Elizabeth Cooper

1 Capítulo 1 - Prólogo


–Ér...Não gostei muito da cor. — Falei ao entrar no quarto, largando minha mala ao lado da cama. A cor do quarto era rosa, sim rosa! Não sou daquelas meninas que odeia rosa, mas aquele rosa era realmente horrível. Fitei o rapaz de quase 1,90 ao meu lado, ele deu de ombros e me deixou ali.

James, o nome do rapaz é James e e ele é responsável por minha guarda. Para que entendam melhor minha história, meu pai era um agente do FBI, assim como James. Em uma de suas investigações, houve um tiroteio com alguns traficantes e então meu querido progenitor não resistiu, e suas últimas palavras para James foi que ele tomasse conta de mim, eu sei estúpido! Mas como minha única família era o meu pai ele não teve escolha a não ser realmente cuidar de mim, quer dizer, ele poderia muito bem deixar-me para a adoção mas a culpa iria se corroer em torno dele.

Meu nome é Elizabeth, mas todos me chamam de Eliza. Tenho 16 anos e estou sendo torturada por essa parede cor de rosa.

Resolvi sair daquela seção de tortura e desci as escadas, indo diretamente para a cozinha. Abri a geladeira e nada que me agradasse, teria que falar seriamente com James se ele não quisesse que eu morresse de fome.

–Tenho que ir trabalhar, sinta-se a vontade e tente não por fogo na casa, não entre no meu quarto, não grave programas em cima dos meus, não alimente meu cachorro e se sair de casa não chegue tarde! — Disse enquanto calçava os sapatos e saiu me deixando novamente sozinha, ótimo!

James Collins realmente era um visão agradável, 26 anos, cabelos castanho claro, olhos verdes...azuis uma mistura dos dois, um belo furinho no queixo e apesar de eu ainda não ter-lo visto sem camisa, dava pra ter uma noção que seu corpo não era de se jogar fora, o tom de sua pela tinha um toque bronzeado.

Eu por outro lado não chamava muita atenção por onde passava, meus cabelos pretos como a noite iam até meus quadris, olhos castanhos escuros, busto e bumbum medianos, 1,70 de altura e cor branca, levemente puxada para o pardo.

Resolvi assistir algo na televisão, fiquei brincando com o controle até que achei um canal interessante, estava passando uma série policial que eu nunca havia visto e deixei ali mesmo.

Eu adorava séries policiais, talvez por causa do meu pai, quando ele estava em casa nós gostávamos de fazer maratona de filmes e séries policiais, sempre apostávamos em algum suspeito e mesmo essa sendo a área dele, eu quase sempre ganhava.

Ao lembrar de meu pai, sinto uma pontada de tristeza. Eu não gosto muito de choramingar, pois eu sei que isso não vai trazer-lo de volta, e também não curto muito ficar de luto. Ás vezes eu pareço ser uma pessoa fria, sem sentimentos mas eu não vejo necessidade de toda hora mostrar me de luto. Eu o amava, ele era minha única família, me ensinou muitas coisas e apesar de seu trabalho exigir muito do seu tempo sempre que eu precisava eu podia contar com sua ajuda. Ele não era daqueles pais que levam seus filhos para pescar em uma tarde de sábado, ou até mesmo acampar na beira de uma praia mas ele tentava. Lembro-me dele tentando ensinar-me a lutar quando algumas garotas do colegial me ameaçavam.

Saí de meus devaneios e resolvi sair e tomar um pouco de ar. Estava de noite e o ar gelado da rua até que me fez um bem.

(...)

–Mas porque que eu não posso continuar no mesmo colégio? São apenas meia hora daqui James. — Reclamei por causa de sua estúpida ideia de trocar-me de colégio.

–Porque a um colégio que fica a apenas dez minutos e ainda é no caminho do meu trabalho. — Respondeu indiferente, sentando-se no sofá e ligando a televisão.

–Mas você não entende, não sei se você ainda não percebeu mas não sou uma pessoa muito sociável, para eu conseguir minha única amiga que eu tenho precisei de quase cinco anos no mesmo colégio, e eu não quero ter que almoçar no banheiro. -Argumentei sentando-me também ao sofá.

–Você vai se virar muito bem, eu tenho certeza disso! — Respondeu sem ao menos dignar-se a me olhar.

–Saiba que se eu me tornar uma serial killer por minha falta de amizade a culpa é inteiramente sua! — Resmunguei levantando e subindo as escadas indo em direção ao meu quarto.

Prevejo que esse será um longo ano.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.