Elos Rompidos

5 Capítulo 5 - Uma visita inesperada


Notas iniciais
◇Olá descarados do meu coração, como vocês estão? Sei que hoje não é dia de atualizar a história, mas estava tão feliz, que decidi trazer a vocês um pouquinho de felicidade e espero que vocês gostem da surpresa ♥ ◇Queridos leitores fantasmas, seria tão bom que vocês aparecessem :/ Mendigar comentários é horrível sim, mas é tão bom saber o que vocês estão achando da história. ◇Enfim, espero que gostem deste capítulo, e aproveitem cada pedacinho. ◇Beijão, Amber ♥


Construtora

Desde o casamento de Heitor e Rubi, a saúde de Genaro tornou-se um pouco mais frágil. As constantes brigas de seu filho lhe causavam um grande mal-estar, e todos a sua volta estavam bem atentos a isso.

Uma dessas pessoas era Hilda, sua fiel secretária, que foi capaz de esconder o segredo sobre sua bigamia durante anos. O que ninguém imaginava é que havia um outro segredo, que apareceria para atormentar os dois novamente.

Ambos estavam na construtora, realizando suas funções. Genaro encontrava-se trancado em seu escritório refazendo algumas plantas de um novo empreendimento, e Hilda estava na recepção, como de costume, quando foi surpreendida pela visita de um homem.

Seu coração disparou, e sua pele ficou pálida. Sua expressão de pânico causou uma pitada de felicidade no coração do homem que a observava.

— Olá Hilda, surpresa por me ver? Onde está Genaro?

— Não pode ser... Você está morto... foi condenado a prisão perpétua, não foi?

— O tempo não foi muito generoso com você Hildinha... agora, responda minha pergunta. Onde está o meu compadre? — Indagou ignorando a pergunta da mulher.

— O Sr. Genaro está na sala dele, mas tenho certeza que não vai querer te atender. Então é melhor você sair daqui, ou eu vou chamar a segurança.

— Chame, eu não me importo. — Falou o homem. — Não precisa me indicar qual é o caminho. Eu ainda lembro bem deste lugar. — Completou deixando-a sozinha.

Mais tarde — Casa dos Peres

Heitor estava inquieto por não conseguir o perdão de Rubi e estar em casa sozinho o deixava pior. Todos os detalhes lembravam sua adorável esposa, e estar longe dela por um longo tempo o deixaria louco.

Então ele decidiu ir até a casa de sua sogra, para convencer a bela senhora Ferreira de que este não era o momento de ambos desistirem do compromisso que haviam firmado a alguns anos.

— Que bom que você chegou Rubi, Heitor e eu estávamos te esperando para o jantar. — Falou Dona Rosário empolgada.

— Está fazendo o que aqui Heitor? Conversamos hoje cedo, e eu já tomei a minha decisão.

— Acontece que eu não estou de acordo. E vou fazer o impossível para ter você ao meu lado.

— O tio Heitor te ama muito tia Rubi. — Interviu Fernanda que estava ao lado do rapaz. — Você não gosta mais dele?

— Fernandinha, isso não é assunto de criança. Deixe os dois conversarem! Vamos lá para dentro. — Repreendeu a senhora Peres que segurou a mão da pequena em seguida para conduzi-la para o quarto.

— Heitor, você só está dificultando as coisas. Eu não quero brigar com você. Só quero me afastar de tudo isso por um tempo. Vê se entende. — Respondeu a jovem antes de ficar totalmente pálida. O rapaz percebeu que algo não estava bem, e só teve tempo de segura-la para que ela não caísse no chão.

— Rubi?! — Falou Heitor confuso sacudindo-a. — Dona Rosário?! — Gritou o rapaz desesperado.

— O que aconteceu? — Perguntou a senhora assustada ao voltar para a sala e encontrar sua filha descordada.

— Minha tia. — Disse Fernanda paralisada.

— Nós estávamos conversando e ela desmaiou. Eu não sei o que houve, eu não fiz nada... vamos leva-la para o hospital.

— Fernanda, vem. — Ordenou Rosário. — Você vai ficar com a Dona Lola enquanto a vovó vai para o hospital com a tia Rubi e o Tio Heitor. — Completou.

— Eu quero ir com a tia Rubi. — Protestou a menina. — Quero que ela acorde.

— Ela vai ficar bem minha princesa, e eu prometo que vou cuidar dela! — Respondeu Heitor pegando sua esposa no colo em seguida e indo para o pátio da vila.

Os moradores logo se ouriçaram ao ver o rapaz carregar Rubi para o carro. Curiosos, eles cochichavam entre si hipóteses absurdas e alguns chegavam a afirmar que desta vez ele havia matado ela. Não demorou muito para que Dolores aparecesse, fazendo um interrogatório a Dona Rosário.

— O que houve com essa daí? Ela morreu? A vizinha do andar de cima disse que viu o marido bater nela. — Questionou Dona Lola.

— Dolores! — Repreendeu Margarida. — Rosário, ela está louca. Não lhe dê ouvidos.

— O que?! Foi o que eu ouvi. Todos sabemos que ele anda meio pirado ultimamente.

— Lola, não seja maldosa! A Rubi apenas desmaiou e eu preciso que você fique com a Fernanda até a hora em que a Cristina chegar. Estou indo para o hospital com o marido dela.

— E porque ela desmaiou hein? — Insistiu Dona Lola.

— Dona Lola, eu não sei, não sou médica... e não tenho tempo para ficar de papo com a senhora agora. Você pode ou não ficar com a Fernanda? — Perguntou a mãe de Rubi.

— Tudo bem, eu posso. Eu só sirvo para isso mesmo, para fazer favores. Mas explicar o que está acontecendo ninguém explica. — Reclamou.

— Pode ir tranquila porque nós duas vamos cuidar muito bem dela Dona Rosário. — Falou Margarida acariciando a cabeça de Fernanda.

— Ela não lhe pediu favor algum, então larga de ser enxerida Margarida. — Resmungou. — Quem vai cuidar da Fernandinha sou eu. Não é boneca? — Falou Lola vendo a garotinha sorrir em seguida.

— Agora eu tenho que ir. Comporte-se meu amor. — Disse Rosário a garota, indo em seguida depressa para o carro do genro.

Heitor colocou Rubi no banco de trás, ao lado de Dona Rosário e saiu feito louco pelas ruas da capital. O jovem de cabelos louros ficava cada vez mais aflito ao ver que sua esposa não acordava. Sua sogra tentava amenizar a situação, apesar de também estar assustada.

— Me ajudem por favor! Eu preciso que alguém atenda minha esposa, é urgente. — Implorou Heitor desesperado ao chegarem no hospital.

Rapidamente, uma equipe veio lhe prestar socorro e levou Rubi para ser examinada. O arquiteto tentou acompanha-la, mas foi impedido pelo médico que pediu para ele aguardar na sala de espera com sua sogra.

— O que houve com a paciente? — Questionou uma das enfermeiras ao rapaz que passou a mão em seus cabelos desapontado por não poder fazer nada.

— Eu não sei. Estávamos conversando, ela ficou pálida e desmaiou em seguida... e não acorda. Eu não quero que ela morra, não quero.

— Tudo bem filho. A Rubi vai ficar bem, você vai ver que não é nada demais. — Falou Rosário.

— Eu espero, porque não posso viver sem ela.

Alessandro estava em sua sala quando também ouviu o pedido de socorro. A voz lhe soava familiar, e um calafrio percorreu sua espinha, ao perceber de quem se tratava. Ele rapidamente levantou de sua cadeira, e correu em direção ao corredor. Quando viu Rubi desacordada, pensou que Heitor pudesse ter feito algo contra ela, e então acabou perdendo o controle.

— Imbecil, o que foi que você fez dessa vez? — Questionou Alessandro segurando a gola da camisa de Heitor.

— Eu não fiz nada! — Respondeu empurrando o rival. — E você não tem nada a ver com isso! A Rubi é minha. Quando é que você vai superar essa obsessão que tem por minha esposa?

— Que eu saiba, ela lhe pediu o divórcio. E tenho certeza que você a machucou por isso. — Rebateu Alessandro.

— Cala boca infeliz! — Gritou Heitor dando um soco em Alessandro. — Eu jamais faria algo para machucar ela.

— Por favor, parem. — Interviu Dona Rosário ficando entre os dois e olhando para Alessandro em seguida. — Ele não fez nada, a Rubi apenas desmaiou, eu estava em casa quando tudo aconteceu. Por favor Alessandro...

Alguns pacientes e funcionários da ala médica observavam a confusão. O diretor do hospital também não demorou para chegar. Sua testa enrugada e seu nariz tremendo, mostrava o quanto aquilo o deixava irritado. Porém, com muita classe e discrição, o senhor de cabelos grisalhos advertiu aos dois.

— Não gosto de tumulto em meu hospital rapaz, então espero que isso não se repita. Tenham respeito aos enfermos que procuram um pouco de alívio neste local. Se isso se repetir, serei obrigado a convidar o senhor a se retirar. — Ponderou Dr. Escobar à Heitor.

— Me desculpe. Isso não vai mais acontecer... — Respondeu Heitor envergonhado.

— E você Alessandro, resolva seus problemas do lado de fora, ou serei obrigado a tomar decisões sérias quanto a isso. Agora volte a trabalhar. — Ordenou em seguida encaminhando o ortopedista para outra ala.

— Heitor, por favor, mantenha a calma... por minha filha. Eu te imploro. — Disse a senhora nervosa ajeitando os cabelos loiros do rapaz que haviam saído do lugar com a confusão.

Notas finais
E aí, quem vocês acham que é o novo personagem?