Em Busca

7 A Ajuda De Alguém


Notas iniciais
Eai galerinha do Nyahhhh! Tudo bem com vocês? Tá aí o novo capitulo. Aproveitem ele e por favor comentem e favoritem a fic =D

Entre os altos pinheiros da floresta de Storybrooke, se desloca rapidamente um vulto de capuz verde e com duas lebres em mãos. O vulto se desloca dessa maneira até chegar em uma pequena caverna, pela qual ele entra. A figura encapuzada tira o capuz sobre o rosto e revela ser Natalie.

–Tome aqui, Capitão. – ela diz, entregando uma das lebres a um Capitão muito debilitado e ainda todo machucado.

Natalie e Capitão estão nessa caverna desde ontem de manhã. Eles até caminharam um pouco em direção à cidade, mas com Capitão machucado desse jeito, não tiveram como continuar. Natalie acabou achando essa pequena caverna e se alojaram nela. Atualmente, Robin Hood e seus homens não habitam mais a floresta, mas alguns deles ainda vão um pouco para a floresta.

A tardizinha chega, e Natalie e Capitão estão novamente sem comida. Natalie coloca seu capuz verde musgo, apanha seu arco e vai em busca de comida.

Depois de um certo tempo procurando, Natalie está quase voltando para a caverna, mas de repente, algo faz barulho, não um baralho qualquer, mas sim um barulho de alguém pisando num seco galho. Natalie imediatamente se esconde atrás de um grande tronco de árvore caído e espia levemente entre ele. É um cervo. Um gordo cervo. Comendo alguns musgos do chão. Uma isca fácil para qualquer caçador.

Natalie, cuidadosamente, pega uma de suas flechas, engata na corda do arco e a puxa até a bochecha, mirando diretamente na cabeça do cervo. Natalie vai soltar a flecha, mas no mesmo instante, uma flecha atravessa direto a cabeça do cervo, e não é a sua flecha. Imediatamente, Natalie se esconde no tronco, observando através de um buraco o que acontecerá a seguir.

Entre as árvores, surge um jovem que tira a flecha da cabeça do cervo, e logo em seguida, um homem mais velho que ele também chega. O homem mais velho coloca a mão sobre o ombro do jovem, com um olhar orgulhoso, que também é expresso por um sorriso.

–Belo tiro, Ronald! – diz o homem.

–Obrigado, pai.

–Isso vai dar um ótimo churrasco!

–Ou talvez um cozido!

–É, acho que é melhor. Regina está com muito desejo por cozido ultimamente. Regina e seus desejos de grávida!

Furtivamente, Natalie tenta sair dali, pisando cuidadosamente um pé atrás do outro, tentando fazer menos barulho o possível. Mas então, ela acaba pisando acidentalmente em monte folhas secas, fazendo tanto barulho quanto uma pessoa comendo um salgadinho bem crocante. Ronald e Robin (tá na cara que é ele, né?) ouvem o barulho, e sem perder tempo, Natalie começa a correr. Os dois acabam vendo ela correndo e vão atrás, ficando bem na cola dela. Natalie percebe que eles estão atrás dela e acaba tentando fazer um caminho mais longo para tentar cansar eles, mas não da certo.

–Pare de correr! – grita Robin – Não iremos lhe fazer mal, só por favor, pare de correr!

Natalie não da atenção e acaba tentando escalar um pinheiro, mas é pega por Ronald, que a segura fortemente.

–Quem é você exatamente? Por que está correndo de nós?

–É melhor primeiro vermos com quem estamos lidando, pai.

–Tem razão, meu filho.

Como já está escuro, eles não conseguem ver quem é, então, Robin aponta a luz da lanterna diretamente no rosto de Natalie, ao mesmo passo em que ele tira seu capuz verde musgo. O que eles veem, com certeza não era o que esperavam: uma menina assustada, quase começando a chorar. Ronald imediatamente solta ela.

–Mil perdões, menina! – diz Ronald espantado – Não achamos que era uma criança que estávamos correndo atrás! Qual é seu nome?

–Natalie, Natalie Alden. E quem são vocês? Não vi ninguém na floresta desde que cheguei aqui!

–Sou o Ronald e ele é o Robin.

–Como assim desde que chegou aqui, menininha? – pergunta Robin.

Natalie pensa um pouco. Ela não é boba; sabe que se começar a falar aqui, que veio de um outro mundo cheio de magia e criaturas mitológicas e que tem uma bruxa querendo matar ela, vão achar loucura e possivelmente coloca-la em algum tipo de manicômio. Isso, é claro, porque ela não conhece Storybrooke.

–É que eu... ammm... me abandonaram! Eu estava com os meus pais e acabei me perdendo deles, mas descobri que na verdade eles tinham me abandonado, pois eu acabei conseguindo me reencontrar com eles, mas quando eles me viram não me abraçaram ou deram graças a Deus por terem me achado, eles simplesmente correram de mim, dizendo: Saia! Saia daqui! Fique longe de nós! E foram embora.

–E como achou esse lugar? – Ronald pergunta.

–Storybrooke, não é? Não sei exatamente. Quer dizer... eu só estava andando normalmente por aí e me deparei com esse lugar. Mas enfim, como eu fui abandonada não precisam se preocupar comigo! Achei uma caverna bem legal aqui perto! Tchau, tchau!

–Ei! Ei! Espere um pouco! – Robin segura Natalie pelo braço – Você não pode simplesmente morar numa floresta! É perigoso demais para uma criança ficar sozinha numa floresta! Vamos, nós podemos te levar para nossa casa!

–Não, mas eu estou muito bem lá! Consigo caçar minha comida todos dias! Nunca passo fome!

–É, mas isso não é vida para uma criança! Anda venha com a gente, nós podemos te ajudar!

–Vocês... podem mesmo?

–Claro que sim! Por favor, venha conosco!

–Vocês... por acaso tem remédios?

–Temos sim. Por que exatamente?

–Me sigam.

Natalie os conduz até a caverna aonde se encontra o pobre Capitão. Eles entram na caverna, e assim que Ronald o vê, corre até o cão, o analisando com muito cuidado.

–O que houve com ele? – Ronald pergunta, acariciando o pobre cão.

–Uma mulher muito má fez isso. Enquanto nós dois viajamos procurando por ajuda, chegamos até uma mulher, bem apessoada que parecia ser boa, então pedi ajuda à ela. No inicio ela disse que poderia me ajudar, mas então, descobri que seus planos comigo eram outros, e ela tentou me machucar. Foi então que o meu cão Capitão tentou me defender, atacando ela, mas ela revidou e o machucou muito. No final, conseguimos fugir dela e acabamos parando nessa floresta.

–Estão na região a quanto tempo? – pergunta Robin.

–Uns dois dias.

–Não quer vir conosco mesmo? – pergunta Ronald – Está muito frio aqui e isso não é bom para o seu cão se recuperar e nem mesmo pra você.

–Tá, tudo bem. Mas não me enganem! Já não basta aquela mulher que fez isso com o Capitão, não quero mais pessoas me fazendo mal!

–Não se preocupe, Natalie, não vamos.

Ronald pega Capitão no colo e os três vão saindo da floresta, passando pelo cervo, que Robin pega no colo.

–A propósito, esqueci de perguntar, por que exatamente está usando essas roupas? – pergunta Robin.

–Pergunto o mesmo de vocês. Quero dizer... é que eu e minha família viajávamos por aí fazendo peças de teatro. Às vezes ficávamos o dia inteiro com essas roupas! E bem, quando me abandonaram, eram só essas roupas que eu tinha. E uma pergunta, como essa lamparina tem tanta luz?

–Não é uma lamparina é uma lanterna, e eu não sei exatamente por que. Deve ser as pilhas ou algo do gênero.

–Sim... é claro. É que eu havia me esquecido disso.

Eles saem da floresta e entram na pequena cidade, pela qual agora está praticamente vazia. Natalie vê todos esses postes de luz e prédios, alguns com luzes coloridas, como o Granny’s, pelos quais nunca havia visto antes em toda a sua vida. Sem falar nos carros, que são ainda mais apavorantes para Natalie. Mas ela tenta reagir o mais normal possível a tudo isso.

Eles então chegam na casa de Regina. Robin deixa o cervo do lado de fora, e os três entram na casa.

–Regina! Chegamos! – diz Robin.

Natalie anda cuidadosamente pela casa. Nunca viu nada parecido antes. Nenhuma casa tão luxuosa com uma arquitetura tão diferente. Ela ameaça tocar em um vaso de porcelana branco, quando de repente Regina aparece.

–Vocês voltaram! – uma Regina grávida de oito meses aparece, abraçando e dando um selinho em Robin.

Natalie dá um pulo de susto, quase deixando o vaso cair, mas ela consegue o pegar na mesma hora e o coloca de volta no lugar.

–Como foi a caçada? – Regina pergunta, ainda sem reparar a situação.

–Ham... amor precisamos conversar.

–Sobre o quê? – ela pergunta meio preocupada.

–Você não notou nada de diferente?

É então que ela percebe finalmente que há uma criança, que ela nunca vera na vida, na sua sala de estar, usando roupas estranhas do habitual, e o filho do seu marido, que ela considera como se fosse seu, com um cachorro todo machucado no colo.

–Robin, o que está acontecendo aqui?

–Achamos essa menina vagando sozinha pela floresta. Ela está por aqui há uns dois dias, cuidando do seu cachorro todo machucado em péssimas condições. De acordo com o que ela nos contou, foi abandonada pelos pais e acabou vagando por aí, sozinha, junto com o seu cão. Mas ela acabou achando a placa de Storybrooke e resolveu entrar na floresta.

–E você resolveu trazer ela o cão para casa?

–Mas você não faria o mesmo?

–Sim, mas acho que primeiro eu a levaria para um hospital ou talvez um orfanato.

–Regina, ela parece perfeitamente saudável para mim e afinal, é só uma noite. Está muito tarde para irmos até ao orfanato agora, prometo que logo pela manhã ligaremos para lá.

–Tudo bem, mas só uma noite!

Robin sorri e dá um selinho nela.

–Venha, Ronald! Vamos levar o Capitão para a garagem e tratar dele.

Os dois saem e vão até a garagem cuidar do cão. Assim que saem, Regina se aproxima de Natalie e se abaixa a sua altura.

–E então, qual é o seu nome, querida? – ela fala amigavelmente.

–Natalie, Natalie Alden. E antes que vá perguntar, as roupas são porque eu e minha família viajávamos por aí fazendo peças de teatro e quando meus pais me abandonaram, eu só tinha essa roupa no corpo.

–Bem, na verdade eu ia perguntar se você não gostaria de trocar essas roupas. Gostaria?

–Sim, claro.

Regina à leva para o segundo andar e elas entram no quarto de hospedes, pelo qual está desocupado. De dentro de um armário do quarto, Regina tira algumas roupas, mais ou menos do tamanho de Natalie.

–Essas roupas eram do meu filho mais velho, Henry. – diz Regina, terminando de tirar a última peça de roupa do armário – Ele cresceu, mas resolvi guardar algumas de suas roupas. Sei que são para meninos, mas é provisório, se quiser, amanhã posso te levar para fazer algumas compras.

–Claro, pode ser. Muito obrigada pela ajuda.

–Pode se trocar nesse banheiro aqui. – diz Regina, apontando para o banheiro dentro do quarto – Posso te esperar aqui.

–Tudo bem. – Natalie entra no banheiro e Regina a espera, se sentando na ponta da cama.

Natalie se estranha um pouco com as roupas que colocou. Uma camiseta laranja que ficou meio grande e uma calça jeans bem solta. Ela fica se olhando no espelho durante um tempo, até que Regina bate na porta.

–Está tudo bem aí, Natalie? – pergunta Regina.

–Sim, está sim. – e Natalie abre a porta.

–Bem... – Regina fala, olhando Natalie dos pés à cabeça – podia ter ficado pior. Espere um pouco... – ela vai até o banheiro e pega uma borrachinha de cabelo – pode se sentar aqui por favor. – Natalie se senta na cama e Regina logo atrás, começando a fazer uma trança nela. – Pronto! Agora sim está bem melhor! –diz Regina, acariciando levemente o rosto de Natalie.

–Obrigada.

–Natalie, se me permite perguntar, por que seus pais te abandonariam?

–Eu não sei. Ainda estou tentando entender isso, mas não consigo. Me fica uma grande dúvida se eles fizeram isso porque realmente não me queriam, ou porque estavam passando por dificuldade, ou se queriam me dar uma melhor chance. Eu queria muito saber.

–Mas será que eles te abandonaram mesmo?

–Parecia muito, pelo menos.

–Bem, independentemente de sim ou não, eu não vejo razão nenhuma deles terem feito isso com uma menina tão brilhante como você.

Natalie sorri um pouco e de repente alguém abre a porta do quarto.

–Regina, amor, você está aqui. – diz Robin – Está tudo bem?

–Sim, está. Só estava aqui conversando algumas coisas com Natalie.

–Oh! Querem que eu saia?

–Não, não! Está tudo bem! Nós inclusive já estávamos de saída. Não é mesmo Natalie?

–É sim. E como está Capitão? Ele melhorou alguma coisa?

–Ele está bem, não se preocupe. Eu e Ronald cuidamos de seus machucados e agora ele só está repousando. Vejo que trocou de roupa hã?

–Troquei sim. Eram as roupas do Henry... acho.

–É, estou vendo. Bem que amanhã você e Regina poderiam sair fazer algumas compras. Quem aqui está com fome? Estava pensando que podíamos ir jantar no Granny’s, o que acham?

–Claro! Estou morta de fome! Natalie?

–Tudo bem, não vejo porque não!

Os quatro saem de casa e vão até o Granny’s. Todos pedem hambúrguer com batatas-fritas e comem com muita vontade. Menos Natalie, que estranha um pouco a comida, mas ao mesmo tempo a adora. Eles ficam mais um tempo no Granny’s, conversando e dando algumas risadas.

Eles então voltam para casa. Já é tarde da noite e todos vão dormir. Robin e Regina em seu quarto, Ronald no seu e Natalie no quarto de hospedes.

Natalie fica um tempo se revirando na cama, pensando em como esse mundo é estranho e como ela conseguiu passar de uma fria e úmida caverna à uma quentinha e macia cama. Em como ela teve sorte de achar pessoas tão legais disposta a ajudar ela e seu cão ferido. Mas ao mesmo tempo, por estranho que esse lugar pareça para ela, Natalie ao mesmo tempo se sente em um lugar familiar e aconchegante. Ela não sabe porque sente isso, mas logo deixa pra lá e acaba pegando no sono, com a relaxante luz alaranjada do abajur.

Notas finais
Eai, curtiram? Por favor comentem e favoritem a fic =D