Elfos, Imortalidade e Magia.

6 Capítulo 6 - Primeiro Acampamento


Chegando no bar, Rurion ve o mural de recompensas, ele analisa e analisa quando ve uma recompensa de um dragão, que vale cem mil moedas de ouro, pois era um dragão que estava destruindo a vila dos humanos.

Depois de perguntar ao barman, ele volta para pegar, mas na mesma hora de toca no papel da imagem, uma shuriken atinge a folha e um braço forte o rasga, fazendo ele se dividir em três.

“Ótimo” pensou Rurion “Agora vou ter que dividir a recompensa com dois palermas”, mas não foi só o pensamento de Rurion, também foi de um forte guerreiro, cujo músculos pareciam ser feitos de gelo e fogo e de uma caçadora de recompensas, que andava com duas katanas, espadas que ela roubou de um poderoso samurai.

–Eu peguei primeiro!. — Diz Rurion encarando os dois.

–Eu atingi primeiro!. – Diz a caçadora.

–Eu fiquei com a maior parte, então o trabalho deve ser meu!.- Diz o gigante com grande satisfação.

–VOCÊS, ESSAS FOLHAS SÃO CARAS, ENTÃO VOCÊS TRÊS TERÃO QUE IR JUNTO, E CADA UM ME DEVE CINCO MOEDAS DE OURO!. – Grita o barman após ver a confusão.

–Parece que o vovô ali tem razão, eu nunca questionei uma palavra dele, bem, se vamos para isso juntos, tenho que dizer que não garanto segurança pra ninguém. – Comenta Rurion.

–Esta tudo bem, pequeno elfo, para começo, meu nome é Libronn, e eu não gosto de companhias. – Revela o seu nome o guerreiro, que pousa a mão nos dois.

–Tudo bem, eu também não gosto mesmo, mas o velhote irá nos caçar ate os confins do submundo que não fizermos isso junto. – Fala Rurion em um tom meio abafado.

–Meu nome vocês não precisam saber, só precisam saber que eu não gosto de traidores. – Fala a garota.

–Tche, isso vai ser interessante. – Diz Rurion encerrando o assunto. – Meu nome vocês também não precisam saber, alias.

Os três saindo do bar, se entalam na porta, então quando finalmente conseguem sair, o velho grita:

–TENHA CUIDADO RURION, VOCÊ É MINHA ESPERANÇA!

“Então é Rurion...” pensa Libronn e a garota.

Rurion fica vermelho, e apura o passo na frente dos dois para evitar constrangimento. Seguindo o caminho onde estavam, iriam dar na floresta sombria depois iam diretamente na abandonada vila de Rurion, onde é usado como cemitério pelo elfos que escaparam da morte.

Adentrando a floresta, Rurion vê um tronco, meio oco, com alguns trapos cinzas quecarregam fios brancos e marrons. Rurion arregala os olhos e não acredita que aquilo seria verdade, que o motivo da sua única verdadeira amizade estava ali, bem em sua frente.

–Podem ir na frente, eu sigo vocês depois. –Fala Rurion em um tom meio depressivo.

O guerreiro e a caçadora seguem em frente, quando ela puxa conversa.

–Aquele Rurion é meio estranho, ele não sabe o que sente. – Fala a caçadora.

–De fato.- Concorda Libronn

Alguns minutos depois, o monstro de braços rochosos e a garota que parecia tão frágil seguiram adiante, quando Rurion aparece na frente deles de costas, ele estava com o braço direito erguido como se tivesse acenando para alguém, e de fato estava, mas ao ver da dupla que ele tinha conseguido, o aceno era pra eles, então ele desceu o braço, virou o rosto, com os olhos brilhantes e cabelos balançando ao vento falou:

–Vamos, uma recompensa nos aguarda. –. Ele parecia não conter sua felicidade, então depois de falar isso, ele expressou um pequeno sorriso mostrando seus dentes, destacando os mais afiados.

Ele continuou andando na frente, como se nada pudesse para-lo, ele sempre quer manter uma aparência séria e sem sentimentos, mas com esses dois ele sabia que no fundo teria algo, era o que seu instinto estava falando.

A jornada era longa, eles teriam que atravessar vários lugares, Rurion, que era acostumado a viver desse jeito, sempre estava consigo uma lista de pessoas procuradas, não importava qual a vila, ele tinha essa lista.

Caminhando pela floresta, o trio não-tão-amigável seguia sem sequer uma palavra, quando avistaram alguma fumaça, Rurion fez um sinal que aguardassem, mas ele não tinha poder sobre eles, então eles foram ver o que era, era uma pequena vila de refugiados de um império que estava por perto, Rurion foi o primeiro a descer e ver do que eles precisavam. Ele realmente queria que os outros dois esperassem. Os dois entenderam e ficaram imóveis.

Rurion conversava em outro idioma para que não pudessem ser ouvidos, traduzindo para a língua usada na época seria assim:

–“Vocês fugiram de que reino?”-. Pergunta Rurion

–“Nós fugimos há 10 anos atrás do reino de Gungh, era um rei terrível, até hoje ele faz com que os camponeses sofram, nosso grupo fugiu com muita dificuldade e decidimos ficar mais fortes e construir um exercito para liberar nosso povo. Toda ajuda seria bem vinda.” – Diz o velho homem, cheio de cicatrizes e músculos.

–Eu poderei ajudar, mas apenas se você der para mim e para minha equipe uma recompensa, e das grandes. – Diz Rurion já falando normalmente para que os dois o ouçam.

–Está bem meu pequeno peregrino, você ira receber sua recompensa logo após de nos ajudar. – Diz com muita alegria o bravo guerreiro.

Rurion faz um gesto para os dois descerem, e assim eles fizeram, Rurion contou para eles todo o plano

–Ok, é o seguinte, nós 3 iremos liderar uma tropa seguida pelo cento, os outros comandantes irão por outras direções, nós iremos ir ao portão do palácio e EU irei diretamente ao rei, onde conseguiremos nossa recompensa, vocês podem matar o quanto quiserem. – Após terminar a explicação, Rurion crava no chão o graveto sobre o desenho que estava representando o plano.

–E por que só você ira ir contra o rei enquanto eu e o grandão aqui ficamos com o resto? – Pergunta a garota.

–Porque fui eu que consegui essa recompensa, e vocês humanos deveriam estar gratos por eu dividir isso com vocês.- Debochando, Rurion se levanta e arma uma espécie de rede para deitar (até por que os elfos eram bem mais avançados que os humanos e tinham inventado muitas coisas que os humanos não tinham nem imaginado.)-O ataque começa de manha bem cedo, estejam preparados. – Rurion deita e apaga a tocha que estava iluminando o seu local de descanso.