Notas iniciais
Oi povo ~~
essa fic acabou de surgir na minha mente porque um fato muito parecido tem acontecido comigo ultimamente, porém envolvendo meu amigo e um boy, hue ~~ e como a mente aqui é criativa, já fiz uma versão com um dos ships que mais amo no mundo ♥ por isso essa fic é um pouco mais leve e simples!
sem lemon porque não pode ter tara HUEHUEHU enfim, espero que gostem!

Nono andar. Era sempre ai que eu o encontrava. Sempre mantinha o mesmo penteado, seu cabelo loiro penteado para o lado, cobrindo seu olho direito, estava sempre bem vestido e possuía uma barba estilo cavanhaque . Sua sobrancelha era um tanto diferente, mas ainda assim não prejudicava sua beleza. Sempre tinha um hálito de nicotina, o que o deixava mais... Atraente? Sexy? Não sei dizer. Porém, não sei se era coisa da minha cabeça, porém eu tinha a impressão de que às vezes ele me provocava. Vez ou outra tocava meu peitoral, dizendo ter um fio, um bicho, ou qualquer coisa por ali, e às vezes me encarava com um cigarro não aceso em sua boca. Bom... Pode ser só minha imaginação, não é?

Eu pouco sabia sobre aquele homem. Só sabia que ele era o cozinheiro da empresa – o que era um grande cargo, visto que nosso chefe, Luffy, não confiava sua comida a qualquer um – e sabia que ele era extremamente mulherengo, apesar de não fazer sucesso entre as mulheres. Ah sim, e ele adorava fumar nas horas vagas.

Eu já trabalhava naquela empresa há três meses, e há três meses eu observava aquele rapaz, e sempre o encontrava no elevador no final do expediente, às dezenove horas. Conversar? Jamais. Eu era quieto, e mantinha essa personalidade para qualquer um. Porém algo naquele loiro me chamava muita atenção, mas posso dizer que pegar o elevador com ele ser tornou um vício.

~~

Acordei cedo — coisa que eu odiava fazer – seguindo para meu café da manhã e para minha higiene pessoal. Como eu morava perto do local onde eu trabalhava, eu sempre podia fazer tudo lentamente. Às vezes até aproveitava esse tempo para dormir mais. Porém hoje precisava estar lá mais cedo, já que o Luffy descobriu um novo lugar que, segundo ele, era ótimo para abrirmos uma filial de nossa empresa. Nós éramos responsáveis pela distribuição internacional de diversos produtos, e por isso nosso chefe adorava abrir cada vez mais filiais. Segundo ele, quanto mais filiais, mais dinheiro, e quanto mais dinheiro, mais carne!”. Como seu braço direito, só me restava aceitar, não é?

Terminei de me arrumar e segui para o trabalho, sendo o último a chegar. Fico pensando a que horas esse pessoal acordou para estar lá tão cedo.

- Zoro! Você acha que somos seus empregados? Você está vinte minutos atrasado! Vinte! — Gritava Nami, uma das responsáveis pelos lucros da empresa.

- Ahn, vinte? — Olhei para o relógio e... Bem, eu estava atrasado mesmo. Mas lá estava eu, então, não importava mais. Só dei os ombros para a ruiva e me sentei.

- Francamente... Como você ainda tem esse emprego?

- Não se estresse, Nami! — Robin sorria, ela era a outra responsável pelos lucros. Afinal, elas eram as mais responsáveis por ali. — Bom, como vocês já sabem, Luffy-san deseja abrir uma nova filial, dessa vez em uma cidade chamada Dressrosa – ela falava e eu não entendia nada, e eu prestava atenção, por incrível que pareça. Apesar de preguiçoso, eu era muito sério quando se tratava de trabalho. Jamais decepcionaria meu chefe. Ao terminar de falar, Robin pediu opiniões. O primeiro a levantar o braço foi justamente quem eu queria que o fizesse.

- E quem vai administrar tudo por lá, Robin-chan?

- Boa pergunta, Sanji! Nós vamos deixar tudo sob controle do irmão de Luffy, Sabo, que está vivendo por lá... — Sanji?- Aliás, Zoro! — Robin me chamou, me tirando do meu “mundo da lua” — Gostaria de pedir para que você fique até mais tarde hoje. Como braço direito do Luffy, vou te deixar responsável por entrar em contato com Sabo para que vocês acertem o que falta. Ele vai saber o que pedir e você vai saber o que dizer. Posso contar com você? Pedirei para que Sanji-san fique com você caso precise de algo para comer. Franky vai construir a nova filial ainda hoje.

- Tudo por você, minha deusa Robin-chan! — Sanji piscou para a morena.

- Ahn, ok. — Apenas dei ombros.

- Aw, deixe comigo! — O rapaz de cabelos azuis fazia sinal de positivo.

O dia correu normalmente. Luffy gritava frequentemente que estava com fome, enquanto fazia palhaçadas com Usopp, nosso carpinteiro, e Chopper, nossa mascote. Apesar de ser o chefe, Luffy era uma criança no corpo de um adulto. Ele era o filho do criador da empresa, Dragon, que decidiu deixar seu filho como responsável para que ele criasse alguma responsabilidade. Não foi totalmente eficaz... Mas enfim. Franky voltou no final do dia, com a filiar já pronta. Que raios aquele cara usava pra ser tão rápido?

Como prometido, fiquei na empresa até tarde. Não demorou muito para falar com Sabo, ele estava tranquilo com o seu trabalho. Só demorei porque eu dormi. Acontece, não é? Quando acordei, já se passava das nove horas, e eu sentia fome. Peguei o telefone e liguei para o cozinheiro.

- Oe, traga alguma coisa. — era a primeira vez que eu pedia algo para ele. Sua comida era simplesmente divina, não sei como alguém pode cozinhar tão bem.

- Você dorme durante duas horas e tem a cara de pau de me ligar pedindo por comida? - Ele reclamava. Cara estranho, nunca conversamos e ele já explodia pra cima de mim. Porém ele tinha uma voz muito... Sexy.

- Ora, se está reclamando, então por que não foi embora enquanto eu dormia? — Percebi o silêncio repentino do outro lado da linha.

- Porque... Eu nunca quebro minha promessa com uma dama! - Ele respondeu quase um minuto depois.

- Ahn, tá certo. Mas então traga minha comida.

Ele desligou, e eu estranhei. Conversamos como se fossemos amigos de anos. E eu me senti bem com isso. Enquanto esperava minha comida, pude ouvir um barulho não muito agradável do lado de fora: chuva. E das fortes.

Merda!”, pensei. Não tinha como sair dali, aquilo era uma tempestade, e com certeza ela não passaria até que eu terminasse de comer. Escutei o barulho do elevador, e de lá saiu o loiro.

- Fiz sushi, gosta?

- Oh sim, adoro. Obrigado. — me sentei, e ele se sentou ao meu lado. Comemos em silêncio e, graças a isso, pude perceber que a chuva só aumentava.

- Merda de chuva! — ele xingou.

- Xingar não vai fazer ela passar mais rápido.

- Nossa, como você é esperto! — ele disse, em tom de deboche.

- Está me zombando, maldito? — Levantei, encarando-o.

- Não vejo problema em te zombar, marimo! — Que bosta de xingamento era esse?

Ele se levantou, deixando seu rosto na altura do meu – visto que tínhamos a mesma altura -, e senti um certo nervosismo quanto à isso. Me virei, dirigindo-me até o elevador.

- Aonde vai, Zoro?

- Vou para casa. Foda-se a chuva, só quero dormir em minha cama.

- Pois me espere, maldito. Você é o único com a chave, e se me trancar aqui eu te mato. — disse o loiro, me seguindo.

Adentramos o elevador e, segundos após a porta se fechar, novamente meu pensamento foi um único “Merda!”. Ouvimos um enorme trovão e, depois disso, todas as luzes se apagaram. O elevador parou.

- Uau, era tudo o que eu queria! — Eu reclamei.

- Xingar não vai fazer a luz voltar mais rápido! - disse o loiro, imitando minha voz.

Me aproximei dele, segurando-o pela gola de sua camisa.

- Vai me zombar até quando, cozinheiro tarado?

- Ora, não tem uma “data limite” para parar de zombar de alguém, não é?

- Pode não ter. Mas há pessoas que gostam de ensinar às outras quando devem parar, certo?

- E acha que eu tenho medo de você, marimo de merda?

Bufei, soltando sua camisa. Ele arrumou a gola, e me encarou.

- Você gosta de me observar no elevador, não é, Zoro? — Estranhamente eu senti meu rosto esquentar.

- E por que diz isso?

- Você sempre está aqui no mesmo horário e, quando entra, não fala nada. Gosta de me observar? — Apesar da escuridão, graças às luzes de emergência eu pude ver que ele tinha um sorriso um tanto malicioso.

- Bom, é a primeira vez que conversamos no elevador, não é? E conversamos como se não fosse. — sorri.

- Oh, sim, se sente honrado por conversar comigo? — ele retribuiu o sorriso. Novamente pude sentir o cheiro de nicotina que saía – E você parece gostar de mudar de assunto.

- A única coisa que você faz de bom é sua comida. E bom, não estou mudando de assunto.

- Hm, fala como se nos conhecêssemos há anos, não é? Me diga no que você é bom, então.

- Posso te mostrar, o que acha?

Preensei-o contra a parede, deixando meu rosto a milímetros do seu. Sentia sua respiração um pouco acelerada. Eu não fazia ideia do que eu estava fazendo – ou do que eu estava prestes à fazer – mas parecia que aqueles três meses só de observação foram um limite.

- Mostre, então. — Ele colocou os braços ao redor do meu pescoço, e eu o beijei.

Diferente do primeiro beijo da maioria das pessoas, o nosso não era calmo. Eu pressionava minha boca conta a dele com força, e Sanji bagunçava meus cabelos. Ele beijava incrivelmente bem, devo admitir. Eu não podia negar que aquilo estava sendo estranho. Eu nunca me atrai por alguém como eu me atrai por Sanji, e tudo aconteceu tão... Rápido. Parecia que o que faltava era uma provocação. E confesso que provocá-lo se tornaria um ótimo passatempo.

Separei meus lábios dos dele, mordendo a parte inferior e passando a língua ao redor dele. Sanji ainda mantinha seus braços em meu pescoço, e pude sentir que suas pernas começavam a tremer.

- O que foi isso, Zoro?

- Eu não sei... Eu só... Me deu vontade de fazer isso.

- Desde quando guardava isso para si?

- Há três meses. Eu não sei dizer... Mas achava você interessante, diferente dos demais por aqui. Gosto disso.

Ele sorriu, me dando um selinho que logo foi se aprofundando. Retribui, dessa vez mais calmo. Levantei-o, fazendo suas pernas ficarem em torno da minha cintura, deixando-o mais confortável. Logo o beijo foi se tornando mais intenso. Eu não podia negar que estava perdendo o autocontrole. Sanji explorava minha boca com desejo, como se estivesse esperando aquilo por meses. Dessa vez, quem se afastou foi ele, repetindo meus movimentos da vez anterior.

- Oe, mas e você? — Perguntei, enquanto ele lambia meus lábios. Ele me deu uma última mordida e sorriu.

- Eu sou muito observador, sabe? Eu notava seu olhar sobre mim e, então, fui falar com a Robin-chan para saber mais sobre você. Segundo ela, você era do tipo “que não se interessava por ninguém”. Então pensei, por que não mudar isso? E aqui estamos.

- Então... Você realmente me provocava?

- Você é realmente lerdo, hm?

- Mas e sua tara por mulheres?

- Nada além de respeito. Damas são seres divinos, merecem toda a atenção e carinho do mundo. Mas não é por isso que vou me apaixonar por uma. Ficou com ciúmes? — Ele sorriu.

Sorri novamente, sentando-me no chão e trazendo o loiro para cima de mim. Ele agora mantinha suas mãos em meu peitoral, e eu levei as minhas até seu quadril, apertando-o, e depois passando minhas mãos em suas pernas que, por sinal, eram absurdamente longas. Um chute de uma perna daquelas não deve ser nada agradável.

Sanji abaixou suas mãos, levando-as até meu abdômen, onde ergueu minha camisa e passou suas mãos por ali. Aquele loiro era realmente bom em provocar. Desabotoei seu blazer, soltando um pouco sua gravata e abrindo sua camisa. Comecei a distribuir beijos pelo seu pescoço e pelo seu peitoral, procurando não marcá-lo. Afastei-me dele, erguendo sua franja e observando seu rosto. Sanji era lindo. Era realmente lindo. Eu me sentia estranho admitindo isso, afinal, eu realmente não conseguia me apaixonar. Mas o cozinheiro era diferente.

Voltei a beijá-lo, terminando de retirar sua camisa. Sentia meu membro já dispertando, o que me deixara um tanto... Preocupado. Eu não gostava de perder meu autocontrole fácil, mas estava a ponto de jogar o cozinheiro no chão e fazê-lo gritar pelo meu nome até amanhã. Procurei me distrair beijando-o como mais força, como se tudo o que eu tivesse era sua boca. Ficamos ali por um tempo longo, e só paramos por um único motivo: o elevador voltou a se mover. Sanji me olhou assustado, levantando-se e se vestindo rapidamente. Fiz o mesmo. Ele ainda arrumava seu cabelo quando a porta se abriu no primeiro andar, revelando Robin, Franky – nosso engenheiro, mecânico, carpinteiro, sei lá. Aquele cara fazia tudo – e Usopp.

- Aw, problema resolvido!

- Vocês estão bem? — Robin perguntou, sorrindo.

- Hm, sim, estamos...

- Robin-chan, você veio me salvar! — o loiro abraçava a morena. Apenas bufei.

Os três se retiraram, — Robin disse que precisava da ajuda deles em outra coisa longe dali — me deixando sozinho com o cozinheiro novamente. Sorri obserando-o arrumar seu cabelo, e novamente o coloquei contra a parede.

- Sabe, eu não costumo deixar as coisas pela metade. — Sorri, levando minha mão até sua virilha. Ele corava.

- E eu não costumo ceder logo na primeira vez, Zoro. Vai precisar de mais do que isso. — Ele sorriu, me dando um beijo rápido e se retirando dali. Sorri, deixando o local também.

Acordei tarde no dia seguinte, por sorte não tínhamos reunião. Cheguei em cima da hora, para não ouvir mais reclamações de atraso vindas da ruiva. Sentei em minha cadeira e fiz o que eu deveria fazer: nada, afinal meu trabalho dependia do Luffy, e por sorte ele não tinha nenhuma ideia na mente. O dia passou rápido e, perto da hora de ir embora, senti o olhar de Robin em mim e, ao retribui-lo, ela se aproximou de mim, sussurrando.

- Eu sei como desligar todas as luzes, Zoro-san. É só adentrar o elevador.

Sorri, fazendo o que ela disse. Nono andar, lá estava o cozinheiro, sorrindo.

- Pensei que você não cedia fácil.

- Essa já é a segunda vez, não é? — ele sorriu.

Adentrei o elevador. A porta fechou. As luzes apagaram.

Notas finais
yaaaay e um milagre chamado 'sem lemon' HUEHUEHUE
~só essa também ( ͡° ͜ʖ ͡°)~
eu ainda tenho dois projetos de fics porém, pra variar, colégio me deixa sem tempo ;u;
espero estar aqui logo logo com vocês, e espero que tenham gostado ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!