Quando ela acorda esta no quarto com Lívia Felipe e Zilda.

–Como foi isso.

–Não sabemos de muita coisa ainda, eu vou ir para lá- avisa Carola.

–O que esta acontecendo- eles se viram e Emília esta na porta do quarto assustada- o que a senhora têm mãe.

–Ai minha filha, vem cá. — ela vai até a cama da mãe e abraça.

–O que ta acontecendo.

–Minha mãe- Lívia se senta do outro lado e segura a mão da mãe. — mãe..e que… ai meu deus eu não consigo.

–Esta tudo bem com bem com você? Com o bebê? — ela começa a entrar em pânico, ela olha para a mãe. — fala mãe.

–Minha filha houve um acidente com o helicóptero de Bernardo, ele caiu em uma mata fechada. — Emília fica paralisada, não demonstra reação nenhuma.- minha filha.

–Carola pega a minha bolsa vamos.

–Mãe nós não sabemos se ele ...morreu

–Não ele não morreu, ele não pode, ele não faria isso comigo- ela esta se segurando para não chorar

–Eu vou com você filha.

Carola, Emília e Vitória embarcam, todas assustadas com o ocorrido, Emília não sabe o que pensar, parece que esta longe vendo toda aquela situação se desenrolar, algumas horas eles estavam juntos , depois veio a briga e agora isso ele não pode ter morrido, não ela se agarrava ao pensamento de que ele estava vivo, estava bem.

Chegando ao Rio elas vão direto saber notícias, um representante da empresa do helicóptero veio falar com ela, no hotel.

O helicóptero caiu ao que parece por uma pane, o piloto minutos antes de perderem contato avisou da pane e que não estava conseguindo pilotar e tinha um neblina muito espessa a sua frente, e perdeu o contato.

As buscas estavam sendo difícil devido a chuva que estava caindo, o difícil acesso ao local e por estar de noite, mas que tudo o que era possível foi feito.

–Dona Emília a senhora quer alguma coisa- o representante pergunta.

–Sim meu marido.

–Minha filha vamos sentar .

–Não eu não posso, eu quero ir até la.

–Impossível senhora- ele diz

–Sai daqui -ela grita- sai..sai.

–Por favor senhor- Carola acompanha ele e diz que assim que tiverem alguma notícia é para avisá-la.

–Minha filha você não quer sentar um pouco.

–Não mãe.- ela fica caminhando de um lado a outro

As horas parecem Intermináveis, ela liga TV e aparece no noticiário: ACIDENTE DE HELICÓPTERO CAI, ESCRITOR BERNARDO BOLDRIN, ESTAVA A BORDO, NÃO HÁ NOTÍCIAS SOBRE OS SOBREVIVENTES, MAIS NOTICIAS AO LONGO DA PROGRAMAÇÃO.

Dai ela senta no chão perto do sofá, Vitória senta atrás e coloca a cabeça dela em seu colo.

–Não quer trocar de canal?

–Não- Ela deixa umas poucas lágrimas caírem- Mãe ele não morreu ne.

–Não...minha filha não — Vitória fica fazendo carinho na cabeça da filha.

Passa algumas horas e alguém bate a porta, Carola abre e é Marina, que entra.

–O que você fez . — ela grita para Emília.

–Por favor sai -pede Vitória

–Ele me ligou dizendo que eles tinham brigado e que precisa sair do Rio. — ela começa a gritar de novo — ela o matou.

Emília como quem desperta levanta e da um tapa na cara dela tão forte que ela cai no chão. — sai daqui agora — a puxa pelo braço

Aproveita que a porta esta aberta

E coloca ela para fora do quarto.

Minha filha- Vitória abraça ela que enfim chora.