Em Algum Lugar do Passado
9 Capítulo 9
Capítulo 09 –
Amanda, pela manhã, deixava a Torre da Sonserina sorrateiramente. O que ela não fazia para estar com Snape... E já que ele não tinha como acessar o dormitório das garotas e não era boa ideia nem pensar em entrar na Torre da Grifinória...
Amanda estava quase à porta de saída, quando uma voz feminina a descobriu:
- O que é isso?! Quem é você?!
Ela se voltou, cheia de terror. Mas não conhecia aquela garota...
Ela era alta e esguia, e estranhamente familiar. Morena, cabelos longos...
- Vamos, quem é você?! Responda!
Não interessava quem fosse. Amanda Rice decididamente não admitia que ninguém (que não fossem seus pais) falasse assim com ela.
- Não é da sua conta, Sonserina. E depois, já estava de saída.
- Uma ova! – a garota sacou a varinha e apontando-a para Amanda – Responda-me agora: Quem é você?
Amanda engoliu em seco. O que aquela peste estava fazendo de pé, tão cedo?! Nem Snape estava acordado! E agora...?
- Pois bem, Sonserina. Sou Amanda. Amanda Ann Rice. – ela disse, no tom mais petulante que pôde.
Mas a garota baixou a varinha e começou a rir, para a surpresa de Amanda.
- E por que não falou antes?! Sou Andrômeda Black, a seu dispor. Então... Você é a famosa Amanda Rice... Hum! É bonita mesmo! – ela sorria, e a outra não conseguia entender aquela pessoa...
- Black?
- E vejo que é inteligente também! Sim, sou prima de Sirius, sei que você o conhece, hummm? – ela deu uma piscadinha, ainda com aquele sorrisinho... – Eu, Narcissa, Bella... Somos todas irmãs.
- Jura?! – disse Amanda, sem esconder o espanto. – Não se perece em nada com aquela... Bellatrix.
Pelo desprezo com que Amanda pronunciou o nome da outra, Andrômeda sabia que podia considerar o comentário um elogio.
- Espero, então, Srta. Rice, que agora saiba que nem todos os Sonserinos são iguais.
- Vou ter isso em mente. – o sorriso de Amanda, naquele momento, era um reflexo do de Andrômeda.
- Aliás... O que realmente fazia aqui...?
- Erm... Eu... Estava com Severus Snape... – A loira admitiu, corando.
Andrômeda gargalhou.
- Sua hipocritazinha danada! Vamos, vá embora logo, antes que todos acordem!
Amanda saiu, rindo, a despeito de si mesma.
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Mal Amanda entrou pelo Retrato da Mulher Gorda, e Sirius Black veio praticamente voando em sua direção.
- Amanda! Preciso lhe falar!
Ela quase gritou se susto, mas ficou feliz por ter conseguido se conter.
- Solte-me. Não temos nada a conversar. – ela se desvencilhou dele e virou-lhe as costas.
- Espera, espera! É importante! Super importante!
Amanda olhou para Sirius com o mais puro nojo. E percebeu que ele não devia ter dormido aquela noite... Mas não era hora de ficar com pena! Elenão merecia!
- Se está preocupado com a repercussão do que fez, Black, pode ficar sossegado. Convenci Snape a não contar a ninguém. Seu traseiro sujo está salvo.
- Não fale assim comigo! – ele segurou Amanda pelo braço, como se tivesse algum direito de ficar indignado. – Acha que seu namoradinho não teria feito o mesmo comigo, se pudesse?
- Largue-me, já disse! Mas que odioso! E é lógico que não teria! Tanto não teria que nem vai contar. É bem isso mesmo, cada um só tem o que merece. Passe bem, Sirius Black.
Amanda se virou para entrar no dormitório, mas Sirius a interrompeu, bloqueando-lhe o caminho.
- Mas que inferno! O que você quer agora?!
- Amanda! Você não sabe de nada! Não sabe nem metade...
Amanda teve medo de que Sirius não estivesse blefando... Será que ele sabia de alguma coisa...?
- E vai dizer que você sabe?
- Mas que merda! – ele praguejou, irritado. – Eu sinto muito pelo que fiz. Sinto muito, só não me odeie.
Amanda o olhava, escandalizada.
- E por que você se importaria, Black? Por que se importaria com alguém além de si mesmo?
- Você está errada a meu respeito. E me chame de "Sirius".
A situação estava tomando um rumo preocupantemente inesperado...
- Eu... E por que deveria?!
- Ora, porque eu posso pelo menos decidir a forma como quero ser chamado! Pode fazer isso por mim? Pode, Amanda...?
Ela hesitou, e como não sabia o que responder, apenas balançou a cabeça em afirmativo.
Mas Sirius estava com o rosto... perigosamente perto do seu... Era estranho, e ela não sabia se o parava, como o pararia...
E Graças, os Grifinórios começaram a abrir as portas de seus dormitórios para um novo dia...
Amanda escapuliu dos braços de Sirius como se fosse uma serpente oleosa e saiu rapidinho da Sala Comunal. Passaria o dia seja lá onde fosse, desde que não o encontrasse, por um longo e bom tempo.
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