Elite de Guardiões

2 Capítulo II - O desejo de cada um


Notas iniciais
No último capítulo tivemos a 1º e 2º Etapa do Teste de Admissão para a Academia Ascar, neste capítulo teremos a 3ª Etapa. Boa Leitura!

Terminada a segunda etapa do teste todos os aprovados se dirigiram à arena, era uma área coberta por areia e com assentos ao redor formando uma arquibancada.

– Será um duelo por vez e por meio de um sorteio decidi quem irá enfrentar quem. – Luc explica. – Por Favor, os primeiros são Annie Hamyu e Bruno Dion venham ao centro e quanto aos outros, sugiro que se afastem. – não demorou muito até que os outros participantes ocupassem os assentos. – Vocês dois, reverenciem! – eles obedecem. – Comecem!

Bruno saca sua espada, corre em direção a Annie com as duas mãos sobre a empunhadura, flexiona sua perna esquerda para frente dando força ao ataque, a lâmina ia de encontro ao tronco da garota. Annie o observa calmamente, com uma expressão séria e fria em sua face, enquanto Bruno mostrava determinação.

–Eu peço a vocês divindades do outro mundo, me dêem sua força. LÂMINA ESPIRITUAL! – O rapaz recita um feitiço, após isso sua lâmina passa a brilhar, sendo que a ponta dela tinha um brilho mais intenso.

A poucos centímetros de a espada perfurar Annie, ela flexiona as pernas e pula no exato momento em que Bruno completa o ataque. Ele fica pasmo ao ver que errou, ainda com a espada reta na horizontal, a garota pousa suavemente sobre a lâmina, e em seguida pula de volta ao chão, sempre mantendo um ar calmo.

–Ora sua... – Bruno enfurecido não desisti e desfere outro ataque, Annie desvia, ele repete o mesmo e a garota ainda a desviar, agora ele traça um ataque surpresa ao se aproximar dela com a espada baixa.

Annie suspira entediada e ergue o braço direito com brutalidade, Bruno é lançado para cima parando bruscamente no ar, ele desesperado se debate a fim de conseguir se libertar de algo que nem ele mesmo sabe o que é, mas obtém fracasso naquilo. A moça que estava com seu braço erguido abaixa-o com ferocidade, fazendo com que o rapaz colida com o solo, uma leve poeira se levanta. Bruno grunhe de dor.

–M-Mas o que?

–Suponho que não saiba o que aconteceu. – Annie revira os olhos. –Deixe-me te dizer novato, você age por instinto, é impulsivo e não pensa, enquanto se preocupava em atingir, eu formava uma corrente de mana e você foi envolto nela no momento em que toquei sua espada.

–Não acredito nisso, pensei que você fosse fraca...

–Oh! Então me subestimou? Você é engraçado, mas numa batalha real você estaria em apuros, ou acredita que um príncipe encantado virá salva-lo quando precisar? Humanos são cruéis, Bruninha. – Annie mostra um sorriso sarcástico em seu rosto e se retira da arena dada à permissão de Luc. Bruno bufou de raiva com a saída da oponente.

Enquanto Luc e outros ajudam Bruno a se levantar, vejo Annie vir em direção aos assentos, ela senta do meu lado já que era o único lugar mais perto que estava disponível.

–Parabéns, você foi incrível. – elogio, mas a reação dela não é muito animadora, me olha de canto de olho e volta tua atenção para a arena.

–Obrigado. – ela agradece de forma seca e fria.

–Ei, poderia ser um pouco mais amigável, não?

–E por que eu deveria ser?

–Bom, com essa sua frieza fica difícil fazer amigos.

–Não preciso de amigos.

–Então ta... – fico quieto, não demora muito e Luc chama os próximos.

–Lisa Fiora e Benjamin Salton.

Finalmente minha vez chega, minha mão começa a soar um pouco, mas ainda mantenho a calma.

–Reverenciem! – nós obedecemos. – Podem começar.

–BOA SORTE BEN! – reconheço essa voz, era Diane que estava a torcer por mim sentada na arquibancada.

Tanto eu quanto Lisa usávamos arcos e flechas, ela se afasta e começa a correr em torno de mim lançando flechas, uma atrás da outra, o objeto cortava o ar numa velocidade admirável, desvio delas dando mortais ou simplesmente abaixando e pulando. Lisa lança um olhar fulminante sobre mim, ela era uma loira linda dos olhos azuis, estava irritada por não ter me acertado ainda.

–Oh querido, que tal dançarmos até a noite? DANÇA SELVAGEM! – não só a velocidade dela aumentou, mas também a intensidade de cada disparo. Só esquivar não seria o suficiente.

Benjamin rola no chão parando próximo a ela. Lisa como estava correndo, não conseguiu parar a tempo de desviar do pé esticado de Benjamin, ela tropeça e depois de rolar umas duas vezes, para estatelada no chão.

Depois de alguns segundos, Lisa se levanta toda empoeirada e olha furiosamente para o rapaz.

–É assim que você trata uma dama? Seu grosso!

–Oras, e por acaso aqui é lugar para uma Dama estar? Numa arena, num duelo? – Senti como se ela quisesse me comer vivo, mas não era um olhar assustador.

–Certo, vamos acabar logo com isso...

Lisa puxa uma flecha, aponta para mim, mantém a flecha segura no arco por alguns instantes.

–Mira perfeita! – um círculo aparece em um dos olhos da garota, aquilo parecia algum tipo de lente. – DISPARO INCADESCENTE!

A flecha seguiu seu trajeto assim como seu usuário determinara. Ao longo do caminho ela foi envolta pelo fogo, Benjamin não tinha tempo o suficiente para desviar, teria de contra-atacar.

–Inimigos do céu, apareçam! – raízes grossas e firmes surgiram do solo formando uma espécie de muro em proteção ao jovem. A flecha que servia a sua mestra não foi capaz de atravessar a barreira por completo, obteve fracasso em seu objetivo. O muro se desfez, Ben observou Lisa arfando, com gotas de suor em seu rosto. A jovem ia disparar mais um flecha, mas não teve força o suficiente e acabou por desmaiar.

Benjamin e Luc correm até Lisa para verificar sua situação, a menina estava febril.

– O que aconteceu com ela professor?

–Aparentemente a magia que ela usa absorve muita energia dela, mas não se preocupe, uma boa noite de descanso e uma alimentação regular é o suficiente para por essa garota de pé. – Luc sorri.

–Tudo bem então.

–Bom, por incapacidade de continuar do seu adversário, você é o vencedor Benjamin Salton.

Volto a me sentar do lado de Annie Hamyu, e dessa vez ela que resolve falar comigo.

–Não foi capaz de parar aquela garota? Você não parece ser muito forte. – Ela faz deboche.

–Mas fui eu quem ganhou, não é mesmo?

–Ganhou por incapacidade de continuar do lado adversário. Isso não pode ser chamado de vitória.

–Você é sempre assim? Faz pouco caso das pessoas e se acha a melhor?

–Você acha que sou assim? – Annie sorri. – Está enganado, só estou brincando com vocês, vendo do que são capazes. Se tem uma coisa que me ensinaram foi a nunca subestimar o oponente, nunca se sabe do que ele é capaz.

–E por que é tão fria assim?

–Não tenho motivos para ser diferente. – Ela fala voltando sua atenção para outro lugar.

–Tem quantos anos Annie?

–17 e tu?

–O mesmo. Olhe, agora é o próximo duelo.

Luc chamou os próximos oponentes, eles duelaram bravamente, foi uma disputa acirrada, acabou por Aspen Leger e Kriss Cheney empatarem, logo foi à vez de Morgan Iacksen e Lindsey Venture, a garota ganha, e por fim o último duelo do dia.

–Eduard Edmundo e Erik Thornton venham ao centro.

Apenas Eduard estava lá.

–Erik Thornton está ai? Se não comparecer dentro de cinco minutos aqui, darei vitória ao Eduard por ausência de participantes.

Alguns minutos se passaram até que sons de passos são ouvidos, era Erik Thornton chegando.

–Está atrasado Erik.

–Minhas sinceras desculpas Senhor Luc, acabei me distraindo com o jardim da Academia e só me dei conta a alguns minutos atrás.

–Que seja. Comecem o duelo, jovens.

Eduard carregava consigo duas adagas, enquanto Erik estava de mãos abanando. Eduard começou a se aproximar com cautela do oponente, quando num piscar de olhos já estava avançando para cima do outro rapaz.

O jovem Thornton estava com as mãos no bolso de seu casaco, mas não foi preciso muito para acabar com a disputa, ainda com os olhos semi cerrados, ele murmura algo para si próprio e abre os olhos com tudo. Eduard Edmundo cai com os joelhos no chão, inconsciente. A vitória estava estampada no rosto de Erik.

–Erik Thornton é o vencedor. – Luc afirma, estava surpreso, porém sabia do que se tratava aquilo, mas não imaginava que um jovem daquela idade poderia executar tal magia. –Então é isso, o teste de admissão para a Academia Mágica Ascar acabou. Os que passaram foi Annie Hamyu, Benjamin Salton, Aspen Leger, Kriss Cheney, Lindsey Venture e Erik Thornton. Parabéns por passarem no teste, a partir de hoje você são membros oficiais da escola. Vocês estão liberados para voltar a suas casas ou fazer o que for de seus interesses. Tchau!

–Que sono... – Erik boceja, ele vai em direção junto dos outros participantes.

–Que fome, acho que deveria comprar um sonho na venda da Dona Joana. – Benjamin segue seu caminho.

–Professor Luc? – Luc vira para ver a Professora Sarah que estava com um sorriso de em seu rosto.

–Oi Sarah. Tudo bem?

–Tudo sim e você?

–Estou bem, eu estava indo tomar um café, quer vir junto.

–Que coincidência, estava a ir tomar um café também, mas vi você e resolvi dar um “oi”. – eles vão até a sala dos professores e pegam uma xícara de café para cada.

–Ué, parece que só a gente que terminou por enquanto.

–Creio que sim, e como foi lá?

–Bem normal, a não ser por um garoto que usou um tipo de magia desconhecida. – Luc mente, ele sabia que tipo de magia era, mas não queria revelar a qualquer um.

–Vai reportar ao conselho?

–Não sei, talvez nem seja nada, este ano tivemos muitos participantes habilidosos.

–Talvez seja isso mesmo.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até! o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.