Elizabeth.

3 O segundo começo.


Notas iniciais
Boa leitura e prestem atenção em cada detalhe do capítulo!

Assim que me despedi de Liam saí correndo para a minha casa. Não demorou muito para que eu chegasse e fosse até a cozinha pegar cookie e leite. Eu tratei logo de caminhar até a biblioteca e vasculhar para encontrar alguns livros sobre a lua.

– Cara, que poeira! — Soprei a poeira de um livro passando a mão por cima dele, lendo o seu titulo. — Parece bom!

Sim, eu havia me esquecido que eu iria ler livros sobre a lua e não sobre feitiços, porém a curiosidade falou mais alto e eu encontrei feitiços bem legais, comecei a pronunciá-los e testá-los.

– Quebrar! — Aponto o dedo indicador para um vaso de flores, fecho os olhos apertando-os e ouço apenas um "tuff", era o vaso se quebrando.

Eu me senti orgulhosa e comecei a olhar e procurar outros livros nas estantes, encontrei um livro mais antigo e limpei sua poeira lendo o titulo "A magia proibida". Amélia chegou naquele mesmo momento e eu tratei de esconder o livro por dentro das minhas roupas. Ela me olhou desconfiada e perguntou :

– Como foi lá?

– Amanhã eu te conto, estou um pouco cansada e confusa.- Respondi.

– Você fez uma festa, né? — Ela indicou o vaso de flor quebrado e os livros jogados.

– Ah...estava com insônia.

– E agora está com sono? Rápida a sua insônia. — Argumentou.

– Para com isso, Mel! — Explodi de nervosismo. — Tenho que ir dormir, tchau!

– Tá, pode ir. Nem precisa arrumar o que você bagunçou, cof cof. — Ela terminou de dizer e começou a me encarar desconfiada.

Saí correndo para o meu quarto e me senti observada no percurso, fechei a porta e desliguei as luzes assim que cheguei para ninguém desconfiar. Deito na cama e pronuncio algumas palavras :

– Acender abajur! — Estalei os dedos e vi a luz do abajur ligar, alarguei um sorriso estonteante.

Abri o livro entusiasmada e comecei a folheá-lo atentamente. A leitura era cansativa e ao mesmo tempo era interessante, peguei no sono quando menos esperava.

Quinta feira, sete horas da manhã.

Acordei um pouco sonolenta e com Amélia batendo na porta sem parar. Coloquei o livro dentro da gaveta da cômoda e fui abrir a porta com uma "alegre cara de sono".

– Nossa, que expressão bonita pra se acordar, Liz. — Amélia sorriu para mim e estacionou uma bandeja de café da manhã na minha cama.

– Hrm, por que me acordou tão...hmmmr...cedo? — Bocejei várias vezes e me sentei na cama tomando o café com os pães recheados de manteiga, como eu gosto.

– Você vai me ajudar a decorar a loja pra inauguração no sábado e você não tem aula. O motivo é que alguma coisa bagunçou tudo, não entendi. — Ela se sentou do outro lado da cama.

– Jura? Que ótimo. — Demonstrei o meu "entusiasmo falso" que ela logo notou.

– Elizabeth, você prometeu que ia me ajudar! As tias estão ocupadas demais e você é a unica! — Ela esboçou um biquinho.

O que eu poderia dizer da minha relação com a Amélia? Para resumir, uma palavra : "irmãs".

– Ok, ok. — Concordei, vencida.

– E me conta, como foi ontem? Seja breve!

– Eu matei ela. Eu tinha mudado de ideia e depois matei ela, não entendi muito. Ela me disse que meus olhos estavam brancos e a lua me influenciou de uma maneira diferente! Eu era outra pessoa! — Terminei com a esperança em que Amélia acreditasse.

– Quanta informação. Olha, ontem foi quando a Elizabeth antiga morreu e provavelmente você ficou mais velha e descobriu que a lua te deixa má. Dupla personalidade e tudo. — Explicou. — Isso acontece comigo, você tem que aprender a controlar ou pode matar alguém tipo eu por motivos bobos.

– Ok. Você não tem nenhum feitiço ou remédio da loja que me ajude com isso não? — Pergunto.

– Não. Isso não leva tempo, é só você não ser muito estressada. E, vamos falar sobre a loja urgentemente!

– Qual o problema da loja? Você decidiu fazer faculdade e vai desistir?

– Não. Apenas quero que você desça as oito e meia e vá para a loja me ajudar, ok? Estou atarefada e tenho que terminar de produzir alguns cremes.

– Você quer que eu pegue plantas nas estufas para você fazer os outros cremes? — Pergunto novamente.

Amélia fazia cremes com ervas e eles eram bons. Ela ia inaugurar uma loja junto com as minhas tias, acho um pouco ruim porque Amélia tem 24 anos e não tem nenhum namorado e nem foi para a faculdade.

– Não, não...eu faço isso. Olha, vou descer e você se arruma e vai me ajudar na organização da loja!

Meu celular tocou e eu atendi.

– Alô.

– Heeeey, Liza! Tudo bem? — A pessoa da voz conhecida gritou do outro lado do telefone.

– O que foi, louca? É a Tifanny? — Aceno para Amélia que sai de fininho com a bandeja nas mãos.

– Vou ir aí na sua casa. Tá? — Tifanny se convidou.

– É, é a Fanny mesmo. — Revirei os olhos. — Ok, mas eu estou de saída. É melhor você ir direto para a loja da Amélia.

Tifanny é uma das minhas melhores amigas. Para resumi-la eu digo : Não é bruxa e é meio doida e hiperativa.

– Tudo bem! Vou te esperar lá, tchau! — Ela desliga o celular na minha cara.

Assim que ela desliga, jogo o telefone na cama e vou para o banheiro do meu quarto fazer xixi, tomar banho e escovar os dentes, nem ligando por Fany ter desligado o celular na minha cara, o que é comum dela fazer.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.