Notas iniciais
Meodeos!!! Há quanto tempo! Primeiramente, quero agradecer a TODOS e TODAS os que têm lido, deixado reviews e me mandado PM's me estimulando. MUITO OBRIGADA!!! Quero deixar claro que (quase) SEMPRE termino tudo o que começo e essa fic não vai ser exceção. Se alguém ainda estiver interessado, seja bem-vindo (de volta, inclusive!^_^)

Capítulo 11 –

Foram as três semanas mais intensas da vida de Amanda Rice. Ela sabia que, não importava o que estava por vir, nada poderia se comparar.

E agora, finalmente, último ano... Snape se preparava para prestar os N.E.W.T.s e deixar Hogwarts...

Só que não de uma vez por todas.

Quem dera tudo – quase tudo! – não passasse de um sonho. Amanda só queria poder ter uma vida junto dele agora, como qualquer garota normal. Mas isso não seria mais possível.

E ela se perguntava por que ainda não contara a Sirius sobre seu "amigo" Wormtail. Amanda sabia que não devia interferir (mais) com o Passado, mas e quando se tratava de prevenir uma tragédia?!

Ela não precisava ser adivinha para saber que uma tragédia pior que as de Sófocles estava para se desenrolar.

Amanda se permitia esses pensamentos sombrios, enquanto uma esbaforida Lily Evans adentrou o dormitório da Grifinória.

- Você está aí. Você está aí. Graças a Deus!

Reação inesperada e estranha da parte da outra, visto que, por mais que andassem juntas muitas vezes, Amanda e Lily não era algo que pudesse ser considerado "BFF's". Mas...

- O que aconteceu? O que é isso? Você está bem? – Amanda perguntou, preocupada com a outra, que estava extremamente corada e agitada.

- Sim! Quer dizer... Não sei! Achou que vou...

E Lily desatou a chorar.

- Lily! Calma! Pobrezinha! – E Amanda correu até a outra, sentando-se na cama de Lily para envolvê-la e tranquilizá-la. – O que posso fazer para ajudá-la?!

- Não, você não entende! – ela olhou para Amanda, com os olhos verdes brilhando de lágrimas. – Eu não preciso de ajuda. James Potter—

- Aquele desgraçado! – Amanda vociferou, levantando-se subitamente. – O que ele fez a você? O que ele fez, agora?

- Não! – Lily agarrou o pulso de Amanda. – Você não entende. Oh, Amanda...!

E ela de repente, estava sorrindo! Parecia em êxtase ou algo assim.

- Não entendo mesmo! Ele deve tê-la enfeitiçado! Precisamos fazer algo a respeito disso, Lily!

- Amanda, ele confessou. Confessou tudo! As coisas que ele disse... – e Lily se atirou em sua cama, novamente – E disse que definitivamente não me pediria em namoro! Disse que quer... disse que quer se casar comigo! E me deu um anel! Esse anel, eu o estou usando! Ele disse que a pedra lembra meus olhos, mas não é tão linda nem de longe!

Amanda fez uma careta diante de tamanha breguice, mas não pôde deixar de sentir-se feliz pela amiga.

E mais ainda, por si mesma.

Agora, Lily Evans não seria mais um Fantasma a atormentá-la!

Talvez só a atormentasse pela inveja que ela não podia deixar de sentir...

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Amanda simplesmente não estava entendendo a reação de Snape ao que Lily, emocionada, acabava de lhe contar.

- Mas você bem sabe que ele não vale nada! – Snape berrava. – E depois de tudo o que ele fez! Como pôde!

- Mas... Sev! – Lily parecia quase implorar, como se precisasse da bênção do outro – Eu o amo! Sempre o amei!

- Você o ama! Como assim, sempre o amou?! Você parecia odiá-lo! E agora, de repente, mudou de ideia?!

- Sev! – Lily olhava para Amanda, sem-graça e mortificada. – Como pode agir assim? O que está fazendo é... é horrível! Devia torcer por mim! Não vê o quanto estou feliz?!

Snape deu um riso amargo.

- Que bom que alguém está feliz, Evans. Tem sempre que ser você, não é? Aliás, não é à toa que os dois formem um belo par.

Lily mordeu o lábio inferior, sacudiu a cabeça e se deu por vencida. Sussurrou, mais que sem jeito a Amanda um "me desculpe..." e se mandou.

E a realidade voltava, aos poucos. Snape olhou, e percebeu que Amanda estava bem ali, olhando para ele, com uma expressão neutra. Mas a decepção que emanava não tinha como disfarçar.

- Dois anos, Snape... – disse Amanda. – Dois anos, aliás, até mais que isso pra mim, e você ainda só vê o que quer. Pra mim chega.

Ele não tinha ideia do que dizer. Segurá-la, tentar impedi-la, dessa vez... Não seria uma boa solução.

Ele apenas a deixou ir, rezando para que ela não tomasse a pior decisão nesse momento.

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Sentada debaixo das arquibancadas, Amanda chorava. Era noite e ninguém a incomodaria por lá. Todos já deveriam estar dormindo, ou cuidando de suas vidas.

E se ela tivesse feito a mesma coisa, não teria acabado assim.

- Às vezes, eu o odeio! – ela vociferou.

- É... E ninguém pode culpá-la, com certeza. – respondeu uma voz, que se aproximava.

Era Sirius Black.

- Mas que diabos... O que faz aqui? Como me encontrou?!

Ele suspirou, sentando-se ao lado dela.

- Um pouco, a Lily me contou. O resto, eu deduzi.

- A Lily?! Aposto que ficou se gabando. Traidora.

- Não faça o juízo errado dos outros só porque seu namoradinho não presta. A Evans veio falar comigo porque estava preocupada com você. E uma vez, me lembrei de algo que o James me contou. Então, juntei os fatos e te achei.

- Ele não é meu namorado. E eu não entendo que logo você estaria fazendo aqui, Black.

- Não? Fico muito feliz por ouvir isso! E já pedi para não me chamar assim.

- É o seu nome.

- Me chame pelo primeiro nome. É um privilégio que dou a poucos.

- Não faço a menor questão de seus "privilégios", Black. Olha, dá um tempo. É uma péssima hora pra me chatear.

- Mas Amanda, eu não vim te chatear! – ele disse, afastando os cabelos da garota do rosto dela – Eu vim porque me preocupo com você! Será que já não deixei isso bem claro?!

Ela empurrou a mão dele bruscamente, desconfortável com a familiaridade.

- Você é difícil. – ele disse. – Gosto de desafios.

- Eu sei. Ao contrário de mim, você é fácil. Quer dizer, fácil de se ler. Não gosto do seu excesso de confiança sobre a situação, Black. Sei que, como qualquer macho-alfa, você preza uma conquista, mas dessa vez, está dando um tiro no pé.

Sirius deu um grunhido, um tanto ofendido.

- Você está errada mais uma vez, Amanda Rice! Eu só tentei... eu só fiz aquela bobagem com seu namoradinho por sua culpa! E nem assim, você me chama pelo primeiro nome!

- Eu- Ele não é meu "namoradinho"! É um idiota! Isso é o que ele é! E merecia aquilo! – ela disse, com olhos se enchendo de lágrimas. Infeliz por demonstrar fraqueza, Amanda se virou e cruzou os braços.

- Eu sinto muito... – Sirius a abraçou pelas costas, aproveitando o momento. – Pra deixar escapar uma garota como você, só pode ser um idiota mesmo...

Amanda se voltou, e o rosto dele estava mais perto do dela do que nunca.

E dessa vez, ela mesma o beijou.