Eles tempos depois estão jantando no maior clima de romance e sedução.

–Bernardo quem nos vê poderia jurar que estamos em lua de mel.

–Emília na lua de mel nós nem vamos sair do quarto.- ela caí na risada.

–Você vai me fazer prisioneira.

–Nada mais juntos, já que desde que nos conhecemos sou prisioneiro do seu amor.

–Como você consegue me deixar encantada- ela levanta da mesa e dá um beijo nele, volta para o seu lugar e dá de cara com Marina entrando no restaurante.

–Oi desculpas atrapalhar, como vai Emília?

–Estou bem.- mal consegue disfarçar o incomodo da presença dela.

–Imagina não atrapalha.- diz Bernardo.

–E que você esqueceu o roteiro da viagem e seu relógio achei melhor trazer e te entregar pessoalmente.

–Não precisava,- ele pega as coisas e coloca de lado, que fica parada.

–Bom vou indo- Emília suspira e então Bernardo faz o inesperado.

–Você já jantou- Emília o fuzila com o olhar .

–Não ainda, na verdade estava saindo para jantar .

–Janta conosco.

–Não quero incomodar.- mas já senta.

Emília não consegue acreditar na cara de pau dela, mas se ela pudesse ela tinha matado o Bernardo, já não basta ter passado a tarde com ela, ir viajar juntos, agora isso, mas tudo bem se era assim que a loira falsa queria ela ia ter.

–Quem diria em Bernardo, você vai casar, de novo, sabe que nós fomos casados ?

–Sim ele disse que teve uma pessoa em um passado distante, que casou cedo demais, que jurou não casar novamente mas acho que não foi muito firme na promessa, afinal foram quantos pedidos amor ? Dois, três?

–Foram três- Bernardo se arrependeu do convite a Marina, lembrou de um jantar de quase um ano atrás, um trocando farpas para o outro, mas naquele caso tudo terminou bem, aqui ele estava vendo que não, se achou bobo por pensar que elas poderiam se dar bem.

–Na verdade quatro se contar o da noite da estreia, pedido no elevador.

–Nossa,- ela se admirou,por Emília ser tão direta em atacá-la mas não demonstrou e continuou — mas ele sempre foi romântico.

–Acho que sim, e persistente também.

–Bom eu acho que as duas não sabem mais eu estou aqui. — Emília vê o quanto ele esta desconfortável.

–Você nunca me disse porque se separaram.- Ela percebe que Marina engasga.

–Você nunca quis saber.

–Sei lá me deu uma vontade- ela sabia que Marina havia o traído, Raul contou a Gema que lhe contou.

–Bom não foi nada demais, como você mesmo disse Emília, éramos jovens demais.- Marina percebeu que seu plano não saiu como previsto, em atrapalhar os dois, mas Emília não se abalou ou não demonstrou, tocava na ferida e mexia com prazer.

–Bom por um lado foi bom, afinal quem poderia imaginar você Bernardo jantando com a noiva e a ex-mulher.

–Podemos mudar de assunto.

A comida chega mas ninguém parece estar com fome, Emília esta morta de raiva, Bernardo de vergonha, e Marina espumando de ódio e joga sua última cartada.

–Tá tranquila com a viagem Emília.

–Sim.

–Afinal três semana longe do amado é difícil. — Emília se segura, Bernardo arregala os olhos, ele ainda não tinha contado que uma semana fora virou três.- eu não sei o que faria

–Mas afinal é um tempo que passa rápido quando tem um casamento a organizar- ela não ia dar esse gostinho de demonstrar que ele não lhe contou.- e eu conto com a sua presença lá no grande dia.

Marina vê que não ha mais nada que possa fazer se retira, minutos depois.

Bernardo olha para Emília que parece estar tranquila.

–Bom achei que você não tinha ciúmes.

–E quem disse que eu tenho.

–Eu queria te explicar. ..

–Bernardo não aqui, não agora, por favor.