Elo

7 Capítulo 7.


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem e não deixem de comentar, recomendar, favoritar. capítulo dedicado a meus leitores lindos que eu adoro, tanto para os fantasminhas quanto aqueles que não deixem de comentar cada capítulo, Eu j perguntei na minha outra fic, mas eu gostaria de saber( para os que acompanharam minha doce fera) De quem vocês gostam mais do Arthur ou do Adam( minha doce fera, principe da bela e a fera)?

Fechei meus olhos, tudo parecia acontecer de maneira bem lenta, ao mesmo tempo em que de maneira bem mais viva, podia sentir o vento bater em meus cabelos, atingindo seus cachos castanhos, o barulho do rio correndo a nosso lado, o crepitar incessante da fogueira e o tilintar de espadas e punhais, meu coração batia de maneira bem rápida, como se a qualquer momento planejasse saltar de meu corpete, minha respiração estava desregulada, fazendo com que meu peito subisse e descesse de maneira incessante, o sangue latejava em meus ouvidos e senti algumas lágrimas rolarem em minha bochecha. Eu esperava, esperava que a lâmina atingisse minha pele de maneira fatal, rápida, sem dor, pensava em tudo que eu poderia ter vivido se minha fuga até certo ponto bem sucedida não tivesse encontrado com aquele pequeno obstáculo, pensei em meus pais, em seus sorrisos desconhecidos por mim, no carinho nunca recebido, em todo o amor que eu poderia ter, as histórias e beijos de boa noite, pensei em minha querida Siobhan, a única que me amara de maneira incondicional, pensei até mesmo em Dmitrei, em meu noivo, em como eu daria tudo para que minha vida não findasse naquele momento.

Pude ouvir o chocar de lâminas, mas não dor, não havia dor, nem sangue, eu perceberia aquelas sensações, o cheiro, eu poderia ser capaz de notar aquilo, aos poucos abri meus olhos, mesmo que temendo o que eu poderia encontrar aos poucos me permiti fitar as imagens a minha frente, mesmo com minha visão bastante turva e com toda aquela sensação que tomava conta de meu corpo pude vê-lo, ele segurava o homem a minha frente, Lower, com bastante facilidade, seu punhal estava no chão e o rapaz loiro segurava a espada bem próxima a seu pescoço, podendo facilmente decapitá-lo, todos assistiam a cena atônitos, como se custassem a acreditar.

–Fique longe dela. – ele falou as palavras de maneira bem devagar, impondo em cada uma delas uma ordem, um tom tão autoritário que seria capaz de assustar até mesmo o maior dos soberanos, fazendo com que o mesmo se curvasse e pedisse perdão.

O homem estava inquieto, tentava em vão se soltar, mas o rapaz o mantinha facilmente preso.

–Agora... Desculpe-se... – ele falou, eu nem ao menos conseguia acreditar no que acontecia.

–Perdão Katherina. – ele falou somente, o rapaz o lançou longe e estendeu sua mão para mim, eu a recusei, sabendo que poderia levantar sozinha fazendo o rapaz revirar os olhos perante tanto orgulho.

–Você está bem? – ele perguntou fitando-me com seus belos e intensos olhos azuis anil.

Eu apenas balancei a cabeça positivamente, os demais homens soltaram suas armas, fazendo com que um som de laminas atingindo a relva tomasse conta do ambiente, Lower se aproximou e eu me encolhi atrás do rapaz, eu não queria ser fraca, mas ao mesmo tempo além de todo o medo que senti pela quase morte que enfrentara também sentia a vergonha tomar conta de meu ser por estar praticamente nua em frente a todos aqueles homens.

–Como pode? – ele perguntou fitando alguns homens ao chão, bastante feridos, não só por minha causa, mas também por causa do rapaz. – Meus maiores guerreiros derrotados, por uma dama... Uma jovem com mãos tão delicadas matar assim de maneira tão fria.

–Ora seu... – eu ia partir para cima do pobre cigano, mas senti os braços do rapaz loiro envolverem meu corpo, me pressionando contra seu peito, evitando que eu o machucasse.

–E ela é tão zangada, como pode parecer uma dama... Grande noiva a sua... – ele falou sorrindo, sendo acompanhado pelos demais homens, eu me debatia tentando me soltar, mas assim que aquelas palavras me atingiram eu parei.

–Ele não é meu noivo... – eu falei somente.

O homem riu ainda mais.

–Eu sei que levando em conta os fatos recentes... Vocês recusem mas... O que acham de nos acompanhar, permanecer conosco... Não venceram todas as batalhas.

–Mas é certo que... – eu estava prestes a recusar quando o rapaz me cortou.

–Aceitamos com toda certeza. – o homem pareceu feliz, eu lancei um olhar incrédulo para ele, tentando me conter para não partir para cima dele.

–Pois bem... Venham– ele falou batendo palmas, fazendo com que tods os seguissem, eles cantavam animadamente, rindo alto, como os homens bêbados nos bailes reais.

–Ficou maluco? – perguntei ao rapaz, passávamos por entre as árvores, seguindo os animados homens, o rapaz segurava alguns galhos e estendia a mão, ajudando-me a passar eu recusava, mesmo que as vezes tropeçasse e ele precisasse me segurar, ajudando-me a me manter em pé.

–Creio que seria bom ter ajuda... – ele falou, logo chegamos ao acampamento dos ciganos, em uma ampla clareira, havia várias carroças e tendas, ao centro uma fogueira crepitava, onde algumas mulheres estavam reunidas cozinhando algo.

Elas logo que me viram, puxaram-me pela mão, rindo e cantando, entregaram-me roupas limpas, bem, elas não poderiam ser chamas de roupas, alguns panos, bastante coloridos, que elas envolveram em meu corpo, uma grande saia e um corpete curto para cobrir meus seios, um fino pano cobria minha barriga, mas não impedia que essa ainda assim fosse vista, elas me entregaram pulseiras e colares, eu recusei alguns, mas elas não permitiram que eu saísse sem nenhum enfeite, que eu recusasse todos pelo menos, elas pintavam minha pele animadamente, mesmo que eu dissesse que não seria necessário, desenhando em meus braços, quando finalmente estava pronta segui para o lado de fora, onde o rapaz me esperava, conversando com alguns ciganos e girando uma pequena faca entre seus dedos, ele parecia completamente entretido no que fazia, mas isso não evitou que ele desviasse sua atenção da conversa assim que me viu.

Eu caminhava por entre os grupos de rapazes que conversavam, com a capa que ele me dera em mãos, não esboçava muitos sorrisos, toquei meus cabelos castanhos longos presos apenas na parte superior, de modo que o resto pendia por minhas costas, podia ouvir nitidamente o tilintar dos vários colares e pulseiras que usava. Parei próximo a ele, e entreguei suas vestes, ele a segurou, levando-a próximo ao corpo.

–Nossa! – ele exclamou.

Eu corei violentamente e ele logo notou.

–Eu sinto... – ele disse, mas logo os ciganos nos convidaram a nos aconchegar próximos ao fogo. Eles contavam histórias animadamente, entoando canções desconhecidas para mim e para o tal rapaz, que me lançava olhares de tempos em tempos.

Logo eles serviam um simples jantar, algo para mim até certo ponto estranho, nunca havia sido tratada com tanta simplicidade e indiferença perante um povo, era quase como se nada mais importasse. Eu sentia meu coração pular em meu peito com tamanha felicidade, eu em fim encontrei o que tanto buscava a felicidade.

O rapaz se aproximou de mim, sempre bastante respeitoso, temendo ultrapassar qualquer limite, eu o fitava discretamente, ele era muito bonito, seu corpo másculo e perfeito, assim como sua pele branca e bochechas levemente rosadas, seus cabelos loiros encantadores, mas sem sombra de dúvidas suas obres azuis, cativantes, lindas.

Ele falava sobre assuntos diversos, bastante interessantes para mim, que conhecia tão pouco, onde a vida se limitava aos muros de pedra, que conhecia pouco de seu povo, mas mesmo assim fora capaz de entregar sua vida a um estranho por eles, pelo menos em parte.

–Como fez aquilo? – ele perguntou. – Com as espadas...

–Bem eu... – eu falei baixo.

–Não precisa me contar se assim desejar...

–Trata-se de uma longa e complicada história.

–Para sua sorte, eu disponho de bastante tempo. – ele falou sorrindo para mim, um sorriso tão belo, capaz de iluminar o mais escuro dos lugares, ou iluminar o mais sombrio dos corações, eu sorri em troca e conte-lhe um pouco sobre mim, porém escondendo alguns poucos detalhes, tais como a minha descendência real, meu sangue nobre que a tanto me assombra.

–Eu quero ver... Se me permitir. – falou referindo-se a minhas habilidades.

Eu não queria aceitar, abaixei meu rosto e ele o tomou entre suas mãos macias, como se estas nunca tivessem sido usadas para um trabalho árduo, o que eu logo estranhei, seria ele capaz, um jovem como ele, nunca trabalhar?

–Por favor... – ele pediu de maneira gentil, eu mesmo que a contra gosto e estimulada por todos ao nosso redor aceitei, ele me estendeu a mão e dessa vez eu a aceitei, ele pegou uma espada e eu fiz o mesmo.

Logo nossas espadas se chocavam, ele desviava de alguns golpes meus e se surpreendia quando eu fazia o mesmo, todos me olhavam atentos, como uma dama poderia lutar, ele avançava com a espada e eu recuava algumas vezes, pulando em troncos velhos de árvore e tentando em vão me equilibrar para que não desse a ele o prazer de vislumbrar uma derrota minha. Ele era bastante habilidoso, parecia saber fazer aquilo a bastante tempo. Em um dado momento ele avançou e eu fiz o mesmo, nossas espadas se cruzaram provocando um barulho irritante do atrito do material que compunha a espada, nossos corpos se aproximaram e nossos rostos pareciam quase se fundir, nossas respirações chocavam-se de maneira perfeito e nossos corações pareciam bater em um único ritmo, tudo estava perfeito.

Notas finais
Então?