Notas iniciais
Primeira Dramione, e estava sem inspiração. Espero que gostem

Capa de Reid Gray
Betada pela minha parabatai linda Isabela Manito

Hermione nunca pode afirmar que a casa da família Wesley era silenciosa, também com a quantidade de filhos de Molly e Arthur isso seria um milagre, ainda mais acrescentado os genros, as noras e os amigos, como a própria Hermione e o Harry, que eram assíduos frequentadores, desde que iniciaram a amizade com Ronald, há 07 anos. Mas apesar de habituada com rotina agitada dos Wesley, Hermione nunca imaginara a casa como estava agora.

O que começou com uma festa para cerca de 10 alunos da Escola Godric Grynffidor, transformou-se em uma festa com mais de 100 pessoas, com bebidas por toda a parte, e um com extremamente alto para os padrões da Granger. Hermione bem que tentou convencer Gina e Ronald a acabarem com a festa, mas os Wesley eram teimosos e irresponsáveis demais. Pelo menos, eles não permitiram que ninguém fosse ao quintal dos fundos da casa, e foi nesse lugar que Hermione resolveu se refugiar.

DH

Porque eu, Draco Malfoy, o cara mais desejado, popular e inteligente da Escola Salazar Slytherin está tentando entrar de penetra em uma festa?! Ou melhor, porque se quer fui convidado?! Claro que é tudo culpa daquele desgraçado

Uma semana antes:

— Dracoooo...

— Só mais um pouquinho Astória

— Sabe que não podemos Draco, se nos pegam aqui, ainda mais em horário de aula

— Humfp, fala sério morena, só mais um beijinho

— Draco Malfoy e Astória Greengrass.

— Professor Snape.

— Não quero satisfações. Já para a sala do diretor.

Foi nesse dia que o terceiranista, capitão do time de futebol e o queridinho da escola, Cedric Diggory começou a implicar comigo. Já combinou jogos, saídas sem me convidar, e agora a maior festa do ano. Tudo porque ele estava há um ano tentado conquistar Astória. Agora, qual a minha culpa se sou mais bonito!? Desde então aquele filho da puta do Diggory está tentando arruinar minha vida social, mas não vou permitir, afinal, sou Draco Malfoy.

DH

Sentar acompanhada de um livro, na sombra do grande carvalho que existia nos fundos da casa dos Wesley era uma das atividades preferidas de Hermione Granger, ainda mais quando a casa se encontrava cheia de adolescente bêbados. Agora qual a surpresa da morena ao chegar no quintal e deparar-se com um loiro pulando a pequena cerca do quintal?

— Quem é você e o que faz aqui? – Fala ao analisar o garoto

— Calma gatinha, vim apenas para a festa do Diggory – Expunha, deixando a castanha confusa

— Em primeiro lugar, nada de me chamar de “gatinha”, não nos conhecemos, e agradeço a isso, e em segundo lugar, parece que você errou de endereço.

— Veja bem gatinha— Dialogava enquanto aproximava-se perigosamente- Em primeiro lugar, tenho certeza que você adoraria me conhecer, e em segundo, eu conferi o endereço várias vezes. Tenho certeza que o acertei. – Terminou dando o seu sorriso mais galanteador.

— Como já disse, nada de gatinha, esse não é meu nome. E sinto te desapontar, mas eu conheço bem seu tipo, o garoto popular, rico, bonito, que tem todas aos seus pés, mas vazio por dentro. Não estou interessada, obrigada.

Foi então que ao ver o loiro cruzando os braços e franzindo os olhos, ao ponto de ressaltar os músculos do garoto, mas principalmente de perceber o brilho de predador nos frios olhos cinzas do garoto, que Hermione soube: a noite demoraria.

— Gatin

— Não me chame assim!

— Muito bem, então qual seu nome?

— Humm... Granger, Hermione Granger

— Então Herms, você pode pensar que me conhece, mas sinceramente, o único estereótipo que vejo aqui é você: a garota nerd da sala, que pensa ser a mais inteligente, resolvida, madura, e claro, “conhecer” a todas as pessoas, entretanto no fundo é apenas uma dessas adolescentes que não sabe nem quem é. Correto?! – Foi então que a garota percebeu estar prensada entre o carvalho e o loiro a sua frente, o qual possuía um braço em cada lado do corpo da garota, além de exibir uma feição vitoriosa, composta por um sorriso de lado, sobrancelhas arqueadas, um brilho divertido nos olhos e o tom sarcástico na sua voz- A propósito, sou Draco Malfoy.

E então, o loiro simplesmente saiu, indo em direção a festa. Contudo, se ele esperava que essa história acabasse assim, estava completamente enganado.

DH

Draco estava se divertindo com a garota no quintal. Ela era bela, pode perceber que possuía olhos castanhos, cabelos cacheados, mas o que mais chamou sua atenção foi a personalidade, Oh sim, ele adoraria provocar mais a castanha, entretanto, não podia deixar Cedric Diggory o esperando.

— Droga!- Exclamou ao entrar na festa e perceber que não havia ninguém de sua escola ali- Vou te matar Crabbe

DH

Hermione se encontrava sentada, tentando se concentrar em seu livro – o que normalmente não seria uma tarefa difícil- todavia, seus pensamentos insistiam em voltar-se para um certo loiro que acabara de conhecer. Desejava que ao perceber que entrara na festa errada ele voltasse para o carvalho, mas sua mente era lógica, e sabia que seria bem mais prático sair pela porta da frente ou simplesmente ficar e aproveitar a festa, afinal, dificilmente ele seria percebido em qualquer das duas opções.

Estava tão entretida que quase, eu disse quase, não percebeu que o loiro voltou a se aproximar.

— Então percebeu que está na festa errada? — Perguntou ácida, mas Draco pode perceber que apesar da voz, ela apresentava uma expressão jocosa.

— São as consequências de não ter pego o endereço sozinho – Falou brincalhão, enquanto sentava-se na árvore, ao lado da castanha- Os Três Mosqueteiros?! É um bom livro, mas prefiro O Homem da Máscara de Ferro, acho a escrita de Dumas mais aprofunda a respeito dos personagens.

— Você lê? Desculpe, é claro que lê. O que eu queria perguntar se você lê esses livros.

— Claro Herms. Já leste O Corvo?

E assim iniciaram uma verdadeira conversa, sem conceitos pré-estabelecidos, sem estereótipos, como se fossem dois estranhos em um bar. Conversaram sobre livros, filmes, séries. Discutiram sobre a presença de padrões geométricos em quase tudo que cerca a vida do ser humano. Divergiram em relação ao capitalismo, riram ao lembrar dos episódios de How i met your mother, de Friends. Contudo, o mais importante foi que naquela noite se conheceram como Hermione e Draco.

— E então ele perdeu. Como penalidade teve uma torta jogada na cara

Draco ria ao narrar um episódio de suas últimas férias, e foi ali que Hermione percebeu o quão bonito o garoto realmente ela. Seus cabelos loiros que contrastavam com a noite, seus olhos cinzas, que apesar de antes frios, tornaram-se calorosos, e o sorriso, não um galanteador ou zombeteiro, mas sim um sorriso verdadeiro, sem segundas intenções. Logo, Hermione sentiu “mimeomia”, percebeu que eles podiam não ser o estereótipo que expuseram no início, mas frutou-se ao perceber o quão facilmente se encaixavam em outro estereótipo.

— A festa está acabando – Draco chamou sua atenção- Talvez seja melhor ir para casa.

— Oh sim, já são 02h – constatou ao olhar seu celular.

— E nada de bom acontece depois das três horas da manhã – falaram juntos

Então Hermione viu Draco se levantar, e percebeu que não queria que a noite acabasse. Sabia que no dia seguinte voltariam a ser pessoas praticamente desconhecidas, e apesar de não expor, sabia que era exatamente a última coisa que desejava.

— Te acompanho até em casa? – O loiro ofereceu, estendendo sua mão.

— Claro!

E ao ver a castanha respondendo com um sorriso, o coração de Draco pareceu ficar mais calmo. E quando as mãos se uniram, parece que a esperança brotou. E apesar desta, ambos ainda sentiam “Ellipsism”

Notas finais
Ellipsism: Uma tristeza por não ser capaz de saber como a história vai terminar.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!