Em Busca
23 A Batalha
Notas iniciais
Emma lança um raio branco resplandeceste em direção à Whitney, que desaparece em uma nuvem de fumaça e resurgindo logo atrás de Emma, dando um soco embaixo de seu queixo e a jogando para longe, quase caindo na água. Killian então empunha sua espada e tenta acertar Whitney, mas ela se esquiva do ataque e o joga para longe também, logo ao lado de Emma.
Enquanto isso, Robin está correndo a toda a velocidade em direção a Whitney e atirando algumas flechas contra ela.
—Natalie, não importa o que tenha feito, conversamos sobre isso depois, agora, vá para a nossa casa com Willow e fiquem lá. Não saiam de lá em hipótese alguma! Ronald está lá e irá abrir a porta para vocês. Entendeu? – disse Regina, antes de ir confrontar Whitney.
—Sim, entendi. – disse Natalie.
Regina dá um beijo na testa de Natalie e na de Willow e parte para o confronto. Natalie ajeita melhor a bebê no colo e sai do campo de batalha ao lado de Capitão, seu fiel escudeiro.
Natalie chega na casa e bate na porta. Logo aparece Ronald, que abre a porta para elas. Natalie deixa cuidadosamente Willow no berço e já vai logo saindo.
—Espere, aonde você pensa que vai? – pergunta Ronald.
—Pedir ajuda para os moradores de Storybrooke ajudarem nossos pais. – respondeu Natalie, já com a mão na maçaneta.
—Natie, eles estão bem! Vão derrotar Whitney e prende-la!
—Ronald.... eu conheço Whitney, já vi seu poder. Só os quatro não vão conseguir derrota-la. Eles precisam de ajuda!
—Bem, se é assim então irei com você!
—Não, fique. Alguém tem de cuidar da Willow. Vamos, Capitão! – Natalie bate a porta e sai ao lado de Capitão. Assim que Natalie bate a porta, Willow começa a chorar, e Ronald sobe as escadas frustradamente.
Antes de partir em busca de ajuda, Natalie vai até a garagem dos Mills-Wood e pega seu antigo arco e aljava cheia de flechas.
—E com ajuda, não quero só dizer com os moradores de Storybrooke. Até parece que eles vão ficar com toda a diversão! – Natalie fecha a garagem e vai em busca da ajuda, ao lado de seu fiel escudeiro, Capitão.
Emma prende Whitney em uma esfera branca de poder e a joga contra o chão, mas ela então se vira rapidamente e lança um raio de suas mãos contra Emma. Regina chega e também a prende em uma esfera de energia, mas ao contrário de Emma, a joga contra um grande pinheiro, depois a colidi contra um penhasco e depois a lança um intenso raio de poder, mas de repente, Whitney se livra da esfera de poder, estala o pescoço de lado e cospe um dente fora.
—Até que enfim, uma adversária à altura! Agora as coisas vão ficar interessantes...
Whitney sai a toda velocidade em direção à Regina, mas no caminho, é derrubada com toda a força por Robin; logo em seguida aparece Killian, que pega uma corrente de ferro que achou e a amarra bem firme (em um digno nó de marinheiro) em Whitney, de modo que nem se teletransportar ela consegue. Killian então dá um forte soco no rosto de Whitney.
—Eu não bato em mulheres, mas alguém que sequestra a minha filha, e nos afasta dela por treze anos, para mim é um monstro. – e ele a dá outro soco.
Robin também entra na brincadeira e dá um forte soco bem no meio da cara de Whitney.
—Isso, foi por Natalie... – ele a dá outro forte soco – isso por todos os anos que Killian e Emma tiveram que passar por angustia... – e mais um – e isso pela minha filha, porque eu vi muito bem que você retirou seu coraçãozinho e começou a esmaga-lo. – E mais um, fazendo dessa vez o lábio dela sangrar.
—Se acalmem, rapazes. Ela ainda vai sofrer muito. – diz Regina, chegando ao lado de Emma.
—O que sugerem? – pergunta Killian.
Emma então enfia a mão no peito da mulher e retira um escuro coração, mais escuro que o do próprio Rumplestiltskin, e começa a esmaga-lo, fazendo Whitney se contorcer e a gritar de dor.
—Não é óbvio? – diz Emma – Esmagar seu coração bem devagar até ele virar pó.
—Emma, espere... – diz Regina – você, eu, todos nós estamos tomados por uma raiva irracional nesse momento, mas temos de fazer o que é sensato. Eu vi tudo que você e Killian passaram durante todos esses longos e angustiantes anos. E entendo. E com certeza nunca vou me esquecer da imagem horrível de Whitney esmagando o coraçãozinho da minha bebê. Eu quero muito mesmo espanca-la até a morte, mas... talvez mata-la, não seje a melhor escolhe.
—Acho que tem razão, Regina. – concorda Killian, pondo a mão boa em seu ombro.
—Também concordo, amor. – diz Robin, relaxando um pouco o arco.
—É, talvez realmente tenha razão. – diz Emma – Mas também, porque não fazer ela sofrer um pouquinho.
—Sim. – diz Robin.
—Não vejo porque não. – diz Regina.
—Concordo plenamente. – diz Killian.
Emma então volta a esmagar o coração de Whitney, que se contorce inteira de dor, mas de repente, começa a rir sinistramente.
—Do que está rindo? – pergunta Killian.
—Do quão ferrados vocês estão com a vinda do meu reforço.
Eles então se viram para trás e veem uma enorme frota de ratos e corvos indo em direção a eles. Quando os quatro se voltam para Whitney, a mesma havia se soltado facilmente das correntes de ferro, como se fossem de barbante, e pegou seu coração de volta, botando ele de volta em seu peito. Tudo isso em um piscar de olhos.
—Então... você pretende nos derrotar com o seu pequeno exercito de corvos e ratos? – pergunta Robin ironicamente e muito confiante.
—Esqueceu um detalhezinho, meu querido Robin... – diz Whitney, jogando uma enorme e extensa fumaça azul sobre o seu “pequeno” exercito. Assim que a fumaça some, os animais até então pequenos, se revelam grandes criaturas, com ratos do tamanho de um grande cão e corvos do tamanho de um condor-dos-andes (uma das maiores aves de rapina do mundo). – um pequeno exercito de corvos e ratos gigantes. Eu poderia muito bem deixa-los aqui, deixando meu exercito massacra-los, enquanto me transporto até a casa de vocês e pego sua pequena bebezinha e esmago seu pequeno coraçãozinho, sem dó nem piedade, e eu ainda teria tempo de sobra para matar aquela maldição daquela menina Natalie. Mas... iria ser fácil demais e muito chato. Além do mais, gosto de violência gratuita. – Whtiney então se teleporta até o galho de um alto pinheiro próximo e bate as palmas de leve, que alertam o exercito, que começa a correr e a voar furiosamente até o pequeno grupo de quatro.
Killian dá golpes tanto com o gancho quanto com a espada; Emma usa seus poderes, assim como Regina e Robin usa seu arco e flechas. Não são animais tão fáceis de matar quanto aparenta, principalmente os corvos.
Um rato gigante quase dilacera o pescoço de Emma, mas bem na hora, uma grande picareta acerta a cabeça do animal; a picareta de Zangado.
—Pensaram que iam se divertir sozinhos? – disse Zangado, puxando a picareta cravada na cabeça da grande besta.
—Zangado! – exclama Emma de surpresa e alegria, enquanto mata os animais que tentam lhe atacar.
—Não só eu, querida, mas a tropa inteira! – Zangado então solta um grito de guerra entorpecente, junto de algumas gargalhas, e corre em direção às bestas com a picareta erguida.
Logo atrás dele, chegam correndo quase toda a população de Storybrooke (adultos, é claro. Quase a maioria). O restante dos anões; Ruby em sua forma de lobo; David com sua espada e Mary Margaret com o seu arco e flechas; Granny com sua besta (claro, mais na retaguarda); Gepetto e August; Phillip e Ciderella; Will Scarlet; Jiminy Cricket; até mesmo Rumplestiltskin (mas sem Belle, porque tinha que cuidar dos bebês e de Annie) e, é claro, Natalie, que está com seu arco e flechas e vai à luta ao lado de Capitão. Está praticamente a cidade inteira no campo de batalha!
Whitney se preocupa um pouco com a presença de tantas pessoas, mas recompõe a postura, e com sua magia, manda mais uma hedionda frota de seu exercito.
Killian avista Natalie em meio ao campo de batalha; fica pasmo. Larga o que está fazendo e corre desesperadamente em direção à ela, atropelando tudo o que está em seu caminho, sendo pessoa ou animal, somente focando em Natalie e em sua segurança. Ele então finalmente chega até ela e mata um corvo com sua espada que quase a pegou; em seguida, pega Natalie pelos ombros.
—O que pensa que está fazendo aqui?! – diz Killian apavorado, e com os olhos totalmente arregalados de pavor e preocupação.
—Ora, estou ajudando vocês a matar essas bestas. Se abaixe! – Killian então rapidamente se abaixa e Natalie atira uma flecha bem no centro da cabeça de um rato gigante, que cai morto direto.
—Você não deveria estar aqui! – diz Killian, se virando de costas para Natalie, e matando as criaturas que veem em sua direção. – Volte já pra casa!
—Qual é, pai! Eu já tenho treze anos e sei usar um arco quase tão bem quanto Robin! Além do mais, é uma chatice ter que ficar lá trancada naquela casa sem fazer nada! E também, assim Capitão pratica um pouco de exercício!
—Natalie Alden Jones, volte imediatamente para a casa de Robin e Regina! Sou seu pai e estou prezando pela sua segurança!
—Pai... você não disse que sempre irá me proteger?
—Sim, mas é claro!
—De tudo?
—Tudo.
—Então! Para que eu preciso voltar se eu tenho você junto comigo! – de repente, um rato gigante pula em direção à Natalie sem ela ver, mas então surge Capitão, que pula em cima do animal e o dá uma brutal mordida no pescoço, matando-o direto. – E o Capitão.
Killian suspira, e fala:
—Está bem, você e Capitão ficam. Mas não saia um centímetro longe de mim, entendido?
—Sim, senhor, Capitão Hook, senhor!
—Onde você ouviu esse nome? – Killian pergunta, meio preocupado.
—Foi a Emma que me contou.
—Sua mãe? Deveria ter suspeitado....
Por fim, o exercito de Whitney está quase acabado, e ela não tem mais tropas para enviar. Sendo assim, ela discretamente sai da árvore e vai indo embora em direção à saída da floresta.
—Aonde pensa que vai? – pergunta alguém, surgindo entre os pinheiros. É Regina.
Whitney fica assustada e ameaça se teleportar, mas Emma surge e a prende em sua esfera de poder branca ainda bem mais poderosa que da vez anterior.
—Já sabemos seus truquezinhos, Whitney. – diz Emma – Até porque, antes estávamos pegando leve com você.
Regina se aproxima lentamente de Whitney e pega seu rosto pelas bochechas e as aperta, até as linhas dos arranhões formados pelas unhas de Regina se tornarem vermelhas. Whitney faz uma careta de dor.
—Agora que não pode se curar, vai sofrer, até que se canse de sentir dor e peça o nosso perdão, de joelhos.
—E... o que vai acontecer comigo? – pergunta Whitney em suspiro de dor, mas rindo um pouco.
—Será trancada numa masmorra com toda a segurança máxima que a magia pode oferecer, no meio do mar, por toda a eternidade.
Whitney ri um pouco.
—Parece divertido.... – diz ela – pena que não irá acontecer.
Regina olha para Emma, que acena a cabeça, então a dá um extremo choque com sua magia em Whitney, que grita e se contorce de dor.
—Pronta para pedir desculpas? – pergunta Emma.
—Só em seus sonhos... – Whitney fala extremamente debilitada, mas ainda rindo um pouco.
Emma acena a cabeça e Regina tira o coração maléfico de Whitney, que é tão escuro, que equivale a alguém sem coração, mesmo com ele em seu peito. Regina então começa a aperta-lo, bem devagar, mas firme. Whitney se contorce e grita de dor.
—E agora? – pergunta Regina, com um sorriso assustadoramente simpático.
—Vocês.... não.... ouviram..... o que.... acabei..... de falar? – diz Whitney, praticamente do mesmo jeito que sua frase anterior, mas desta vez, quase desmaiando.
Regina então aperta ainda mais seu coração.
—Regina! Emma! – é Natalie, que aparece entre as árvores ao lado de Capitão – Achei vocês!
Emma e Regina perdem um pouco da atenção. Regina para de apertar por um segundo o coração de Whitney, e então de repente, em um piscar de olhos, Whitney se livra da esfera de energia de Emma e se teleporta rapidamente para o lado de Natalie, pegando ela pelo pescoço e a mobilizando. Regina acaba deixando o coração de Whitney cair, que rolou para um canto, sem praticamente ninguém perceber. Capitão pula para atacar Whitney, mas ela o lança um feitiço que o faz congelar.
—Ninguém se mova, ou eu pego coração dela e o esmago bem na frente de vocês! – ameaça Whitney.
—Whitney... por favor, não faça isso! – diz Emma, tomando cuidado com cada palavra que sai da sua boca.
—Por favor, nada! Eu posso muito bem pegar o coração da sua filha e o esmagar até virar pó. E eu quero! Mas não irei fazer, pelo menos, não até devolverem meu coração e me deixarem ir. Agora!
Emma olha para Regina e só pelo olhar das duas, elas concordam, e acenam a cabeça uma para a outra. Regina então se volta para a sua mão, aonde pensa que ainda está o coração, mas ele não está.
—E então? Aonde está? – diz Whitney, impaciente.
Regina, desesperada, procura pelo coração, assim como Emma.
—Eu não sei! – diz Regina desesperada.
—Tudo bem. – Whitney então tira do peito de Natalie seu coração. Natalie dá um grito de dor e Whitney começa a aperta-lo. – Hoje pelo menos irei me divertir.
—Não! – gritam Regina e Emma ao mesmo tempo, quase começando a chorar.
—Whitney... por favor não faça isso! – diz Emma chorosa – Ela é minha filha! Escute o pedido de uma mãe que somente quer sua filhinha de volta!
—Eu... acho que não. – e ela aperta ainda mais o coração de Natalie, que se contorce toda de dor e cai no chão.
Emma corre como um raio em direção à Natalie e fica de joelhos, abraçando a filha em seu colo e chorando desesperadamente.
—Whitney... por favor, não! – diz Emma, em um pedido desesperador.
—Você com certeza não ouviu minha frase anterior, não é mesmo? – e ela aperta novamente, fazendo a pequena Natalie se contorcer ainda mais de dor.
Emma abraça a filha ainda mais e Regina de repente chega junto de Emma e Natalie, tentando aconselhar Emma.
De repente, o sorriso maléfico de Whitney se transforma em uma linha reta e séria; seus olhos se arregalam e ela deixa o coração de Natalie cair. Ela dá alguns passos para frente e em seguida cai pesadamente com joelhos no chão e seu tronco cai para frente logo em seguida. Sem dar nenhuma risada.
Emma pega rapidamente o coração de Natalie e o põem em seu peito. Natalie da um profundo suspiro como respiro e Emma a abraça e a beijo enlouquecidamente, como qualquer mãe faria. Regina então a cutuca e aponta para o que está vendo. Emma atende ao toque e olhe para aonde Regina está apontado, e Natalie também.
—Nunca mais alguém irá tirar a minha filha de mim. Nunca. – é Killian, que está com um olhar de ódio e algumas lágrimas em seus olhos, e com o braço do gancho fincado num coração. O coração de Whitney. Que logo fica quebradiço e vira pó.
Killian se aproxima da filha e da esposa e abraça fortemente Natie, mas com delicadeza, que também o abraça forte e começa a chorar.
—Não se preocupe, Natie. Papai sempre vai te proteger. – diz Killian choroso, que dá um beijo na cabeça da filha enquanto faz, com sua mão boa, um cafuné em sua cabeça. E em seguida dá um selinho em Emma, que está bem na sua frente enquanto abraça a filha. Emma acaba se juntando no abraço.
Enquanto isso, Regina descongela Capitão, que assim que se da conta, vai direto até Natalie e a enche da cabeça aos pés de baba. Regina vai em passos bem divagares até Whitney, põem o dedo em frente a sua boca, mas não sente nada.
—É uma pena que tenha acabado assim, priminha. – diz Regina, se ajoelhando em frente ao corpo de Whitney. – Apesar de eu te odiar profundamente por quase matar minha bebê de modo proposital, eu não queria que acabasse assim. Mas... já que acabou... vou te dar um funeral decente... – Regina então faz surgir uma bola de fogo em sua mão e a joga no corpo de Whitney, que fica todo em chamas quase que instantaneamente. – para uma bruxa.
Killian pega a filha no colo e junto com Emma e Capitão vai buscar Annie que está com Belle, e logo em seguida vão para casa. Regina se encontra com Robin e os dois vão para casa.
Algumas pessoas vão comemorar a vitória no Granny’s, enquanto outras somente vão para as suas respectivas casas, tendo suas próprias comemorações com um bom e merecido descanso ou outras coisas.
E assim passa a noite, com todos comemorando à suas maneiras, enquanto o corpo de Whitney continua em chamas, até o raiar do próximo dia e se transformar em um pozinho preto fosco e simplesmente somir do mundo, não pelo vento nem entre as folhas, mas sim como se tivesse se desintegrado.
Fale com o autor