualquer momento! Eu, obviamente vou até o hospital! Então vou ter que indo, amigo! Natalie, vamos! Vou deixar você e Capitão em casa!
—Robin não quer que fique aqui com a Natalie? Quer dizer, pra ela não ficar o dia inteiro em casa. Acredite, eu sei como os partos demoram. Depois, antes mesmo de escurecer, eu levo ela e o Capitão pra casa de vocês.
—Killian, eu não sei não...
—Vai Robin, deixa! – diz Natalie, se metendo entre os dois – Você mesmo disse que o bebê pode nascer a qualquer momento, e se você for me deixar em casa, é capaz de perder o nascimento dele! Além do mais, eu estou gostando de pescar, e não quero ficar o dia inteiro dentro de casa!
—Tá, tudo bem. Mas antes de escurecer! – ele dá um beijo no topo da cabeça de Natalie –Tchau Natalie! Tchau Killian! – e dá um aperto de mão em Killian – Foi bom te ver de novo, amigo! – e ele entra no carro.
—Igualmente!
Quando finalmente o carro sai de vista, Killian se vira para Natalie:
—Você não está realmente gostando de pescar, está?
—Sinceramente, não; eu só não quero ficar o dia inteiro dentro de casa mesmo.
—O que acha de irmos à outro lugar?
—Por mim tudo bem!
—E você, Annie, tudo bem ir para outro lugar?
—Sim. Já tava ficando meio chato!
—O que acham de ir até o parque e jogarmos beisebol?
—Sim! Sim! – Annie diz feliz no colo do pai; é o seu esporte favorito.
—Bem, eu nunca joguei beisebol, mas pode ser.
—Nunca jogou beisebol? Está tudo bem, Natalie, pois isso vai mudar, e pra hoje! – ele bagunça os cabelos dela – Acho que você e o Capitão vão gostar muito!
Natalie sorri, e eles guardam o restante das coisas de pescaria que haviam sobrado no carro de Killian. Todos, incluindo Capitão, entram no carro e Killian dirige em direção ao parque, pois por sorte já está com um taco e uma bola de beisebol no carro.
—Vamos! – diz o médico – Só mais um empurrão, Regina! Vamos lá! 1... 2... e 3! Força!
Regina obedece o médico, e empurra, dando um berro de dor e apertando com toda a força a pobre e já praticamente sem circulação mão de Robin. Um choro agudo é escutado, e nas mãos do médico, um pequeno e ensanguentado bebê aparece. Regina, que já estava chorando, começa a chorar ainda mais. E Robin também.
—Então... – diz Regina para si mesma exausta – é assim que é um parto?
—Quais eram os nomes que haviam escolhido? – pergunta o médico, enquanto limpa o pequeno bebê.
—Will se fosse menino e Willow se fosse menina. – diz Robin, pois Regina está completamente exausta, ao ponto de não ter voz.
—Bem, meus parabéns! Digam olá para a Willow! – e o médico coloca um pequeno embrulho rosado e choroso sobre Regina – Vou deixa-los à sós! – e o médico sai do quarto.
—Parabéns, meu amor! – diz Robin, que a dá um beijo na testa de Regina – Você conseguiu!
—Chega de cuidar de meninos! – ela fala ofegante, embalando a pequena bebê rosada.
—Chega de cuidar de meninos! – e Robin dá outro beijo, mas desta vez na cabeça da bebê.
Durante a tarde inteiro, enquanto Robin e Regina curtem sua nova filha, Killian, Natalie, Annie e Capitão se divertem como nunca jogando beisebol. Killian lança a bola enquanto as duas meninas revezam o taco. Killian ensinou Natalie a usar o taco e ela logo pegou a manha, tacando a bola certas vezes para bem longe, apesar de às vezes sentir muita dor debaixo do peito. Quando Natalie taca a bola para bem longe, Capitão corre como um desesperado atrás dela, demorando uns dez minutos para tirar a bola dele. A tarde inteira é assim, e todos, principalmente Capitão, se divertem como nunca.
Por fim, o fim da tarde chega, e antes de levar Natalie para casa, Killian revolve levar ela e Annie para tomar um chocolate quente no Granny’s. Ele e Natalie conversam muito, e a cada segundo que Killian passa com ela, mais semelhanças ele encontra nela. Qualquer um que não os conhece e vê eles juntos, diria na mesma hora que são pai e filha.
Killian, por fim, leva Natalie e Capitão para casa dos Mills-Hood. Ajuda a guardar as coisas de pesca na garagem e se despede dela e de Capitão.
—Adeus, Natalie! – diz Killian, meio desanimado por se despedir – Temos que nos ver mais vezes!
—Concordo! Tchau, Annie! – e Annie se agarra firme nas pernas de Natalie.
—Papai, a gente não pode leva ela pra casa? – a menininha pergunta dengosa.
—Annie! Desculpe Natalie. –Killian estende a mão para a filha (a pequena).
—Tá tudo bem! Normalmente as crianças gostam de mim. – diz Natalie, abraçando um pouco Annie.
—E o Capitão? – Annie agora se abraça ao cão, que está sentado ao lado de Natalie.
—Annie, desculpe querida, mas não. Agora vamos! Sua mãe já está nos esperando!
—Tá bom... – Annie diz cabisbaixa, dando a mão para o pai – Tchau Natalie, tchau Capitão. – e impressionantemente, o cão late de volta para ela.
—Tchau, Annie! – diz Natalie.
Killian dá um último aceno e vai embora. Porém antes dele passar do portão, Natalie grita:
—Espera! – e corre até ele, o dando um forte abraço – Eu esqueci de dizer obrigada!
—Pelo o quê? – pergunta Killian meio confuso, não sabendo ao certo se a abraça ou se simplesmente fica parado.
—Por ter me dado o melhor dia desde que eu cheguei aqui! – e ela para de o abraçar e vai indo para dentro de casa – Tchau de novo!
—Tchau! –diz Killian, agora finalmente entrando no carro com Annie – O que achou da Natalie, Annie?
—Muito legal!
—É, eu também. – e eles vão para casa.
Esse dia realmente foi o dia mais feliz na vida de Natalie, pelo menos, o que ela mais se divertiu. Desde que Natalie chegou em Storybrooke, ela nunca riu tanto. Mesmo ela nunca ter visto aquele homem em toda a sua vida, ele parecia muito familiar para ela, não do dia em que ela esbarrou nele e em Emma, mas algo muito mais além que isso. Já Killian, agora ele tem a total certeza de que ela é a sua filha perdida. Agora, ele só tem que provar a verdade aos outros.
Fale com o autor