Elo

8 Capítulo 8.


Notas iniciais
Oi!!!!!! Espero que gostem, eu qeuria pedir um milhao de desculpas pela demora, voces entendem não é mesmo? Em semana de prova eu não tenho tempo nem de respirar, mas euq euria pedir para que não deixem de comentar, quero muitos rewis, recomendacoes e se puderem favoritarkkkk capítulo dedicado a minhas queridas leitoras, especialmente Letícia Paixão, BeatrizBraz, Thalia Pevensi, Luz, Ketharynny Gabriella e a meus leitores fantasminhaskkkkk P.S: Desejem-me boa sorte, tenho uma mega prova de bio amanhã, preciso de muita sorte mesmo.

Eu podia sentir, sentir meu coração pulsar em meu peito de maneira frenética, como se fosse a qualquer momento pular do corpete que eu trajava, podia sentir, o vento frio da noite percorrer meu corpo, provocando um leve arrepio, podia sentir, sentir minha respiração compassada escapar de minha entreaberta boca, sentir, sentir seu hálito exalar o adocicado cheiro de uvas do recém tomado vinho, ser capaz de ouvir por um momento todos os ruídos da floresta, o córrego próximo, o crepitar da fogueira, sentir seu toque no momento que ele me desarmou, seus dedos percorrendo a minha pele, tocando levemente a minha mão, meus olhos se fechando aos poucos, como se nada mais existisse, nada mais importasse, como se em meio a tudo aquilo, só a floresta pudesse nos observar, como se fossemos únicos.

–Incrível! – Exclamou Lower, e isso foi o suficiente para que meus olhos se abrissem e aos poucos eu recobrasse a consciência de meus atos, e me afastasse aos poucos, estabelecendo uma distancia entre nós. – Mas como possível? – ele me perguntou fitando-me de cima a baixo, nem ao menos parecia notar o que quase ocorrera, como se estivesse muito entretido com uma dama manejar espadas.

Minha cabeça parecia girar tantos pensamentos correndo ao mesmo tempo, meu coração ainda batia depressa, e meus ouvidos latejavam, senti minhas bochechas arderem e corri meu olhar para o rapaz, este permanecia de olhos fechados, sua cabeça abaixada, e o rosto tão rubro quanto o meu, ele segurava as duas espadas em mãos e logo tratou de entregar a minha, segurei seu cabo com forca, sentindo os nós de meus dedos protestarem.

–Então Katherina? – ele me perguntou risonho, esperando uma explicação.

–São apenas espadas. – falei cabisbaixa.

–Não... Não são apenas espadas... – ele falou rindo ainda mais alto. – Isso foi incrível, o modo como luta como a espada desliza por entre seus delicados dedos e todo o seu corpo gira de maneira perfeita ao desviar dos golpes. – ele gesticulava bastante enquanto pronunciava cada palavra, eu, no entanto, não conseguia absorver nenhuma das palavras pronunciadas, meu coração apertava aos poucos em meu peito, tomado por tamanha confusão.

–Eu... Eu... Não posso. – falei seguindo sem rumo pelo acampamento.

–Kate? – o rapaz chamou-me com sua voz doce e aveludada, fazendo com que minhas bochechas apenas ganhassem uma coloração mais avermelhada.

Eu fechei meus olhos e reprimi algumas lágrimas, que teimavam em cair, expondo-me, revelando toda a fragilidade e o medo que sentia naquele momento.

–Não me chame de Kate... – falei quase que em um sussurro. – eu mal conheço você.

Não levantei meus olhos para encará-lo, acho que nem ao menos conseguiria fazer isso, mas podia sentir seus olhos azuis repousarem sobre mim.

Minha saia colorida, dada pelas ciganas, arrastava pela relva, enquanto eu caminhava, passava por entre os grupos de pessoas, rapazes fortes, de longos cabelos, riam e bebiam vinho, enquanto degustavam de uma simples comida. Tudo aquilo era tão diferente de minha realidade, eu não crescera em um ambiente como aquele, simples, onde os modos e títulos não importavam, onde a realeza não existia e as pessoas não tinham diferenças, se tratavam como iguais, como um grupo. As crianças corriam livremente, com seus pés descalços tocando a terra, e os cabelos esvoaçando ao vento. Não pude deixar de invejá-las, nunca pudera fazer algo como aquilo, correr, brincar, deixar que meus cabelos pendessem soltos por minhas costas.

Os risos e conversas eram algo tão presente naquele local, tudo aquilo me fazia sentir tão livre, mas ao mesmo tempo, não pude deixar de pensar em momento algum em tudo aquilo que eu havia deixado para trás, pensava em tantas coisas, em Siobhan, que agora trabalhava como uma criada qualquer em minha antiga casa, ou como dama de companhia de outra nobre, pensava nas tardes em que eu passava lutando e depois me esforçando para esconder meus rastros, pensava em Dmitrei, que roubara meu trono de uma maneira tão baixa, pensava até em meu desconhecido noivo, que eu quase traíra, e eu nem ao menos o conhecia, senti as lágrimas rolarem aos poucos por minhas bochechas rosadas e sequei-as rapidamente.

As pessoas lançavam a mim olhares confusos, mas isso não me importava eu apenas seguia sem rumo, caminhando perdida. Sentei-me próximo a um tronco oco de árvore, apoiando meu rosto sob meus braços e fechando logo em seguida meus olhos. Eu não me importava de dormir entre aqueles vários homens, ou que o desconhecido rapaz logo estaria ao meu lado, eu apenas me permitir entregar a minha inconsciência.

Notas finais
Então??