Emília esta na sala quando sua mãe entra.
–Oi mãe.
–Oi filha, o quê foi, — e ela chora, e depois conta o que houve. Vitória acalma a filha.
Na semana seguinte ela corre para casa para esperar Bernardo que vai chegar naquela noite, mas ao abrir a porta de casa ela vê pétalas de rosa pelo chão levando ao escritório, seu coração bate forte achando que ele esta lá, mas o que tem é um envelope vermelho com o nome dela, e esta escrito;

“Eu te amo, e estou morrendo de
Saudades, agora sobe .”

Ela sobe as escada e la em cima tem mais pétalas levando ao quarto, novamente ela acha que ele esta lá, abre a porta e tem outro bilhete em cima da cama, ela senta e abre, onde esta escrito um EU TE AMO. Ela chora entre lágrimas ela consegue ver uma rosa estendida para ela, levanta a cabeça e ele esta ali, parado sorrindo como se sempre estive ali, ele estende a mão a ela, sorri e se joga nos braços dele.
Sem trocar uma palavra em pouco tempo estão sem roupas se amando em cima da cama, como que para ter certeza que o outro esta ali.
Depois de saciado o desejo, ele esta escorado na cabeceira da cama tendo ela em cima dele, ele diz :
–Oi
–Oi. — ela senta melhor e olha para ele — mas você não ia vir mais tarde.
–Queria te fazer uma surpresa, sem susto dessa vez. — ele a beija.
–Estava com muitas saudades- ela toca o seu rosto ele beija sua mão.
–Eu também. — e a deita na cama, e novamente fazem amor, só saindo para jantar com Vitória que fica muito feliz pela volta do genro eu sorriso da filha.

Ela já tinha se programado de não ir trabalhar na manhã seguinte, para poder ficar com ele, mas acorda cedo e fica olhando ele dormir por um tempo, depois começa a beijá-lo acordando ele.
Depois eles vão almoçar na casa de Lívia,onde todos ficam felizes com a volta de Bernardo.
–Sabe Bernardo tinha uma pessoa ai muito triste sem você- Lívia olha para a mãe
–Lívia não diga uma coisa dessas, ele vai ficar mais metido do que já é.
–Não sou metido, gostam quando as pessoas admitem que sentem a minha falta.- ela da um beijo na bochecha dele e diz ao seu ouvido que sentiu a falta dele, deixando com uma cara de bobo.
Felipe chega cumprimenta os dois da um beijo e Lívia e acaricia a barriga dela que mal dá pra ver um volume.
–E como você esta Lívia ? E o bebê?
–Estamos bem Bernardo, só estou com sono.
–Como se ela já não tivesse sono o suficiente- Felipe a abraça
–E aquelas coisas de desejos e enjoos você não tem- Bernardo se interessa.
–Só um pouco de enjoou, estão pensando em me dar um irmão.
–Minha filha claro que não, — Emília ri- onde já se viu.
–Porque não mãe?
–Não temos mais idade para isso.
–Mãe a senhora têm 42 anos é nova ainda.
–Melhor mudarmos de assunto, nem quero pensar nisso -ela dá um olhada para Bernardo que esta sério.
Ele se mantém um pouco calado durante o almoço , ela estranha mas não diz nada, já no carro ela pergunta:
–Bernardo esta tudo bem..Bernardo?
–Oi.
–Ta tudo bem?
–Sim está, te deixo na empresa?
–Sim, por favor.
E ele se mantém calado novamente, chegam a empresa ele mal dá um beijo nela.
Ele vai visitar a tia, no caminho vai pensando o que foi que o tinha incomodado tanto, foi “o claro que não” tão convicto que ela disse, como se sempre tivessem conversado e sido resolvido, ele pensava em filhos, mas nunca disse isso para ela, para não parecer apressado, será se era isso que ela pensava, como Lívia disse ela ainda era nova podia ter filhos, não seria a primeira nem última mulher a ter filho depois dos quarenta.