Elfos, Imortalidade e Magia.

5 Capítulo 5 - Primeira recompensa


Rurion pisa aonde ele se encontrava para ter certeza que era uma forma física, e essa coisa se mexeu e soltou um rugido que o quase deixou surdo. A criatura abre os olhos para ver o que atrapalha o seu dono, ele avista Rurion em cima de seu nariz, ele vê aquilo como um brinquedo e o joga para cima. Rurion, ao começar a “subir” seu arco cai entre os dois olhos grandes e salientes da criatura, que reage de uma forma diferente, a criatura, que para Rurion tinha uma aparência dócil, virou uma fera, os olhos mudaram suas cores amarelas para um vermelho meio escuro, começa a subir descontroladamente. Escalando entre a rachadura, ele vai subindo em uma velocidade que parecia não possuir, Rurion tira proveito da situação e sobe em cima da Coisa(apelido sem-noção que Rurion deu para completar seu pensamento) e pega seu arco, o Coisa para de escalar e fica com a personalidade dócil novamente, então é nesse momento que Rurion percebe que a fera fica hipnotizada com seu arco. Parecia que a maldição de seu arco de alguma forma, finalmente lhe trouxe vantagem.

Planejando algo, em cima da cabeça do Coisa, Rurion teve a idéia de fazer o Coisa seguir seu arco ate lá em cima, tocando-o com o arco em seu focinho que o faz virar uma fera. Ao tocar, Coisa vai subindo rapidamente e quando chega ao solo, dá um pulo enorme. Rurion, montado em sua nuca acha que estava tudo bem assim, mas quando tira o arco, ele começa a se evaporizar, pois era uma criatura Sombria. Rurion toca com o arco novamente, o gigante, agora quase abatido, se surpreende com a sobrevivência de Rurion, pega seu machado e vai atacar o Coisa, ele parte o rosto da criatura ao meio, mas pela manipulação do arco, se regenera rapidamente, como se fosse uma sombra que se manifestou em forma física.

Rurion só conseguira fazer a criatura a perder o controle, o que não estava adiantando muito na situação, então Rurion pensou, em um pensamento meio rápido, para que ele pudesse escapar ileso

–“Eu poderia fazer aquilo, mas eu prometi a mim mesmo que não faria isso, mas se eu fizesse, eu não perderia toda a grana que esse cara vale” – Esse era o pensamento de Rurion, que apesar de ser um elfo, tinha ganância igual de um humano.

Rurion, então tira sua luva metálica esquerda, toca em seu arco e sua mão se torna em uma cor tão negra que começa a se camuflar nos pelos do Coisa. Ele toma uma poção de invisibilidade e sai do Coisa que volta a ser dócil e começa a se esconder no local de que ele tinha saído. Rurion amarra o arco no gigante, que vai escurecendo fácil e corre para subir no Coisa, que pelo controle de Rurion, estava seguindo o arco amaldiçoado.

O Coisa se aproxima rapidamente do gigante e o devora, Rurion não conseguiu recuperar seu arco, e em um ato desesperado para não perder seu arco, Rurion entra dentro do organismo do Coisa e fica em seu estomago.

Rurion encontra o Tirano dentro do local de mesmo, Rurion pega seu arco, e quando esta para cortar o estomago do Coisa, ele hesita por um instante e vira para o Tirano e diz as seguintes palavras:

–Ops! Quase esqueci de minha recompensa, não é mesmo? – Diz Rurion com um sorriso malicioso no rosto.

Ele posiciona sua espada, segura firme com as duas mãos e decepta o gigante. Rurion corta o Coisa e sai de seus organismos, que incrivelmente eram claros como leite.

Rurion escapa com a cabeça do gigante e o Coisa começa a morrer, pois estava partido ao meio e a luz solar ainda ajuda-o em sua decomposição.

Rurion, ensanguentado com sangue de gigante e de criatura Sombria, tira partes mais fáceis de tirar com as própias mãos, então, ele guarda sua espada, coloca o arco em suas costas e toma uma poção de antidoto, depois coloca sua luva metalica e o encaixa com seus braceletes de metal.

Andando tranquilamente, com a cabeça de um gigante em suas costas, Rurion segue no local onde estara hospedado, ao chegar todo sujo, o gerente lhe fala:

–MAS QUE BAGUNÇA É ESSA?? OLHA TODA ESSA SUJEIRA QUE VOCÊ ESTA FAZENDO! –Diz irritado, pois toda a entrada e corredor estavam sujos de uma mistura de sangue de gigante e de criatura sombria.

–Não reclame tanto velhote, eu lhe darei dois sacos de moedas de ouro para você ajeitar isso. – Diz Rurion de um tom alto e grosso.

Rurion entra seu quarto, toma um banho longo em sua banheira para limpar todo o sangue que estava presente em seu corpo, ele troca de água três vezes, era muito sangue, ele viu que não adiantou muito e troca mas duas vezes para sair bem. Na ultima água que ele trocou, ele ficou submerso, olhando para cima pensativo, no que deveria fazer com aquela cabeça de gigante que estava escondida com um saco de arroz que ele tinha consumido semana passada.

Terminando o banho, Rurion se seca e veste suas roupas de dormir. Ao amanhecer, bem cedo, Rurion chega todo alegre no bar onde tinha pegado a recompensa com um saco enorme em suas costas. Ele joga o saco no balcão e fala:

–Parece que eu consegui, não é mesmo? Me traga a recompensa, quero ver moeda por moeda. – Diz Rurion, se ajeitando na cadeira confortavel do balcão, a cadeira de negocios do barman.

–S-Sim senhor, é-é pra já!. – Diz o barman surpreendido com o grande feito de Rurion, que volta com onze sacos de moeda de ouro, pesadas e pequenas, aquilo era o ganha pão de nosso caçador.

Pegando os sacos com moedas, ele volta ao local onde estava hospedado, e entrega dois sacos de moedas ao balconista.

–Eu não falei velhote? Sou um homem de palavra. – Fala Rurion olhando com um olhar de dever cumprido ao homem.

Terminando de esconder seu dinheiro, Rurion vai ao mesmo bar pegar outra recompensa, talvez uma que seja arriscada, talvez seja fácil, do mesmo modo, Rurion irá ganhar seu dinheiro.