Notas iniciais
Hey pessoal!Essa é minha primeira Fanfic baseada em fatos reais, espero que gostem ♥Criticas construtivas são sempre bem vindas *-* Deixem suas opiniões nos comentários! Boa leitura :3

–Você está sendo uma idiota a mais de dois anos e sabe disso!- Ele gritava cheio de raiva olhando no fundo de meus olhos – Você perde tempo e magoa as pessoas que estão ao seu lado por causa de um sentimento, e isso te deixa completamente cega! Faz você não perceber que existem pessoas do seu lado que podem te fazer completamente feliz enquanto você prefere morrer por alguém que já disse na sua cara que não se importa!

Meu coração estava acelerado, o vento que soprava minha face levemente era o mesmo que me deixava irritada, como ele podia soprar tão calmo diante daquela situação em que eu me encontrava?

Era noite e aquela parte do colégio em que estávamos se encontrava muito quieta, exceto claro pelos nossos berros, eu sabia que alguns de meus amigos nos observavam do primeiro andar, mas não prestava atenção nisso, até porque Lucas não parava de gritar na minha cara tudo o que queria dizer a muito tempo e guardava para si. Ele tinha esse defeito, nunca demonstrava o que queria quando deveria, mas quando reagia... era para valer. Ele e nossa melhor amiga, Sarah, me chamavam de bomba relógio quando se tratavam de situações estressantes das quais eu tinha que lidar, mal sabia eles que Lucas era uma bomba relógio um pouco mais grave do que eu, e só reagia em determinadas situações, por pressão. Pressão essa que impunha a si mesmo quando não via solução para um problema que o mesmo criava com intuito de confundir a si mesmo, e nada mais que isso.

– Você acha que é simples assim?! Esquecer alguém que fez diferença na sua vida? – Eu gritava cheia de ódio por ele não me compreender – Eu posso ser idiota, mas eu gosto muito dele, e sei que ele sente algo por mim! Sei que Thomas está mentindo, e também sei o que você sente!

Ele riu sarcasticamente.

– Você só pode estar de brincadeira! O cara disse na sua cara que gosta de outra e que está ficando com ela! Ele não está mentindo Thalia, ele realmente NÃO SE IMPORTA! – Ele disse com ódio de Thomas. – O pior é que você não enxerga... Você não enxerga que eu te amo!

E pronto, aquela frase me atingiu como se uma bala tivesse perfurado meu crânio.

Em seus olhos eu via tristeza, raiva e dor. Lagrimas brotavam nos mesmos, mas não admitiam cair deles. Fiquei estática, como se não pudesse respirar, meus pensamentos estavam longe e meu coração acelerado, só não gritava pois não possuía voz alguma perto da razão que me consumia.

–Eu sei – Respondi para ele sendo honesta – Eu vejo o jeito que me olha, como me trata e como fica quando te conto coisas sobre eu e ele. Desculpe por isso. Você é meu melhor amigo... eu não posso dizer que não sinto nada por você, mas posso dizer que realmente gosto do Thomas.

–Não você não gosta dele. – Ele disse com a cabeça baixa. – Você só é orgulhosa demais para admitir, que algum garoto no planeta não quer estar ao seu lado. Só quer ele como um troféu para sua coleção de conquistas que as pessoas julgam impossível. O pior de tudo, é que você não vê o quão patética está sendo com essa competição estúpida com si mesma. As pessoas têm pena de você Thalia. Enquanto eu só quero te fazer feliz.

Aquilo despertou em mim uma raiva sobrenatural. Meu coração acelerou ainda mais, eu sentia o sangue pulsar em minhas veias, olhei para Lucas com os olhos cheios de lágrimas e virei as costas, começando a correr em direção ao terceiro andar, onde bem longe dali, havia a biblioteca infantil da qual não freqüentava dês do Ensino Fundamental I.

Pedi a uma das moças que cuidava da limpeza a chave de lá, ela foi gentil e me deixou entrar, sentei em um dos pufes coloridos e comecei a chorar desejando voltar para minha infância, quando meu único problema real era escolher qual vestido eu colocaria em minha Barbie naquele momento.

Eu sabia que ninguém iria me encontrar ali, nenhum dos meus amigos, muito menos o Lucas. A biblioteca infantil ficava do lado totalmente oposto as quadras ou ao salão de dança que era onde todos na parte da noite ficavam. Eu subi tantas escadas para chegar até lá que me impressionei com o quão rápido corri. O tempo passou rápido, quando olhei as horas, faltavam 10 minutos para o começo da minha aula de dança, resolvi sair do meu esconderijo e assim que chego ao corredor que dá para as quadras escuto um grito.

–Thalia o Lucas está igual um louco te procurando! — Clarice veio em minha direção enquanto gritava. — Ele colocou todos os auxiliares do colégio atrás de você! E ninguém te encontrava, vai procurar ele agora!

–Obrigado Clari, pode deixar que vou achar ele- Disse sorrindo.

Assim que me virei para continuar meu caminho, fui surpreendida com um abraço.

–Me desculpe, eu falei muita merda. – Lucas me abraçava com tanto arrependimento que cheguei a ter certa dó dele.

Eu sorri e juntos subimos a escada para o segundo andar, quando parei-o no meio do caminho.

Eu havia pensado muito enquanto estava sentada naquele pufe colorido em volta de vários bichinhos de pelúcia e livros infantis. Por incrível que pareça lá é um ótimo lugar para pensar, só não supera o banho, porque afinal as melhores idéias e soluções surgem debaixo do chuveiro. Cheguei a conclusão que meu orgulho me consumia, e que eu gostava sim de Lucas, e não era só como um amigo ou irmão.

–Você tem razão- Disse sorrindo e confusa com meus proprios pensamentos– Só quero ter o Thomas como troféu.

Ele parecia perdido e confuso, não esperava essa reação da minha parte. A parede que deveria existir entre uma escada e outra da qual subíamos era panorâmica, víamos a rua e a Lua enorme no céu, e o vento ainda que de leve, soprava seu cabelo, que nem tão grande nem tão curto, caia sobre sua testa dando-lhe um olhar imaturo e brincalhão , e de certa forma ousado.

–Eu te amo Thalia, e eu sei que não sente o mesmo por mim. Eu só quero te fazer feliz... e o pior de tudo é que não consigo te beijar agora. – Disse ele frustrado.

Eu ri dele, deixando-o mais confuso e na minha mente divertidamente fofo.

– Porque não? –Eu disse dando um passo a frente fingindo estar brava com ele.

–Por que... Eu sei lá. Só não consigo te beijar- Ele disse fazendo biquinho enquanto mexia em seu cabelo- Você gosta de outro, e é minha melhor amiga. Eu não consigo te beijar.

Eu sorri colocando uma mecha dos meus cabelos loiros escuros atrás da orelha.

–Bem, que pena. – Disse sorrindo e o empurrando contra parede, olhando em seus olhos castanhos, deixei o coração agir mais rapidamente que a razão. – Porque eu consigo te beijar.

E então nossos lábios se encontraram pela primeira das várias vezes que viriam a se encontrar.

Notas finais
Deixem seus cometários! Favoritem a história (Caso quiserem acompanhar) e claro, criticas construtivas são sempre bem vindas!Abraços :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.