Era manhã, uma ensolarada manhã de quinta-feira, tudo estava calmo, mas algo dentro de mim ainda estava dolorido.Fui até a cozinha, preparei meu chá de camomila e peguei três torradas, como de costume; Levei minhas malas que estavam em meu quarto para a sala, me sentei no sofá e quase terminando o meu chá, peguei o telefone e liguei para um táxi, para que pudesse me levar para o aeroporto.

”triiim” o interfone tocou

— pronto?! — falei.

- bom dia senhorita! o seu táxi ja chegou — falou o porteiro.

- ah muito obrigado! ja estou descendo — falei.

Coloquei o interfone no gancho, peguei minhas malas abri a porta e desci até o térrio

— bom dia senhorita! — falou o taxista.

- bom dia moço — falei.

Ao longe e bem escondidinho um moço me observava, mas minha visão foi tapada por conta do Zé, que apareceu do nada para me desejar sorte

— oi pequena Eliza — falou o Zé.

- oi meu caro amigo — respondi o abraçando.

O abracei tão forte que uma lágrima rolou sobre minha bochecha.

- sentirei muito a sua falta.. você vai fazer muita falta pequena.. espero que seja muito feliz e tenha muita sorte! eu te amo muito ok minha pequena? — falou o zé chorando e sorrindo ao mesmo tempo.

- ai Zé, sentirei muito a sua falta! vou sentir falta de te ver todo fim de tarde e tomar aquele vinho! mas não se preocupe.. eu voltarei cheia de saudades e novidades para poder te visitar! não se preocupe, eu voltarei meu caro amigo — falei com um doce sorriso nos lábios.

- tchau pequena! — falou o Zé ascenando enquanto eu entrava no táxi.

Enquanto o carro ia andando, eu o avistei, era ele, o homem que me fez dar suspiros e sorrisos inevitavelmente.. mas agora, eu estraguei tudo...ascenei para ele, mas com uma dor insuportável na alma e uma lágrima escorrendo sobre meu rosto. Era ele, Ricardo, o meu ex- príncipe. Finalmente o táxi havia chegado no aeroporto, meu chefe me esperava, com as passagens na mão e uma pequena mala ao seu lado.

- oi Srt. Failluti, está pronta? — falou o meu chefe.

- estou sim Senhor! — falei.

- então vamos lá — falou ele me ajudando com as malas.

- ”A hora chegara, agora eu voarei sem ter asas, Agora me desejem sorte!” — falei para mim mesma.

Eu e meu chefe entramaos no avião, nos acomodamos em nossas poltronas, a comiçaria de bordo explicou tudo que teriamos que fazer se o avião caisse, e falou que pela manhã já estariamos em Paris.