Notas iniciais
Agora Ellanna estava chorando, as lágrima já não estavam mais nos olhos, mas escorriam pelo rosto. Quando percebeu, Ellanna estava deitada no ombro de Malfoy. Ela não queria levantar, não conseguia. Estava se sentindo como não se sentia há muito tempo: protegida.

Nenhum dos dois, na verdade, acreditava que deviam trabalhar juntos e passar tanto tempo juntos. Ellanna, ao se levantar, olhou ao redor, preocupada de que um trouxa tivesse visto.

-Tem um trouxa ali? –Ellanna perguntou.

-Não... –Draco olhou para o chão.

Ellanna se afastou e sentou em uma pedra que ela tinha conjurado. Abraçou os joelhos e ficou ali por um tempo.

-Sabe que vamos voltar, não sabe? Os Carrow não nos deixarão ser expulsos... –disse Draco. Ellanna não respondeu. Continuava deitada sobre os joelhos.

-Sabe que eu me preocupo tanto com o estudo quanto você.

-Ou quanto a Granger...?

-Ellanna... O que...? Você... –Draco começou a rir.

Ellanna o olhou com uma fúria nos olhos.

-Não. Mas você bem sabe que a Granger é a melhor bruxa da nossa idade!

-Não acho! Na verdade eu conheço uma menina que é muito melhor que aquela Sangue-Ruim. Mas ela ainda não sabe disso. E eu realmente queria que ela soubesse que é melhor que qualquer outra. Pena que eu odeie ela, mas admito, que, como bruxa, ela é muito boa.

Ellanna sorriu. Draco também.

-Obrigada. Você também é muito bom... Mas eu não estava preocupada com isso, eu... Cada vez que eu vejo um Comensal, eu me lembro do meu pai. Pelo o que eu descobri ano passado.

-Entendo...

-Não. –Ellanna sussurrou. –Você não poderia entender!

Draco percebeu que pela primeira vez na vida veria Ellanna chorar. Ele não queria que ela chorasse, então ele a abraçou, teve medo que ela o empurrasse como sempre fazia depois de passar pelos corredores da escola, mas ela não fez isso. Também o abraçou.

-Não somos amigos, mas estamos juntos. Pode confiar em mim.

Ellanna o soltou e o empurrou. Ele a soltou e olhou nos olhos dela. Eles se aproximaram devagar. Estavam perto agora, mas Ellanna ouviu um barulho no meio das árvores. Ela tornou a se afastar, mas segurou forte em sua mão.

-Atrapalho os pombinhos? –perguntou uma voz. Ellanna e Draco olharam para trás.

-Não... Yaxley... Estávamos conversando. –mentiu Ellanna.

-Não insulte a minha inteligência, Ellanna, eu vi os dois bem perto há pouco tempo.

-Inteligência, Yaxley?

Ellanna e Draco riram, Yaxley ficou vermelho de raiva, apenas Ellanna conseguia esse feito. Yaxley sacou a varinha e apontou para Ellanna com um sorriso ameaçador. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Ellanna sacou a varinha dela e apontou para Yaxley. A varinha dele apenas voou para longe. Ele se virou para pegá-la, mas a varinha voou à mão de Ellanna e ela a quebrou. Jogou as duas metades no chão e ela e Draco desaparataram.

Depois que a sensação de falta de ar e cenas rodopiando passou, Draco perguntou:

-Onde estamos? Não é onde devíamos ter ido.

-Eu sei. Desculpe. Eu precisava vir aqui. Venho todas as vezes que fico triste. É onde meu pai me trazia quando eu tinha um ano. Na verdade, eu não me lembro, mas Monstro me contou.

-Monstro, o elfo que era de Sirius?

-Sim. Mas era de meu pai também, e hoje eu sou a senhora dele...

-O que ele contou?

-Que meu pai e eu vínhamos aqui e passávamos o dia todo. Eu corria pela praia inteira, e eu sempre quis morar aqui. Depois eu entrava no mar com meu pai, nós ficávamos horas brincando lá. Voltávamos para a areia e construíamos castelinhos de areia, ele conjurava uma coroa e dizia: “Todo castelo tem que ter uma princesa.”. Então, nós olhávamos o pôr do sol e, de noite, ele me contava uma história, ele sentava na areia e eu sentava de frente. Íamos embora depois disso e eu ia dormir...

Agora Ellanna estava chorando, as lágrimas já não estavam mais nos olhos, mas escorriam pelo rosto. Quando percebeu, Ellanna estava deitada no ombro de Malfoy. Ela não queria levantar, não conseguia. Estava se sentindo como não se sentia há muito tempo: protegida.

Draco não sabia ao certo o que fazer, nunca tinha visto Ellanna chorar e só neste dia, ela já tinha chorado duas vezes. Ellanna levantou a cabeça do ombro de Malfoy e disse que queria ir embora. Draco segurou as mãos de Ellanna e desaparataram.

Chegaram na casa dele, onde estava planejado para irem desde o início (Eles tinham de ir à Floresta do Campo de Quadribol para que Draco pegasse alguma coisa, a mando de Voldemort, Ellanna não fazia a menor ideia do que seria, ao menos, foi isso o que Malfoy lhe contou) e entraram na casa.

-Draco, finalmente, Ellanna! Estávamos com medo de que alguma coisa tivesse dado errada!

-Não... Fomos até a floresta do campo de quadribol porque eu tinha que pegar uma coisa lá, o Lorde das Trevas mandou.

-E que era? –perguntou Narcissa.

-Não posso contar.

-Mas... Você não pode morrer por isso, não é?

-Não, mamãe, não se preocupe com isso. Não vou morrer. Ah! E Ellanna tampouco sabe.

-Mas você não foi junto? – Lucius perguntou.

-Fui... Mas eu estava preocupada com outra coisa...

-A mando do Lorde das Trevas, suponho?

-Não, senhor. A respeito de meu pai. Draco pegava seja lá o que o Lorde o mandou pegar e eu estava sentada em uma pedra lembrando dos meus pais. –respondeu Ellanna, com sinceridade.

-E nós encontramos Yaxley. –disse Draco.

-Yaxley? –Lucius parecia surpreso.

-Yaxley. –confirmou Ellanna.

-Ellanna, Draco! Finalmente vocês dois chegaram. –Bellatrix tinha acabado de entrar na sala.

-Olá, tia Bella. Nós demoramos? –perguntou Ellanna.

-Não. –respondeu Bellatrix.

-Ao menos, conseguimos, Dumbledore está morto. Lamento não ter sido Draco quem fez isso. Soube que foi Snape. Ouvi Harry falando para Gina. Ele parecia furioso. Depois teve uma espécie de luta na escola. A ampulheta com os pontos da Grifinória foi destruída! Bem, Harry perseguiu Snape e tinha mais dois comensais atrás dele, eu não sei quem era, não parei para ver. Enquanto Harry corria atrás de Snape e era perseguido pelos comensais, eu corria ao lado de Draco, nós saímos dos limites da escola e desaparatamos. Fomos até a floresta e voltamos para cá. -Ellanna contou com poucos detalhes a história do que tinha acontecido agora há pouco. Escondendo a parte da praia.

Notas finais
A Ampulheta com os pontos da Grifinória foi destruída!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.