Notas iniciais
Fortes emoções estão por vir. O que estão achando.

Emília da os últimos retoques quando Lívia chega.
—Nossa mãe como esta linda essa casa.
—Você acha que a sua avó vai gostar?
—Sim ...claro que vai.
Passam alguns minutos e Emília ouve o carro de Bernardo, e feito uma criança vai correndo para a frente da casa, esperá-los.
—Mãe- elas dão um forte abraço uma na outra, Emília pensou se seria sempre assim, torci para que sim.
—Oi filha — Vitória afaga o rosto da filha.
—Mãe, tenho uma surpresa para senhora, -pega na mão dela — vamos.
Entra em casa e Vitória no começo não entende nada , mas observa melhor percebe que todas as suas coisas, que tinha colocado a venda estão ali de volta, mas não como antes, pois algumas coisas de Emília, também decorava a casa, coisas que ela tinha levado quando se mudou, tudo junto como tinha que ser, como se ao longo dos anos de convivência tivessem juntado e decorado a casa juntas, ela não aguentou a emoção e começou a chorar.
—Ah minha mãe não faz assim- Emília a abraça- Fiz isso para que fique feliz.
—Mas eu choro de felicidade, não pelas coisas que você trouxe de volta, mas pelo seu carinho e atenção, em pensar em tudo isso pra mim. — Emília chora também abraçada a mãe.
—Eu disse que essa casa era sua, nada mais justo do que ter as coisas da dona nela.- ela da um beijo no rosto da mãe.
—Vamos parar com esse choro- diz Lívia secando as próprias lágrimas- O vó você não viu la em cima.
—Vamos mãe, deixa eu te mostrar- Emília pega na mão dela e sobem as escadas juntas.
Bernardo e Lívia combinam de deixá-las sozinhas.
Lívia aproveita para fazer um convite a Bernardo.
—Bernardo eu estava pensando, meu pai e avô faleceram, eu tenho um enorme carinho por você, nos damos bem, você vai ser marido da minha mãe, nossa como eu enrolo, você poderia, gostaria de me levar ao...me conduzir ao altar no dia do casamento?
—Sim.. Seria uma honra, você me deixa muito emocionado, claro que levo você. — ele fica muito comovido com o convite, sempre gostou dela como uma filha.
Os dois se abraçam muito emocionados.

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No andar de cima a emoção também rola solta, Emília leva Vitória até o antigo quarto dela, que ela manteve fechado todo esse tempo, ela abre a porta e assim como no andar de baixo as coisas de Vitória estão todas ali com algumas que Emília acrescentou, tinha umas fotos da Lívia com a Emília, outra de Vitória quando nova que ela nem lembrava, seu pai tinha guardado aquela foto, mas a que mais a emocionou foi uma dela e da Emília em que estão uma de frente para outra se olhando nos olhos, como se conversassem com o olhar, uma segurando a mão da outra, um momento das duas que Raul consegui a foto sem que elas tivessem percebido, era uma foto linda.
—Mas essa foto …ela foi tirada ontem.
—Sim..linda ...olha essa- Emília mostra uma onde esta ela,Vitória e Lívia juntas dando sorrisos uma para outra.
—As três gerações- Vitória toca a foto e da uma volta pelo quarto- achei que quanto você ficou com a casa era o primeiro lugar que você fosse ocupar.- ela ri.
—Eu tentei,- Emília sorri para a mãe.- Mas me sentia uma intrusa, tudo aqui era tão seu que fechei porta e não voltei mais, tenho outra coisa para a senhora, só um minuto — ela saí e volta alguns segundos depois trazendo uma pasta.
—Os contratos da Ventura e da casa, são seus.
Vitória os pega e não abre.
—Eu não sei se conseguirei administrar como você.
—Eu ajudo no que precisar, gostou da casa ?
Vitória abraça Emília.
—Sim minha filha- passa a mão no rosto dela — minha Mily.

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Passa alguns dias tudo esta correndo bem Lívia esta a mil com os preparativos do casamento.
Vitória esta frente da Ventura novamente, ela e Emília resolveram dividir o mesmo prédio para administração das empresas, e assim Emília poderia ajudar a mãe no que fosse preciso.
Bernardo continuava no hotel mas algumas noite ele dormia na casa da noiva.
E Emília cada dia mais afundava a cabeça no trabalho, fugindo do inevitável pois cada dia mais o dia temido por tantos anos se aproxima e ela esperava que como todos os outros anos que ninguém tocaria neste assunto, mas ela sabia que este ano seria diferente pois havia Bernardo e principalmente sua mãe, se para ela seria doloroso imagina para a sua mãe, não fazia a mínima ideia de como agir.